Sickly Desire
26 Plano em ação
Notas iniciais
Freed teve de esconder a faca debaixo do colchão quando os empregados vieram limpar o quarto. Se pegassem aquela faca ia ser mais difícil conseguir algo para se cortar. Estava com medo. Medo de que desse algo errado e ele acabasse morrendo antes de chegar ao hospital. Mas preferia morrer a continuar com aquela vida.
Depois que os empregados saíram e ele já tinha se lavado, começou a fazer flexões. Sabia que quanto mais seu coração estivesse acelerado, mais sangue sairia do corte. Seria mais arriscado, porém Laxus não hesitaria em levá-lo ao hospital se visse uma grande quantidade de sangue. Falhas não podiam existir.
Fez flexões até que Laxus chegasse o que não demorou muito. Sabia o trajeto do loiro quando chegava em casa então não era difícil. Primeiro ele se lavava, jantava e depois ia para o quarto de Freed. Calculou que aquilo demoraria cerca de quarenta e cinco minutos então tinha de ser rápido. Ligou a TV e com o controle remoto pôde ver que horas eram. Não tirava os olhos do relógio enquanto sentado na cama já estava com a faca posicionada nos pulsos. Respirava rápido de nervosismo, de forma que quase chegava a arfar. Pensava se aquilo era uma boa idéia, mas não tinha escolha. Era a única saída que ele via naquele momento. Sabia que se não fizesse algo se tornaria o eterno brinquedo sexual de Laxus. Quando faltavam cinco minutos para esgotar o tempo que ele calculara, resolveu fazer.
Fechou os olhos, apertando uma pálpebra contra a outra antes de fazer um corte fundo em seu pulso esquerdo. Viu o sangue começar a sair da ferida engolindo em seco. A dor não era nada. Laxus já o fizera passar por coisas piores. Passou a faca para a outra mão para assim poder fazer um corte na direita. O sangue começou escorrer pelo seu braço e a manchar a cama. Jogando a faca para o lado, Freed se sentou no chão ao lado da cama com os braços abaixados. Apoiou sua cabeça na cama, respirando fundo, mantendo seus olhos na porta. Apenas precisava esperar.
Laxus já havia acabado de jantar e caminhava para o quarto do menor. Queria repetir a relação que tiveram e por isso comprara mais morangos. Não usaria o remédio de novo, mas obrigaria Freed fazer tudo o que tinha feito antes. Seria mais divertido. Com uma sacola em mãos, ele caminhou calmamente até o quarto do menor. Chegando a porta, tirou um molho de chaves do bolso e a destrancou.
A sacola escorregou de suas mãos quando ele viu o menor no chão. Antes mesmo dos morangos rolarem no chão, Laxus já se pôs a correr na direção de Freed que estava quase desmaiando. Havia uma enorme poça de sangue ao redor do menor e o sangue de seus braços não parava de escorrer. Laxus levantou seus braços, pois assim dificultaria que o sangue fosse bombeado pelo coração até os pulsos. Ia lhe perguntar quem fizera aquilo com ele, mas viu a faca caída ao lado.
- Seu ... O QUE VOCÊ FEZ?! – deu-lhe um tapa no rosto, segurando os pulsos do menor com apenas uma mão.
Freed não reagia. Via Laxus gritar com ele e sentia ele lhe bater, mas não escutava direito o que ele falava. Sua visão ficava pior a cada segundo que passava, de forma que começou apenas a enxergar vultos. Vendo que ele não responderia, Laxus começou a gritar por seus seguranças enquanto carregava o menor para fora do quarto.
Apressados, os seguranças pegaram Freed de seus braços, enquanto um outro correra para ligar o carro. Laxus estava desesperado, de forma que seus empregados o aconselharam ir depois do carro ou causaria problemas no hospital. Tiveram de segurá-lo enquanto o carro dava partida para o hospital com Freed já dentro.
Depois que o carro sumiu no horizonte, Laxus se sentou no chão. Ofegava de medo e desespero. Perguntava-se por que estava daquela forma, mas antes que pensasse num motivo, dois empregados cochichando lhe deram a resposta. Ele estava se apaixonando por Freed.
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