She
16 Chapter XV - Beauty
Notas iniciais
Have you ever fed a lover with just your hands?
Closed your eyes and trusted
Just trusted?
Have you ever thrown a fist full of glitter in the air?
Have you ever looked fear in the face and said, "I just don't care?"
Eu estava sentada em um sofá bege claro bem acolchoado, enquanto a música ressonava pelo o ambiente acústico. Era a primeira vez que eu acompanhava um aula de ballet de Rachel.
E eu estava amando isso.
A sala era espelhada e havia apenas cinco alunas. Na verdade, eu só conseguia enxergar uma. Rachel vestia um colant rosinha claro enquanto fazia os exercícios, flexionando todos os músculos possíveis...
É, eu realmente estava amando muito isso.
Estávamos juntas há dois dias, mas parecia na verdade dois séculos. Não conseguíamos ficar longe uma da outra. Quando voltamos da fazenda de Sugar, Rachel não saiu da minha casa. Stefan até estava pensando em convidá-la para morar permanentemente, até que os pais dela ligaram reclamando de atenção.
Naquele momento eu soube que logo, logo eu teria que enfrentar os Senhores Berry, mas eu estava muito de bem com isso.
It's only half past
The point of no return
The tip of the iceberg
The sun before the burn
The thunder before the lightning
The breath before the phrase
Have you ever felt this way?
Meus olhos são atraídos magneticamente para ela. Ela sorri para mim enquanto dança e eu engulo seco. Ela não faz ideia do que provoca em mim. Ou, ela faz sim, do jeito que vive me provocando. Até a professora solta uma risada quando me vê.
Esses últimos três dias tem sido os mais bonitos de minha vida. É incrível o jeito como Rachel faz tudo se amplificar, se tornar mais lindo, mais fácil de ser sentido. Eu não conseguia ficar muito tempo longe. Hoje, no primeiro dia em que ela não dormiu em minha casa, eu vim até sua academia de dança para vê-la no ballet, e agora que estou aqui pretendo fazer isso o quanto puder até o final do ano.
A música acaba e eu ouço uma breve risada da professora.
"Vocês estão ótimas, garotas. Por hoje isso é tudo, nos vemos semana que vem." — Ela bate palmas e as alunas são dispensadas. Rachel caminha até o grande espelho que revestia a parede lateral da sala e pega sua mochila que estava no chão. Então vira-se, com o maior sorriso do mundo e vem até mim.
Eu sorrio para ela quando ela deixa a mochila do meu lado no sofá, e senta-se no meu colo. Eu deslizo meus olhos pelo seus pescoços e coxas, amando a leve camada de suor que eles possuíam. Ergo os olhos para encará-la.
"Eu, definidamente, vou vir em suas outras aulas." — Eu digo com um sorriso sacana e Rachel solta uma risada.e
"Nossa, isso é a primeira coisa que você vai falar para mim hoje?"
"Sim e também que você é linda." — Rachel revira os olhos.
"Romântica."
"Cala boca." — Eu digo, puxando pela a cintura e colando nossos lábios. É uma explosão de felicidade. Rachel me beija com calma e quando diminui um pouco o ritmo, abre seu olhos, nos deixando conectadas. Trocamos alguns selinhos carinhosos enquanto ainda nos olhávamos. No final, Rachel mordisca meu lábio inferior e eu aproveito para chupar seu lábio superior.
"A cada dia nós ficamos cada vez melhor nisso." — Rachel diz, de repente e eu não me seguro. Minha risada ressona altamente pela a sala.
"Bom, já que você veio até minha aula, o que pretende fazer?"
"Eu não sei." — Disse, sincera. Sorri para ela. — "Eu só queria ver você. Não tinha nada para fazer essa tarde e Stefan não está em casa."
"Ele saiu com Samantha outra vez?" — Ela diz, se levantando. Eu agarro sua mochila antes que ela possa fazê-lo e a jogo sobre meus ombros. Ela agradece o gesto.
"Sim." — Sorri, lembrando do rosto de meu padrinho. — "Ele está radiante. Apaixonado. Espero que eles deem certo, eu realmente simpatizei com ela."
"Bom, eu também." — Rachel ri. — "Mesmo que eu tenha conhecido dando de cara com ela na cozinha do seu tio."
Eu ri. Nós últimos dois dias que Rachel estava em casa, Samantha também dormiu por lá. Foi hilário. Stefan e eu acordando quando ambas trombaram na cozinha e começaram a gritar assustadas. Eu simpatizei com Samantha na hora. Ela tinha um cabelo ruivo escuro, pele branca e olhos de mel. Ela falava bastante (por isso gostou de Rachel), era animada e extremamente carismática. Parecia um contraste perfeito com a quietude e timidez do meu padrinho.
Hm... talvez fosse a genética? Ou só coincidência?
Saímos do prédio e fomos até o carro estacionando na rua. Abro a porta para Rachel entrar e em seguida deixo sua mochila no banco de atrás, então entro no banco de motorista. Eu estava feliz. Isso era incontestável. Mas, como sempre, eu ainda estava morrendo de medo.
Não por Rachel. Não por nós. Mas sim por Frannie, que chegaria em Cleveland em três dias e eu teria que encontrá-la. Eu ficava extremamente nervosa quando pensava sobre isso, porém a constante presença de Rachel durante esses dias tem me acalmado. Apesar de ela, ainda, não saber de nada.
Não tive coragem para contar. Sei que quando ela souber — e ela vai saber — vai ficar chateada comigo por não contar. Eu somente não quero metê-la nisso, na confusão de minha família. Estivemos tão felizes e leves que não quero estragar nosso momento com o assunto. Terei que lidar com essa questão depois.
Ao contrário de Rachel, Stefan já sabe. Instituiu em ir comigo de qualquer jeito, mesmo alegando que eu queria ir sozinha. Sei que Stefan tem certas mágoas com a família Fabray. Ele foi renegado e abandonado, mas mesmo assim, não quer me deixar enfrentá-los sozinha. Não queria que ele encarasse antigos inimigos e feridas, mas agradeço por ele ir comigo. Não sei se conseguiria sozinha.
"Quinn, você está aí?" — A voz de Rachel me traz de volta para dentro do carro. Encaro ela rapidamente, com um sorriso, e volto meus olhos á estrada.
"Oh, desculpe amor. Me distraí." — Rachel sorri gigantemente.
"Do que você me chamou?" — Eu corei bruscamente depois de ter percebido o modo carinhoso com que lhe chamei. Nós já havíamos nos declarado uma para outra, mas pensava que nós já estávamos... doces demais. Não sabia se seria bom chamá-la assim.
"Não me faça repetir." — Respondo, vermelha. Rach ri.
"Vou deixar você escapar dessa só porque está quase explodindo." — Então solta uma risada sonora. Eu bufo. — "Então, porque você está tão pensativa assim, hein?" — Ela pergunta e sinto que ela quer saber. Rachel me conhece. Sabe quando eu só estou no mundo da lua ou quando estou realmente preocupada com algo. Não há como me esconder dela, mas ainda não posso contar sobre Frannie.
"Finn." — Digo, pesadamente. — "Estou preocupada com ele." — Suspiro no final da frase. Vejo Rachel fazer o mesmo.
Ela se aproxima e apoia seu rosto em meu ombro. Viro minha cabeça apenas para deixar um beijo rápido em sua têmpora.
"Sei que você está sentindo falta dele. Eu também estou mas..." — Ela respira fundo. — "Ele precisa disso. Precisa do tempo dele. Além do mais, ele anda ocupado. Os testes e os treinos dos Titans..."
"Sei disso." — Falo, tristemente. — "Só fico pensando se... ele está precisando de algo, sabe? Se ele está precisando de ajuda em alguma matéria, eu poderia ajudá-lo. Penso se ele está sobrecarregado e me preocupa pensar que não posso aconselhá-lo em nada agora."
Vejo Rachel me encarar por alguns segundos então sinto um beijinho em meu maxilar.
"Você é incrível, sabia?" — Ela sussurra sobre minha pele. Eu sorrio.
"Só por causa de você." — Respondo no mesmo tom.
Rachel deixa outro beijo na minha pele, agora abaixo da minha orelha. Eu me arrepio.
–
Os pais de Rachel explodiram em gargalhadas, juntamente ao meu padrinho, na mesa de jantar dos Berry. Rachel estava do meu lado. Nós já havíamos terminado de jantar faz tempo e ficamos na mesa; conversando, rindo e é claro, com meu padrinho e os pais de Rachel nos envergonhando. Eu sorria para Rachel que estava vermelha. Minha mão estava em sua coxa, e a mão dela estava por cima da minha.
"Então é verdade que você obrigava os vizinhos a pedir autógrafos seus?" — Perguntei, em meio á risadas.
Rachel corou.
"Quinn, não ouça eles!" — A mesa riu mais uma vez.
"Oh, sim, Quinn. Uma vez eu tive que pagar 20 dólares para umas garotas uns cinco anos mais velhas que ela, abordarem no meio da rua pedindo uma foto para que Rachel parasse de chorar." — Hiram diz, tirando o óculos rosto para rir mais livremente. Incrivelmente satisfeito por constranger a filha. Ouço Rachel bufar do meu lado. Puxo a sua mão que estava entrelaçada na minha e deu um beijinho. Ela sorri para mim.
"Vocês são realmente, muito fofas juntas." — Leroy diz, sua voz um pouco grossa. Quase suspiro de alívio. Hiram e Stefan concordam com ele.
Leroy era conhecido por intimidar os namorados de Rachel. Não bastava só o que ele fez com Jesse St. James, mas também as ameaças que Finn me contou que eram direcionadas a ele. Hiram sempre pareceu gostar de mim, mesmo quando eu vinha aqui apenas como amiga de Rachel. Leroy sempre me olhou de esguelha, como se tivesse uma pulga atrás da olha. Desconfiado.
Bom, ele estava certo.
"Fico muito feliz que o senhor ache isso." — Eu digo, radiante. Rachel se inclina e deixa um beijo em minha bochecha.
"Por favor, me chame de Leroy. Ou Roy, como preferir, mas não senhor." — Ele diz e fico feliz com sua simpatia. Já Rachel e Hiram parecem incrivelmente surpresos.
"Parece que eu conquistei o Berry mais carrancudo." — Sussurro no ouvido de Rachel, quando a mesa já havia se dissipado. Stefan estava na sala conversando com Leroy, enquanto Hiram recolhia os pratos na mesa. Eu me ofereci para ajudar, mas ele negou piamente.
"Estou surpresa. Ele nunca foi tão receptivo com alguém que namorei antes."
"Isso porque ninguém que você namorou antes era eu."
Rachel revira os olhos. Se inclina, e então, me dá um selinho.
"Você é uma metida mas eu amo você."
"Você subornava autógrafos mas aceito seu passado. Eu amo você." — Começo a rir.
Rachel bufa e espalma a mão em meu rosto, me empurrando levemente e depois murmurando "você estraga todos nosso momentos.", só fiz sorrir mais depois disso.
Um pouco mais tarde, nós nos juntamos á Leroy e Stefan na sala, entrando em uma conversa casual. Stefan tentava me constranger de toda a forma, mas eu só alegava que era mentira. Os pais de Rachel riam toda a hora. A noite foi chegando e então, meu tio se levantou pesadamente do sofá.
"Está tarde e amanhã tenho reunião no banco. Sinto muito, mas tenho que ir."
"Que isso. Você tem trabalho á fazer! Fique a vontade para vir nos visitar quando quiser!" — Leroy se levanta e começa a se despedir de Stef. Rachel que estava ao meu lado, se vira para mim.
"Você já vai? Queria muito que você ficasse aqui..." — Seu tom rouco me desnorteia por alguns segundos.
"Raach..." — Murmuro. — "Como vou ficar aqui? Seus pais não vão deixar eu dormir no seu quarto..."
É, eu sei o que Rachel estava fazendo. Tínhamos apenas três dias de namoro, mas uma vontade, uma saudade... imensa para matar. Eu estava tentando me controlar o máximo que podia, mas Rachel não estava interessada em me ajudar nisso. Ao contrário, ela se divertia.
"Vou falar com papai." — Ela se levanta sorrindo grande. Tento segurá-la mas não consigo.
"Rach, não!" — Mas quando digo, Rachel está indo em direção à porta da frente onde os Berry estavam e onde Stefan estava me esperando para ir embora.
Caminho até eles, envergonhada. Chego a tempo de ouvi-la dizer:
"Papai, o senhor deixa Quinn dormir aqui hoje a noite? Tudo bem para você, Stefan?"
Paro no arco que separa a entrada da casa com a sala. Tenho certeza que estou o máximo de envergonhada possível. Leroy me encara alguns segundos antes de responder.
"É claro. Só não percam o horário, vocês tem aula amanhã." — Leroy diz e troca um olhar com Hiram, que só faz sorrir. Rachel me encara radiante.
"Por mim, tudo bem. Me ligue se precisar de alguma coisa, Quinn." — Stefan diz e eu me apresso em abraçá-lo. Antes de se afastar completamente ele sussurra "Juízo" em meu ouvido, então se afasta sorrindo.
Sinto minha pele quente, então rezo aos deuses que eu não esteja extremamente vermelha.
"Tudo bem eu ficar por aqui?" — Pergunto, já que sinto a necessidade de perguntar por mim mesma.
"É claro, querida. Porquê não? Você já dormiu aqui outras vezes antes disso..."
"Bom, eu ainda não estava trocando saliva com ela mas tudo bem." — Rachel diz e eu a encaro indignada. Leroy e Hiram soltam uma gargalhada.
"Vocês duas... Olhem, só tomem em cuidado para não se atrasar amanhã. Boa noite, queridas." — Hiram diz e Leroy sorri para nós, então sai puxando o marido escada acima.
"Rachel! Precisa mesmo me constranger na frente dos seus pais?" — Pergunto, irritada. Rachel se aproxima de mim, então me abraça.
"Boba! Então..." — Seu tom muda e seus olhos ficam mais escuros. — "Quer conhece minha cama, agora sendo minha namorada?"
Eu a beijo como resposta.
–
A cama de Rachel reclama com um barulho, após eu cair de costas em cima dela.
"Rachel." — Eu solto em um fôlego só, apartir do momento que Rachel sobe mim, com as pernas sobre minha cintura. Uma para cada lado do meu corpo. Ela soca os seus lábios nos meus e deixo minhas mãos percorrem seu corpo. Ela está quente em cima de mim. Sua pele está quente. Levo minha mão esquerda até sua coxa e aperto com força. Uma mão sua vai até o meu cabelo e puxa com força.
"Deus." — Ela sussurra e eu solto um gemido. Controle-se. Controle-se.
É meu mantra constante nesses momentos.
Deixo minha mão em sua coxa enquanto a outra segue até suas costas, a empurrando para que seu corpo ficasse ainda mais colocado no meu. Sua boca muda de alvo e começa a dar fortes chupões em meu pescoço. Eu mordisco sua orelha quando o ângulo me favorece. Sua respiração bate em meu pescoço e eu me arrepio por completo.
Meu corpo está formigando por completo, como se estivesse em chamas.
A lucidez me deixa por alguns segundos e subo minha mão alguns centímetros a mais, deixando-a sobre a bunda de Rachel.
"Faça." — Rachel diz em um tom ríspido, carregado de excitação.
Então eu dou um aperto forte. É a melhor coisa do mundo sentir sua carne em minhas mãos. Eu solto um rosnado, meio animal então um pouco mais de controle sai de mim. Eu agarro sua cintura e viro nossos corpos, dessa vez eu ficando por cima dela. Deixo mordidas por seu pescoço enquanto deslizo uma mão para baixo de sua camisa, sentindo a pele macia da barriga lisa. Suas unhas arranham minhas omoplatas por cima blusa.
Rachel solta um gemido um pouco longo e minha pele esquenta ainda mais. A beijo com toda a vontade do mundo. Ela leva suas mãos até minha nuca e arranha. Deixo minha mão deslizar por sua barriga até chegar quase no seu seio. Eu o toco de leve, apenas por baixo, mas eu sinto todo o seu formato. Isso provoca algo grande demais para que eu pudesse suportar. E sabendo disso, me afasto bruscamente.
"Tempo!" — Gritei, pateticamente enquanto caia do outro lado da cama.
"Ah, não mesmo." — Rachel volta a me beijar mas eu lhe afasto sem fôlego algum.
"É sério..."- Tento por minha respiração no ritmo certo novamente. — "Rach, por favor... Trégua."
Ela também está ofegante mas aparentemente possuí fôlego, porque logo começa a rir de mim. A imagem de Rachel com os lábios inchados, vermelha, um pouco descabelada e ainda rindo de mim me faz sentir uma realização imensa, mesmo que eu não esteja... completamente satisfeita.
Eu nunca acharia que minha vida estaria assim, tão perfeita. Eu nunca acharia também, que a mesma garota que faz que eu me sentisse no paraíso, também fosse a única que me fizesse querer cometer tantos pecados. O desejo é tão grande que, mesmo tendo apenas três/quatro dias de namoro, eu praticamente não aguento mais para tê-lá. Mas com Rachel precisa ser tudo perfeito. Precisa ser tudo certo.
Rachel tem que ter o melhor de mim e, mesmo que eu tenha tanta... fome, eu ainda sou nervosa sobre o assunto. Fazer isso impulsivamente estragaria nosso momento.
Sei que não preciso explicar isso á ela. Rachel sabe. Tanto que bica nossos lábios e deixa um beijo inocente na minha bochecha vermelha. Em seguida, deita-se em meu peito e me abraça.
"Estou em casa." — Eu sussurro.
Rachel ergue a cabeça para mim, ainda apoiada em meu peito. Nossos olhos se conectam.
"Sim. Eu já disse milhares de vezes que aqui é sua casa também." — Ela sorri e eu lhe dou uma negativa.
"Estou falando sobre você. Você é minha casa. O que eu estive esperando por tanto tempo. O que quero desde que nasci."
Os olhos de Rachel brilham, ela beija meu maxilar antes de deitar sua cabeça em meu peito novamente, com um suspiro.
"Como você acha que vai ser amanhã na escola?" — Ela pergunta, preocupada.
Eu sorrio.
"Não sei. Engraçado? Não me preocupo muito com isso, eu apenas... me preocupo com Finn."
"Hmmm, então não vai ter problema se eu cantar uma música para você no Glee Club?"
Eu a encaro, surpresa.
"Você realmente está pensando em fazer isso?"
"Estou, ué. Até parece que eu iria terminar meu ensino médio sem cantar algo para você."
Sorrio para sua doçura. Beijo seus cabelos.
"Cante o que quiser, onde você quiser. Eu não me importo."
Sinto Rachel sorrir. Ela afunda seu rosto em meu pescoço.
"Te amo." — Ela diz, antes de soltar um suspiro de quem está com sono. Eu sorrio e começo a acariciar seus cabelos, ajudando-a á se entregar ao sono. Puxo, cuidadosamente, um lençol grosso sobre nós, para nos proteger do frio em meio a noite. Coloco um beijinho em seu nariz antes de sussurrar:
"Eu te amo, minha pequena."
Não sei se ela me ouve, pois sua respiração já está um pouco mais lenta, mas não importa. O amor por Rachel está em mim. Está em todos os lugares. Como se não fosse apenas um sentimento em mim, mas o meu lugar. O meu caminho. Algo do qual eu não poderia fugir.
Algo do qual eu não poderia fugir mesmo se eu tivesse escolhido não me entregar á ela. Algo do qual eu não poderia fugir mesmo se não tivesse aceitado sua amizade, meses atrás. Algo do qual, eu possa já estar fugindo a muito tempo antes de nossa amizade. Algo do qual, já estivesse em mim mesmo quando eu era a cheerleader. A Rainha do Gelo.
Eu demorei para perceber, mas Rachel Berry é muito mais do que minha namorada. Meu desejo. Ou minha perdição.
Rachel Berry é, e sempre foi, mesmo na época em que eu lhe encarava com um falso nojo, o meu destino. O melhor dos destinos. E agora eu sei disso.
E essa noite, em que durmo com ela em meus braços, é a noite em que volto acreditar em minha realidade. Em minha felicidade.
É a noite em que volto acreditar na vida. E em tudo o que ela trás consigo.
Principalmente se for uma baixinha cantora, que usa roupas estranhas e fala muito.
É ela.
Sempre vai ser ela.
Fale com o autor