Notas iniciais
Escrevi esse capítulo e o seguinte com a ajuda da Riine. Créditos a ela por todo o capítulo u.u

Já se havia passado dois dias que Laxus tentara lhe enforcar. Talvez por ciúmes ou raiva, Freed não sabia dizer, mas havia dois dias que Laxus sequer aparecera em sua frente. Algo muito bom. Nesse tempo, pôde pensar em um plano de fuga, através das informações sobre a casa que obtivera com a ajuda de Seny. De acordo com a agenda de Laxus, ele viajaria dali a dois dias, e esse seria o momento perfeito para fugirem.

Seny estava animada e feliz com a idéia de sair daquele pesadelo, ainda mais com o Freed ao seu lado. Estava mesmo apaixonada pelo menor e sua afeição por ele parecia apenas aumentar conforme o tempo que passavam juntos. Freed estava tão concentrado no plano que nem percebera a forma como a outra o olhava. Só queria fugir dali e já havia combinado que tentaria encontrar uma forma de voltar para o mundo de onde viera, levando a garota consigo.

Nesse período, Laxus apenas ia trabalhar e voltava, sem nem mesmo passar perto do quarto de Freed. Ainda não sabia o que fazer. Sentia-se incomodado coma idéia do outro estar gostando da empregada. O que faria? O torturaria por isso? O afastaria da empregada? .... De qualquer forma não mudaria o fato de que ele gostava da garota. Mas aquilo não deveria lhe incomodar. Freed era apenas um objeto que o satisfazia sexualmente, nada mais do que isso. Porém Laxus não podia mentir para ele mesmo. De toda forma precisava fazer algo. Não podia deixar as coisas como estavam. Passou o dia inteiro pensando no que faria, até que teve uma brilhante idéia.

Chegou mais cedo do trabalho, animado e decidido a colocar seu plano em prática. Ainda com as roupas do trabalho, andou pela casa afora, gritando o nome de Seny para que ela aparecesse, o que não demorou muito. Com um pano na mão e um balde ao seu lado, lustrava os vasos caríssimos que enfeitavam a biblioteca. Sem lhe dar explicações, a pegou pelo braço e começou a puxá-la na direção do quarto de Freed. Ela não ofereceu resistência. Estava acostumada com aquele ato do outro, de forma que apenas o seguiu, caindo algumas vezes devido os passos apressados que Laxus dava. Chegando ao quarto de Freed, chutou a porta, jogando a empregada dentro do cômodo, que caiu no chão. Freed que estava trocando os curativos deu um salto com o barulho. Ainda segurando as faixas que soltara, ficou olhando aquela cena sem entender.

- Você gosta dela certo? Me prove. – Laxus pronunciou, deixando o menor sem reação. Com os olhos arregalados, a garota se levantou, mantendo a cabeça baixa.

Laxus tinha um sorriso maldoso estampado no rosto. Aquilo além de divertido provaria se o menor realmente gostava da garota. Tinha que ter 100% de certeza de que aquilo não era brincadeira, antes de tomar uma decisão com relação ao que faria. E de qualquer forma seria divertido ver o menor entrar em pânico sem saber o que fazer. Tornou a pegar a garota pelo braço e a empurrou para cima de Freed que a segurou para que ela não caísse.

- Vamos. Prove. – o loiro ditou para acabar com o silêncio que havia no lugar.

Envergonhada, Seny deu um passo para trás se afastando de Freed. Enquanto Freed questionava o loiro o porquê daquilo, ela continuava a olhar para ele, fascinada. A cada dia que passava sua afeição aumentava pelo menor que não percebia isso. Nesse momento pensou em como as mãos que lhe seguraram eram quentes e macias. Elas não lhe apertavam ou lhe agrediam, como todos os outros homens que conhecera fizeram. Suas bochechas estavam coradas e seu olho destampado parecia brilhar vendo o rapaz em sua frente. Freed que continuava a debater com o loiro a necessidade daquilo custou a entender quando viu a garota se aproximar dele, unindo seus lábios. Em passos apressados, a garota ficou próxima a ele, ficando na ponta dos pés para alcançar seus lábios. Contornou as mãos em seu pescoço, o puxando para baixo e lhe dando um beijo demorado. Ela mantinha os olhos fechados e parecia corar mais, enquanto o menor ainda tentava entender o porquê daquilo. Não a empurrou, apenas se manteve parado com os olhos arregalados enquanto os lábios de ambos ficavam unidos.

Laxus que a tudo assistia sentiu um ódio crescer dentro dele. Ver o menor fazendo aquilo com outra pessoa era algo que não conseguia aceitar. Não devia sentir aquilo, sabia disso, mas era algo que não sabia controlar. Assim como sua raiva.

Deu cerca de três passos, puxando a garota pelo braço, fazendo-a soltar Freed e a jogou com brutalidade contra a parede. Freed tentou ajudá-la, mas o loiro o segurou. A garota se levantou, colocando a mão no ombro que doía devido ao choque contra a parede. Vendo que ela se levantou, Laxus soltou Freed e caminhou na direção dela novamente. Ele precisava se controlar e realmente saber se tudo aquilo não passava de uma mentira.