Notas iniciais
Sim, eu tinha começado a escrever ouvindo altos remixes de Bad apple, mas depois comecei a ouvir Once upon a december e estou até agora. Não tem nada a ver, mas fiquei com vontade de rever Anastasia. Bem, boa leitura e cuidado, pode ter cenas fortes. Estejam avisados. E eita, não pensei que ficaria tão grandinho. achei que não ia passar das 2.5k

Fechou os olhos, sabendo muito bem das consequências de sua escolha e temendo o que poderia acarretar.

Ouviu o estalar do pote de shampoo sendo aberto, ouviu as mãos esfregando o liquido uma na outra e depois o toque gentil em sua cabeça.

— Você está nervoso, babe. — A voz de Shadow era um sussurro aveludado em suas orelhas cobalto contraídas. — Respira, não vou fazer nada que você não tenha me dado permissão. Vou seguir seu ritmo, respira.

Sonic soltou o ar, se sentindo tonto por um momento, sentiu os dedos correndo por seus espinhos amolecidos, massageando seu couro cabeludo com uma destreza invejável, aplicando a pressão exata para que se sentisse relaxando, seus ombros foram pouco a pouco perdendo a tensão.

No entanto sua respiração saía trêmula, sôfrega.

Shadow franziu a expressão, ouvindo e atento a tudo, podia sentir o medo e a tensão emanando de Sonic, mesmo que ele estivesse tomando todo o cuidado, sendo cauteloso com como se movia e quais palavras proferia, seu esposo era como uma bomba relógio, instável e imprevisível.

Estava orgulhoso que Sonic estava dando alguns passos a mais para fora de sua escuridão interior, mas tinha receio de que estava sendo precipitado demais. Ele estava dando seu melhor, verdadeiramente tentando, mas não podia cobrar muito dele, não tinha o direito de o pressionar demais, estava indo bem, muito melhor do que poderia esperar.

O ouriço azul tinha a incrível habilidade de impressionar seus amigos, as pessoas ao redor e até mesmo seu esposo, que aprendera a nunca esperar algo dele, desde que sempre faria algo totalmente diferente do planejado.

Sorriu bobamente enquanto o cheiro de maçã verde impregnava o ar, os espinhos cobalto sendo lavados e seu couro cabeludo bem massageado. Sonic aos poucos conseguia controlar sua respiração trêmula, o processo com os espinhos já concluído.

Pegou o sabonete líquido e enquanto esfregava em suas mãos, seus lábios bronzeados tocavam a pele sensível do pescoço cobalto, com leves e suaves beijos, sem provoca-lo, sabendo muito bem os efeitos se ele ministrasse seus carinhos de qualquer forma.

Estou — um beijo — muito — outro, descendo sua mandíbula até o encontro com os ombros — orgulhoso — continuou a descer com calma, lento e suave, atento a qualquer reação de desconforto — de — mudou de lado, dando atenção ao esquerdo — você — foi fazendo o mesmo caminho, ainda mais atento — babe.

Sonic estremeceu, logo as mãos de Shadow espalhavam o sabonete por seus ombros, massageando com carinho, desfazendo seus nós de tensão, aliviando a dor causada pelas alças do sutiã, suportando o peso de suas mamas. O indicador ébano deslizou por onde as alças passavam, onde aparentemente ficou demarcado, a testa dele se franziu.

— Acho que vou precisar procurar outros sutiãs para você, babe, esses parecem estar te machucando. — Comentou enquanto seus dedos deslizavam para as omoplatas, onde ficavam os espinhos dorsais.

— Não precisa se preocupar com isso... — Sua voz soou fraca, rouca. Os olhos ainda fechados enquanto seus dedos se contraiam e abriam, sem saber o que fazer com suas mãos.

— Não vou discutir isso com você. — O ouriço negro apenas disse, enquanto se afastava por um momento para pegar a esponja e entregar a Sonic. — Aqui, você pode adiantar enquanto cuido de você.

— Eu achei que... — deu uma pausa enquanto respirava profundamente — quisesse fazer o serviço completo...

— E vou, mas meu querido esposo precisa de algo para ocupar a mente enquanto estou trabalhando e sei que isso te incomoda. — Podia sentir o sorriso em sua frase, sorriu também e deu um pequeno assentir.

— Obrigado.

— Disponha. — Se abaixou enquanto seus dedos corriam pela coluna cobalto, espalhando sabão recém aplicado novamente em suas mãos.

Sonic esfregou a esponja em seus braços, feliz que tivesse algo para ocupar seus dedos, sua respiração estava difícil, conseguia ouvir seus batimentos cardíacos mais altos e rápidos, ecoando em seus ouvidos contraídos. Sentia a necessidade se espalhando por seus nervos, a saudade aquecendo sua carne, sentia que cada terminação nervosa de seu corpo com a aparência de um fio elétrico desencapado.

Cada carícia, mesmo que mínima, eram como chamas correndo por sua pele, penetrando seus músculos e incendiando os ossos. Se sentia quente e precisava muito de Shadow.

Mas como ter a coração de proferir as palavras que trariam sua libertação quando se sentia fragmentado? Quebrado e destroçado? Com medo de seu corpo depois de tantas mudanças, medo de não ser tão mais desejado quanto antes.

Como pedir atenção sabendo que está recebendo mais do que está oferecendo? Como pedir algo, sentindo o medo de estar apenas sendo cuidado por medo? Por piedade?

Ele merecia esse alívio? Ou era justo que passasse necessidade e tivesse que suportar todas essas dores sozinho? Ele não era tão bom assim, mesmo que estivesse tentando, mais do que ele pensaria que teria que tentar, ainda era difícil.

Sua mente era sua pior inimiga, não conseguia se livrar dos pensamentos de que não era o suficiente, que não merecia tudo o que tinha, que era uma falha, um ser podre que não merecia nem mesmo o conforto do marido. Sentiu a agonia corroendo seu peito, misturado com o desejo e lhe tampando a garganta.

Shadow estava ensaboando suas pernas e ele estava tendo um cuidado extra aí. Mas mesmo que não fizesse nada de errado, Sonic sentia que estava chegando, a ruptura da dor, a tristeza, a crise, a agonia. Já tinha chorado naquele dia, não fazia nem mesmo meia hora atrás. Seus nervos instáveis faziam seu humor oscilar com uma rapidez surpreendente, deixou a esponja cair, seus braços estavam ao redor de seu peito, tendo manter seus pedaços unidos.

Conseguir dar prazer e segurar o peso de Shadow consumiu todas as suas energias, não conseguia mais fingir que estava tudo bem, não conseguia controlar seu corpo, não conseguia suportar o misto de dor e desejo que lutavam por controle. Sua mente gritava adjetivos pejorativos sobre sua condição, enquanto seu corpo clamava por Shadow e tudo que ele poderia lhe oferecer, queria seus dedos, sua boca, sua genitália em seu interior, que proporcionando uma sensação de satisfação que não sentia mais e que fazia-lhe falta.

Mas, ao mesmo tempo se sentia tão miserável.

O soluço veio de repente e as mãos em suas coxas desapareceram no mesmo instante, seus joelhos cederam e ele caiu miseravelmente no chão, ainda se abraçando com força, seus olhos fechados na tentativa falha de suprimir as lágrimas que sentia que estava por vir, a demonstração fraca e vergonhosa de sua incapacidade de não conseguir se controlar mais.

Shadow se ajoelhou na frente de Sonic, sua mão deslizando por suas bochechas pêssego sem dizer nada, apenas o acariciando, esperando que sentisse o calor de seus toques e o conforto que ele estava querendo passar. Não perguntou se ele estava bem, porque não era cego, não precisava fazer perguntas óbvias e era muito claro que ele não se sentia bem.

A crise se intensificou ainda mais, seu peito doendo com a força dos soluços, seus braços não conseguiam manter a força de antes e penderam ao seu lado, inertes contra sua dor e desespero. Shadow o abraçou naquele instante, aproveitando a brecha, apertando-o contra si com toda a força que conseguiu, lembrando de não forçar muito o busto por causa da dor que Sonic havia confidenciado que sentia.

Babe, eu estou aqui, eu te amo. — Disse em um sussurro, seus dedos nas costas de Sonic desciam e subiam pela coluna, tentando o confortar enquanto tentava processar o que estava acontecendo, entender o que poderia ter causado aquele estado tão repentino de desespero e dor.

Os braços pêssego se ergueram para abraçar os ombros ébano, seu nariz se enfiando entre os pelos brancos de Shadow, respirando como se precisasse desesperadamente de ar.

— Está tudo bem, babe. — Deixou com que Sonic esfregasse o rosto em seu peito, sentindo a respiração em sua pele, sabendo muito bem que ele precisava daquele conforto que ele pudesse oferecer, seus dedos ainda corriam pela pele cobalto, com a força de uma pluma, esfregando as omoplatas com todo o carinho que podia lhe dar.

Esperou até que a respiração dele se acalmasse, enquanto as respirações em seu peito continuavam, parecia que Sonic estava querendo desesperadamente se acalmar usando o seu cheiro, absorvendo-o como se para manter sua sanidade intacta.

— Isso, Sonic, respira... — Sussurrou nas orelhas cobalto espremidas contra seu crânio, não conteve o impulso de deslizar seus dedos pelos espinhos azuis, fazendo um carinho gentil em sua cabeça como se tivesse cuidando de um bebê.

Aquele carinho doce e gentil era demais para Sonic, ele não queria ser tratado como uma criança carente, mas como o marido que precisava de atenção, mas nem mesmo ele sabia se estava realmente pronto para o ato em si, para a penetração.

Seu corpo quente e trêmulo enrijeceu, sua mente já confusa não sabia o que queria. Seus pensamentos estavam divididos entre seu medo do que o ato desprotegido poderia lhe acarretar e a vontade louca e irracional que tinha de ser tocado e tomado por Shadow.

Seu coração batia acelerado no peito, era mais que um desejo sexual, era muito mais do que algo carnal, ele necessitava de Shadow como precisava do ar para continuar respirando. Cada célula sua chamada por seu esposo, cada mínimo pensamento seu sendo preenchido por imagens do ouriço ébano, ele só seria aquela boca passeando por cada milímetro de seu corpo, fazendo-o se sentir amado e satisfeito consigo mesmo.

Ele só precisava de Shadow para se sentir amado. Sua mente estava nublada, sua respiração enganou enquanto os dedos de seu marido passavam por suas costas, da nuca até o início de sua cauda. De repente era só isso que ele conseguia pensar, como aqueles dedos eram firmes, fortes e ao mesmo tempo deslizavam com toques de seda por seu corpo. Criando trilhas quentes por onde passavam.

Ele não estava morto, ainda era apenas uma vítima dos seus próprios hormônios, cativos de desejos que nem mesmo ele sabia dizer, ele gostava da forma como seu marido levava seu corpo a ter sensações intensas, em tal nível que nem sabia se existe alguma espécie de medidor que fosse eficiente o bastante para demonstrar graficamente como se sentia.

Seu corpo estremecia sob seu toque, suspirou involuntariamente. Era quente contra seu corpo sempre frio. Era fogo para o gelo, era ar para seus pulmões.

Mas ele era uma maça podre. Ele era apodrecido.

Sua mente estava doente, ele sabia que estava. Mas porque sentia tanto desejo em ser tocado por Shadow? Por que desejava tanto sua boca em cada curva de seu corpo? Corpo esse que ele detestava sempre que se encarava no espelho? Vendo a gordura acumulada e as estrias fazendo de seu tronco uma visão horrível? Esses seios que eram tão estranhos e ainda não conseguia aceita-los?

A verdade era que ele só queria desesperadamente se sentir desejado. Sentir que causava tesão em Shadow, sentir que ele lhe tocava como o ser mais perfeito e maravilhoso em Móbius, queria sentir a adoração de seu marido vindo em forma de um orgasmo enlouquecedor enquanto ele gemia seu nome em seu ouvido, dizendo o quanto o desejava e o queria mais e mais.

Queria sentir o pênis de Shadow reivindicando-o. Queria a boca sedenta e faminta explorando sua garganta, marcando-o com chupões, lambidas e mordidas que demorariam semanas para desaparecerem, queria seus peitos sendo acariciados e apertados enquanto a língua dele brincava com seus frágeis mamilos, o levando a loucura. Queria aquela mão máscula e firme em sua bunda, apertando-a com força enquanto ele apenas tombava a cabeça para trás e gemia em voz alta, sem se importar com o quão alto ele estava sendo.

Queria suas pernas em um aperto firme na cintura ébano, enquanto Shadow o penetrava impiedosamente, queria os dedos negros em sua boca, brincando com sua língua e outro mais abaixo, adentrando em seu ânus e fazendo com que engasgasse e fosse levado por outra onda forte de emoções.

Queria que Shadow se certificasse que sua boca, sua vagina e seu ânus lhe pertencesse por completo, não deixando nada para trás.

Mas ele não tinha sequer a coragem de pedir seu marido para que lhe desse o que desejava, porque sempre parecia que recebia muito mais do que merecia. Que estava querendo mais do que era certo, que não podia de forma alguma pedir nada a Shadow porque estaria desequilibrando a balança, que ele merecia sofrer pela abstinência por não ser o marido que o ouriço ébano merecia, por não ser o pai que sua filha merecia, por não ser capaz de dar um passo à frente sem dar cinco para trás.

Sentiu os dedos descer por suas coxas e sua respiração ficou presa na garganta, seu corpo ficou tenso e os dedos pararam automaticamente, como se tivesse lado um choque. Sonic queria abrir a boca, pedir para que não parasse, que estava tudo bem, mas não conseguia e mesmo se conseguisse, ele não fazia ideia do quão miserável e necessitada sua própria voz soaria ao seu marido.

— Desculpe. — Shadow murmurou baixo, sua voz realmente carregava culpa.

Sonic queria dizer para continuar, para os dedos descerem até o meio de suas pernas a alisassem bem ali, que sentisse o quão quente e molhado estava, o quão desesperadamente ele queria gritar por alivio, mas seus lábios pareciam colados.

Se afastou bruscamente, olhando os olhos rubis que pareceram interpretar erroneamente sua reação, lhe observando culpado, ele segurou o rosto de Shadow com seus dedos pêssegos trêmulos, pressionou sua boca seca naqueles lábios bronzeados que estavam entreabertos, movendo seus lábios em desespero, com força.

Queria que ele sentisse a necessidade que não podia ser dita, queria que ele ouvisse o grito mudo que sua garganta não conseguia soltar. Queria que ele sentisse o quão desespero estava por seu toque íntimo, o quanto suas pernas fracas queriam envolver sua cintura enquanto era tomado outra vez, depois de tanto tempo.

Queria aquela boca assustada e confusa em seu baixo ventre, distribuindo beijos por sua coxa até abocanhar por completo sua virilha e o levar ao paraíso, seja lá o que essa palavra significava, mas parecia ter sinônimo de algo maravilhoso e mítico.

Desejava com todas as suas forças que Shadow entendesse as palavras não ditas, que ele não precisasse de mais nada para pegar o estado de espirito que ele se encontrava, nem que demorasse muito para lhe dar o que tanto queria, o que seu corpo necessitava.

O que sua autoestima aclamava.

As mãos de Shadow foram para a cintura cobalto e ao invés do que Sonic esperava, aqueles membros fortes e rijos não o apertaram contra si com força, mas estavam gentilmente lhe afastado.

Parecia que havia jogado um balde de gelo em seu corpo em chamas e o simples pensamento de que não era desejado, nem mesmo desejável girou por sua mente e sentiu o golpe como uma facada bruta em seu peito, rasgando a carne, lacerando seu coração.

A dor quase o deixou sem ar.

Babe, você não está preparado. — A mão tocou a bochecha vermelha em chamas, mas os olhos verdes vidrados não olhavam para seu marido.

Uma grossa lágrima escorreu pelos olhos verdes obscurecidos. A rejeição queimava todos os seus músculos, sentia as labaredas flamejantes calcinando seus ossos, tornando sua pele fervente e o toque era doloroso.

Se afastou de Shadow como se o contato lhe machucasse e sentia dor nele.

— V-V-Você n-nã-não q-q-q-quer... — Sua voz baixa saiu em um guincho torturado, seu corpo tremia.

— Claro que eu quero. Mas não tenho camisinhas, babe. Não sei se é seguro nós... Você sabe, fazermos isso dessa forma. — O ouriço negro rastejou até que sua mão tocasse o peito de Sonic do lado esquerdo, sentindo a respiração frenética e o martelar descompassado de seu coração. — Eu desejo cada pedaço seu, faker. — Sonic sentiu um arrepio ao ouvir novamente aquele apelido, como se houvesse eras que não o ouvia.

— Então me toque. — Sua voz era para sair exigente, autoritária, no entanto parecia um gemido necessitado.

Shadow lhe deu um sorriso suave, antes de se levantar. Os olhos verdes olharam para ele em desespero, pensando que talvez ele tenha desistido de fazer algo com ele.

O observou abrindo as torneiras da banheira, os dedos negros concentrados em verificar a temperatura e Sonic apenas o observava, sua expressão vazia, as bochechas quentes e vermelhas e os olhos verdes brilhantes de lagrimas que ainda teimavam em cair.

Shadow fechou as torneiras, cortando o fluxo de água que parecia ser o único rival ao som da respiração alta do ouriço cobalto, se aproximou da figura azul de seu marido e o pegou em seus braços rapidamente, Sonic estremeceu, o corpo a qual estava lhe abraçando era quente e sentia o contato queimando sua pele onde seus corpos se encontravam.

— O que—

Shadow entrou na banheira com seu corpo tremulo nos braços, o colocando em uma posição deitada no peito negro, a água não chegava a cobrir seus seios, mas sentia a temperatura confortável, como um antidoto. Sua cabeça descansava em um ombro negro, enquanto uma de suas pernas era segurava por uma mão negra, separando-as e deixando sua genitália quente e necessitada exposta.

Dois dedos foram para seus lábios, acariciando a pele e desciam lentamente por seu corpo, passando por entre seus seios, sua barriga e então, onde mais queria que tocassem.

Suas costas se inclinaram para a frente enquanto seus lábios se abriam e seus olhos fechavam, um gemido tremulo passando por seus lábios. Shadow era gentil, tomava cuidado com a frágil e delicada região de seu clitóris, o dedo não ousou adentrar mais, não precisava. O dedo girava, pressionava, friccionava, acariciava.

Sua mente era um mar branco, todos os pensamentos negativos desapareceram, junto com os bons também, sentia cada toque em sua virilha, não conseguia controlar seus sons, então procurou sedento pela boca que lhe levaria aos céus, Shadow lhe beijou com a mesma intensidade com a qual sua mão trabalhava para levar seu esposo ao orgasmo.

O corpo cobalto tremia, os dedos dos pés se contrariam, as mãos que se agarravam as beiradas da banheira foram para trás, para agarrar um punhado de espinhos pretos e vermelhos e então ele veio. Um orgasmo forte, intenso que fez com por um momento pensasse que fosse desmaiar ali mesmo, nos braços de Shadow.

Fechou os olhos, um sorriso de satisfação em seu rosto, a expressão tranquila.

Sentiu Shadow molhando seus corpos, talvez para tirar os restos de sabonete, não conseguia se importar menos, se sentia pleno, sua respiração ainda era descompassada, seu coração ainda martelava, mas era de satisfação.

Não soube quando, nem como, mas acabara adormecendo.

Mesmo se sentindo como uma maça podre, Shadow ainda o amava.

Notas finais
Até uma próxima~ Provavelmente eu não vou postar esse no Spirit, talvez eu poste, depende.