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15 Chapter XIV - Turn Part. 2


Notas iniciais
Eu deveria ter postado esse capítulo ontem, mas realmente devo dizer a vocês que foi impossível, apesar de ter pensado que eu ficaria livre e tranqüila para postar o cap no dia certo. Minha semana está sendo do CÃO e estou justamente postando esse capítulo tarde da noite para vocês não continuarem a me chamando de cruel HAHAHAHA juro que isso não é tortura! Ainda estou sem celular e me revirando para resolver tudo com minhas próprias mãos (me sento na era das pedras) mas enfim, aqui está!

A viagem não demorou tanto quando achávamos que ia demorar e foi mais confortável que eu pensei — tirando o fato de Santana ter deixado o meu ombro dormente. Agora nós estávamos na varanda da mini mansão de Sugar, que ficava no fundo da Fazenda, já que no início ficava uma mansão de tamanho real e logo atrás um lago imenso, com uma ponte como comunicação entre os dois lados. O Glee Club estava conversando enquanto os serviçais estavam trazendo as malas de dentro do ônibus e Sugar que havia ido pegar as chaves dos quartos. Kurt e Rachel estavam conversando desde que chegamos então não tive coragem de chegar perto. De vez em quando, eu mandava uns olhares para Finn, esperando que ele retornasse o olhar e eu arranjasse uma brecha para conversar com ele, mas não tive nada em troca. A única pessoa com que ele se comunicava normalmente era Sam, sendo que o loiro é o melhor amigo dele.

Sugar voltou com as chaves e anunciou que iria primeiro dar os quartos maiores para os casais e os solteiros que se virassem dividindo os quartos restantes. Todos riram cômicamente quando Puck saltou sobre Mercedes gritando que ia dividir o quarto com ela e a diva negra lhe deu uma bofetada. Kurt e Blaine, Brittany e Santana, Tina e Mike e também claro Artie e a o própria Sugar ficaram com as chaves primeiro. Estava pensando se Rachel ia dividir o quarto comigo ou eu teria que pedir a companhia de Mercedes, mas Sugar me cutucou interrompendo os pensamentos.

"Aqui está." — Ela colocou uma chave na minha mão e então sorriu para mim. — "Okay, pessoal agora os solteiros." — Franzi as sobrancelhas quando percebi que a chave que recebi era igual ao que Santana estava segurando.

"Hey, Sug." — Eu a chamei e ela virou-se para mim. — "Você me deu a chave errada." — Eu digo e então ela olha para minha mão e arregala os olhos para mim, surpresa.

"Ôh, você não vai querer dividir com a quarto com Rachel?" — Ela diz e eu emudeço por completo. Ela sorri para minha face e então volta a atenção para Puck que
ainda estava tentando convencer Mercedes.

Eu encarei as chaves em minhas mãos.

Sugar achava que Rachel e eu éramos um casal?

Ouço uma risada e encontro Kurt rindo de minha cara.

"O que é?" — Pergunto, evasiva.

"Você não faz a menor ideia, certo?" — E então volta a rir. — "Praticamente todo o Glee Club já sabe que tem algo entre você duas. Achei que você já soubesse. Rachel sabe."

Estou sem reação.

"Como isso é possível?" — Única pergunta que consigo fazer. Kurt revira os olhos.

"Ah, vamos lá: Finn sabe porque está no meio disso tudo. Sam sabe porque é ele que ouve as choradeiras de Finn. Eu sei por causa de Rachel. Blaine sabe por causa de mim. Eu já fofoquei isso para Mercedes e Mercedes com certeza fofocou isso para Tina que provavelmente contou para Mike. Brittany e Santana já sabem, e Brittany já tinha comentado algo com Artie que só fez confirmar suas teorias desde do dueto de vocês no auditório. Artie deve ter contado para Sugar."

Meu cérebro está fritando.

"Deus."

"Bom, isso faz de Puck o único leigo sobre o assunto." — Ele diz, calmamente e então olha para as chaves em minha mão. — "Estou de olho em você, hein."

Minha pele está tão quente que tenho certeza que estou completamente corada.

Respiro fundo para acalmar meus nervos quando Sugar anuncia que nós já podemos subir para escolher os quartos e então, descer para decidirmos que atividade iremos fazer primeiro. Eu tenho quase certeza que o Glee Club vai querer o lago, aproveitando que a noite não está muito fria. Eu subo, e vejo que só há mais dois quartos de casal restantes, escolho o que está mais perto do banheiro e coloco minha mala perto do guarda-roupa. Se passa alguns segundos quando a porta do quarto se abre novamente e Rachel aparece por ela. Olho para ela, tímida. Rachel ri.

"Kurt me disse que só agora você descobriu que estamos mais famosas do que pensa."

Olho para o chão, tentando esconder a insegurança que se abateu sobre mim.

"Eu só... não achava que deixávamos transparecer tanto assim. Fiquei surpresa, apenas." — Digo, mas logo que termino a frase sei que Rachel percebeu que há algo errado e que estou mentindo.

"É só isso mesmo?" — Rachel cruza os braços e sei que ela está começando a se irritar. Não quero que ela se estresse. Suspiro.

"Não sei... Isso que nós estamos tendo é algo nosso. A melhor coisa que já me aconteceu até hoje. Tenho medo de que isso acabe. Tenho medo que as pessoas nos afete quando ainda estamos tentando resolver nossa situação." — Solto de uma vez. Caminho á passos largos e me sento na cama. Não demora nada para Rachel sentar ao meu lado.

Rachel passa os braços ao meu redor e coloca um beijo abaixo de minha orelha.

"Não se preocupe quanto a isso. Você não tem que temer nada. Venha para o lago comigo e o restante do coral e você vai ver que não há problema algum."

Percebi que ela não disse nada sobre nossa situação, mas ignoro o fato.

"Tudo bem, vamos lá." — Eu tendo dar um sorriso corajoso e levanto. Rachel agarra minha mão. Descemos até o hall assim, com as mãos entrelaçadas, sem pudor algum.

Apenas metade do coral havia trocado de roupa antes de sair do teatro. Eu ainda estava com a roupa de minha personagem, mas eu tinha tirado o casaco de soldado, ficando apenas com a camisa social branca, a calça verde-selva e as botas marrons grossas. Rachel estava com um shortinho preto e uma blusa salmão, já que o vestido que usava na peça era meio pesado para ficar no ônibus. Ela estava linda.

O grupo se moveu bem rápido e logo nós já estávamos no lago. Sam acendeu uma fogueira grande e todo mundo sentou-se ao redor dela, enquanto alguns apressados, vulgo Puck e Finn já foram se jogando no lago. Sugar mandou um peão trazer alguns peixes já preparados, que só precisavam ser assados para o pessoal colocar no espeto e esquentar na fogueira. Rachel pediu por algumas frutas e o peão foi bem educado ao dizer que traria as melhores que eles tem. Ela estava ao meu lado e Blaine estava do outro, Kurt estava do lado dele e na frente de Santana e Brittany. Logo a conversa começou e os gritos altos e exagerados dos garotos provoca a risadas em todos. Eu participava da conversa em grupo mas um pouco tímida, apenas para marcar presença. Diferente de Kurt e Santana que trocavam xingamentos quase gritando, fazendo praticamente uma comédia ao vivo para o resto do coral. Eu estava vermelha de rir e Rachel estava com a mão sobre a barriga.

Por um segundo, parei para pensar que esse era nosso último ano e que essa podia ser a última vez que todo mundo está reunido aqui. Percebi que apesar de todos os dramas que já aconteceu entre os membros, ainda estamos todo aqui juntos e tendo um ótimo momento. Gravei o sorriso de todo mundo hoje a noite, valorizando cada segundo. Em meio a conversa, minha mão se entrelaçou com a de Rachel e ficamos assim até quando os garotos decidiram começar a jogar todo mundo no lago.

"Ah, não mesmo." — Eu disse isso tarde demais quando Sam e Finn puxaram minhas botas para fora junto com as minhas meias e o loiro me jogou sobre o seu ombro. Eu gritei e praguejei para Rachel que desdobrava de rir. Logo, a mesma também foi vítima de Finn.

Eu fiquei um tempo no lago, tentando afogar Sam como vingança mas o garoto era bem mais forte.

"Seu frango!" — Eu gritei mas o garoto apenas agarrou meu pé e puxou para cima, fazendo todo o meu torso e cabeça emergir. Desisti da briga saindo do lago e lhe chamando de covarde. Ele apenas riu da minha cara. Me joguei em uma calçada de mármore que formava um círculo na margem do lago e logo senti quando Rachel veio parar do meu lado.

Perdi a respiração quando vi sua blusa colada e sua pele morena molhada. Era pura tentação e pensei se havia algum tipo de situação que deixasse Rachel menos do que perfeita.

Ela estava rindo e se aproximou, deitou a cabeça em meu ombro e ficamos lá. Vendo a bagunça que o coral fazia no lago enquanto estávamos deitadas, compartilhando calor.

"Quero lembrar desse dia para o resto da vida." — Rachel diz.

"Hoje foi realmente maravilhoso." — Eu digo, distraídamente, brincando com os dedos de Rachel que descansavam sobre o meu abdômen.

"Hoje está sendo maravilhoso. Ainda falta três horas para o dia acabar, sabia?" — Rachel me corrige, pousando a cabeça sobre meu ombro e me encarnado. Levou as mãos até meus cabelos.

"Porquê? Acha que ele não pode acabar tão maravilhoso assim?"

"Não, na verdade acho que ele pode acabar melhor." — Ela diz e meu coração acelera. Seus olhos estão brilhando, mas pela a primeira vez eu não vejo apenas o brilho e o ar provocativo. Eu vejo mais. Eu vejo o sentimento. Eu vejo o real. E percebo que, mesmo que eu tenha minhas inseguranças, não há jeito algum de isso não acontecer. Não há jeito algum que algo possa impedir Rachel e eu de termos essa noite.

"O que você acha que eu posso fazer para melhorar o seu dia? A sua noite?" — Pergunto, para ela. Disposta a fazer tudo o que ela queira. Disposta a, qualquer momento, dizer o que sempre quis dizer a ela e que nunca pensei que teria coragem.

"Faça a minha noite se tornar a nossa."

Então eu fiz.

A puxei pela a cintura e a beijei em público pela a primeira vez. Nossas peles molhadas dando um gosto diferente ao beijo. Rachel coloca sua mão em cima do meu abdômen e arrasta até meu ombro, enquanto a sua outra segura meu maxilar. Uma mão minha está enrolada em seus cabelos e eu, de vez em quando, lhe dou uns puxões lhe arrancando um gemido fraco e baixo que eu recebo como se fosse a melhor coisa do mundo, e era.

Tento não ficar muito eufórica. Mas o fato de Rachel estar me beijando em público deixa claro o que ela quer para nós. Ela me escolheu. Penso em Finn, que está em algum lugar no lago e indago o que ele irá sentir quando nos ver. Ou se já nos viu, o que está sentindo. E apesar de eu me importar muito com ele, o que sinto por Rachel me cega de uma forma poderosa. Não consigo pensar em mais nada.

Não há escapatória. Não há desculpas. Não não há tempo algum.

O beijo se quebra, mas Rachel continua com o rosto colado ao meu, deixando sua respiração bater contra minha pele molhada, me arrepiando. Então, eu faço o que ela me pediu.

Eu torno a noite completamente nossa.

"Eu amo você." — Eu digo em um sussurro que até me surpreende. Sempre acreditei que usaria todas as minhas forças existentes para dizer tais palavras, mas elas saíram tão rápido que eu nem tive tempo de sentir o seu gosto. Por um segundo, me arrependo de ter dito assim, tão de repente, mas quando abro meus olhos vejo que não há espaço para arrependimento. Rachel está me olhando, seus olhos estão marejados e existe um sorriso gigante em seu rosto.

"Repete." — Ela diz, rindo nervosamente. Eu seguro seu rosto com minhas duas mãos e ela pousa as suas sobre minha barriga. Coloco sua franja para trás de sua orelha e digo mais uma vez, agora olhando em seus olhos. Permitindo que ela me visse por completo.

"Eu amo você." — Rachel me afoga em um beijo forte e eu me entrego. Sua língua caça pela a minha agressivamente. Sua mão vai até minha nuca e arranha o local, despertando algo em mim tão poderoso que não reconheço o meu próprio corpo. Um desejo irrefreável.

Eu visualizo a imagem de nós duas agora. Deitadas em uma calçada de mármore, cercadas por grama e água, embaixo de milhares de estrelas e uma lua que agora virou uma amiga fiel para mim. É tão lindo que sinto vontade de chorar. É tão natural, tão puro e inocente que não há como eu negar isso, mesmo que o meu lado mais escuro e inseguro tente que eu o faça, mas eu simplesmente não consigo...

...Porque é verdadeiro.

"Eu amo você, Quinn Fabray." — E eu nunca pensei que a morte poderia ser tão doce. Eu deixo minha cabeça cair contra a calçada de mármore com um sorriso gigante no rosto. Sinto Rachel segurar meu rosto com suas mãos com um pouco de força demais, o que me faz abrir os olhos.

"Ugh, eu te amo. Eu amo essa sua cara e simplesmente amo sua boca." — Sorrio para ela e tento engolfar seus lábios mas ela ainda segura meu rosto. — "Mas odeio esse seu sorriso cretino." — Eu começo a gargalhar, não só pelo o que Rachel diz mas sim por este momento. Nunca pensei que isso aconteceria dessa forma. Há essa inquietação em nossos corpos e a maneira como meu coração bate tão forte que dá todo esse ar espontâneo para nós.

Eu a abraço por completo, apertando o domínio de Rachel ao meu redor. Rolamos da pedra para gama, e o movimento fez com que eu ficasse por cima dela dessa vez. Beijo seu pescoço e distribuo leves chupões até a sua orelha. Finalizo mordiscando a cartilagem. Rachel começa a rir.

"O que é?" — Eu digo, quando ela sorri mais ainda. — "O que foi?"

"Eu estou feliz, é isso."

Minha pele arde com sua frase.

Felicidade.

É um sentimento que tão raramente senti o gosto na vida que quase não o reconheci. Estou feliz. Isso nunca pareceu tão... fácil.

Mas como qualquer pessoa que tem as cicatrizes como as minhas, a felicidade sempre vem acompanhada de algo incômodo. Medo. Ergo minha cabeça rapidamente e então olho para trás, procurando Finn com o olhar. Ele está sentado de frente para o lago e de costas para nós, Sam está do seu lado e está sereno. Suspiro, sentindo o peso de certas preocupações irem embora e outras ocuparem o lugar vazio. Deito-me do lado de Rachel na cama e encaro o céu com menos animação do que antes. Rachel se apoia em seus braços e me encara, séria. Vejo a chateação em seu olhar. Não quero magoa-la. Não quero estragar nosso momento. Levo minhas mãos até meu rosto e tento arrumar meus fios loiros que caiam sobre minha face com certa agonia.

"Quando você vai começar a se abrir comigo de boa vontade?" — Ela diz e sinto a mágoa em seu tom. Estou arruinando tudo.

"Estou preocupada." — Eu digo e ela se irrita, sua boca se fecha em um bico daqueles que servem para segurar o choro e meu coração se parte. — "Estou preocupada conosco e com Finn. Não sei como agir. Não sei se vou acabar com tudo."

"Porque você pensa assim? Porque já pensa no fim?"

"Porque é o fim que todo mundo tem medo. É o fim que dói." — Digo, em tom suave. Quero tentar transparecer confiança, mas um medo enorme se abateu sobre mim. Rachel percebe que não estou muito bem. Que todo mundo está aqui e que estou me segurando por causa disso. Ela se levanta e acena para Sugar, fazendo sinal dizendo que nós já estávamos indo para a mansão, quando se vira, oferece a mão para mim sem nem me olhar. Aceito sua mão e me levanto. Encaro suas costas, com preocupação.

Quando chegamos na mansão, ao invés de entrarmos ficamos na imensa varanda. Me apoio em uma das grandes colunas e Rachel fica em minha frente. Eu respiro fundo.

"Me desculpe." — Eu digo e seguro as lágrimas. Rachel agarra minhas mãos. — "Sei que já estou começando insegura, eu tento impedir isso mas..." — Rachel me interrompe, pondo uma mão sobre meu rosto. Seu dedão limpa uma lágrima solitária que escapou.

"Não precisa me pedir desculpa. Apenas converse comigo. Me diga o porquê. Seja sincera, então eu também poderei ser com você..."

Eu olho para ela. Eu foco nos seus olhos cor de chocolates. Eu a amo. Eu amo essa mulher de um modo que nunca pensei que pudesse amar alguém. Minha definição. Como posso, olhar para ela e não me sentir minúscula? Pequena? Incapaz?

"Tenho medo." — Eu sussurro, quebrada. — "Tenho medo de você, no futuro, perceber que teria sido melhor escolher Finn. Tenho medo de não ser o que você precisa, mesmo que eu tente até quando puder. Tenho medo que você se canse."

"Pare, só pare." — Ela me interrompe, com uma voz baixa e séria. Seus olhos me encaram com um misto de chateação e carinho. — "Você não acha que sei o que quero? Porque se eu quisesse Finn, teria escolhido ele. Se eu achasse que ele fosse melhor para mim, estaria com ele agora e não com você. Eu me apaixonei por você, Quinn. Eu estive todo esse tempo esperando para poder estar com você, desde que me descobri encantada por você mais do que deveria.." — Sua frase me surpreende. Eu procuro seus olhos, mas eles estão colados ao chão. Um sorriso pequeno enfeita seu rosto. — "Sei que por esse tempo você achou que eu estava confusa. Que eu ainda pudesse voltar a namorar Finn ou que ainda estivesse muito envolvida com ele. A verdade é que não me entreguei logo á você porque também tive medo. Eu vi você relutante. Tive medo de perder Finn. O que fiz foi aproveitar o momento em que te deixei pensar para me descobrir, te descobrir, nos descobrir... No final, enquanto esperava você me dizer o que disse hoje, eu preparava Finn para uma separação. Eu não estava com ele porque queria analisar de quem gosto mais e sim para aproveitar meus últimos momentos com ele, antes de deixá-lo ir de vez."

Minhas mãos estavam tremendo. Percebi, diante dela, que meus medos eram inúteis e me faziam parecer patética. Eu a tenho mais do que pensei que tivesse. Eu só tive que ter coragem para tomá-la em mãos, e dessa vez, continuar segurando para nunca mais soltar.

"Eu o amei muito e ainda o amo, mesmo que de maneira diferente. Foi difícil conversar com ele e dizer para ele seguir em frente, mesmo tendo minha amizade se ainda quisesse. Foi difícil explicar que me apaixonei por uma das pessoas que ele mais ama enquanto o mesmo tentava me reconquistar e acreditava em nós. Fiz isso para dar tempo para eu ficar pronta para você e você ficar para pronta para mim, mas além disso por respeito a ele."

Eu choro, mas é um choro leve. Suave. Sorrio em meio ao nervosismo e puxo Rachel para um abraço apertado. Estamos juntas de verdade agora. Está tudo sendo melhor do que poderia ser.

"Ele foi mais maduro do que esperei." — Rachel diz, baixinho. — "Ele chorou e isso me partiu o coração mas no final, ele disse que era você e se era você, então significava que ele não iria me perder. Ele sempre saberia onde me encontrar. Me surpreendeu, porque antes de ir embora ele me pediu para cuidar de você. Só pediu um tempo para se acostumar, não com a ideia de nós juntas, mas sim com a dor."

Era por isso que Finn estava distante de mim. Não porque ele pudesse estar com raiva de mim ou receoso por alguma decisão de Rachel. Ele estava ao mesmo tempo, protegendo Rachel e eu, e o seu próprio coração. Faço uma nota mental de, quando ele estiver pronto, eu o agradecerei por tudo.

Eu sorrio e sinto que esse é o maior sorriso que já dei em minha vida.

"Estamos juntas." — Susssuro.

"Estamos juntas." — Ela responde no mesmo tom, se afasta do meu abraço o suficiente para me encarar.

"Como você não viu antes que somos perfeitas uma para outra?" — Rachel pergunta, com os lábios colados aos meus.

"Eu vi." — Eu lhe dou um selinho. — "E me assustei o quão certo isso é." — Eu levo minhas mãos até sua cintura e aperto com força. Minha vontade é de colar seu corpo ao meu com todas as partes possíveis, de beija-la de todas as formas que sou capaz, mas fico extremamente realizada quando ela sussurra:

"Eu amo você, Quinn."

"Eu te amo, Rachel."

Notas finais
O momento pelo qual vocês esperaram. Como foram pacientes e como eu amei os comentários no cap anterior, vou dizer que no próximo capítulo tem mais, beeeem mais, hehe. Tenho prova nesse sábado, mas acho que sexta terei tempo para postar, caso eu não consiga, no máximo até domingo, mas acredito que eu poste antes disso. OBS: Eu gostaria de ter colocado mais coisas nesse cap, mas o capítulo também ficou grande então eu postarei no próximo, mas não será uma continuação, apenas vou abordar de uma maneira diferente e que acredito que será até melhor, então, como não escrevi esse cap na minha ideia original, o fim dele não está como eu queria e nem me agrada muito, apesar de eu gostar do cap no total (incluindo parte 1 e 2) Então, é isso.. Amo vocês! Saber que vocês lêem o que eu escrevo e com gosto é uma das raras coisas que tem me dado felicidade/prazer recentemente. Beijos para meus lindos!