Sickly Desire

50 Como ainda posso amá-lo?


Notas iniciais
Um obrigado especial ao Diego que tem realmente me incentivado a continuar escrevendo e postando aqui. Capítulo dedicado a ele (:

A reunião durou até as duas da manhã. Os empresários não perceberam o tempo passar, mas Laxus sim. Imaginava que por todos serem orientais levavam os assuntos de empresa antes mesmo de privações do corpo, então agüentou até o fim sem reclamar.

Quando saiu da sala de reunião percebeu que vários empregados já não estavam ali, mas pode ver uma luz fraca na sala de chá. Todos os outros homens já haviam ido para o quarto, mas o loiro achava melhor beber algo antes de dormir. Abriu a porta sem nem mesmo bater e se deparou com Akeginu dentro da sala tomando chá. Vestida com um kimono rosa claro, ela havia deixado seu longo cabelo preso em um coque, com algumas mechas caindo em seus ombros. A franja quase chegava a tapar seus olhos, que brilhavam com o reflexo da luz das velas.

- Gostaria de um pouco de chá, Sr. Dreyar? – ela ofereceu para o loiro. Já havia separado uma xícara especial para ele.

- Não devia estar dormindo? – o homem entrou na sala, já pegando uma xícara de chá das mãos da mulher e se sentando em frente à mesa.

- Perdi o sono. E o Sr. não irá dormir? – respondia com sua voz carregada de malícia.

- Sim, irei. Mas antes vou tomar um pouco de chá para me acalmar.... – o Loiro ignorou a forma com que a mulher falava, levando a xícara à boca.

Akeginu se levantou e caminhou até ficar ao lado do homem. Não havia mais a xícara em suas mãos, de forma que ela pode tocar os ombros do loiro.

- Se está tão tenso posso lhe fazer uma massagem ..... – disse já começando a massagear antes mesmo de esperar a autorização do homem. Laxus iria recusar, mas quando sentiu as mãos delicadas da mulher em seu pescoço resolveu não questionar.

- Sabe Sr. Dreyar, eu não sei se deveria dizer, mas escutei sua conversa com o Sr. Justine. Já imaginava que vocês tinham essa relação, devido a forma em que o Sr. olhava para ele.

O loiro aos poucos foi relaxando ao sentir Akeginu apertar seus pontos de tensão. Não se importou ao ouvir o que ela dissera, de forma que resolveu deixar isso bem claro.

- Se está pensando em me chantagear com essa informação já irei lhe avisar de que não me importa que isso se espalhe.

- Não é esta minha intenção Sr. Dreyar. Não é algo que eu contaria aos outros também. É uma relação completamente normal. O que eu queria saber é porque o Sr. Justine é tão deprimido e o Senhor parece estar tão desesperado.....

Laxus tombou a cabeça para trás, soltando um gemido de satisfação com a massagem. Akeginu sorria ainda mais, apertando a região com mais intensidade.

- Desesperado? – Laxus ignorou a primeira pergunta, já estava de olhos fechados.

- Sim, desesperado. Parece estar sob forte pressão e pelo o que ouvi posso dizer que o Sr. Justine não tem cooperado para acabar com este stress.

- Realmente estou. Não tenho dormido muito bem estes últimos dias, as reuniões, trabalho ... tudo está me esgotando.

- Entendo – disse a mulher se abaixando o rosto, colocando os lábios bem próximos ao ouvido do loiro, começando a sussurrar. – E há quanto tempo não faz sexo?

Laxus segurou suas mãos para que ela parasse e virou o rosto para olhá-la. Percebeu o olhar que ela lhe lançava e pode entender onde pretendia chegar.

- Desculpe, mas não estou interessado.

- Espere! – disse a chinesa, o segurando para que ele não levantasse. – Tudo o que eu quero é ajudar o Senhor. Tenho certeza de que uma boa noite de sexo o deixará bem disposto..... – a mulher virou o corpo, ficando de frente a Laxus. Aproximou seus lábios aos do maior falando de forma sensual. – Você quer isso Sr. Dreyar ..... você precisa disso .... – assim como quando começou a fazer massagem nele, ela não esperou sua permissão. Uniu seus lábios aos do loiro, iniciando um beijo voraz e quente do jeito que o loiro gostava. Laxus não conseguiu recusar e muito menos deixou de retribuir, esquecendo-se do mundo quando puxou a mulher para junto de seu corpo.

Freed acordou no meio da noite, sentindo frio mais uma vez. Levantou-se e acendeu a luz, percebendo que Laxus não estava no quarto. Achou aquilo estranho, mas presumiu que ele ainda estivesse na reunião. Como sono, o menor se levantou e tentou ajustar o aquecedor sozinho, mas não conseguiu. Com medo de que estragasse o eletrodoméstico, saiu do quarto em busca de um dos empregados para que o ajudasse. Saiu no corredor escuro, segurando uma vela. Havia luz elétrica apenas nos quartos dos hospedes.

Caminhou por alguns minutos pelo lugar sem encontrar ninguém, até que ouviu alguns barulhos vindos da sala de chá. Bateu de leve na porta, mas percebeu que na parte de dentro o barulho estava mais alto, de forma que quem estava dentro não escutava. Não tendo alternativa abriu um pouco da porta, de forma que ele pudesse ver o que quem estava do lado de dentro.

Um arrepio subiu pelas costas do rapaz ao ver a cena. Akeginu estava deitada no chão e o loiro estava de quatro por cima dela. A mulher estava com o kimono aberto deixando exposto todo o seu delicado corpo. Ela gemia, sentindo Laxus beijar seu pescoço com intensidade enquanto apertava suas coxas. O homem estava sem camisa e tinha o pescoço enlaçado pelas mãos da mulher. Akeginu viu Freed ao virar o rosto e não se intimidou. Deu-lhe um sorriso maldoso que foi interrompido por um gemido quando Laxus começou a morder sua orelha.

Engolindo em seco sem saber por que, Freed fechou a porta e voltou correndo para o quarto, o que fez com que a vela que ele segurava se pagasse no caminho. No escuro, o rapaz de cabelos verdes respirava rápido, enquanto encostava as costas na porta. Ele sorria, pois havia percebido que Laxus encontrara outra pessoa para satisfazê-lo. Entretanto seu sorriso não durou muito. Sentindo algo apertar seu peito, o menor deixou que seu corpo escorregasse até que ele caísse sentado no chão. Começou a sentir uma dor em seu peito, uma agonia muito grande. Levou a mão até o peito, ainda respirando rapidamente e se assustou ao sentir lágrimas caírem de seus olhos.

Confuso, ele limpou as lágrimas com as mãos, o que não adiantou. Mais lágrimas caíram de seus olhos e a dor apertava ainda mais seu peito. Freed custou a entender o que toda aquela situação tratava. Sentira a mesma coisa quando vira várias e várias vezes o loiro com mulheres.

- Não ... – ele disse baixo entre soluços. – Não pode ser ..... como eu ainda posso amá-lo? – disse limpando em vão as lágrimas que caíam de seus olhos.

Notas finais
Essa parte em que ele chora ..... já imaginei isso inúmeras vezes ♥