Shut Up, And Comes
35 Capítulo 35 - Mother
Notas iniciais
Todos estavam empolgados em apresentar a performance da semana, e combinando com quem fariam duetos. Finn também estava empolgado só... só não demonstrava. Não conseguia. Rachel não parava de tagarelar ao lado de Tina, perguntando qual das músicas era melhor apresentar, e contando a amiga como havia sido a peça que ela foi com os pais, a alguns dias atrás. Blaine e Sam trocavam alguns olhares timidos, e tristes. Quinn conversava com Santana e Brittany, enquanto mexia nas unhas. Puck estava intertido, mandando sms no seu celular para alguem, com uma cara de safado no rosto que Finn já conhecia muito bem. Hudson riu da situação que se encontrava; A algumas aulas atrás, havia terminado um lance não oficial com o melhor amigo. Já não sentia mais vontade de chorar, nem ciúmes. Finn não era desses. Porém, sentia raiva da imaturidade de Noah.
- Legal, legal, agora vamos a um assunto importante galera — Mr. Schue falou, e todos o olharam. — Como vocês sabem, depois das férias, temos as seletivas. E precisamos ensaiar bastante, e não cometer erros, se nos empolgarmos de mais — Nessa hora, ele olhou para Finn e Rachel, praticamente esfregando na cara de ambos que eles já haviam estragado uma NACIONAL. — E é claro, precisamos de dedicação. Não quero colocar pressão em vocês. Mas acho que seria marcante nesse ultimo ano de alguns aqui, que ganhassem uma Nacional.
Os alunos do clube do coral assentiram, e começaram a tagarelar de novo. Mr. Schue bufou, e depois de gritar para ficarem quietos, retornou as aulas.
Foram legais, mas Finn não estava conseguindo prestar atenção. Toda vez que tentava se concentrar, um outro pensamento invadia sua cabeça, e quando ele percebia, Sr Will ja estava falando sobre outros assuntos. Tudo bem que Hudson sempre amou as aulas do coral, mas naquele dia, ele ficou aliviado quando elas acabaram. Assim que ele viu Noah saindo, o seguiu. Precisava falar com ele, mesmo o amigo sendo um idiota. Ele sabia que Puck não iria querer ouvi-lo, pois estava mais preocupado em ser aceito no time novamente. Mas dane-se, Finn tentaria mesmo assim. Quando viu que já não havia pessoas próximas, Finn gritou:
- Hey! — Foi no tom de um sussurro. Puck não reagiu, e continuou andando — Puckerman!. — O garoto de moicano então olhou para trás, e bufou. Será que teria ouvido no primeiro chamado?
- O que você quer Hudson? — Finn odiava quando Noah o chamava daquele jeito.
- Você está indo pra onde? — O maior perguntou.
- Pra minha casa. — Puck virou as costas e continuou a andar. Não seria facil ter uma conversa com o mesmo. Finn o alcançou;
- Aonde vai passar a noite? — O maior soltou. — Aliás, você tem um lugar pra passar a noite? — Hudson arqueou uma sombrancelha, e abriu os lábios levemente. Estava com uma porcentagem pequena de dó, e uma enorme de raiva de Puck;
- Que eu me lembre, a nosso trato era não nos falarmos até essa poeira de video de a gente se pegando abaixar. — O garoto de moicano deu as costas de novo a Finn.
- Você não tem. — Finn suspirou fundo, prendeu a respiração por um breve tempo, e depois soltou. — Mas como o seu orgulho é maior que a sua necessidade de um lugar pra ficar, não vou nem me oferecer a te ajudar. — O maior deu as costas, esperando que Noah falasse " Hey cara! " e então pedisse ajuda. Mas quando olhou para trás, nada. Puck seguiu seu caminho. Hudson por pouco não correu até o amigo para lhe ajudar. Mas tambem tinha seu orgulho, e não, não se rebaixaria para Puck de jeito nenhum. Ele ja fizera isso inumeras vezes, e sempre se ferrava. Estava realmente cansado de ser humilhado pelo badboy. Assim como Noah, Finn seguira seu caminho, lentamente, sem pressa de chegar em casa.
Não estava com medo da mãe... Porém angustiava ter aquele tipo de conversa com ela agora. Ele a imaginava chorando, e perguntando " Porque você escolheu isso? " . E Finn sempre, sempre mesmo, odiou ver a sua mãe chorar. Ele andava pelas ruas pacatas de Lima, observando a tudo, e as poucas pessoas que passavam na rua. Tudo por lá era tão... parado. Ele então lembrou da proposta que Puck o fizera, de ir morar na California, e juntos, abrirem um ramo de limpar piscinas por lá. Não era uma idéia tão má, considerando que todo dia haveria sexo, fosse com o Puck, ou com as moças gostosas que pediriam as piscinas pra ele limpar.... Finn ficou feliz em chegar em casa... porém estava receioso, da conversa que teria com Carole.
Assim que entrou em sua casa, a mãe estava no sofá, sentada de pernas cruzadas, e com a televisão ligada. Mas ela parecia não estar assistindo, pois seu olhar estava vidrado do nada. Assim que ela ouviu o barulho da porta se fechando, olhou para o filho e sorriu. Um sorriso, aquilo deixara Finn bem confuso. Ele sentou-se ao lado da mãe, e suspirou.
- Mãe... me desculpe... — Ele falou, segurando as mãos da mulher.
- Querido... eu não quero que peça desculpas. Se você for gay, ou bissexual... Não vou poder mudar isso. Eu amo você, pelo garoto que você é, e não pela sua opção sexual. Afinal, não faz sentido repreender um filho por gostar de pessoas do mesmo sexo. — Ela parecia ter algumas lagrimas brotando nos olhos, assim como Finn. — Mas o que acontece, é que eu tenho medo Finn. Tenho medo do que podem fazer com você, como podem te olhar. Tenho muito medo por você. — Nesta hora, uma lágrima escapou dos olhos azuis.
- Não tenha — Finn abriu os lábios, em um sorriso calmo, e apertou as mãos de sua mãe. — Eu já posso me cuidar agora, tudo bem? O que você poderia fazer por mim, fez durante todo esse período da minha vida. Mas agora eu preciso enfrentar as minhas barreiras sozinho. Eu só tenho a lhe agradecer mãe... — O garoto começou a chorar — Só tenho a lhe agradecer por tudo... Por ter me apoiado mesmo quando fui um idiota, por estar comigo nos momentos de crise... — Ele secou as lágrimas, e sorriu — Por ter me amado tanto. E agora, por este momento.
- Eu te amo meu filho — Ela falou entre lágrimas, e abraçou forte o seu menino. Finn retribuiu. E eles permaneceram daquele jeito, abraçados. Numa relação próxima, intima e verdadeira. Num amor de mãe e filho. O único amor em que se pode confiar.
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