Sickly Desire
24 Depois da comemoração
Notas iniciais
O primeiro acordar no dia seguinte foi Freed. Acordou um pouco desnorteado e quando foi se levantar sentiu um braço envolvendo sua cintura. Sem entender, virou o corpo devagar para o lado sentindo um arrepio subir por sua espinha ao ver Laxus dormindo atrás dele. Começou a se lembrar da noite anterior, engolindo em seco. Tentou sair dos braços do loiro sem acordá-lo, mas acabou fracassando.
- Aonde pensa que vai?!
Com os olhos ainda fechados, Laxus tornou a puxar sua cintura, fazendo o menor ficar de frente a ele. Abriu os olhos de uma vez quando sentiu a respiração do menor bem próxima a seu rosto. O que fez Freed tentar recuar.
- Seja educado e me dê bom dia. – ditou puxando o corpo do menor para poder beijá-lo.
A vontade de Freed era de lhe desvencilhar um soco na cara, mas sabia que se fizesse isso todo seu plano estaria arruinando. Abaixou a cabeça, para o loiro não perceber sua irritação.
- B-bom dia! – conseguiu dizer com a voz bem fraca. Não conseguia se acostumar com aquilo.
Laxus sorriu satisfeito. Puxou o queixo do menor, unindo seus lábios ao dele. Freed apertou forte o lençol vermelho que cobria o corpo dos dois, percebendo nesse momento que estava sem roupas.
- Queria elogiar sua atitude de ontem. Fiquei bastante impressionado. Não esperava que você fizesse tudo aquilo! – o loiro mal acordara e já estava provocando o outro.
Freed ficou vermelho de vergonha, reação que Laxus esperava que ele tivesse. Na mente do menor, se passavam as imagens das coisas que ele fizera quando estava totalmente descontrolado. Não conseguia acreditar nas coisas que tinha feito, mas seu corpo e as palavras do outro faziam questão de esfregar a verdade na cara dele. Não respondeu. Apenas continuou de cabeça baixa, repetindo “controle-se” para si mesmo. Estava nervoso e envergonhado.
- Mal posso esperar para repetir a dose. – já sentado, colocou o corpo do menor entre suas pernas, acariciando o peito do menor e apoiando seu rosto no ombro do outro. – Queria ficar aqui e aproveitar mais, porém o dever me chama. Vamos nos levantar que tenho de ir trabalhar agora.
Freed quase deu um grito de aleluia, sentindo o outro dar um beijo em seu ombro. Não esperou o outro repetir suas palavras, de forma que logo se levantou, indo para o banheiro. Laxus iria atrás dele, mas antes resolveu ligar seu celular, percebendo que havia perdido mais de cinqüenta chamadas. Enquanto retornava para seu secretário, Freed tratou de se lavar, correndo ao máximo para evitar que o outro o pegasse no banheiro ainda.
A conversa de Laxus foi demorada, de forma que quando desligou o telefone, Freed já começara a se vestir. Queria aproveitar mais, porém estava cheio de compromissos para a tarde. Ao menos teria tempo para almoçar com o menor.
- Vou me lavar e sairemos daqui. Não seja estúpido a ponto de tentar fugir novamente. Não há nenhum segurança aqui para me tirar de cima de você! – disse já entrando dentro do banheiro.
De costas para a porta onde o loiro entrara, Freed continuava se vestir. Não precisava fugir. Apenas precisava continuar fingindo e conseguiria sua volta para casa. Era nisso que acreditava. Quando terminou, se sentou na cama, ficando corado mais uma vez ao ver os morangos ao lado da cama. Lembrar do que acontecera na noite anterior era vergonhoso, mas não podia negar que sentira um prazer que nunca havia experimentado. Mas sabia que aquilo tinha sido alguma artimanha do loiro.
Ficou sentado na cama, repensando nas coisas que fizera de modo que só percebeu quando Laxus estava à sua frente já vestido e assim como o menor, com os cabelos úmidos.
- Vamos! – o loiro caminhou na direção da porta com as chaves do carro nas mãos.
Em passos rápidos, Freed o seguiu se sentindo uma noiva depois de fazer sexo com o marido. Maldita sensação. Entrou no elevador junto com o loiro, encontrando lá dentro duas mulheres que trabalhavam naquele lugar. Com a entrada dos dois, começaram a cochichar, mas pelo fato do ambiente ser bastante pequeno, foi muito fácil para os dois escutarem sobre o que falavam.
Rindo e até mesmo animadas, uma perguntava a outra se os dois eram gays, comentário que fez o menor ficar vermelho de vergonha e deixou Laxus irritado. Mesmo tendo relações com Freed, não gostava que associassem esse termo a ele. Virou o rosto para xingar as mulheres mas ao fazer isso, viu o menor de cabeça baixa e vermelho de vergonha. Com aquela visão não resistiu e puxou o menor, beijando-o. As mulheres atrás dele ficaram espantadas, enquanto Freed balançava as mãos de desespero. Nesse momento o elevador se abriu e todos já estavam no térreo.
- Vamos ... meu bem! – disse Laxus puxando o menor e rindo. – Ah e se querem saber, é ele quem fica por baixo! – falou enquanto caminhava, acenando de costas para as mulheres que estavam boquiabertas no elevador.
Freed ficou ainda mais vermelho ao ouvir a última parte e antes que ele falasse ou fizesse algo, Laxus o puxou pelo braço para saírem dali. Entregou a chave do quarto na recepção e saiu puxando o menor até o carro. Quando o soltou para abrir o carro, Freed foi atrás dele, começando a gritar.
- Você não tem senso de decência? Como pôde dizer aquilo? — Uma coisa era agüentar as ações do outro, outra era aceitar que ele falasse aquele tipo de coisa, o que para Freed era pior.
- Apenas disse a verdade. – o loiro ria ao ver que o menor ainda continuava envergonhado. – Ou preferia que eu citasse o que você fez na noite passada?
Freed tornou a abaixar a cabeça, envergonhado. Estava de mãos fechadas, apertando mais seus próprios dedos. Tinha de se controlar ou acabaria fazendo besteira. Laxus destrancou o carro e entrou e o menor repetiu sua ação. Estava colocando o cinto de segurança, ainda de cabeça baixa e rangendo os dentes. Humilhação para ele era pior que dor física.
Seguiram em silêncio até chegar ao restaurante, o que não demorou muito. O loiro tentou puxar assunto com menor enquanto comiam, mas ele não cooperava. Era curto e grosso em suas respostas. Sabia que se desse muita atenção para o outro ele se aproveitaria disso. Além do mais, uma coisa era obedecer, outra era tentar reatar um laço a muito perdido de amizade.
Quando terminaram de comer, Laxus deixou o menor em sua residência. Mandou que os seguranças o vigiassem enquanto ele iria trabalhar. Precaução nunca era demais. Chegando a empresa foi até sua sala para avaliar uma pilha de papéis em sua mesa, antes de uma reunião. Sentia-se animado e de bom humor. Mas alguém acabaria com aquele humor bem rápido.
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