Shelter

8 What if I was nothing?


Notas iniciais
Yoo minna ((((゜д゜;)))) Eu estou desesperada, surtando e numa felicidade tremenda de já ter chegado a hora de postar esse capítulo que é de longe um dos meu favoritos e ah, não posso falar mais nada ou acho que morro (つд`) ai desu. Ah sim, gostaria de dar boas vindas à Nanda-chan e à Nikki-kun por aparecerem pela primeira vez na caixinha de comentários, arigatou gozaimasu ~( ̄▽ ̄~) nunca vou esquecer ninguém da caixinha e como vocês me deixam animada com cada comentário (╥_╥)~♡ *finjam que eu não me emocionei mais uma vez* daisuki minna ( ;´Д`)♡ — (ノಠ益ಠ)ノ彡 M-May para de enrolar e fala logo a música pra eu poder ler! — (*´Д`)ハァハァ ain apressados, só por essa vou enrolar mais um pouquinho... brincadeirinha. A música desse capítulo é What If I Was Nothing do All That Remains. Eu escolhi ela por um único motivo: pra mim é como se essa música tocasse na cabeça do Aomine toda vez que ele está com o loiro e é como se esse Aho achasse que o Kise pudesse ouvir ela tocando ao fundo, algo assim. Depois de encaixá-la no capítulo, acho que consegui passar o que eu não pude na escrita, mostrando a cabeça de Daiki que, nisso tudo, não é uma gritaria como na do Kise (capítulo 5 - Can you feel my heart?), mas sim algo lento que vai ganhando intensidade ao decorrer da situação, quando ele consegue situar sua mente e focar em uma única coisa que o importa, porque isso é o Ahomine pra mim: não conseguir lidar com várias coisas e vários sentimentos de uma única vez, ele precisa de um foco, e esse foco anda bem loiro ultimamente e apesar que possa não parecer, depois dos cortes, ele tem um medo estupidamente forte de perder Kise, seja lá por qual motivo for. Nee falei demais, mas espero que tenham entendido e aviso: houve uma pequena adaptação na letra, que foi trocar "girl" por "boy", por motivos óbvios. Boa leitura (ノ゜ω゜)ノ

[música]

—Você pode pelo menos me explicar o que aconteceu aqui? – disse Kise com uma cara estranhamente séria.

Just let it go, don’t want argue anymore

(deixe para lá, não quero discutir mais)

Kise se amaldiçoou por tudo que ele imaginou naqueles poucos minutos sobre o que havia acontecido entre a misteriosa garota e Aomine na madrugada daquele dia. Ryouta, ao contrário de Daiki, já havia aceitado o fato de que sentia algo diferente pelo moreno, mesmo não tendo certeza do quê, mas só a hipótese de Aomine ter passado a madrugada com aquela garota já havia sido um soco no seu peito.

—G-gomen – falou o moreno quase caindo em pé.

I know that you’re scared and that you’re thinking I may go

(sei que está assustado e pensando que eu possa ir embora)

I’m not leaving

(eu não vou partir)

O loiro se levantou, trancou a porta e fez Daiki se sentar no sofá. Respirou fundo, recobrou a seriedade e mascarando toda aquela dor no peito voltou a perguntar:

—Vou pedir mais uma vez, você pode me explicar o que você faz 7h40 da manhã bêbado com uma garota no meu apartamento? – aquelas palavras doeram mais que o esperado.

—E-eu não sei como explicar – disse Aomine se esforçando, percebendo a seriedade do menor.

—Que tal começando a explicar do começo? – disse Ryouta impaciente.

Daiki juntou uns pontinhos... “Desde o começo?” pensou consigo mesmo, mas isso incluía uma suspeita de amor proibido entre ele e o loiro. Rodava sua visão pelos detalhes na sala quando parou em um bem delicado.

—Seu pulso... – disse ele pegando a mão esquerda de Kise que puxou com tudo.

Ele não pôde segurar, ao puxar a mão algumas lágrimas caíram e ele gritou com o maior.

And if you’re thinking I might, might be lead astray

(e se você está achando que eu possa, possa me perder)

Just remember this one question:

(só se lembre dessa única pergunta:)

What if I was nothing? What if this is true?

(e se eu não fosse nada? e se isso for verdade?)

—Cala a boca seu Aho! Você não tem nem o direito de ver isso – dizia cobrindo os machucados com a outra mão e levando de encontro ao peito – Se você se importasse com isso não estaria agora bêbado e com uma qualquer na porta do meu apartamento! – lágrimas escorriam por aquela face angelical e seguiam pelo abdômen definido do modelo.

Aomine o abraçou meio sem jeito.

What if I was nothing, boy, nothing without you?

(e se eu não fosse nada, garoto, nada sem você?)

—Gomen, gomen, não é o que você está pensando – dizia o maior apertando mais o abraço e se balançando, quase como se quisesse acalmar um bebê.

—Então o que é? – perguntou Kise ainda esbravejando – Deixa, você tá bêbado, não dá nem pra conversar com você sóbrio, imagina bêbado – brigou consigo mesmo.

—Nee *soluço* me deixa explicar.

I know it’s hard, it seems that we’ve worked at this so long

(sei que é difícil, parece que estamos trabalhando nisso por tanto tempo)

Soft and foolish pride that tells us we’re not wrong

(suave e tolo orgulho que nos faz pensar que não estamos errados)

Então Aomine começou a contar a história, obviamente omitindo a parte sobre o suposto amor e como o loiro dormindo era lindo e... Vamos parando por ai. Ele estava bêbado, mas não o suficiente pra sair confessando esse tipo de coisa. Só de saber que Mayumi, sim Daiki tinha falado qual o nome da garota misteriosa que havia ficado com seu celular, não tinha dormido com o moreno, já fez Kise se acalmar.

—Nee – disse Aomine meio confuso – Por que esse escândalo todo por essa menina ter me deixado aqui?

Kise ficou atônito, não sabia o que responder, parecia que seu cérebro havia parado de funcionar.

—A-acho melhor você ir tomar um banho Aominecchi – disse o loiro quase que em choque.

—Hm hai, já volto então – falou o moreno dando de ombros indo pegar uma toalha e se dirigindo ao banheiro.

—Essa foi por pouco – disse Kise baixo para si mesmo.

Ryouta havia terminado de tomar seu café da manhã, mas ainda havia ficado com uma pergunta na cabeça: por que Aomine veio para o seu apartamento ao invés de ir para sua casa? Talvez seus pais? Não, não. Eles viajavam o tempo todo, nem deviam estar lá. Mas então, por quê?

—E-er Kise... – disse o moreno meio embaraçado aparecendo apenas com a toalha no quadril no meio da sala.

—D-diga – falou o loiro estupidamente vermelho com uma cara de surpreso.

Ryouta jurou que poderia ter tido um sangramento nasal naquele momento. É, definitivamente, havia algo diferente em Aomine.

—Bem... eu não sei bem como explicar como eu não pensei nisso mas... as roupas que eu trouxe pra trocar ontem enquanto você dormia... bom, eu já usei elas – disse o maior extremamente encabulado mas tentando manter a indiferença.

Kise estava vermelho. Pensou um pouco, ele e Daiki não tinham tamanhos tão diferentes assim, dava para o moreno pegar alguma roupa emprestada, como nos velhos tempos. Quer dizer, se fosse do jeito que ele chegou a imaginar naquele sono profundo dele, a cueca ficaria... um pouco apertada, digamos, mas talvez né...

—P-pode pegar qualquer coisa lá no meu armário – disse Ryouta meio sem jeito.

—Hai, arigatou – falou Daiki ainda meio encabulado, percebeu os olhares de Kise pro seu abdômen... não que ele não parasse de olhar para o do loiro desde que chegou no apartamento, mas ah, ele ainda estava um pouco alterado então não havia como controlar, ou melhor, ele não queria.

Revirou sua bolsa esportiva, achou uma última cueca boxer preta e após vasculhar um pouco o armário do loiro, pegou uma calça de moletom. Até tentou colocar uma blusa regata que havia achado, mas ficou totalmente colada e meio... gay.

“Gay” essa palavra andava rondando a cabeça do moreno. “Gay”... quer dizer, qual o problema? A verdade é que era muito mais difícil de aceitar quando se tratava dele mesmo, e pior, ele e Kise. Melhor dizendo, não se tratava só deles, tinha toda uma vida pública envolvida. Ah, que dor de cabeça. Era aquele assunto ou uma provável ressaca? Acho que os dois. Aomine se dirigiu à sala.

—Hm Kise – disse ele já meio mal – onde tem remédio pra dor de cabeça?

Ryouta fitou o maior a cada passo que dava ao chegar à sala, mais uma vez estava vermelho.

—Você quis dizer para ressaca – disse o loiro fazendo uma brincadeira.

—Humpf hai hai, diga logo – falou impaciente.

—Acho que não tem, mas posso ir comprar na farmácia – sugeriu com leve preocupação.

—Agradeceria se você fosse o mais rápido possível – falou desligando a televisão – Ugh tem um sino na minha cabeça.

Ryouta foi ao quarto colocar uma blusa e voltou à sala perguntando se o moreno queria mais alguma coisa antes de sair.

—Iie... – ponderou um pouco se devia fazer aquilo – Kise – disse Daiki com uma ponta de preocupação – Vem cá – se levantou indo em direção ao banheiro.

—H-hai – disse o menor confuso, não estava entendendo nada.

Aomine revirou algumas gavetas, pegou água destilada, uma pomada emoliente, uma bandagem e esparadrapo.

—Você não pode ir à farmácia assim – disse ele com um olhar pensativo para o machucado.

What if I was nothing? What if this is true?

(e se eu não fosse nada? e se isso for verdade?)

What if I was nothing, boy, nothing without you?

(e se eu não fosse nada, garoto, nada sem você?)

Ryouta nem se lembrou disso, mas Daiki não iria esquecer tão cedo, não mesmo. Kise não era um ser digno de pena, era tão orgulhoso quanto o moreno e foi seu orgulho quem tinha feito isso com ele, mas algo naquele loiro não permitia a Aomine ignorar o fato de que aquilo havia ocorrido bem debaixo de seu nariz e ele não pode (e nem fez) nada. Cuidadosamente pegou o pulso do loiro, limpou delicadamente o machucado com a água destilada, passou a pomada, o que rendeu algumas caretas do loiro que fizeram Aomine rir. Kise não o encarava nos olhos, ele já estava farto disso. Após passada a pomada, Daiki depositou quatro beijos na extensão dos machucados para depois passar a bandagem e fixar com o esparadrapo. Terminado, ele ainda deu um beijo na testa do menor.

So what if I was angry, what did you think I’d do?

(então, e se eu estivesse com raiva, o que achava que eu faria?)

I told you that I love you, boy, I’m nothing without you.

(eu disse que eu amo você, garoto, eu não sou nada sem você)

—Agora sim – disse Aomine com um sorriso bobo no rosto o que fez Kise ameaçar chorar – Se você chorar vai fazer meu cérebro derreter de tanto que ele está doendo – falou fazendo graça e abrindo ainda mais o sorriso.

—A-arigatou – disse Ryouta já com os olhos mareados e com um pequeno sorriso – J-já volto com o seu remédio Aominecchi.

—Hai, toma cuidado na rua BaKise! – gritou Aomine enquanto o loiro saía quase que correndo do apartamento.

I hear your voice, you tell me that you’ll never go

(eu ouço sua voz, você me diz que você nunca partirá)

And I believe it, I believe it

(e eu acredito, eu acredito)

Definitivamente Aomine estava apaixonado por Kise e vice versa, agora era tudo uma questão de tempo ou embriaguez... ou quem sabe os dois?

Notas finais
Ai ai (◡‿◡✿) não tenho nem mais o que falar sobre esse capítulo. —Claro né, ficou tagarelando lá em cima ∑(゜Д゜;) —Hmpf (-_- )ノ Nee e agora? O que vai resultar desse outro lado do Aomine? Ou será que ele vai "cair na real" rapidinho como da outra vez? Meu farelo de Ruffles pressente altos sangramentos nasais pela frente (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ *sparkles* ja nee minna ♡