Notas iniciais
Mais um capítulo que a Riine merece os créditos u.u

Seny se encolheu ao ver o loiro se aproximar. Pelas experiências que ela já havia passado com ele, não seria nada de bom. Chegando perto da empregada, Laxus a pegou bruscamente pelo braço virando-a de costas para ele, então arrebentou os botões que prendiam o vestido deixando-o cair sobre os pés da empregada, a deixando apenas com suas roupas íntimas. Seny tinha cicatrizes profundas em sua pele, resultado das torturas sofridas nas mãos de seu mestre que continuou seguindo, fazendo monção que retiraria as peças íntimas. A empregada se preparava para a angústia que viria a seguir quando Freed correu desesperado na direção de Laxus e puxou seu braço. Ele sabia o que o loiro faria e não podia deixar aquilo acontecer. Havia prometido que não a deixaria passar por essas brutalidades mais, mesmo que ele tivesse que passar por tudo no lugar dela. Impaciente, Laxus o empurrou com toda sua força, fazendo-o cair no chão.

- Pare com isso! Exclamou o menor ao conseguir se levantar com dificuldade depois do tombo. — Freed não suportaria assistir o que Laxus poderia fazer com Seny, não poderia e não permitiria. E antes que ele tentasse impedi-lo mais uma vez, o loiro começou a gritar.

- Se não quer me ver fazendo isso, faça você! Prove-me agora que gosta dela como disse, e se você se recusar eu mato essa vadia na sua frente!

Freed se assustou com a forma que Laxus falara. Nunca o tinha visto tão nervoso como ele estava naquele momento. Mesmo depois de anos ao seu lado e já o vendo irritado várias vezes, naquele momento ele parecia um demônio que acabara de acordar. Suas palavras já o tinham paralisado, mas Freed se viu a ponto de entrar em desespero vendo a expressão tão fria e séria que o outro tinha. Ele não sabia o que fazer, e antes que ele pensasse em algo, Laxus jogou a empregada nos braços de Freed que a segurou para que ela não caísse.

- Ande logo que eu não estou com paciência! — Exclamou Laxus com seu tom sério.

Freed sabia que não conseguiria sair daquela situação se não obedecesse Laxus e complicaria ainda mais a situação se ele desmentisse toda sua história naquele momento. Tinha de pensar em algo. Não violaria Seny, pois não se perdoaria por fazer isso e, além disso, se fizesse aquilo, acabaria se igualando ao o monstro que Laxus era. Estava desesperado. Não conseguia pensar em nenhuma forma de se livrar daquilo, então optou por contou a verdade. Engolindo em seco, ele abriu a boca para poder falar, mas neste momento Seny juntou seus lábios aos dele.

Novamente, Freed arregalou os olhos, sem saber o que fazer. Seny que estava encolhida o tempo todo, tomara a iniciativa, puxando-o para um beijo. Desgrudou seus lábios dos dele e apoiou a cabeça em seu ombro para poder falar baixo em seu ouvido.

- E-eu ... te amo Freed. – a garota conseguiu dizer com sua voz tímida e baixa, de forma que apenas o menor ouviu.

Freed ficou sem reação. Jamais imaginaria que Seny sentisse aquilo por ele. E antes que ele tentasse falar algo, Seny tornou a lhe beijar. Sentiu o calor da garota em seus braços e se corou, sentindo aqueles lábios macios e doces nos seus. Aquilo era diferente. Não sentia repugnância ou desespero como sentia quando Laxus o beijava, mas sentiu o carinho e o desejo que Seny tinha para com ele. Laxus que a tudo assistia olhava para aquela cena paralisado. Diferente da outra vez, ele não sabia o que fazer. E como Freed, ficara sem reação ao ver o menor ser beijado. Sentiu um vazio no peito que o fez engolir em seco e se sentou em um poltrona atrás de si para se equilibrar. Era como se alguém tivesse lhe tirado uma parte de seu coração e o rasgado em pedaços. Começou a ofegar vendo aquela cena, ainda paralisado sem saber o que fazer. O vazio que ele sentia aumentou ainda mais ao ver Freed fechar os olhos e por as mãos na cintura da garota.

Entretanto, Freed não sabia o que fazer. Não sabia como tratar uma mulher. Sua única relação mais íntima havia sido com Laxus e na verdade ele fora forçado. Seny percebeu que Freed não tinha muito jeito então tomou as iniciativas. Queria agradar não somente o menor, mas também a ela mesma. Nunca sentira prazer naquilo, mas só o beijo do rapaz já a fazia se sentir bem. Afinal ele foi o único homem por quem ela realmente sentiu afeição e paixão.

Separando-se dos lábios do menor, Seny começou a desabotoar sua camisa. A cada botão desabotoado, ela beijava e lambia as poucos vestígios da pele desnuda de Freed, pois ele ainda tinha algumas ataduras nas feridas que Laxus fizera. O menor sentia cada toque da garota, corando ainda mais. Ela não era uma ameaça.

Seny tinha que aproveitar que Laxus ficara quieto, então não poderia demorar muito, ou o loiro começaria a espancá-los. Mesmo tímida, ela estava dando o máximo de si naquele momento. Mudou suas carícias para o pescoço de Freed e em seguida voltou aos seus lábios. O beijo de Freed era delicado e doce, sua língua dançava junto com a dele e ambos perdiam o ar.

Freed já havia aceitado aquela situação, mas nem mesmo ele sabia dizer o porquê. Aquilo ia contra seus princípios, mas não conseguiu se controlar sentindo os toques tímidos da garota em seu corpo. Mesmo que em pouco tempo, havia passado por torturas e abusos demais. Sentiu como se ela fosse um refúgio naquele momento. Explicações nesse momento não lhe tinham valor, ele apenas queria sentir aquilo. Sentir como era ser amado e não ser machucado por isso.