Shihouin Yoruhani

3 Um Dia Incomum: Meu Primeiro Dia De Shinigami!


Notas iniciais
a vida so pode compreendida, olhando-se para trás, mas só pode ser vivida, olhando-se para frente. - soren. Quando plantei amor próprio no meu jardim, ele desistiu de esperar pelo retorno da borboleta. Aprendeu lidar com cobras e lagartos para se defender de possíveis pragas. Agora ele tem espinhos para ferir quem tentar pisar nele. Keila Sacavem que o novo assusta, todos nós sabemos, sempre dar aquela sensação de insegurança, mas sempre devemos estar preparados, pois o inesperados sempre acontece.

Yoruhani virou-se para o lado e recobriu o rosto, fechando os olhos ainda sonolentos, até ser acordada pelos gritos de sua obaa, a menina pula da cama assustada:

– O que foi obaa?! – indaga sentando-se na cama e fechando os olhos lentamente.

– Menina acorde, tu esqueceste que deverás apresentar-se no rokubantai hoje?

– Hã?! Rokubantai? É verdad... – já cochilava novamente, até: — Aaaa.... porque a senhora não me chamou cedo. Eu estou atrasada! – grita correndo para o banheiro.

– Como não chamei? Há horas eu e Mizuko vínhamos chamá-la e você dormindo feito pedra. Tomara que ele te der um sermão.

– Não! Logo no meu primeiro dia, ele deve estar uma fera, deve achar que sou irresponsável, inconsequente, ociosa e uma relaxada, que não leva nada a serio. – gritava já na banheira.

.......

– Abarai?

– Sim, taichou. – responde o tenente enfadado.

– Onde estar a Shihouin? – pergunta pela 20º vez.

– A senhorita Shihouin ainda não chegou e muito menos enviou recado, assim que souber qualquer coisa, eu venho informar o senhor, taichou. – responde o tenente irritado.

– Muito bem, assim que ela chegar a conduza imediatamente ao meu gabinete, como ela ousa atrasar-se logo hoje!

– Coisa de gente rica. – elucida o tenente baixinho: — ‘ digamos que pelo interesse dele, ela deve ser muito importante, além do mais não sabia de outra Shihouin além de Yrouichi-sam! Será que ela é bem bonita como a tia?’

Algumas horas depois entra como um turbilhão, correndo desesperadamente pelo bantai, sendo seguida pela sua sensei, que a acompanhava, ou pelo menos tentava. Yoruhani, que escorrega e tromba com o desatencioso fukutaichou, estatelando-se os dois na porta do capitão. A menina levantou-se rapidamente, olhando o homem desmaiado.

– Você estar bem querida? – pergunta Soi fon se aproximando.

– Eu? Eu estou sensei, porém este senhor não acordará tão cedo! Ah não! É o tenente daqui! – assusta-se a menina.

– Se acalme pequena, ele vai acordar, talvez ainda hoje.

– Gomen nasai, tenente Abarai. – pedia ela o cutucando, na expectativa de acordá-lo.

Nesse momento, Byakuya com seu aspecto gélido e sereno, sai do escritório, olha seu tenente inconsciente e fita a menina com uma carinha bem kawai de choro:

– Shihouin! Não tolerarei mais um atraso a partir de hoje, como futura líder do teu Clã deves ser mais responsável com as coisas e pontualidade é essencial.

– Gomen, gomen nasai Kuchiki taichou. – diz ela tentando engolir o choro: — isso não acontecerá mais, eu prometo.

– Kuchiki taichou, é somente uma criança, ela se julga adulta, porque leva em consideração a maior idade do sekai e não a nossa, não seja tão...

– Muito obrigado Soifon taichou, agora podes retirar-te. – a interrompe seco.

A chinesa cala-se e tenta controlar-se diante daquele gesto tão arrogante: — você vai ficar bem querida? –ela abraça a menina.

– Arigatoo sensei, não se preocupe eu ficarei bem, podes ir agora. – a menina sorrir docemente, enquanto Soifon se distancia.

– Alguém tire este idiota da minha frente. – ordena olhando Renji ao chão: — Shihouin entre.

– Hai, taichou! – responde, entrando no gabinete tremula.

– Sente-se.

Ela obedeceu, ainda tremula, porém muito feliz, estava diante do seu herói, seus olhos brilhavam de emoção. Segura as próprias mãos diante do peito, numa expectativa. O capitão senta-se à sua frente e põe-se a fita-la primeiro de forma gélida, porém ao ver que a garota não se intimidava diante dele, mantinha a mesma postura em relação ao mesmo, contudo esboçava no delicado rosto uma alegria fora do comum, seus orbes dourados brilhavam mais ainda, parecia que explodiria a qualquer momento, ele olha agora aqueles belos orbes dourados e sua beleza exótica pareciam cativa-lo. O capitão baixara a guarda pela primeira vez, não sabia como agir diante daquela situação:

– Tudo bem, Shihouim o que tu querias dizer-me ontem? – pergunta desviando o olhar.

– Eu,.. posso mesmo taichou? – pergunta receosa.

– Claro que tu podes, não te perguntei agora mesmo. – o nobre não teve tempo para reagir,

Yoruhani pulou velozmente por sobre a mesa e se jogou nos braços do nobre, abraçando o pescoço, bem forte, beijou o rosto masculino e quente. A cadeira rolou para trás com ambos, ficando a jovem fêmea sobre o capitão, abraçada a ele, Byakuya sequer teve alguma reação, não soube explicar o porquê, porém deixou a jovem continuar com tal ação. Momentos após, retribui o gesto, circunda a estreita cintura feminina com seus braços e aperta, absorve o aroma doce da jovem e sente a umidade da língua feminina em seu rosto, arrepiando-se.

–Muito obrigada, Kuchiki Byakuya por ter salvado a minha vida, lhe serei eternamente grata! – ela solta o abraço e tenta distanciar os corpos, porem as mãos do capitão lhe prendia a cintura. E somente após isso, ela observa a situação em que se encontravam, ficando rubra: — perdoe-me taichou?

– Tudo bem, — ele sorrir, a deixando ainda mais vermelha e lhe solta.

– Eu sei que o senhor vai mandar-me embora depois disto, é que foi muita emoção e alegria e...

– Não se preocupe Shihouin, — diz já se sentando: — senta-te. – ela obedece: — não quero mais atrasos, tu somente te reportarás a mim, ficando estritamente sobre as minhas ordens, salvo se eu não estiver no bantai, tu ficarás sob-responsabilidade do Abarai, a partir de hoje treinaremos, até você controlar sua shikai. – ordena o capitão.

–Muito obrigada Kuchiki taichou, não irei decepciona-lo.

– Agora vamos, já que aquele imprestável estar inconsciente, deverei eu mostrar-te as instalações, sendo que ficaremos no pátio de treinamento.

– Será uma honra taichou! Que alegria! – responde dando pulinhos.

Após o longo passeio pelo Rokubantai, sob ordens do capitão, um dos pátios de treino estava vazio, já a espera dos dois. Yoruhani, agora trajava um shihakusho padrão, a diferença era uma larga obe que o prendia a cintura, vermelha, terminada em um grande laço nas costas, onde carregava sua zampakutou, e caíam as pontas até os pés. Iria prender as mechas azuis e pretas, porém:

– Deixe-os soltos, salientam ainda mais sua beleza assim! – o nobre deixa escapar, tomando aspecto de pânico, ao se dar conta do que disse.

–O senhor acha mesmo que sou bonita?! – perguntava a menina derretida.

– lógico que és bela, és uma... – cala-se brutamente.

Não foi preciso terminar, bastaram àquelas poucas palavras para fazê-la ter uma síncope. Após alguns minutos fazendo Yoruhani despertar, o treino realmente começa:

– Shihouin, quero que libere sua shikai.

– É! E como faço isso capitão? – indaga sem jeito.

– Da mesma forma que fizeste ontem. Talvez, fosse puro acaso, mas quero que tente, não se importe com o tempo ou consequências.

A menina empunha sua zampakutou, fecha os olhos e cita: — Kasai no Tenshin, yaku!- porém nada acontecera, ela concentra sua reiatsu mais uma vez e cita novamente, mas, nada.

– Não ordene, apenas peça, seu elemento é fogo, um ser forte, valente, destemido e muito orgulhoso. Ele é senhor e não servo. Seja humilde.

– parece alguém que conheço! – deixa escapar.

– o que você disse? Estas me dando atenção?

– Nada não taichou, claro que sim, o senhor é o centro dela. – responde meiga.

Byakuya controla-se, respira fundo e continua: — não ordene, apenas peça, limpe sua mente e una-se com sua zampakutou.

‘ Legal! Como vou me concentrar com ele do meu lado?!’- ela concentrou-se, limpando sua mente, foi difícil, mas conseguiu. Logo ela começou a ouvir uma voz grave e ao mesmo tempo calma e serena de sua zampakutou.

– Yoruhani-sama, seja como eu, corajoso, destemido, valente, forte, porém fiel, benevolente e sensível. Sou eu quem destrói e limpa o mundo, desperto a fúria dos grandes vulcões, faço as coisas se renovarem, alimento as grandes chamas do sol, que aquece e dar vida a este planeta e posso dar saúde também. Na minha plenitude, nem a água pode me parar, o ar não pode apagar-me e nem a terra se impor a mim, sou símbolo de força, mas também da justiça. Seja como as chamas e se una a mim.

‘ nossa! Modesto todo, parece Kuchiki taichou!’ – Kasai no Tenshin, Yaku!

Byakuya assistia a tudo orgulhoso e vislumbrado, a menina era um verdadeiro prodígio, sua zampakutou de um elemento forte e difícil de controlar, por ela parecia algo tão natural, realmente fora bem treinada e fazia jus ao Clã que pertencia. Em volta da menina surgem tênues filetes de chamas, logo estes se rebelam, parecendo serpentes e a circundam se aglomerando em tornos dos pulsos e subindo aos seus ombros, pendurando-se como trepadeiras.

– Muito bem, agora mantenha a concentração, com sua reiatsu tente manter sua shikai liberada. – o nobre pegou Sembozakura e atacou.

A menina balançou as mãos e seus chicotes de chamas defenderam o ataque. Ele inferiu novamente varias vezes, e logo os ramos flamejantes a circundaram em espiral, impossibilitando qualquer ataque físico.

– Realmente é admirável o teu controle em tão pouco tempo. Agora veremos com ages com uma bankai, concentre-se apenas.

A menina arregalou bem os orbes, tremeu por alguns instantes sua shikai oscilou.

–Sembozakura, chire! – elucida o nobre evocando seu primeiro estagio de bankai, logo voavam pelo salão inúmeras pétalas de cerejeira, com um movimento de mãos as pétalas se agrupam e seguem em alta velocidade em direção à menina, que tenta barrar o ataque aumentando suas chamas, porém a densidade e pressão de Sembozakura eram avassaladores, que Yoruhani não aguentou. Então um estridente grito ecoou pelo pátio a lançando contra uma parede

– Yoruhani, Yoruhani! – chama o nobre preocupado, já com ela nos braços.

– Aiii.desculpe-me, eu não conseguir taichou. – se põe a chorar.

– Bem, para seu primeiro dia não foi tão trágico, com o tempo aperfeiçoarás. Tua zampakutou é forte, o fogo é um ser indomável, poderoso e orgulhoso, É admirável que já manténs certo grau de domínio com ele.

– Então eu me sair bem?

– Digamos que não me decepcionou tanto.

– Verdade?! Eu prometo me esforçar mais da próxima vez taichou. – responde feliz. – alias, quando será da próxima vez?

– Amanhã Shihouin, e bem cedo. Agora vamos, tenho trabalho para você, tu tens boa caligrafia? – elucida guiando-a pela mão.

– Amanhã?!Terei que escrever? Mas eu já faço bastante isso em casa, é tanto papel!Hum?!- ela reclama, porém ao se dar conta que estava de mãos dadas com ele, quase explode de felicidade, e aperto ainda mais.

O capitão, sem olha-la, segura firme e somente escuta um barulho atrás se si, virando o rosto, vê a menina desmaiada, porém agarrada à sua mão, Byakuya sorrir daquele ato tão inocente.

......

– ... ai ele simplesmente expulsou-me do seu Rokubantai, me doeu deixar minha menina nas mãos daquele bruto! – choramingava a chinesa sentada ao lado de Ukitake.

– Bem imagino, querida, mas as crianças crescem e simplesmente nos abandonam é cruel, mas é a realidade. – responde o meigo taichou a amparando.

– Kiyone, você sabe me dizer por que Soifon taichou ainda estar por aqui, já que Yoru-chan agora estar aos cuidados de Nii-sama?

– Porque, estas com ciúmes tenente Rukia?

– Essa é boa, claro que não, é somente curiosidade.

– Somos duas então?

Notas finais
mudança é a lei da vida, e aqueles que somente confiam no passado ou no presente, estão destinados a perder o futuro. - j.f. kennedy. a vida sorriu para Byakuya, colocando em seu caminho uma pessoa muito especial, o que irá acontecer de inusitado na vida desse lobo solitário? estaria ele disposto a tentar o novo,a se dar a novas oportunidades? teria essa pequena dama a possibilidade de fazê-lo mudar e voltar a amar?