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7 Chapter VI - We're Not Friends


Notas iniciais
Eu tentei postar esse capítulo antes, mas foi completamente impossível. DE VERDADE. Inclusive estou me desdobrando para postar esse capítulo agora. Duas coisas que vocês precisam saber: Minha internet está com problema e na próxima semana estarei 100% ocupada. Postar algum capítulo será difícil, mas prometo que irei tentar. MAIS UMA COISA: Obrigada Charlie (Mary) pela a recomendação. Você é maravilhosa. Você é a melhor. Ah... eu gostei bastante desse capítulo. Sinto que ele está engraçado.

Eu estava parada, dentro do carro na frente do McKinley. Me preparando mentalmente para encara-lá. Ontem á noite, não tive dúvidas sobre a minha decisão sobre Rachel e não tenho dúvidas agora, mas... Como se conquista uma garota? Eu passei a vida toda só tendo que responder á flertes e se fazer de difícil. Eu nunca realmente precisei conquistar alguém, tomar a atitude... Eu perguntei ao meu padrinho antes que ele saísse para o trabalho e ele não ajudou muito, tudo o que ele disse foi: "Você tem charme, use-o."

Obrigada, Stefan.

Mas como diabos usar meu charme em uma garota confusa, que até poucos dias atrás era só uma paixão distante e no máximo uma amiga?

O mundo dá voltas... E ele leva essa tarefa muito á sério.

Eu estava com os olhos fechados, tentando me acalmar, quando ouvi batidas na janela.

Era Finn. Ele se afastou da porta para que eu pudesse sair e quando eu saí, ele me cumprimentou.

"Hey, Quinn."

"Hey, Finn. Tudo bem com você?"

"Sim.. Bom, você faltou ontem e eu queria saber se está tudo bem..."

Eu não respondi por alguns segundos. A última vez que nós nos falamos foi a épica conversa e no outro dia eu não tinha dado as caras na escola. Ele ainda se preocupa comigo, eu percebo.

"Sim, está.. Está tudo bem." — Eu respondo e o encaro com gratidão. Ele sorri para mim.

E o silêncio desconfortável cai entre nós.

Nós olhamos para qualquer ponto que podemos, incapazes de manter contato visual. O nosso primeiro período era o Glee, e quando eu iria quebrar o gelo e avisar que tínhamos que nos apressar, uma voz me interrompeu. Rachel.

"Hey, vocês dois! Se ficarem aqui mais um pouco irão se atrasar." — Ela parou do nosso lado, eu e Finn nos encaramos. Completamente confusos e sem saber como agir. Rachel deu um sorriso envergonhado.

"Olá? Vocês estão aí?" — Eu engoli seco e sorri para ela. Com um movimento suave eu peguei os dois livros pesados que ela carregava e respondi:

"Sim, estamos. Finn veio me perguntar porque eu faltei ontem." — Eu disse e Finn sorriu para ela, tentando disfarçar o pequeno desconforto entre nós.

"Se é isso, é melhor nós irmos, certo?" — Ela diz, devagar. Estranhando o jeito que nós estávamos agindo.

"Claro." — Finn e eu respondemos ao mesmo tempo. Rachel franziu ainda mais a testa.

Ouve uma breve troca de olhares e então eu peguei as rédeas.

"Vamos nos atrasar!" — E eu fui embora, com os livros de Rachel na mão, não dando opções á ela ao não ser me seguir. Finn fez o mesmo.

Oh, Deus. A vida está rindo da minha cara.

Nós estávamos na sala do Glee. O planejado era termos o ensaio final da peça, mas um cano estourou no auditório nos impedindo de ter o ensaio final e começar os treinos para as Regionals. O que era bem estranho, já que o auditório tenha sido reformado há pouco tempo.

Mr. Schue estava conversando com alguns alunos, tentando descobrir algum tema para a aula de hoje, tentando improvisar algo para nós cantarmos. Finn ficou conversando com Sam e Mike enquanto Rachel estava no meio do debate com o professor.

"Certo!" — Mr. Schue voltou ao centro da sala e os alunos que estavam em pé voltaram a se encontrar. Segurei um riso quando Rachel sentou do meu lado novamente, com uma expressão contrariada. Provavelmente, seu tema não foi aceito. Will limpou a garganta. — "Eu nunca fiz isso antes mas... Acho que a aula de hoje está aberta. Tema livre, cantem o que quiser!" — Ouve um murmúrio na sala e depois de alguns minutos Kurt e Mercedes já estavam com uma apresentação planejada. Eu me virei para Rachel.

"Você não vai cantar nada?"

Ela soltou um bufo, indignado.

"Temática livre? Isso não me desafia em nada." — Ela empina o nariz, completamente irritada. Sem conseguir me segurar, eu rio.

"Okay então, Barbra." — Eu digo sorrindo e ela sorri de volta para o seu nome do meio. Ela aproxima sua cadeira e pousa sua cabeça no meu ombro, tento não deixar minha respiração sair do compasso normal. Eu deixo minha cabeça cair contra a sua também.

Eu ouço um suspiro profundo e dois olhos queimarem atrás da minha cabeça. Eu não tinha dúvidas que era Finn.

Kurt e Mercedes não perderam tempo e tomaram a cena na aula. Rachel não admitiria e muito menos eu iria comentar alguma coisa, mas a versão dos dois de Hollywood Tonight tinha ficado realmente boa. Eu franzo os cenhos para a carinha triste de Rachel. Ela e Kurt já foram melhores amigos, mas algumas disputas de ego e o namoro do garoto acabaram resultando no afastamento de ambos. Eu sei que Rachel sentia falta dele.

Depois que a performance dos dois terminou, passou algum tempo antes que alguém se oferecesse para cantar de novo. O tempo foi ocupado com conversas paralelas e algumas piadas sobre a turma, provocando um riso geral. Mas não durou muito, pois o silêncio caiu no Glee Club novamente quando Santana Lopez se levantou e anunciou que iria cantar.

Eu havia perdoado Santana. Nunca fui sua amiga, e não sou. Mas era claro para mim que ela estava nervosa, de um jeito que eu nunca vi antes. Suas mãos estavam inquietas e seus olhos fixos no chão. Quando ela os ergueu, ele foi diretamente para uma pessoa: Brittany S. Pierce. Houve um entendimento geral. Santana iria cantar para ela.

Ela fez um sinal tímido para Brad e ele começou a passar as mãos pelas teclas. Eu reconheci a música na hora, e mesmo que eu pense que Santana Lopez não precise de pena, eu senti. Era a música mais triste possível para alguém apaixonado.

Porque significava o fim.

A voz de Santana invadiu o espaço, um pouco tímida, mas extremamente poderosa. Eu olhei para Brittany e vi que ela havia colocado a sobre a boca, já emocionada.

She's out of my life
And I don't know whether to laugh or cry
I don't know whether to live or die
And it cuts like a knife
She's out of my life

Brittany já tinha os olhos lacrimejados. Artie estava do seu lado, com os braços cruzados e não parecia irritado, mas era claro que ele estava magoado ao ver o quanto a namorada estava se afetando por Santana.

A voz de Santana estava baixa, mas firme. Ressonando a música lindamente, fazendo todos perceberem que seu solo nas Regionals era merecido.

It's out of my hands
To think for two years she was here
And I took her for granted, I was so cavalier
Now the way that it stands

She's out of my hands

Havia um clima diferente no Glee Club, como se todos entendessem sua dor... Todos em silêncio, admirando o ato de coragem de Santana. Surpresos por vê-la tão exposta emocionalmente.

Brittany estava chorando. Artie levou sua mão até a dela e segurou, surpreendendo quem prestava atenção na cena. Ele estava a apoiando, mesmo chateado.

Santana estava com os olhos completamente molhados, e o rosto meio vermelho. Sua voz ficou mais leve e ela se aproximou alguns passos até a cadeira de Britt para cantar o próximo refrão.

So I've learned that love is not possession
And I've learned that love won't wait
Now I've learned that love needs expression
But I've learned too late

Eu senti suas palavras. Pareceu ser mais forte que eu, mas levei meus olhos até Rachel e a encarei. Era assim que eu em sentiria, caso eu a perdesse? Caso eu não lutasse?

Ela estava me encarando de volta. Nós nos encaramos intensamente. O ar pareceu pesar. Eu levantei o meus olhos um pouco e encontrei os de Finn. Ele encarava nos duas, e parecia um pouco aplacado. Santana realmente não atingiu só Brittany.

A voz de Santana aumentou bastante no último refrão. Sua dor foi praticamente visível. Brittany chorava.

She's out of my life
Damned indecision and cursed pride
Kept my love for her locked deep inside

Santana terminou a música, sussurrando. Sem forças para erguer a voz mais uma vez.

And it cuts like a knife...

She's out of my life

O piano se silenciou. Santana saiu correndo pela a porta da sala, deixando Brittany para trás, que tentava secar as lágrimas. Eu senti algo diferentemente ruim quando ninguém se levantou para ir atrás de Santana. Ela não tinha amigos.

Eu não era sua amiga, mas senti que tinha que fazer isso. Devagar e hesitante, me levantei. Todos os olhares sala pousaram em mim.

"Quinn?" — Rachel perguntou. O seu cenho estava franzido. Eu não a respondi, apenas a encarei. Logo depois, subi meu olhar e encarei Mr. Schue. Não precisei falar nada.

"Vá atrás dela." — Foi tudo o que ele disse.

O Glee Club ficou confuso, mas não dei atenção. Sai pela a porta, procurando por uma latina devastada.

Encontrei Santana alguns minutos depois, debaixo das arquibancadas. Sentada em uma barra de ferro que servir para sustentar os assentos. Eu me aproximei e quando ela me ouviu, ergueu os olhos e então voltou a encarar o chão. Fez um barulho de escárnio com a garganta.

"Veio fazer o quê aqui, Fabray?"

"Ter a confirmação que você não irá... sabe, fazer alguma besteira." — Eu disse, me aproximando mais.

"Ah, por favor! Não é como se eu fosse me matar..." — Ela continuava encarando o chão, a face escondida pelo os cabelos.

"Você?" — Eu dei uma risada. — "Eu não estava preocupada com isso. É provável que você pudesse matar alguém, não o contrário." — No final da frase, eu me sentei ao seu lado.

Eu ouvi a sua risada. Ela finalmente ergueu o rosto. Ele estava vermelho por causa do choro, os olhos levemente inchados.

"Então é isso? Veio fazer piadinhas?" — Ela perguntou, um pouco menos sarcástica dessa vez. Deixando sua tristeza mais evidente.

"Não." — Eu disse firme. — "Vim dizer que você foi muito corajosa. Eu teria orgulho de mim mesma."

Ela respirou fundo. Então me encarou, seus olhos tristes me atingiram.

Santana estava acabada.

"É, eu não acreditei que realmente fiz isso." — Ela deu uma risadinha no final. — "Não é como se mudasse alguma coisa." — Completou, amarga.

"Mas mudou, não foi? Você não está se sentindo mais leve?" — Eu apostei. Ela não demorou em assentir.

Um silêncio nos atingiu por alguns segundos.

"Você quer me perguntar alguma coisa?" — Santana disse, de repente.

"Porque eu iria querer perguntar alguma coisa?" — Respondi, rápido demais.

Ela me sorriu maliciosamente.

"Foi legal você vir atrás de mim, Fabray. Mas vamos lá, eu sei que você quer perguntar algo."

"Como você sabia a hora certa de beijar Brittany pela a primeira vez?" — Saiu. Simplesmente saiu, antes que eu pudesse ter algum filtro.

Ela me encarou. Seus olhos brilhando em entendimento.

"Eu não necessariamente pensei sobre isso. Nossa amizade estava ficando carinhosa demais e, uma vez nós estávamos assistindo Toy Story em sua cama e... Bom, meu tesão já estava encubado por tempo demais. Eu simplesmente não me segurei e eu a agarrei. Quando ela não me rejeitou e passou a corresponder, eu só fiz aproveitar."

"Oh." — Foi tudo o que eu disse. — "Você só... agarrou?"

"É, eu agarrei." — Ela parecia estar se segurando para não dar uma risada. Deus, que papelão eu estava pagando.

"Parece que você está querendo provar os lábios da Berry, huh?" — Santana perguntou, em seu tom usual malicioso. Eu corei.

Eu queria estar morta.

Ela gargalhou histericamente.

"Me arrependi de ter vindo atrás de você." — Eu murmurei. Ela riu mais um pouco.

"Não posso te dar conselho nenhum, loira. Agarre a Hobbit e seja feliz, pronto."

"Não é tão simples! Como vou saber que ela vai gostar?"

"Deus, você é muito lerda. Ela olha para você como se fosse um pedaço de carne!"

Eu soltei uma risada pelo o nariz.

"Rachel é vegana."

"Então isso faz de você... sei lá, um alface?"

Eu a encarei, sem humor nenhum. Ela riu mais. Me levantei.

"Agora que você já riu demais por minha conta, eu tenho que ir. Ainda tenho aulas para assistir." — Eu disse, me distanciando. Me virei e a encarei por alguns segundos. — "E eu não sou sua amiga, Lopez."

"Eu não sou sua amiga, Fabray." — Ela disse, imitando meu tom de voz.

Eu voltei a caminhar, estava quase entrando no McKinley novamente quando ouvi Santana gritar:

"Não tenha medo, hein? Agarre sua garota!"

Latina maldita.

Eu estava voltando á sala do Glee Club para buscar minha mochila quando enxerguei Gregg no final do corredor.

Ele me encarou por alguns segundos e então deu um sorriso educado. Eu retribui e cortei o contato visual. A imagem de Gregg me fez lembrar que o resultado de Yale iria sair em três dias. Eu tinha que conversar com Rachel.

Ia ser difícil. Muito difícil.

Nós estávamos na frente da casa de Rachel, dentro do meu carro. Eu tinha dado carona para ela depois da aula. Eu a encarei, sem saber como iniciar a conversa sobre Yale. Ela estava olhando para as próprias mãos.

Sua voz surgiu no ambiente por primeiro.

"Porque você foi atrás de Santana?" — Ela disse, firme mas sem me encarar. Eu franzi o cenho com sua pergunta.

"Ela estava mal e..."

"Achei que você não fosse amiga dela. Eu achei que você odiasse ela." — Ela falou, e eu estranhei ainda mais seu tom de voz.

"Ei, espera aí." — Eu disse. — "Eu não sou amiga dela, ok? Mas eu não a odeio, pelo menos não mais. Ela me pediu desculpas pelo o que fez e eu si-"

"Ela pediu desculpas? Quando? Eu não estou sabendo disso."

"Foi há dois dias atrás. Depois do nosso dueto no auditório. Quer dizer... qual é o problema aqui?"

Ela bufou, irritada. E saiu do carro, sem me dar uma resposta. Eu fiz o mesmo.

"Ei!" — Eu gritei, bati a porta do carro. — "Rachel? Dá para me explicar o porquê de você estar assim?" — Eu fui atrás dela. Eu a parei quando ela estava na varanda da frente de sua casa, á alguns passos da porta.

"Me explique você, Quinn Fabray!" — Algo vibrou dentro de mim quanto ela falou meu nome desse jeito em meio á sua raiva. — "Você está diferente já tem algum tempo e eu cansei de tentar ficar descobrindo o que tem de errado!"

"Eu estou tentando conversar com você agora mas você não deixa!"

"Sério? Então tem algo a ver com a Santana?"

"O quê?" — Eu perguntei, irritada. — "Não tem nada a ver com a Santana. Esqueça isso!"

"Então diga logo!"

"Eu perdi Yale!" — Eu gritei. Rachel parou, bruscamente. — "Eu passei mal na última prova, lembra? Então... eu ainda não tinha terminado o teste e aquela prova possuía os pontos mais importantes." — Eu expliquei, rapidamente e ouvi a minha voz quebrar. — "Eu não vou passar."

O olhar de Rachel mudou e ela se aproximou. Nós ficamos bem próximas.

"Isso é sério? Quer dizer... Você não tem chance alguma?"

Eu neguei.

Sem dizer nada, ela me abraçou e eu me entreguei. Ela passou seus braços pela a minha cintura e eu passei os meus pelo os seus ombros. Engoli forte para não chorar. Eu já sei disso há muito tempo. Eu não preciso chorar agora.

"Quinn..." — Ela se afastou, mas não muito. — "Como você está? Se quiser desabafar..."

Eu suspirei pesadamente.

"Está tudo bem, eu já sei disso há um tempo... Eu só não havia tido coragem para conversar com você antes."

"Eu sinto tanto, Quinn. Eu sei o quando você queria Yale..." — Ela respira fundo e acaricia meu rosto. Eu deixo seu toque me curar por alguns segundos, seu polegar fazendo uma carícia ínfima. Ela retirou a mão. — "Você... você já sabe o que vai fazer agora?"

Eu estava esperando por essa pergunta.

"Eu estou vendo algumas universidades. Stanford e NYU parecem ótimas opções..." — Eu disse, lhe encarando.

"Oh..." — Ela corou e parecia envergonhada. Eu estava esperando por essa reação. — "Você já sabe qual vai escolher?"

E eu sei também qual resposta ela estava esperando. Eu sorri para ela.

"Eu não sei. Você tem alguma opinião sobre isso?" — Eu falei com a voz travessa. Ela bufou.

"Você sabe que eu te quero em NYC... comigo." — Sua frase me vez estremecer. Vibrar. Explodir. Eu limpei a garganta.

"Sabe..." — Eu tremi um pouco. — "Eu vou escolher NYU."

Ela ergueu os olhos, sorrindo lindamente, aquele sorriso 1000 watts que contagia qualquer um.

"Isso é sério?" — Ela perguntou baixinho, sem querer acreditar.

Eu respirei fundo.

"Sim... Tanto porque a cidade tem um quesito indispensável que eu não tenho como negar..." — Eu a encarei com cuidado. Suas sobrancelhas se ergueram em felicidade.

"Ah é? E qual é ele?"

Deus me ajude.

"Você."

E foi isso.

Eu a puxei pela a cintura e colei nossos lábios. No começo era só nosso lábios se tocando, mas a intensidade do momento me fez precisar de mais. Sua boca abriu-se minimamente e minha língua se apossou da sua. Quando minha língua encostou no céu da sua boca, foi um ápice. Eu gemi e ela fez o mesmo.

Eu apertei meu domínio em sua cintura e colei nossos corpos. Ela levou as mãos que estavam na minha cintura e as arrastou até as minhas omoplatas, me apertando contra ela. Tentei não deixar meu coração parar de bater ao perceber que ela estava mesmo me correspondendo.

Minha cabeça ia de um lado para o outro, e a sua fazia o movimento contrário em completa sincronia. Uma busca enorme para provar cada canto da sua boca. Meu corpo esquentou e meu estômago pareceu ser feito de ar. Seus lábios eram tão macios, sua pele estava tão quente... O beijo tinha gosto de vida. Tinha gosto de éter. A energia que você recebe quando realiza algo que sempre quis. Era único.

Eu não prestei muita atenção, mas suas mãos passaevam pelas minhas costas enquanto eu apertava sua cintura e me segurava para não avançar. Não sei quanto tempo ficamos nos beijando, mas eu estava tão nervosa que eu só fazia prendê-la em meus braços mais e mais.

É o beijo dos beijos que faz o ser humano se esquecer porque o oxigênio é tão importante.

"Rachel?"

Eu tomei um susto e então senti um empurrão. Eu dei um passo para trás quando Rachel se virou para a origem da voz: a porta da frente de sua casa.

"Papai?" — Hiram Berry encarava a cena com uma cara cética. Eu arregalei meus olhos quando ele me encarou e ergueu uma de suas sobrancelhas.

"Não está muito frio para vocês ficarem aqui fora?" — Sua voz era sarcástica. Rachel estava corada. Os lábios inchados e sua franja um pouco desorganizada. Eu não deveria estar muito diferente.

"Eu..." — Tentei começar mas não sabia o que falar. Eu parecia ter levado um soco na boca do estômago.

Você finalmente beija a garota e o pai dela pega vocês no flagra.

Nota 10 para o seu desempenho, Fabray.

"Nós estávamos conversando e não vimos o tempo passar." — Rachel falou, apressada.

"Claro." — O pai dela respondeu, calmamente. — "Você vai ficar para o jantar, Quinn?"

Eu tinha esquecido como se faz para falar.

"Eu.. " — Eu limpei a garganta. — "Eu prometi jantar com o Stefan hoje, ele vai levar alguns amigos para casa hoje."

Hiram amuou a expressão animada.

"Oh, isso é uma pena. Aposto que tínhamos muito para conversar hoje, não é minha filha?" — Eu voltei a encarar Rachel e ela tinha uma mão nos olhos e outra na cintura. Eu quis rir.

"Sim, papai." — Ela falou, sem humor algum.

Hiram riu. Eu fiquei sem graça.

"Se despeça da sua... amiga. E então entre, quero jantar na companhia de minha estrelinha." — Ele sorriu malicioso para mim e entrou.

Amiga. Hmmm... talvez não.

Eu comecei a rir. Rachel ergueu os olhos para mim, indignada.

"Você está rindo?" — Eu a encarei, ainda rindo. — "Deus, eu quero morrer."

O silêncio caiu sobre nós, mas ele era leve. Eu a encarava com um sorriso no rosto.

"Eu acho que devo ir agora." — Eu sussurrei. Ela assentiu.

Eu passei por ela, eu desci dois degraus da escadinha da sua varanda quando ela colocou a mão em meu ombro.

"Espera." — Eu me virei e tudo que senti foram seus lábios novamente. Eu estava alguns degraus mais baixo, o que fazia dela a mais alta agora.

Ela segurava meu rosto entre suas mãos. Ela prendeu o meu lábio superior entre os seus e eu chupei o seu inferior que ficou entre os meus. Foi um beijo suave.

Ela se afastou, completamente envergonhada.

"Agora você pode ir." — Ela disse baixinho e eu sorri. — "Vá! Pelo o amor de Deus, vá logo ou eu vou morrer de vergonha." — Eu ri de novo.

"Tchau." — Eu sussurrei.

"Tchau." — Ela respondeu no mesmo tom e então sorriu para seus próprios pés.

Eu me virei e girei a chave do carro em minhas mãos.

E segurei a imensa vontade de dar um pulo, socar o ar e gritar de felicidade. Eu já tinha pagado o papel de ridícula muitas vezes em um curto espaço de tempo.

Mas pelo menos eu tinha beijado a garota.

Notas finais
Hmmm. Eu gostei desse cap, vocês gostaram? Música: She's Out Of My Life - Michael Jackson Eu sou extremamente fã dele, com certeza vai ter mais música dele no futuro da fic.