Shihouin Yoruhani

4 Um dia nada trivial!


Notas iniciais
uma vida não deve só ser vivida, também precisa ser sonhada!

Fazia duas semanas desde seu ingresso no Rokubanatai e Yoruhani tinha mil novidades para contar à sua amada tia, decidindo não ir tão cedo para o esquadrão, sabia que ouviria sermões e seria chamada a atenção, pois o próprio Byakuya já havia lhe avisado que não toleraria mais um atraso sequer, porém aquele dia era especial, era o dia em que se encontrava com Yrouichi e não perderia aquilo por nada, nem que recebesse uma punição. A menina levantara bem cedo, pegou uns lanches e seguiu rumo à floresta onde treinava com sua tia, se pondo a espera-la, estava muito alegre. Os minutos viraram algumas horas e sua tia sempre pontual com ela não apareceu, um pouco chateada seguiu para um riacho próximo da clareira onde estava. Sentou-se sobre uma rocha, colocou a pequena bolsa que trazia consigo do lado, tomando de sua zampakutou a colocou delicadamente sobre o colo, a obsevando.

– Não me custa tentar, é o tempo que minha tia chega. – fala chateada.

Ela fechou os olhos, concentrou-se, limpando sua mente e harmonizando sua reiatsu com o ambiente: — Kasai no Tenshin, o senhor me escuta? – perguntou serenamente, porém nada aconteceu. Respirou fundo e com mais fervor: — Oh senhor do fogo, tu andas entre as chamas que dar a vida e a destróis, que aquece o ar, liquefaz a terra e evapora a água, derrete o gelo e molda o metal, eu o convoco humildemente, Kasai no Tenshin!

Após alguns segundos, o vento antes fresco tornou quente e a água do riacho entrou em ebulição, enchendo de nevoa toda a clareira onde estava, então uma voz masculina e serena a chama:- venha, és minha convidada, não tenhas medo apenas confie em mim.

Ela levantou-se e se pôs a andar sobre as águas ferventes, adentrando a cortina de nevoa quente, quando abriu os olhos dourados, viu-se diante de um mar de larva, assustou-se.

– Não tenhas medo, és bem vinda em meu mundo!

Yoruhani vira-se e depara-se com Kasai no Tenshin: — meu senhor muito obrigada. – elucida levantando o rosto vê um alto homem com roupas de samurai, porte aristocrático, com roupas em dourados e vermelhos reluzente, uma longa haori em prata com um elmo de samurai em ouro ricamente trabalhado, no rosto uma meia mascara em prata, de cabelos longos em chamas vivas, presa a obe um rico cabo de espada, mas somente isso, aquilo a intrigou.

– Deves estar se interrogando da lâmina, não preciso de lâmina de metal se possuo o fogo para isso.

– É. Digo, perdoe-me por aborrecê-lo, eu não o queria o importunar.

– Não me importunas princesa Shihouin, pelo contrario, tua presença me alegra. Estás chateada pela falta de tua tia, certo?

– Hã, como o senhor o sabe? – ficou vermelha.

– Eu sou uma parte de você, não é somente porque tu és mulher, que não somos um, partilhamos a mesma alma, não fique triste, nunca estiveste cozinha, eu sempre existir por você, estava contigo, tu não o sabias por que não me conhecias, alegre-se.

.....

Byakuya chegou ao 6º bantai, com a intenção de encontrar a Shihouin em sua sala, já revisando alguns documentos os quais lhe incumbira, seu fukutaichou o viu adentrar a sala e já dava um passo retornando quando escuta:

– Abarai, onde estar a Shihoui Yoruhani?

– Chiii! Hoje promete! – falou baixinho.: — Ela ainda não chegou taichou!

– Como ela ousa atrasar-se novamente?

– Taichou, ela deve ter tido um motivo bem sério, já que não se atrasara nesses últimos dias. ‘ é melhor ela chegar logo ou ele vai me torrar a paciência até dizer já chega!’

– Assim que ela chegar mande-a direto para minha sala.

– Sim taichou!

.....

– Minha amada meigosan, sinto muito não poder encontra-la hoje! Quantas novidades ela teria para me contar. – alguém lamentava-se bem longe dali.

– não se preocupe Yrou-chan, Yoru-san compreenderá quando te encontrares com ela da próxima vez.

......

– Adoraria ter trazido um biquíni para aproveitar esses sóis maravilhosos e pegar um belo bronzeado!

– Biquíni, bronzeado, o que são essas coisas Yoru-sama? – indagou o nobre ser.

– Biquíni é uma pequena peça de roupa... – ela olhou os orbes dourados incandescentes de sua zampakutou e ficou rubra, que idiotice falar aquelas coisas diante de um ser tão majestoso e nobre...- é,é como roupas intimas... – ela não terminou a frase, baixara o rosto rubra, sua tia lhe dera alguns de presentes, porém ela jamais os usou, não tinha coragem e nem onde usar, sua obaa dizia que eram indecente... – me perdoe meu senhor.

Kasai no Tenshin sorriu deliciosamente com seu embaraço: — então biquíni é isso, pedaços de roupas? Que pessoas usam para tomar sol? Interessante! Porém pelo seu estado, você nunca os usara, certo?

– Sim, perdoe-me por dizer tais insanidades.

– Não se apoquente, talvez da próxima vez, façamos isso, providenciarei um bem bonito para você, tens um corpo majestoso.

Ela fica mais vermelha e sem jeito: — É possível isso?

– Porque não seria? Aliás, tu estás aqui,não é verdade? Deixaste afazeres importantes para estares aqui? Tu poderias ter voltado para tua rotina com a falta de sua tia, porém decidiste ficar comigo.

–É verdade, eu... acho, agora eu esqueci...

.......

A manhã passou lentamente, e a Shihouin sequer apareceu no 6º bantai, deixando seu capitão muito bravo:

– Abarai?

– Sim Kuchiki taichou, a senhorita Shihouin ainda não chegou... – responde totalmente desanimado.

– Espere-me falar primeiro seu idiota, cuide de tudo, eu sairei por alguns minutos.

– E o que direi para Yoru-san quando ela chegar, capitão?

– Não diga nada, eu cuidarei disso. – desaparece sem dizer mais nada.

– Gente, é imaginação minha, ou o taichou deu a impressão que iria atrás da Yoru-san?

– Eu também acho isso tenente. – responde um oficial.

......

– Você é bem poderosa Yoru-san. – admira-se Kasai.

– Porque meu senhor diz isso? – pergunta curiosa, sentada ao lado dele de frente para o oceano de lava.

– Tua força de vontade em me conhecer e tua reiatsu te mantiveram aqui a manhã intereira.

– Queeee?! Mas eu nem senti o tempo passar! Meu Pai, o capitão... Byakuya-sama... vai me matar! Eu tenho que ir....

Yoruhani desperta e se ver em frente ao lago que já não borbulhava mais e a nevoa se desfez: — Hã?! Kasai, Kasai no Tenshin. – chamava alto: — Kasai onde você estar? Kasai...

– Yoru-chan?! O que fazes aqui e sozinha?! – pergunta Rukia aproximando-se.

– Que?! Rukia-chan! Eu, eu não estava sozinha, eu estava com Kasai no...hã! que horas são?

– já passa do meio-dia. Quem é Kasai? E não para tu estares no teu esquadrão ou Nii-sama te deu folga?

– Meio-dia?! O taichou vai me matar! Porque Kasai não me avisou as horas? – lúcida correndo deixando a outra só.

– Mas quem é Kasai? Yoru-chan.

......

– Byakuya-sama! A que devemos a honra de sua presença? – pergunta Emir sorridente.

– Perdoe-me Emir-sama em aparecer sem avisos, é que vim saber se Shihouin Yoruhani estar doente, pois não compareceu ao Rukobantai.

– Como assim? Minha menina saiu bem cedo para ir trabalhar, nem fizera seu desjejum aqui, levara um lanche para não se atrasar.

– Mas até a hora em que deixei o esquadrão, ela não havia se apresentado.

– Oh! Será que ela fora visitar seus senseis?

– Não, já passei pelos dois bantais, nem Ukitake taichou e Soifon taichou sabem dela.

– Seria um namorado então?! Quem sabe um belo nobre para casar-se, não seria maravilhoso? – fala a velha senhora brincando.

– Como assim namorado? – o nobre esbraveja.

– Hã? O que foi Kuchiki taichou, parece que o senhor não gosta de brincadeiras?

– Gomen nasai Emir-sama, foi mero impulso, Shihouin Yoruhani não é muito nova para pensar em casar-se?

– Casar, sim, mas toda menina tem um namoradinho de adolescência, não tenha essa que escape. Eu tive e casei-me com ele, a mãe dela também e tiveram minha doce neta.

Byakuya sente um frio subindo pela espinha e explode ao ouvir aquilo: — Como assim? Ela não ousaria ter um namorado... – o nobre cala-se instantaneamente, respirando findo para concentrar-se: — desculpe-me Emir-sama.

– acalme-se Kuchiki taichou, foi somente uma maneira de falar, porém minha neta é muito bonita, ainda não casou por ser muito nova e ainda não se interessar, mas tem muitos rapazes de excelentes famílias como pretendentes se isso lhe interessar.

O nobre enfeza o rosto, não entendera o porquê daquela conversa o perturbar tanto, decidiu ir embora: — Emir-sama, desculpe-me mais uma vez por importuna-la, mas essa conversa não estar me agradando, é melhor eu ir agora, talvez a Shihouin lembrou-se que tem tarefas no bantai e já retornara.

–“Não se preocupe, se Yoru-chan aparecer aqui eu dou seu recado, sayonara Kuchiki taichou – ‘onde essa menina estar? Engraçado se eu não o conhecesse, diria que estar com ciúmes!’

.....

– Gomen nasai Abarai-san, onde estar o capitão? – chega a menina ofegante.

– Saiu já faz um tempinho e estar uma fera com você, onde você estava menina?

– Com o Kasai... digo estava ocupada com,,,Aiii! – assusta-se.

– Shihouin! – chama o taichou bem bravo chegando nesse momento: — onde você estava?

– Ela disse que estava ocupada com tal de Kasai, taichou. – responde o tenente.

– Quem é Kasai?

– Eu disse Kasai... não... eu quero dizer que estava cuidando de uns assuntos de f...

– Você não estava em casa e muito menos com seus senseis, você faltou trabalho por causa de que? – interroga o nobre zangado, intrigando a todos com sua reação.

– Eu... eu... estava...’e agora o que eu digo, não direi que tive uma manhã deslumbrante com minha zampakutou.’

Nesse momento, chega Rukia: — Yoru-chan! Desculpe-me Nii-sama, eu apenas vim trazer este pertence que Yoru-chan esqueceu no bosque, como eu não se era seu ou desse senhor que estava com você lá, eu trouxe para você.

– Nyahhhh!- grita a menina olhando para o cenho franzido do taichou: — muito obrigada Rukia-san, mas não precisava. – diz abaixando o rosto.

– Shihouin me acompanhe até minha sala. – ordena segundo para seu gabinete.

–Sim Kuchiki taichou. – responde o seguindo.

– Rukia como você é petulante, não tinha outra hora para aparecer? Ferrou a pobre Shihouin. – Diz Abarai.

– Seu baka, eu só fiz um favor.

– Ainda por cima atrapalha quando ajuda.

– Baka! – grita a morena com seu amigo.

.......

– Taichou, eu, eu posso explicar, eu não faltei por...

– Você tem namorado Yoruhani? – pergunta seco e de cenho franzido.

– Hã?! Como?

– Esse tal de Kasai é seu namorado, sua obaa disse que é comum vocês casarem com seus namorados de adolescência.

– Ela falou essas coisas porque meu oji não estava perto, é claro que não tenho e Kasai é minha zampakutou taichou, lembra-se? – ela o olhava suplicante: — porque esta pergunta tão fora da ocasião?

– Não é fora de ocasião, você uma jovem bela e ainda por cima de família nobre, é provável que tenha bons pretendentes e...

– Se tenho algum eu ainda não o sei, e mesmo que tivesse, não faltaria trabalho por causa disso, mas porque esse assunto aqui?

Byakuya sossegou ao sentir sua sinceridade: — então, se não é isso, porque o atraso? – levantou seguindo para fora, um jardim ao lado: — venha.

Ela seguiu: — já que o senhor faz tanta questão de saber eu conto, eu, eu estive a manhã inteira com Kasai no Tenshin... eu...eu conheci minha zampakutou. – elucidou com os olhos doces e um sorriso sereno.

– Você conheceu sua zampakutou, porque não disseste antes? – indaga a fitando sereno.

– Sei lá, talvez medo que ninguém entendesse e receio que o senhor me reprovasse, eu fiquei no mundo dele a manhã inteira, era tão agradável sua companhia que não vi a hora passar, me perdoe.

– é surpreendente que domines tua zampakutou tão bem em tão pouco tempo!

– o senhor tem me ensinado bem a controlar minha shikai e meus senseis me treinaram precisamente, sou muito grata por suas dedicações para comigo.. não entendo o motivo de minha obaa falar de namorado e muito menos compreendo sua irritação em relação a isso!

– confesso que isso nada me agradou, mas gostaria de fazer-lhe um convite. – fala a olhando nos olhos a deixando rubra.

– Um, um convite? Claro Taichou! – responde vermelha ao encara-lo.

– Você tem conhecimento de um baile beneficente entre as famílias nobres que ocorre todos os anos,

– sim, já fui a alguns deles, por quê? – pergunta já ficando nervosa, o coração a mil.

– Aceitarias tu me acompanhares este ano? – sorri docemente.

– Eu, eu e o, o senhor?! Mas é claro que si... – a menina não terminou a frase, desmaiou antes, sendo amparada pelo nobre taichou.

Notas finais
a única coisa que podemos ter certeza acerca da natureza humana, é que ela muda. - wilde permita que eu volte o meu rosto para um céu maior qu este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas seu rumo. - Cecilia Meireles.