Shelter

5 Can you feel my heart?


Notas iniciais
Yoo minna, peço que não me matem pela demora onegai (ι´Д`)ノ ano novo, festas, bagunça além da conta por todos os lugares complicou um pouquinho pra poder postar o novo capítulo. Bom, não tenho muito o que dizer sobre esse, gomen, mas espero que gostem ♡ ai ai tem um sino na minha cabeça desu (つд`) Obs: a música desse capítulo é Can you feel my heart do Bring Me The Horizon e é um dos screamos que eu mais gosto e essa batida transmite bem o sentimento do capítulo ♥

[música]

—Y-yo Aomine... cchi. – disse Kise quase que despercebido por Aomine.

O silêncio se instalou no local. Longo, pesado, constrangedor. Aomine Daiki estava sem defesas, pela primeira vez na sua vida ele se tornou transparente a qualquer um que passasse por ele.

Can you hear the silence?

(você consegue ouvir o silêncio?)

Can you see the dark?

(você consegue ver a escuridão?)

Aomine’s POV

Ele realmente esqueceu-se do –cchi no meu nome? E esse cheiro de cigarro... Ki-kise andou fumando? Uma garrafa de vodka? Aomine, não tire conclusões precipitadas por enquanto – sua visão rodava, começava a falhar quase como se não estivesse em si. E aquele banheiro tem c-cacos de vidro pelo chão? K-Kise? Cadê o Ryouta? – girou um pouco mais o olhar até encontrar o loiro a sua frente, fitando-o. Q-que bandagens eram aquelas? – seus olhos começaram a arregalar e ameaçaram ceder.

Não Aomine! Fique firme idiota, não pelo seu orgulho ridículo, mas por Ryouta – pela primeira, vez Aomine Daiki se sentiu ameaçado.

Narrador’s POV

A cena permaneceu a mesma por uma pequena eternidade: silêncio, a porta escancarada, Aomine parado de olhos arregalados fitando o recinto e Kise a sua frente rezando para que pudesse se esconder em sua própria sombra. Cena só quebrada quando Daiki fechou os punhos bruscamente assustando o loiro que se encolheu ainda mais. Kise jurava que ele o mataria, o faria em pedaços, o odiaria pra sempre, ele não queria aquilo! Nunca quis. Não perder Aomine, mesmo que não soubesse o porquê.

—Merda – disse Aomine ao fechar ainda mais os punhos e em seguida fazer algo realmente inesperado ao subitamente abraçar Kise. Não um abraço qualquer, era como um cobertor, algo ilusoriamente protetor, mas Ryouta jurou, mesmo que por alguns minutos, que poderia viver para sempre escondido ali.

Can you fix the broken?

(você consegue restaurar o que foi destruído?)

Can you feel, can you feel my heart?

(você consegue sentir, você consegue sentir meu coração?)

Aomine’s POV

Merda eu não vou aguentar – pensava olhando pra cima pra não ceder. Pera ai, esse meu “merda” saiu tão alto assim? (Admita Aho, você não o abraçou só pra esconder essa lágrima teimosa ai). E-eu estou chorando? Sim... de ódio, de dor, de tudo, inclusive de felicidade de ter chego a tempo. Só sei que poderia segurar ele sempre que precisasse pra não vê-lo cair, não novamente.

Kise’s POV

E-ele está me abraçando? Ele está m-mesmo me abraçando?! Droga, que abraço b-bom. Eu poderia me perder aqui e nunca mais sai... ã-ã?

Can you help the hopeless?

(você consegue ajudar o desesperado?)

Well, I'm begging on my knees

(bem, eu estou implorando de joelhos)

Can you save my bastard soul?

(você consegue salvar minha alma condenada?)

Will you wait for me?

(você vai esperar por mim?)

Narrador’s POV

Aomine podia ter cedido, mas não por muito tempo. Logo recobrou parte de seu orgulho e se recompôs vagarosamente desfazendo aquele abraço e erguendo sua postura. Demorou tanto para largar Ryouta que jurava fazer isso à contra gosto. Só se pode ouvir o gemido de desagrado do loiro com tal ação, foi como despencar para a realidade e dar de cara com um chão duro e frio. Lá estavam os dois novamente.

Aomine olhou brevemente para o teto, bufou e tentou organizar algo pra falar, mas ele realmente não era bom com palavras. Logo falou a coisa mais seca que lhe veio à cabeça. Apoiou uma mão do ombro do menor, ela estava fria novamente e seu rosto voltou a possuir indiferença.

—Vamos, feche essa porta. Vou te ajudar a arrumar essa bagunça.

Quando chegou à despensa para pegar algumas vassouras e umas sacolas de lixo, amaldiçoou-se “Podia ter perguntado o que houve idiota, mas não, falou pra ir arrumar o apartamento. Dessa forma vai acabar sendo odiado assim como o pai dele”. Agora já não tinha mais como mudar.

Kise permaneceu calado a todo o momento enquanto limpavam a sala, definitivamente haviam muitas coisas erradas por ali, sem mencionar as bitucas de cigarro espalhadas pelo carpete.

Aomine apressou-se e foi logo indo limpar o banheiro. Ajoelhou-se e começou a catar calmamente cada pedaço do espelho para logo em seguida colocar dentro de uma pequena caixa de papelão que havia achado. Quando Kise percebeu, correu desesperado ao banheiro.

—N-não Aomine, n-não precisa limpar isso pra mim. – disse Kise num ímpeto falho de tentar tirar um dos cacos da mão de Daiki.

I'm sorry, brother

(me desculpe, irmão)

So sorry, lover

(me desculpe, amor)

—Para Bakise! – disse com raiva do loiro sendo destrambelhado e agarrando fortemente o pulso esquerdo de Ryouta, o mesmo rebatendo com uma cara de dor.

Tudo bem que Aomine às vezes podia não saber medir a sua força, mas... não era pra tudo aquilo. Ele parou, afrouxando o pulso com um olhar de medo para Kise. Ele não queria machucá-lo novamente, mas parecia que isso sempre acabaria acontecendo no final. Foi tirado de seus devaneios quando Ryouta tentou puxar o braço, assustando o moreno, que o segurou novamente, para dessa vez encarar e se perguntar por que raios Kise tinha uma bandagem na mão.

—Kise, que bandagem é essa? – disse Aomine sério tentando encarar os olhos baixos do loiro.

I'm scared to get close and I hate being alone

(tenho medo de me aproximar e odeio estar só)

I long for that feeling to not feel at all

(anseio por aquele sentimento de não sentir nada)

The higher I get, the lower I'll sink

(quanto mais alto me elevo, mais baixo afundarei)

I can't drown my demons, they know how to swim

(não posso afogar meus demônios, eles sabem nadar)

Ele somente respondeu com um grunhido puxando o braço de volta. Daiki tinha fechado todos os pontos, sabia bem o que era, mas queria ouvir aquilo da boca de Ryouta. Algo nele implorava por aquele pedido de ajuda sendo minuciosamente pronunciado por aquela voz que tanto conhecia e que tanto lhe irritava. Era uma briga de egos.

Aomine não forçou Kise, realmente sabia que não era o momento certo. Na verdade, ele nem sequer sabia qual era o certo, mas definitivamente não era aquele. Terminado de catar os cacos de vidro do chão enquanto Kise terminava de fechar os lixos na sala, só se pode ouvir um grande estrondo por todo o apartamento seguido de mais silêncio. Não havia sido um estrondo qualquer, mas aquele característico de alguém caindo ao chão. Se tudo aquilo não foi o bastante para fazer Aomine ceder ao desespero, aquela seria a gota d’água.

Virou-se pra trás com os olhos arregalados em pavor, Kise estava lá, caído, no chão da sala. N-não poderia ser. A visão de um anjo caído era Kise lá, esticado com seus fios dourados cobrindo-lhe a face. Naquele momento, todas as barreiras de sanidade de Aomine foram quebradas.

Can you hear the silence?

(você consegue ouvir o silêncio?)

Can you see the dark?

(você consegue ver a escuridão?)

Can you fix the broken?

(você consegue restaurar o que foi destruído?)

Can you feel my heart?

(você consegue sentir meu coração?)

Notas finais
Arg, particularmente me irritei com o rumo que o Aomine tomou, grr gosto dele sendo o ignorante de sempre ಠ_ಠ mas no próximo capítulo já volto a arrumar isso muahahaha ∩(︶▽︶)∩ Estou pensando em postar dois capítulos por semana, o que acham? Ainda estou me perguntando por que raios eu escolhi um screamo pra esse capítulo se minha cabeça está doendo tanto ((((゜д゜;)))) baka, quase que meu cérebro derreteu quando fui ouvir pra fazer a correção, minha cara foi mais ou menos essa: щ(ಥДಥщ) ~why? Obs: kya, quando Aomine se refere a não machucar Kise novamente, faz menção ao jogo que o loiro chega ao limite e cai sem poder se levantar no final e o Kasamatsu-senpai o ajuda (Kaijō vs Tōō).