Sickly Desire
27 Ódio
Notas iniciais
No hospital, Laxus andava de um lado ao outro em frente à sala onde Freed estava. O menor estava inconsciente, os médicos alegaram que ele ficaria bem com algumas transfusões e repouso, porém sua saúde estava seriamente comprometida devido às perdas recentes de sangue que ele tivera. Acreditavam que um pouco de repouso e uma boa dieta alimentar resolveriam isso.
O loiro estava preocupado com essa questão, mas em sua mente não saía a idéia de que o menor tentara se matar. Se perguntava por que ele faria isso. Freed não era o tipo de homem que desistia de algo facilmente, muito menos de sua vida. Aquilo o incomodava. Tentava entender se ele fizera aquilo apenas para ser levado ao hospital e tentar fugir de novo ou se realmente estava desistindo de sua vida. Quando viu o outro se mexer correu até a cama, se sentando ao ver o menor abrir os olhos.
Freed sentia seu corpo mole quando acordou. Estava sem força alguma, de forma que mexer os braços era um pouco difícil. Desnorteado, olhou para os lados, vendo que estava no hospital fazendo mais uma transfusão e tomando soro. Viu Laxus sentado ao seu lado, balançando a perna já impaciente.
- Porque fez isso? – Laxus o olhava visivelmente nervoso.
- O que? .... – Freed não sabia o que dizer.
- Porque fez isso? Responda! – gritou o loiro passando a mão em uma bandeja ali perto derrubando tudo.
- Eu ... eu queria morrer! – Foi o que o menor conseguiu dizer no impulso. Encolhido, sua voz saíra fraca. Não esperava que Laxus tivesse aquela reação.
O olhar de ódio de Laxus se tornou ainda pior. Não aceitaria o menor sair de sua vida, não sem o seu consentimento. Puxou Freed pela camisa com agressividade, quase fazendo os tubos saírem do braço do outro.
- Pois fique sabendo que eu não vou deixar. E da próxima vez que você fizer isso eu vou tornar sua vida insuportável. Fui claro?
Freed arregalou os olhos, “Sim.” foi a única coisa que conseguiu dizer naquele momento com Laxus bufando perto dele. Já o havia visto nervoso várias vezes, mas sabia que ele ficava daquela forma apenas por algo importante para ele. Claro, era importante para ele manter seu “cachorrinho” vivo, foi o que Freed pensou.
Laxus soltou sua camisa, levando a mão ao rosto tentando se acalmar. Chegava a estar ofegando de raiva. Freed o olhava com os olhos arregalados, como se esperasse um ataque do outro.
- Eu sei que você não desiste de algo fácil, também sei que por pior a situação em que você está jamais se mataria. Vou perguntar apenas uma vez. Onde queria chegar fazendo isso?
Freed se encolheu ainda mais. Tentou pensar em algo, mas o olhar que Laxus lhe dava o apavorava. O loiro tinha começado a fazer o menor entender que não podia ser contrariado.
- Eu não planejava nada. Eu apenas queria morrer. – mentiu da pior forma possível, o que fez o loiro se irritar ainda mais.
Nervoso, Laxus levou a mão em seu pescoço em um movimento rápido apertando-o. Sendo sufocado, Freed começou a apertar seu braço e se debater na expectativa de fazer o outro parar. O loiro apenas deu uma risada maldosa apertando seu pescoço ainda mais.
- Mentiroso. Se realmente quisesse morrer não estaria reagindo. – disse soltando o pescoço do menor que começou a tossir para recuperar o ar. Laxus realmente não tinha controle sobre sua força.
Freed continuava a tossir, levando a mão ao peito. Sentiu os tubos se mexerem lhe causando dor. Laxus percebeu que se ficasse ali acabaria matando o outro, então preferiu ir embora.
- Vou lhe deixar aqui e quando voltar quero a verdade. Não me obrigue a te machucar mais Freed. Consigo lhe manter vivo para agüentar mais uma tortura.
Enquanto Freed se recuperava, Laxus se levantou se preparando para ir embora. Quando estava na porta, Freed começou a falar.
- Você destruiu minha vida.
Laxus parou de caminhar, virando o rosto para poder vê-lo. Freed apertava as bordas do lençol que cobria seu corpo magro, apertando uma mandíbula contra a outra e de cabeça abaixada.
- Você destruiu minha vida... – disse entre dentes, apertando ainda mais o lençol. – E eu vou te fazer pagar por isso. Pode ter certeza.
O loiro arqueou uma sobrancelha. Virou o rosto para o lado, pensativo. Em poucos segundos voltou a ostentar seu maldoso sorriso.
- Eu não ligo se me odeia ou não. Você vai ser meu, até que eu diga o contrário. – disse com descaso.
Saiu em passos lentos preferindo deixar o menor sozinho. Tinha trabalho lhe esperando, mas sabia que o que estava sentindo pelo outro naqueles últimos dias deveria acabar ou toda sua fonte de diversão teria um novo significado para ele.
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