Sickly Desire
25 Contando com a sorte
Notas iniciais
Enrolada em uma toalha, Ângela escolhia qual vestido iria usar para a reunião com Laxus. Mesmo estando muitas pessoas no local, ela poderia facilmente descobrir se o menor estava fazendo o que ela mandara. Se estivesse, o loiro estaria de mau humor com certeza.
Escolheu um longo vestido preto que realçava seus olhos azuis e davam um belo contraste com sua pele branca. Prendeu seus longos cabelos em um coque delicado, deixando alguns fios caídos perto da orelha. Escolheu um dentre os inúmeros sapatos de salto alto que possuía e se pôs a caminhar para sua limusine. No trajeto, ligou seu celular na esperança de que Freed já tivesse irritado Laxus o bastante a ponto de o loiro ter mandado uma mensagem para ela, mas não havia nada. Entrou em seu carro, mandando o motorista seguir para o local da reunião. A mulher tinha estampado no rosto um sorriso maquiavélico.
Chegando a empresa, teve uma surpresa nada agradável. Sorrindo, Laxus a recepcionou já entregando os papéis para a reunião. A mulher apertou os papéis com força, quase gritando de raiva ao perceber que Freed não fizera o que ela mandara. Idiota inútil.
- Você está bem? – o loiro arqueou uma sobrancelha ao ver a mulher apertar os papéis.
- Sim. – respondeu secamente já começando a caminhar para a sala de reunião.
Laxus a olhou sem entender. Mas como sabia que a mulher tinha uma personalidade complicada preferiu não insistir. Pegou os papéis na mesa e a seguiu para poder começar a reunião.
Ângela não conseguia prestar atenção na reunião. Irritada, balançava uma das pernas sem parar, quase chutando a mesa. Se as coisas continuassem daquele jeito não conseguiria fazer com que Laxus a procurasse. Alegando estar indisposta, saiu da sala já ligando o celular. Laxus a olhou desconfiado, afinal não era costume dela fazer aquilo.
Já dentro do elevador, a mulher tentava pensar no que faria. Tinha de ser algo que fizesse efeito rápido, do contrário seria ainda mais difícil fazer o outro esquecer Freed. Sua maquiagem carregada a fazia parecer uma madrasta ruim juntamente com o olhar de ódio que ela ostentava. Se Freed estivesse em sua frente, ela o mataria sem dúvidas. Socava a parede do elevador tentando pensar em algo até que conseguiu ter uma ótima idéia.
A porta do elevador se abriu e ela saiu apressada, de forma que se estivesse sem saltos correria. Já estando no hall da empresa, discou alguns números em seu celular rindo da situação.
- Passe o telefone para o brinquedinho do Laxus. Preciso falar com ele. – disse sem nem mesmo cumprimentar a pessoa do outro lado da linha.
Sentado na cama, Freed esperava o dia passar. Não havia nada que ele pudesse fazer dentro de seu quarto e já estava enjoado de ver televisão. Tinha seus olhos fixos na paisagem que a janela lhe fornecia. Observava os pássaros voarem pensando que depois daquela noite, ser livre seria bem mais complicado. Distraído, levou um susto quando a porta foi aberta de repente. Esperava que fosse Laxus pela agressividade, mas ficou confuso ao ver um dos seguranças do loiro entrar, precisamente o que ele havia desmaiado no dia de sua fuga.
- Telefonema para você. Atenda. – o homem lhe disse já entregando o celular.
Freed nunca havia utilizado aquilo, mas já havia visto Laxus usar, de forma que apenas o imitou.
- S-sim? – ele não sabia o que dizer.
- Freed aqui quem fala é Ângela. Não posso prolongar esta ligação, portanto serei breve. Tive uma idéia excelente para lhe ajudar a se livrar de Laxus. Preciso que me diga o nome de um dos magos de confiança seu. Refiro-me aos que conviviam com você no outro mundo.
- B-bem eu confio em muitos da guilda....
- Não tem nenhum em particular? Que tenha convivido com você por mais tempo? – a mulher começava a ficar irritada com a demora do outro.
- Eu convivia mais com o grupo Raijinshuu. O grupo era composto por mim, Bickslow e Evergreen.
Quando Freed pronunciou o nome de Bickslow ela sorriu. Lembrou-se que uma vez Laxus lhe contara que tinha muito ciúmes da relação do menor com o outro e que eram bem próximos. Aquilo era perfeito.
- Tudo bem Freed eu já sei o que fazer. Vou lhe pedir mais uma coisa e não será fácil.
- E o que seria? – o menor piscava olhando para o chão.
- Você vai ter de ir para o hospital de novo e Laxus não irá te levar se você estiver bem. Eu pensei aqui ... uma forma menos dolorosa e que o obrigue a te levar, seria cortar os pulsos.
- Cortar os pulsos?! – Freed engoliu em seco se assustando. – Mas isso é perigoso!
- Eu sei. – a loira tentava conter o riso do outro lado da linha. – Por isso você vai esperar que ele tenha chegado em casa para se cortar. Não se preocupe o hospital não é longe da casa dele. E então, vai fazer?
- S-sim. – Freed ficou alguns segundos em silêncio refletindo antes de responder. A ajuda da mulher era sua única esperança.
- Ótimo. Eu começarei com minha parte no plano e você entenderá tudo quando chegar a hora. Faça isso hoje ainda para podermos apressar sua fuga. Em breve você será livre.
A mulher desligou o celular sem esperar a resposta do outro. Freed sorriu de leve ao ouvir as últimas palavras da mulher.
Entregou o celular para o segurança que o guardou no bolso e tirou uma faca de sua cintura. Ele já sabia do plano. Jogou a faca ao lado de Freed antes de sair do quarto e tornar a trancar a porta. Freed a pegou um pouco receoso, mas voltou a sorrir ao se lembrar da mulher dizendo que ele seria livre. Ele mal podia esperar para isso acontecer.
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