Shadow of a Hero - A Sombra de um Herói
1 Capítulo 1
2028
Atlanta
Eu tinha 10 anos quando tudo mudou.
— É Lydia, as coisas hoje em dia não estão fáceis — Meu pai disse, com aquela voz habitual dele de malandragem, ele era como um herói para mim.
— Pois é amor, nossa econômica mal voltou da crise e já está querendo voltar! — Respondeu minha mãe, incrédula. Naquele momento, desejei nunca ter escolhido ir até o Mcdonalds de madrugada, no meio do caminho em uma rua deserta, um homem repentinamente andou contra o nosso carro.
— Meu Deus! — Meus pais deram um berro dentro do carro e meu pai freou bruscamente.
— Jonah, o que ele quer? — Minha mãe perguntou. -Irei ver, fique aqui e tome conta do Nick. — Meu pai respondeu e saiu do carro, observando aquele homem musculoso com uma jaqueta e calça com uma arma na mão.
— Calma rapaz, podemos resolver isso de um mo.... — Antes que ele pudesse terminar de falar o homem aperta no gatilho e a bala atinge o estômago do meu pai.
Assustada a mamãe logo passou para o banco do carona e antes que o assaltante pudesse chegar até nós ela acelerou o máximo que pôde, chorando e triste.
Enquanto eu estava ainda tentando processar aquele acontecimento quando comecei a ouvir a voz da mamãe, porém ela estava chorando e calada, ouvia algo como " Meu Deus, o que eu vou fazer agora " foi naquele momento que eu percebi que tinha virado uma daqueles mutantes que apareceram na TV.
7 anos depois
Chicago
Lá estava eu, com 17 anos e no último ano do ensino médio, faltando tão pouco para entrar na faculdade e com a vida quase que estabilizada, aos finais de semana frequentava a mansão Xavier, o dono de lá Charles Xavier era um gênio e tinha os mesmos poderes que os meus.
Charles me ajudou a controlá-los e minha mãe fundou um novo hospital em homenagem ao papai, quer dizer, o plano deles era exercer a medicina no seu próprio negócios, ou algo do tipo.
— Close my eyes baby,becaaaause,because i neeeeeed youuuu Yeah i need. — Estava cantando, com meu headphone nos ouvidos e andando pela cidade, até a escola, quando me deparo com alguém me escorando, ao perceber que era a Amber, minha melhor amiga desde o primário, uma menina doce e carinhosa, eu me encanto com seus olhos verdes e seus cabelos ruivos, não sei como não tenho crush por ela.
Ela me ajudou a superar a morte do meu pai e até hoje me ajuda nos deveres de casa.
– Ei Alce — Ela falava, não sei ainda o porquê dela me chamar assim, talvez seja por que sou alto e cabelos castanhos, sei lá.
— Oi Amb, como cê está?
— Ótima e você?
— Bem, do que precisa?
— Lembra que me prometeu fazer manutenção do meu laptop? Pois é, deixei cair café nele, pode dar uma olhada? — Já estava desconfiando, ela adora me pedir favores, mas como resistir a um pedido dela? Impossível!
– Deixa comigo, vou dar um jeito. — Respondi com toda calma do mundo, pegando o laptop guardando na mochila e andando para a escola.
A aula de matemática era a pior de todas, sério, o Sr. Tragham era muito metido a besta e ainda por cima tinha uma voz sarcástica e não explicava nada.
Finalmente era o último horário, então logo quando acabou a aula saí praticamente correndo da sala, deixando as coisas no armário e saindo da escola no meu carro " Ah, como eu amo esse Impala " sempre pensava ao entrar no carro e arrancar para casa.
Fazia o habitual, estacionava o carro no mercado a um Quarteirão de casa e seguia para a mesma, ao chegar no local, vejo a sala revirada e um grito.
— Mãe! — Disse com uma voz alterada e corri até o quarto dela vendo a mesma nos braços de um homem, com uma faca no pescoço dela, era muito parecido com o que matou meu pai.
— Você! — Gritei, havia confirmado que era mesmo ele, o cara que eu passei meses com Logan procurando.
— Passei horas tentando te localizar, até meses... — Eu disse, porém, meus olhos ficaram vermelhos e começo a ter uma grande dor de cabeça e um crânio de uma raposa psíquica se cria em volta da minha cabeça, após isso uso alguns truques que Emma me ensinou contra o homem, ao meu ver ele ia cair no chão e pá!
Mas não, os olhos dele ficaram azul cobalto e lança uma rajada meio que mágica contra mim, lá estava eu, desmaiado.
Duas horas depois, acordava no meio da rua, com várias pessoas ao redor, eles me ajudavam a levantar ao ver aquela casa, a nossa casa, a minha casa, em chamas, naquele momento pude ver em minha mente tudo que já havia passado nela, tudo que havia passado com minha mãe e começava a chorar.
— Não! — Gritava alto e num tom grave, todos os civis ali tinham dor de cabeça e os carros se debatiam, televisores de vizinhos pifavam as luzes dos postes apagavam, aquela noite com certeza foi a pior de todas na minha vida, gritava até não ter mais forças, caído no chão novamente, chorava muito lamentando a morte de minha mãe, naquele momento só pensava uma coisa. Vingança!
Depois daquilo, eu fugi, só com a roupa do corpo e todo machucado, não havia nenhum lugar para eu ficar a não ser em uma comunidade de sem teto que havia na cidade, fui até lá e eles me acolheram como um filho, passei semanas no local, quase não deu para me adaptar direito, quando aquela maldita campainha foi tocada, eu, a besta, foi o que atendeu a porta.
— Olá, Garotão. — Um homem ruivo de óculos de cor rubi estava na porta. Era na verdade Scott Summers, ele me chamou para tomar um café, eu aceitei, só troquei de roupa e fui até ele, fomos até a lanchonete.
— Faz tempo que eu não como um desses ui papai. — Eu disse, com uma voz malandra sentando numa mesa, enquanto Scott senta na minha frente. -Quero um Cheeseburguer com muito Bacon.- Dizia a garçonete enquanto o Scott pediu salada, eu acho.
— Então, não te convidei até aqui só para você comer. -Disse Scott, ajeitando os óculos. -Nick, você precisa de ajuda, venha para a mansão, não fique com medo de nós, poderemos te ajudar agora com o professor mais forte do que nunca ele pode te ajudar no controle e eu posso te ajudar nos combates corpo-a-corpo amigo! Vamos lá, eu soube do lance que aconteceu, pessoas com dores de cabeça, TVs pifando, luzes apagando, qual é você tem potencial para fazer melhor.... É só aprender e saber. — Indagou Scott, com um dos maravilhosos discursos que ele dá, cara, se esse aí não fosse mutante certeza que seria um apresentador do Emmy.
— Scott, você... não entendeu, eu quase fui morto — Respondia. -Meus pais foram mortos, pelo mesmo cara. — Aumentava o tom e socava a mesa, porém ao me tocar que estava num lugar público, me acalmava e pensava melhor por segundos.
— Scott... Eu vou, mas você me promete, que eu vou matar aquele desgraçado que matou meus pais. — Fitava o Summers, então ele simplesmente concordou, me levando até a mansão, onde tudo irá mudar. De novo.
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