Shelter

11 Sleepwalking


Notas iniciais
Yo oo o leitores lindos do meu coração que estão fazendo essa fic crescer cada vez mais ~( ̄▽ ̄~) peguem suas caixinhas de lenço e se preparem, porque a tia May e suas dores de cabeça escrevem capítulos depressivos em conjunto ╮(─▽─)╭ e ótimos lemons (vocês entenderão no final, mas não se animem) ಥ⌣ಥ Já estou prevendo o final da fic meu povo (*´д`*) e estou presa num grande dilema entre um final feliz ou triste, mas que eu já decidi (-_- )ノ Perdoem-me por tudo que eu fizer daqui em diante, falo sério. Amem os lemons e não matem a autora por destruir seus corações, afinal, é uma darkfic, hai? Não? Ok, socorro. Nee, gostaria de agradecer a d.Angel-chan pela recomendação e perdoe-me pela demora e por qualquer erro de português hsuasuahsua muito obrigada ♡ com muito alegria posso falar que ultrapassamos os 1.000 views (✪㉨✪) Obs: a música desse capítulo é Sleepwalking do Bring Me The Horizon ♡ nunca uma música me passou tanta paz e me tirou ela em tão pouco tempo, sério. É critica a situação jsiajsia Bom, eu aconselho vocês a darem o play logo quando começa a parte que narra sobre o Kise, porque bem, a música de hoje é totalmente direcionada pro nosso loiro (ノ゜ω゜)ノ Aliás, hoje temos uma amiguinha voltando a dar as caras na fic rs ╮(─▽─)╭ So... enjoy, or not. Lencinhos preparados? Então, boa leitura ♡

[música]

—Eu jamais me perdoaria se algo de ruim acontecesse com você novamente Kise – disse Aomine selando seus lábios uma última vez – Nunca.

Daiki podia ser muito amoroso em certos momentos, mas depois disso tudo ele estava realmente debilitado. “Merda de velho idiota!” pensou o moreno enquanto tomava um banho na tentativa de esfriar um pouco a cabeça e se livrar das dores. Tal tentativa foi em vão, logo que saiu do banho colocou uma bermuda e se pôs a revirar os armários do banheiro em busca de algum remédio milagroso. Satisfeito com o que achou, foi até a cozinha, tomou dois comprimidos com um copo d’água sem mal respirar e foi se despedir de Kise.

— Boa noite – disse afagando os cabelos loiros – Vê se não vai dormir muito tarde baka e não faça nenhuma besteira – completou com um beijo na testa do menor.

Aomine já se sentia zonzo pelo efeito do remédio. Realmente anti-inflamatórios tem um efeito sonífero extremamente pesado, ainda mais pra quem toma dois comprimidos de uma única vez. Daiki se retirou indo rapidamente até o quarto onde praticamente entrou em coma de tão profundo que seu sono se tornou em tão pouco tempo. Ah aquele moreno não acordaria tão cedo!

Kise permaneceu na sala, jogado no sofá e encarando viciosamente aquela maldita parede. Sua cara fazia uma simples cena parecer realmente interessante à primeira vista, mas havia algo muito mais complexo por trás daqueles olhos dourados. Um turbilhão de pensamentos passava pela mente do loiro. Pensamentos dolorosos. Ele se contorcia por dentro enquanto por fora permanecia completamente inerte, parado, sem demonstrar sofrimento algum, simplesmente o vazio da alma. Um lugar quente, porém que se encontrava extremamente obscuro. Um lugar que abrigava os maiores demônios da cabeça do loiro, e conforme eles cresciam, eram cada vez mais alimentados pelo medo, pelo sofrimento, pelo orgulho, pela (re)pressão. Eles sufocavam Ryouta, como se todos seus orifícios já não fossem suficientes para puxar o ar a sua volta e manter seu coração batendo.

My secrets are burning a hole through my heart

(meus segredos estão queimando um buraco em meu coração)

And my bones catch a fever

(e os meus ossos estão com febre)

When it cuts you up this deep

(quando isso te corta a essa profundidade)

It's hard to find a way to breathe

(é difícil encontrar uma maneira para respirar)

Lá estávamos nós: mais uma vez naquela cena deplorável, sua mente parecia implorar por tudo aquilo, toda a confusão ofuscada pela dor. Ele arrancou o moletom e revirou as gavetas atrás daquelas lâminas soltas que usava para se depilar vez ou outra. Merda, onde elas estavam? Procurou ofegante mais algumas vezes para achá-las caídas atrás do armário. Sentou no piso frio e chorou tudo aquilo que havia prendido na frente de seu pai e de seu agente. “Não faça nenhuma besteira” a voz de Daiki ecoava por sua mente. Ryouta jurava ter pensado milhares e milhares de vezes antes, talvez assim tivesse coragem de desistir, mas não. Tirou aquela bandagem que tanto lhe irritava, olhou pra aquilo e sentiu nojo de si mesmo, mas já era algo compulsivo.

Your eyes are swallowing me

(seus olhos estão me engolindo)

Mirrors start to whisper

(espelhos começam a sussurrar)

Shadows start to sing

(sombras começam a cantar)

—Gomen Aominecchi – disse chorando e se contorcendo de dor – Gomen, gomen...

Uma vez.

Duas.

Sete.

Quinze.

Trinta.

Ele havia perdido as contas.

My skin's smothering me

(minha pele está me sufocando)

Help me find a way to breathe

(me ajude a encontrar uma maneira de respirar)

Não satisfeito, trocou o braço.

Não fazia mais questão de contar, é quase como se não sentisse mais nada. Era uma mentira tão boa naquele momento: “machucar-se assim os outros não o fariam” ledo engano. Quando olhou o estrago, já era tarde demais para voltar atrás. Seu braço direito não parava de sangrar, ele apertava com a outra mão no intuito de estancar, mas aquilo sim doía. Doía como o inferno.

Time stood still

(o tempo parou)

The way it did before

(do mesmo jeito que antes)

Fell into another hole again

(caí em outro buraco novamente)

It's like I'm sleepwalking

(é como se eu estivesse sonâmbulo)

Você conhece aquele sentimento quando você realmente quer algo, mas isso simplesmente não acontece? Ele se sentia perdido, realmente perdido. Não era mais algo que Kise conseguisse controlar. Não era mais algo que qualquer um pudesse controlar, talvez nem mesmo Aomine Daiki.

Uma chuva inesperada despencou dos céus de Tókio naquela noite, uma chuva pesada, prenúncio de coisa ruim. Ryouta se encontrava nervoso, agora havia tempestades por ambos os lugares: dentro e fora dele. Encheu a banheira e se pôs lá dentro. Ah doce água avermelhada com gosto de ferro, por que parecia tanto com arte quando na verdade era sofrimento? Ironias da vida.

Where do I go from here?

(para onde vou a partir daqui?)

Should I sink or swim?

(devo afundar ou nadar?)

Or simply disappear?

(ou simplesmente desaparecer?)

Talvez meia hora naquela banheira tivesse bastado para o loiro, que logo depois, finalmente tomou um longo e demorado banho. Algo útil ocorreu de ficar debaixo d’água por tanto tempo: ao mínimo tinha estancado todos os cortes. Kise esfregava o rosto inúmeras vezes debaixo da água corrente, aquilo era quase relaxante. Quase. Terminado o banho colocou um moletom, secou o cabelo e foi até a farmácia, conhecida popularmente como “a vendinha da esquina”.

“Tsk, como esfriou” pensou consigo mesmo, aquele guarda chuva parecia não adiantar de grande coisa contra tamanha força da chuva. Chegou ao local parcialmente molhado, seus tênis então, nem se fala. Não que ligasse para isso, era só colocar na máquina de secar depois. Passeou pelo espaço pegando três maços de cigarro, uma garrafa de vodka e mais duas latas: uma de Coca-Cola e outra de RedBull. “Ah Kise, como alguém pode repetir tantos erros de uma única vez? Tsk” agora sua própria mente o julgava, estava realmente enlouquecendo. Ajeitou o capuz e se dirigiu a um dos caixas.

—Nee R-Ryouta-sama? – disse a garota dos olhos azuis.

Time stood still

(o tempo parou)

The way it did before

(do mesmo jeito que antes)

It's like I'm sleepwalking

(é como se eu estivesse sonâmbulo)

Kise estremeceu, o ela fazia ali? Logo hoje, logo como da outra vez, ugh.

—Tsk você por aqui? – retrucou o loiro com ódio de tamanha casualidade.

—Gomen... É-er, deixe-me passar as coisas, onegai – ela havia ficado realmente encabulada com a grosseria do outro.

“Droga, seja mais gentil pelo menos” brigou consigo mesmo.

— Ma... May...

—Mayumi – completou com um breve sorriso, ele havia ao menos se lembrado dela.

—Hai, Mayumi Sugihiro nee? Gomenasai por aquele dia... – falou Kise entregando as compras enquanto a garota tentava manter uma cara de indiferença perante os itens.

—Iie, não foi nada... Aliás, o celular do Aho... quer dizer, Aomine, está na minha bolsa, se quiser esperar eu vou lá peg...

—Hai, hai, espero – respondeu o loiro dando de ombros e abaixando ainda mais a cabeça.

Seu cartão já havia sido desbloqueado, utilizando-o. Pegou suas coisas e permaneceu na frente da loja encostado a um canto esperando a garota sair do expediente. Impaciente e ainda sentindo alguns traços de dor puxou um cigarro. “Merda, merda, merda Ryouta! Não vai me falar que esqueceu a porra do isqueiro?!” pensou inconformado com o cigarro próximo a boca.

—Aqui – estendeu-se uma pequena mão acendendo seu cigarro.

—Hm arigatou... May-chan?! Nee não sabia que você fumava – disse o loiro meio confuso...

—Não fumo – disse ela entre risinhos – mas percebi que você havia se esquecido de pegar algo lá dentro – entregando o isqueiro ao maior.

—Hm... – pensou no que falar primeiro – Não sabia que você trabalhava aqui...

—Ah sim! Abriram vagas para as férias, e como eu preciso do dinheiro acabei aceitando – disse com o rosto abaixado – Nee antes que eu me esqueça... – vasculhou sua enorme bolsa – Aqui, o celular – falou entregando ao loiro.

—Arigatou – respondeu com um sorriso – nee... gomen, mas preciso ir.

—Ah... hai, eu também – rebateu com vergonha até que começaram a caminhar no mesmo sentido – Como esfriou – disse ela tremendo e cruzando os braços no intuito de se aquecer e por sorte, talvez quebrar aquele clima tenso entre os dois – espero que assim que eu sair da boate esteja mais quente.

—Nee boate?! – perguntou Kise meio perdido.

—Hai, trabalho de garçonete as sextas e sábados – disse Mayumi tentando sorrir de forma vaga.

—Hm já que estamos indo para o mesmo lado, posso te oferecer um agasalho ao menos – o loiro sugeriu.

—S-sério? Q-quer dizer, n-não precisa... – falou meio encabulada.

—Que isso, é o mínimo que eu posso oferecer – lançou-lhe um sorriso; Ryouta gostava de ajudar os outros, então por que raios não aceitava ajuda? tsk – Por que você trabalha tanto M-May-chan? S-sem querer me intrometer...

—Nee que isso, tudo bem – sorriu ternamente – É que sou só eu e minha irmãzinha... É-er meu pai... ele sumiu a algum tempo, mas mesmo mandando um dinheiro para nós, não é suficiente – disse ela segurando uma lágrima teimosa tentando não chorar na frente do loiro que olhando a reação da menor, a abraçou.

Realmente aquela mania do Aomine de abraçá-lo era reconfortante, pensou que talvez isso funcionasse com a garota e funcionou. Ela parecia uma criança segurando o casaco do maior, não que Kise fosse diferente, mas ele pensava nos braços de alguém muito maior. Saiu de seus devaneios quando sentiu como a garota começara a tremer e então apertaram o passo em direção ao apartamento.

Chego lá, Mayumi não quis subir, já corria o risco de se atrasar. Ryouta correu rapidamente e desceu com um de seus casacos mais quentes e entregou à garota.

—A-arigatou Kise-kun – disse ela com as bochechas vermelhas quase totalmente cobertas pelo gorro.

Ele sorriu em resposta e abraçou novamente a menor.

—Cuidado na rua viu! – gritou o loiro acenando “xau” enquanto Sugihiro corria para não perder o metrô.

—Droga, como esfriou – disse pra si mesmo dentro do elevador e logo em seguida adentrando o apartamento – Muito melhor – sorriu soltando uma leve fumaça dentre os dentes.

Foi até a cozinha com as compras, sem paciência colocou vodka pura num copo e guardou a garrafa no congelador, enquanto a Coca-Cola e o RedBull na geladeira. Sentou-se num banco, acendeu um cigarro e colocou uma música para tocar enquanto terminava sua bebida. O gosto amargo do cigarro com o álcool da vodka fazia jus àquela chuva toda. O apartamento estava razoavelmente quente, mas depois daquilo, manter-se com um moletom era quase impossível e ao tirá-lo algo foi ao chão.

—Tsk o celular do Aominecchi – estremeceu.

Revirou o aparelho analisando-o meticulosamente, ou ao menos como era possível no momento para então constatar que não havia arranhado, “Ufa!” pensou. Abriu a porta do quarto e caminhou a passos leves deixando o celular numa das mesinhas de cabeceira ao lado da cama. Kise não pode evitar reparar como o moreno dormindo era... lindo, sexy, fofo ou tudo junto? “Ele faz bico” pensou rindo consigo mesmo. Foi para o outro lado da cama a fim de ver melhor aquele que ele tanto amava e não pode evitar, colocou uma de suas mãos na bochecha do maior e então selou seus lábios rapidamente. Mal podia saber que Daiki seria ainda mais rápido ao puxá-lo para a cama, fazendo-o deitar-se junto dele.

Wake up

(acorde)

Take my hand

(pegue minha mão)

Pull me out

(me puxe)

And give me a reason to start again!

(e me de uma razão para começar de novo!)

Kise se sentiu levemente desconfortável em estar de “conchinha” com o Aho no começo, mas céus, como aquela respiração quente em seu pescoço era arrepiante, aquele cheiro tão inebriante, aquela barriga definida em suas costas, e suas mãos, ah aquelas mãos grandes do moreno em seu baixo ventre desprotegido... Aomine era como uma droga para Ryouta, sempre tão viciante, sempre tão disposto a fazer mais e mais para tê-lo, aquilo era uma quase relação de dependência. “Como ele é quente...” pensou o menor “... Eu poderia viver nesses braços pra sempre”.

Time stood still

(o tempo parou)

The way it did before

(do mesmo jeito que antes)

O moreno apenas ajeitou-se, ficando ainda mais colado ao loiro e então depositou um beijo em sua nuca o abraçando forte e protetoramente. Sim, definitivamente aquela era sua paz verdadeira, ou melhor, ele era. “Gomenasai Aominecchi, koishiteru, gomen” implorou baixinho, apertou os olhos e algumas lágrimas lhe escaparam para que enfim pudesse se aconchegar. Aquele abraço era o lugar de onde nunca devia ter saído.

When it cuts you up this deep

(quando isso te corta a essa profundidade)

It's hard to find a way to breathe

(é difícil encontrar um modo de respirar)

Help me to find a way

(me ajude a encontrar uma maneira)

Notas finais
Vão me matar? Nee acho que sim ((((゜д゜;)))) Mas desabafando com vocês, eu não andei numa boa semana, as coisas, pessoas, insônias mil, bom... me desculpem mesmo, ainda mais o horário que eu atualizei e ficar devendo resposta dos reviews, eu juro que até quarta estará tudo certo ♡ espero eu, que venha a última semana de férias ugh. Nee quem está ansiosa pro próximo capítulo? ಥ⌣ಥ Lemon, lemon, lemon ~amém~ (ノ゜ω゜)ノ*:・゚✧*:・゚✧ Mas ando curiosa pra saber qual a reação de um certo moreno, hm, vocês também? Nee então até quarta amores, ja nee ヽ(゜∇゜)ノ