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17 Chapter XVI - Latch


Notas iniciais
Depois de um mês e meio, estou de volta. Primeiramente, peço desculpas pela a demora absurda, mas antes que joguem pedras, deixem-me explicar. Além de ter ficado sem tempo por causa de inúmeras provas, eu também tive um tempo horrível com a família e estive doente por um bom tempo. Mas enfim, as coisas começaram a se resolver. E, além do tempo, o estresse de toda a situação causou um bloqueio de inspiração em mim terrível. Mas, quando minha avó paterna (uma das minhas pessoas favoritas no mundo) me convidou para passar um final de semana em um casarão que minha família tem em uma ilha que fica á uma hora da cidade, tudo ficou melhor. E, deitada em uma rede no pátio enorme de lá, de frente para um jardim lindo e na companhia do livro A Teoria de Tudo, a inspiração voltou. Ainda estou enrolada em muitas coisas, mas prometo não ficar esse tempo sem postar novamente. Amo vocês e comentem, por favor! Senti muita falta e fiquei feliz quando alguns leitores me procuraram para saber da demora. Significou muito para mim. Até mais, meus lindos. xx

Estava havendo uma grande mobilização do Glee Club pela escola. A tática "se manter discreto para não levar slushies" se desfez por completo quando o Vocal Adrenaline foi pego trapaceando e desclassificado da final, fazendo com que o News Directions fossem diretamente classificados para a Nationals. Rachel estava radiante com a notícia, assim como Will, que em provocações á Sue, espalhou posters do coral por toda a escola.

"Isso não vai prestar." — Santana murmurou atrás de mim. Eu concordei e vi Kurt nos observar.

"Acham que Sue iria fazer algo para nos impedir de ir para NYC?" — Ele pergunta.

"Contra o coral não, talvez só contra Mrs. Schue e o cabelo dele." — Santana diz e eu não me impeço de rir.

Ao contrário de mim, Kurt não ri e torna a olhar para longe. Estávamos no auditório em uma bagunça só. Finn estava na bateria e Sam tentava conversar aos gritos com Artie bem ao lado dele. Santana e Brittany estavam no mundinho delas enquanto Mike tentava ensinar alguns passos á Sugar e Blaine, Tina só os observava. Rachel conversava com Will.

Encarei a morena á distância e sorri. Deixando com que a imagem dela em pé, vestindo uma blusa bege de manga comprida e uma saia verde, aquecesse meu coração. Ela estava linda — e pra diabos fofa também. Rachel prometeu para mim ontem á noite que iria cantar algo para mim hoje. Ela não disse qual música e muito menos o artista, o que me deixou curiosa e impaciente.

"Você está babando." — Kurt disse para mim.

"Então deixe-me continuar babando."

Ele revira os olhos.

"Soube que você conquistou Leroy."

"E devo dizer que ainda não sei como fiz isso."

Ele soltou uma risada baixa e voltou seu olhar ao palco. Vi o quando mais pálido ele estava e as bolsas roxas debaixo de seu olhos. O jeito como ele estava tímido e seus comentários estavam mudos.

Notei também o quanto ele estava distante de Blaine.

Fiz uma anotação mental para alertar Rachel sobre isso depois mas meus pensamentos foram cortados pela voz de Will.

"Estamos na final, huh?" — Ele grita e Finn faz umas batidas na bateria. O coral comemora.

Atrás de nós, o barulho de uma porta se abrindo se faz presente e Puck — que esteve colando os posters — entra no auditório. Will volta ao discurso.

"E antes que comecemos a discutir a programação dos nossos treinos, vamos deixar que nossa incrível capitã cante algo para nós hoje." — Mercedes assobia e Kurt bate palmas. Meu coração acelera e minha respiração fica um pouquinho mais pesada.

Rachel pisca para mim.

E eu me permito sorrir.

Ela vai até o piano e faz sinal para Sam que está com o violão.

Rachel olha para mim antes de começar a tocar e eu a vejo. E ela parece tão jovem, tão cheia de vida e tão, tão bonita. Tão intocável.

E ao mesmo tempo tão minha.

E ela começa a tocar, com notas de piano lentas, até que sua voz invade o auditório.

I should ink my skin with your name

And take my passport out again and just replace it

See I could do without a tan

On my left hand where my fourth finger meets my knuckle

And I should run you a hot bath

And fill it up with bubbles

Ela estava cantando em um tom de voz que ninguém nunca a viu cantar. Era baixo e suave, devagar. Ainda sim sua voz era poderosa e isso me fez com que eu me perguntasse: onde seria os limites do talento de Rachel? Até onde ela iria?

E eu sei que seria longe.

‘Cos maybe you’re loveable

And maybe you’re my snowflake

And your eyes turn from green to grey in the winter, I’ll hold you in a cold place

And you should never cut your hair

‘Cos I love the way you flick it off your shoulder

And you will never know just how beautiful you are to me

But maybe I’m just in love when you wake me up

Eu começo a corar quando os olhares começam a vir até mim. Sim, todos já sabiam sobre nós e eu não tinha nenhum problema com isso, mas o fato é que, eu nunca fui de receber demonstrações de carinho. Isso me deixa envergonhada — e até um pouco desconfortável. Mas eu nunca diria não á Rach, não a algo que sei que é importante para ela. Porque se tem algo de diferente entre nós é isto: as demonstrações, as declarações. Assim como eu não me imagino tendo coragem de cantar algo para ela tão cedo, eu a deixo cantar o quanto ela queira.

Ela me tem na mão, no final das contas.

And then you’d laugh at me and be asking me

If I’m gonna be home next week

And then you lie with me ‘til I fall asleep

And flutter eyelash on my cheek between the sheets

And you will never know just how beautiful you are to me

But maybe I’m just in love when you wake me up

Eu sorrio para ela, deixando que ela veja o quanto eu sou grata por ela ter me dado uma chance. Por ter nos dado uma chance, quando sei que nós temos tudo para dar errado. Quando sei que aos olhos de muitos, somos a definição do impossível. Porque eu sei o quanto nós somos diferentes, o quanto nossas vidas são diferentes. Então eu me entrego, e pelo o tempo que eu a tiver, ela tem e irá ter me tido completamente.

‘Cos maybe I’m just in love when you wake me up

Or maybe I’m just in love when you wake me up

Maybe I fell in love when you woke me up

Eu vejo o que ela diz com a música e eu devo dizer o quão errada ela é. Não fui eu que a acordei, foi ela. Mesmo depois de eu ter tentado todas as maneiras de escapar, ela estava lá, bloqueando meu caminho. E por isso, eu descobri que eu iria ficar e que seria por ela.

A música termina e Rachel brilha. O coral bate palmas e ela se levanta, fazendo uma reverência e me fazendo rir.

O sinal bate e todos começam a se retirar da sala, enquanto eu caminho até o palco para encontrar Rachel.

"Q, eu-"

Eu enlaço uma mão em seu cabelo e junto nossos lábios. E Deus, nós somos perfeitas nisso. Ela pousa suas mãos sobre meus ombros, enquanto eu agarro sua cintura com a minha mão livre. Nossas línguas fazendo amor dentro de nossas bocas.

"Hmmmm." — Rachel geme.

"Você é tão linda." — Eu sussurro, estranhamente já excitada. Rachel chupa meu lábio inferior e o morde com força, provavelmente deixando-o inchado. — "Oh, merda."

"Hmmmm, boca suja, amor." — Ela continua me beijando.

E então ouvimos um estrondo vindo da platéia.

Nós afastamos nossas bocas mas continuamos entrelaçadas, enquanto nossos olhos procuram a origem do som — e eles acham.

Noah Puckerman estava há três fileiras e dois degraus de distância de nós e parecendo transtornado. Uma cadeira estava caída ao seu lado — e então foi daí que veio o barulho.

Rachel o encerou para ele e então passou a me encarar. Tentei identificar o olhar de Puck mas não consegui achar uma definição. Ele estava confuso; surpreso e talvez, quebrado.

"Vá para o intervalo, Rach." — Sussurrei.

"Diabos? Eu vou ficar aqui." — Ela sussurrou de volta, mas muito brava.

"Rachel isso não vai ser bonito."

"Não me chame de Rachel- e exatamente por isso que vou ficar aqui." — Ela cruzou os braços, autoritariamente e eu senti o sangue esquentar. Tirei meus olhos dela e tranquei na figura na plateia.

"O que você quer, Puck?"

O garoto respirou fundo, mas não respondeu.

"Olha eu- Nós, eu e Rachel, nós temos que ir, se você não for falar nada..."

"Como?"

Foi tudo o que saiu da boca dele. Andei dois passos, me pondo em frente á Rachel protetoramente e disse.

"Talvez isso não seja de sua conta." — Respondi. Vi o modo como seu maxilar trancou. — "E nem tente mexer conosco, já basta a ameaça que você fez a Finn quando a escola suspeitou que eu estava namorando ele."

Puck riu.

"Bom, eles erraram feio." — Ele olhou para Rachel. — "Eu também, no caso."

"Noah, eu não acho que isso seja necessário. Você e Quinn já terminaram há meses atrás e voc-"

"Cale a boca!" — Ele gritou, fazendo com que eu avançasse mais dois passos. Ele subiu o palco, ficando na mesma altura que nós, mas em uma distância segura.

O sangue subiu a minha cabeça e senti meu corpo esquentar com raiva.

"Não ouse," — Falei pausadamente. — "a falar assim com ela." — Eu disse e lhe apontei um dedo. Ele pareceu surpreso ao mesmo tempo que irritado. Puck deu um sorriso irônico.

"Me explique como você consegue assumir um namoro com ela quando foi até minha casa semana passada?"

A cabeça de Rachel vira-se para mim em um raio e eu perco as palavras. Puck estava jogando baixo.

"Não venha com isso. Você nem ao menos estava lá, eu estava ajudando o seu irmão!"

"Vai dizer que não foi lá me procurar?"

"Eu não fui lá te procurar! Merda, eu nem consigo suportar olha para tua cara! E-"

"Quinn." — Rachel sussurrou, ao meu lado e eu quebrei.

Ela iria ficar muito, muito chatiada quando descobrisse da história de Jacob e tudo estava perfeito entre nós. Ela tinha acabado de cantar uma música para mim! Eu não iria deixar Puck estragar isso, eu não iria...

"Vá embora, Puck. Isso aqui não é mais sobre você."

Ele nos encarou. Eu sabia que ele estava pronto para continuar no embate, mas ele desistiu. Talvez porque minha raiva estava quase transbordando na superfície e ele sabia que isso não nos levaria á nada. Tínhamos muitas questões não-resolvidas entre nós e uma delas era Beth. Puck poderia ser um babaca com B maiúsculo mas algo que ele se importava era nossa filha e ele não iria tocar nisso.

"Você ainda vai se arrepender de ter me deixado para trás."

Com um último olhar dolorido á Rachel, ele sai a passos pesados do auditório.

"Rach..." — Eu me virei para ela. Seus olhos de café estavam me encarando de modo irreconhecível.

"Você esteve na casa dele semana passada?"

"Sim, mas eu-"

Ela ergueu a mão, me silenciando.

"Tudo bem." — Ela disse com a voz cortante, engoli seco, sentindo minha pele formigar. — "Já perdermos 15 minutos de aula e, eu não conversar sobre isso agora então-"

"Não fique brava comigo."

"-nós vamos conversar quando estivemos em sua casa hoje, depois da escola." — E com isso, ela saiu, pelo mesmo lugar onde Puck o fez há 30 segundos atrás e eu suspirei.

E senti que minha frustração pode ser ouvida por todo o auditório.

Depois da minha aula exaustiva de Química II, eu fui até um dos corredores mais desertos e puxei meu celular, digitando um número e então levando até minha orelha.

Passou-se cinco toques, e eu já estava desistindo da chance de ser atendida quando a voz metalizada se fez presente no telefone.

"Alô?"

"Jacob!"

"Lucy? Porque você está me ligando agora? Eu estava no meio da aula e tive que pedir para a professora para ir no banheiro e-"

"Como Puck soube que eu estive na casa de vocês semana passada?"

O garoto suspirou.

"Ele viu o SMS que você mandou para mim, perguntando se eu estava bem e ele quis saber o que tinha acontecido."

"E? O que você disse, Jacob?"

"Olha, eu- Lucy, eu não poderia contar do garotos e da briga, já que eu já tinha dito que eu tinha conseguido aquelas marcas em um jogo de futebol. Então, eu disse..."

Ele não completou a frase.

"Jacob."

"Eu disse que você... que você tinha vindo aqui conversar com ele e que tinha me encontrado ferido, que me aju-"

"Jake! Você não podia ter feito isso! Por isso que ele ficou tão transtornado quando..."

"Quando?"

"Bom, eu estou namorando uma garota."

A linha ficou muda por cinco segundo.

"Nossa, isso é um bocado quente."

"Jac-"

"Não precisa brigar comigo! Me desculpa, okay? Eu não sabia o que fazer."

"Bom, tudo bem. Mas agora você tem que me ajudar a tirar o Puck do meu pé."

Jacob suspirou.

"Eu dou um jeito nele, princesa. De verdade. Eu vou conversar com ele."

Eu fechei os olhos, relembrando da cena de mais cedo.

"Obrigada." — Eu disse e finalizei a ligação.

Sem perder tempo, digitei outro número e este estava na barra de favoritos.

"Quinn? Aconteceu algo?"

"Stefan, você poderia, por favor, ficar fora de casa hoje á noite?"

"A casa é minha."

Revirei os olhos.

"Eu vou precisar ter uma conversa séria com Rachel e-"

"Conversa séria? Isso é codinome para sexo agora?"

Eu senti minha pele esquentar em vergonha.

"Não! Stefan! Nós brigamos e não vai ser muito confortável para você estar lá. Se não, eu vou-"

"Tudo bem. Eu estarei jantando com Samantha hoje e conhecendo seu pai, logo depois disso vou convencê-lá a ir para Cleveland conosco daqui a dois dias."

A lembrança da viagem para Cleveland — para Frannie — causou uma pontada de dor na minha cabeça.

"Ótimo. Muito obrigada Stef, você é o melhor."

"Eu sei."

E com isso eu encerrei a ligação.

"Ei, garota." — Virei-me para ver quem me chamava, era o inspetor dos corredores. — "Vá para a aula agora ou vai levar ocorrência de atraso."

"No meu caminho." — Eu disse, indo em rumo a minha próxima aula. Tentando não pensar em Frannie, ou em Puck, ou no modo como Rachel irá conversar comigo hoje.

Now I got you in my space, I won't let go of you

O caminho para casa foi silencioso, mas não de modo desagradável. Pelo menos, não muito desagradável. Rachel não parecia de fato com raiva de mim, mas estava séria ao invés de estar toda carinhosa como sempre é. Trocamos um selinho quando nos encontramos no final do período e isso foi tudo até agora.

Sai do carro — Rachel não, ela sempre esperava porque sabia que iria abrir a porta para ela — Eu o fiz e entramos em casa. Me apressei em ir até a lareira e ligar o fogo, já que mesmo quando os dias em Ohio estavam mais quentes nesse época do ano, as noites demoravam a deixar o frio para trás.

Virei-me para minha namorada com os olhos hesitantes. Percebi que ela havia colocado sua mochila no sofá, mas tinha continuado em pé.

"Você quer algo, Rach? Eu posso preparar um lanche para nós..."

"Eu agradeço mas não." — Ela disse, me encarando, enquanto eu continuava a achar o estofado do sofá mais interessante que seu rosto. — "Quinn, eu quero conversar sobre o que Puck disse."

Respirei fundo antes de começar a falar.

"Puck entendeu tudo errado. Eu estava lá ajudando Jacob, o irmão dele, que eu tinha encontrado levando uma surra á caminho da Ohio Letters."

Rachel olhou para mim por alguns segundos, procurando veracidade em minhas palavras.

"E como Puck foi entender que você foi lá atrás dele?"

Levei meus dedos á minha têmpora, massageando.

"O irmão dele mentiu. Para que ele não descobrisse que ele estava envolvido em brigas, ele disse que eu fui lá conversar com Puck e acabei o encontrando machucado."

Rachel parecia triste, ao mesmo tempo que parecia ter acreditado em mim.

"Tudo bem, então..." — Ela suspirou. — "Porque você não me contou nada disso?"

Porque foi o dia em que descobri sobre Frannie e eu não podia correr o risco de cita-lá.

"Porque... bom, nós estávamos distantes e quando cheguei em casa você apareceu com sua carta de NYADA, era inútil contar..."

"Não era inútil! Eu achei que você confiasse em mim. Poxa, você passou por uma situação de estresse e eu ao menos soube..."

Engoli seco, sentindo o peso da minha mentira.

"Eu só não acho que você mereça ouvir essas coisas, quer dizer, são meus problemas e..."

"Quinn." — A voz dela ressonou firme. Ela se aproximou de mim, colocando as duas mãos sobre meu rosto. Eu enrolei meus braços pela sua cintura fina. — "Você deve me contar. Quer dizer- somos nós duas juntas, sabe? De verdade. Eu tenho que saber sobre o que acontece com você para realmente estar com você. Se eu não puder te ajudar, então o que serei? No mínimo, uma namorada horrível."

Sorri ao ouvir a nomenclatura "namorada" saindo de seus lábios e me permiti erguer os olhos e encara-lá. Nós nunca estivemos tão intimas quanto agora, explorando nossa nova relação.

"Você é linda."

"De onde isso saiu?" — Rachel riu. Eu sorri, tímida. — "Quinn... Eu preciso saber se você entendeu..."

Eu encarei seus olhos, e não sei de onde tirei coragem para mentir de novo.

"Entendi." — Eu sussurei, fraca.

Rachel não merecia ser apresentada ao mundo dos Fabray. Não merecia sequer ter uma visão do que passei. Não merecia lidar com o peso emocional de uma pessoa que cresceu na família que eu cresci. E agora, olhando-a nos olhos, eu posso afirmar que ela merece tudo o que é de melhor e o que o meu sobrenome carrega não está nem perto disso.

Mas eu não me deixaria, nunca, nunca, perder Rachel por causa disto.

"Hmm, baby?" — Rachel disse, mordendo o lábio assim que me ausentei em pensamentos.

"Eu amo você."

Rachel sorriu e seu sorriso chegou até seu olhos.

"Eu amo você também, Q." — Ela me puxou por um beijo. Um beijo molhado, lento e cheio de língua. Eu podia chorar bem ali, de tamanho amor e felicidade que eu sentia por ela e com ela.

E quando eu apertei sua cintura mais forte e Rachel puxou minha camisa com força, eu soube que esse beijo não era só um beijo.

Era um início.

Não sei, então não posso explicar, como saímos da sala e chegamos na minha cama de solteiro.

Eu estava deitada e Rachel espalhava beijos pelo meu maxilar. Eu sentia arrepios, eu sentia meu corpo quente e o corpo de Rachel remexendo-se em cima de mim. E eu nunca quis tanto algo na minha vida.

I feel we’re close enough... I want to lock in your love

"Rach... você tem certeza?"

Como resposta, Rachel ergueu-se sobre mim, vestindo apenas seu sutiã verde escuro, causando uma tentação em contraste com a pele morena. Suas bochechas coradas, seus lábios inchados e o cabelo já bagunçado

Eu nunca vi algo tão perfeito.

Rachel levou a mão até as costas, retirando o fecho do sutiã e em seguida, jogando-o em algum canto do quarto, igual como fez com sua camisa anteriormente. E então, seus seios ficaram expostos para mim.

Morenos, com mamilos escuros, pequenos do tamanho exato da minha mão e redondos. Perfeitos.

"Rachel..." — Respirei, pesadamente.

Virei nossas posições, ficando sobre ela. Rachel puxou minha blusa para fora e eu me ocupei com o meu jeans, que a cada minuto ficava cada vez mais apertado.

Quando voltei minha atenção a ela, eu a vi me encarando com muito carinho e desejo, ao mesmo tempo com bastante timidez. Eu não era virgem, muito menos ela, mas havia esse clima de descoberta que fazia minha barriga parecer vazia.

E também havia a pulsação exigente entre minhas pernas.

Passei a beija-lá no pescoço, com carinho e lentidão, enquanto ela levou a mão as minhas costas e retirou o meu sutiã, dando a ele o mesmo destino que o dela. Nossas peles nuas se juntaram e um gemido uníssono foi liberado. Enquanto eu explorava sua orelha, jogando minha respiração contra seu rosto, Rachel dedilhou minhas costelas até agarrar meus seios de lado. Eu gemi e senti Rachel tremer.

"Somos nós, Rach. Eu e você." — Sussurrei em seu ouvido, tentando deixa-lá ainda mais leve. Fiz o mesmo movimento que o seu e gemi quando minhas mãos agarraram seus seios rígidos. Seu mamilo queimava contra a palma de minha mão.

"Quinn..." — A forma como Rachel disse meu nome de forma lenta e sedenta foi o tiro de partida para mim. E eu tomei as rédeas da situação. Eu daria para ela a melhor noite de sua vida até agora.

How do you do it? You got me losing every breath. What did you give me, to make my heart beat out my chest?

Deslizei minhas mãos pelos lados do seu corpo, percebendo cada arrepio e coloquei meus dedos dentro da bainha de sua saia. Eu, devagar, comecei a puxar sua saia para baixo. Rachel apressou o movimento, levantando sua perna e chutando a saia no processo. Meu coração quase pulou de meu peito quanto tive a visão de sua calcinha.

Comecei a distribuir meus beijos no começo do seu peito, enquanto, tentando não deixar nada parado, massageava sua coxa com a mão direita. Ela levou sua mão até meus cabelos, me incentivando, enquanto sua outra mão fincava suas unhas em meu ombro.

Meus beijos alcançaram os montes perfeitos e minha mão agarrou-se em um, enquanto eu beijava o outro. A sensação de seu mamilo contra minha língua era a melhor coisa que eu já havia sentido até agora — e o modo como Rachel jogou sua cabeça para trás e puxou meus cabelos denunciou que ela sentiu a mesma coisa. Comecei a suga-los, enquanto massageava o outro e então troquei a atenção. Foi difícil deixar aquela parte de Rachel para trás, mas comecei a beijar sua barriga, revezando com mordidas e chupões, me deliciando em ver seus músculos se contraindo.

"Hmmm, baby..."

Fechei os olhos com o som de sua voz. Com isso, ancorei meus dedos nas laterais de sua calcinha e a puxei para longe.

A sua intimidade rosada me encarava de volta e eu senti meu corpo arder. Meus pulmões arderem. Toda minha alma reagindo a visão. Puxei suas duas pernas para ficarem mais abertas e aproximei nossas cinturas, fazendo que meu alvo ficasse ainda mais exposto.

"Quinn, por favor..."

"Rach..."

"Deus, faça isto logo."

I’m so encaptured, got me wrapped up in your touch. Feel so enamored, hold me tight within your clutch.

Eu voltei a beija-lá ao mesmo tempo em que meus dedos chegaram até seu centro. Suas costelas ergueram-se, e com isso segurei sua cintura com força enquanto Rachel soltava a respiração. Mergulhei meu rosto em seu pescoço e ela levou suas mãos até minhas omoplatas.

E as mesmas sofreram arranhões quando eu a penetrei.

"Oh." — Ela reesfolegou. — "Quin-n." — Rachel gemeu, em um grito estrangulado, enquanto eu sentia seu interior acomodando meus dedos, massageando-os.

Eu deixava minha respiração sair entrecortada, sentindo meu coração crescer com tanto desejo.

"Deus, você é tão apertada."

Rachel revirou os olhos em prazer.

E eu comecei a aumentar a força de meus dedos. Entrando de forma forte e saindo de forma lenta.

"Mais rápido." — Rachel chorou.

E como eu não atendi seu pedido, muito hipnotizada pela a visão dos meus dedos desaparecendo dentro dela. Ela mesmo levou sua mão até a parte de trás do meu cotovelo e empurrou, fazendo com que meus dedos enteassem em si mais rápido.

E eu, levada pelo o desejo de vê-lá gozando, apressei meus movimentos, enquanto os arranhões em minhas costas continuavam mais profundos.

"Rachel." — Gemi alto, quando ela levou sua coxa e pressionou contra minhas pernas, no ponto sensível. Sentindo-o duro contra sua pele.

E enfim, desesperada, aumentei meus movimento dentro dela enquanto me esfregava, agitando meus quadris.

Got you shackled in my embrace... I’m latching onto you

E quando senti meu interior se fechando e meus dedos ficarem cada vez mais sufocados pela a paredes de Rachel, apoiei minha testa na sua e sussurrei:

"Venha. Venha para mim."

E ela gozou. A cabeça jogada para trás, deixando que os seios ficassem em minha frente novamente e gemendo tão lindamente.

A visão, tão intima, fez com que o orgasmo poderoso me atingisse.

Caí sobre ela, afogada em amor e anestesiada pela a grandiosidade do que compartilhamos.

Depois de alguns segundos aproveitando o ápice, voltei a beija-lá, até chegar em sua boca. Ela envolveu sua mão em meus cabelos, em um cafuné gostoso. O beijo de quebrou, mas continuamos com as bocas próximas.

"Você é perfeita."

"Para você." — Ela sussurrou de volta.

Eu sorri.

"Sim. Você é perfeita para mim."

E com mais um beijo, me deitei sobre seu peito, ela abraçou minhas costas e eu passei meus braço sobre sua cintura.

Eu sendo seu cobertor e ela sendo meu colchão.

E quando fechei meus olhos, me entregando ao sono, foi com a certeza que eu e Rachel éramos perfeitas. Porque nada assim, porque nada como hoje a noite, poderia ser menos do que isso.

Perfeito.

Feitos uma para outra.

I’m latching onto you.

Notas finais
Eu tive um trabalho enorme para formatar, Cristo! Inclsuive tive que editar depois de postado. Enfim, minha vida está começando a se desenrolar. Única coisa que posso prometer é que não irei abandonar minha fic. Nunca. Só peço a paciência de vocês! Além de minha fic, recentemente estive bastante satisfeita com o trabalho que fiz sendo roteirista de um curta. Ou seja, estive bem ocupada. Mas, bem, espero que vocês tenham gostado desse capítulo beeeeeeem especial. @fabrayers ask.fm/fabrayers Músicas: Latch - Sam Smith Wake Me Up - Ed Sheeran