Shadow of a Hero - A Sombra de um Herói
2 Capítulo 2: A gema, os heróis e os vilões - Parte 1
Notas iniciais
Recapitulação:
No Capítulo anterior contei que meus pai foi morto aos meus 10 anos e 7 anos depois esse mesmo cara entrou na minha casa matou a minha a mãe e tentou me matar. Algumas semanas depois Scott Summers me achou num abrigo de sem-teto e me levou até a mansão Xavier.
Salem — Mansão Xavier
Estava treinando com Scott na sala de simulação, socava o ar enquanto ele estava na minha frente, errava todos os golpes ali até que em uma tentativa de um chute, ele segura minha perna e me dá uma rasteira, tenho que admitir que doeu muito.
Ele me ajudava a levantar e me encarava com um olhar de decepção.
– Cara, por favor, vamos nos concentrar em aprender golpes... Você precisa focar no agora. — Ele falava para mim, até que eu tentava me concentrar mas também não parava de pensar na minha mãe e naquele cara de olhos azul cobalto.
— Vou tentar, Summers. -Me levantava com a ajuda de Scott e me direcionava até a porta da sala.
— Treinamento encerrado. — Eu disse, saindo do local e passando por um corredor azul, me direcionava até o elevador, na outra ponta do corredor existia uma porta arredondada com um " X ", mas nunca quis saber o que era.
Ao chegar no andar Térreo, que é a mansão, saía do elevador e observava aqueles alunos pensando que são jogadores do NHL e lançando a bola para tudo quanto é lugar, eles estavam jogando no grande jardim que havia na mansão, passava no lado do campo poliesportivo da mansão, onde as meninas jogavam vôlei e havia outra quadra, a de tênis onde tinha 2 duplas jogando. Me dirigia até dentro da mansão, na sala de Xavier, pedi que ele me ajudasse com os poderes mentais quando fui morar lá.
Ao entrar na sala, logo me deparo com ele, o velho homem com terno, blusa azul e gravata vermelha vinho com detalhes pretos, Ororo Munroe, vulgo Tempestade, a bela mulher morena de cabelos brancos e escuros e o famoso Wolverine, com seu uniforme amarelo e azul. Quando eles me viram, fizeram um sinal a Charles e se retiraram apenas me sentei numa cadeira na frente da mesa que Charles estava sentado.
– Bom dia, Nick. — Disse ele.
– Bom dia, Professor. Então, o que faremos hoje? — Respondia.
Ele não falou nada, somente fechou os olhos, não teve tempo para eu falar quando me vi de novo naquele dia a sete anos, quando meus poderes despertaram, não sei por que o professor me mandou para a minha pior lembrança.
— Se concentre, estamos na sua mente, você só precisa se concentrar e mudar de lembrança. Vamos você consegue Nicholas. — O professor apareceu atrás do banco, ao meu lado.
— Mas profes... — Quando eu ainda falava ele sumia.
— Droga. — Falava, mas logo tomava a atitude de me concentrar e pensar no dia em que fiz 15 anos. Eu tinha ganhado meu primeiro laptop e então no primeiro dia em que hackeei, era o único momento feliz que lembrava.
Concentrei-me tanto que consegui, me via naquela saleta que eu chamava de escritório e digitando, eu pensei " professor, professor, consegui! " até que eu vejo aquele homem de olhos azuis vindo até mim, com uma espada e atravessando a mesma no meu estômago.
Naquele momento desejei não estar na minha cabeça, a dor foi enorme, até que eu acordei na sala do professor, com as mãos dele sobre as minhas, então o professor me olha.
– Pequeno Nick, você tem muito potencial, relaxe um pouco, divirta-se, viva sua vida. Assim você terá um grande desempenho, bom, está dispensado por hoje. — Disse ele.
– Tudo bem, professor. Irei melhorar, obrigado. — Eu disse, me retirando da sala dele.
Naquele dia eu me toquei que estava em casa, poderia ter uma vida nova e sem complicações, mas alguém tinha que estar atrás da porta do meu quarto no dia. Já devia ser umas sete horas da noite quando bateram na porta, estava vendo Star Wars: Episódio X havia sido lançado em 2023 mas nunca perdia a graça de ver aquilo, enfim, quando eu abri a porta vi a Kira Lorian, uma mutante com poderes bem estranhos, do tipo de poder que eu desejaria ter.
Ela consegue manipular a probabilidade ao extremo e é um licantropo.
– O que foi Kira? — Disse com uma Ele chata.
— Nick, Nick me ajuda, por favor. Cain sumiu!
— Espera Cain? Quem é esse?
— Cain Lorian, meu irmão.. Ele desapareceu tem um dia e eu vou atrás dele e eu to pedindo sua ajuda, me ajude Nick. Por favor!
– Mas. Já falou com o professor?
— É. — Ela fica sem-jeito. — Ele é um irmando. — fiquei aflito na hora em que ela disse isso, pensava muito, ficava 2 minutos parado na frente dela olhando para os lados pensando " Será mesmo que eu parto? Ajudo ela e me arrisco ou fico aqui e me preocupo com ela? " fiquei exatos 2 minutos pensando, quando tomo a decisão certa.
— Vou me arrepender de fazer isso. — Murmurei. — Me espera lá embaixo, cinco minutinhos!
— Tá bom! — Ela disse e eu fechei a porta.
15 minutos depois vou até ela e andamos até a garagem, abri ela e entramos no meu carro, daquela vez não era um bom momento para dizer que eu amava o carro mas me sentia bem ao tocar no volante, ligava o motor e dava partida.
— Beleza, onde procuramos? — Perguntava para Kira.
— Oklahoma.
— O que? — Dava um berro e parava o carro na frente da mansão.
— Nicholas... Nick, por favor.. É meu irmão, você é um único daqui que eu sei que pode me ajudar.
— Por que você acha isso?
— Porque sabe como é perder alguém que ama. — Admito que no momento que ela disse isso eu fiquei pensativo, mas segui dirigindo até a estrada para fora de Nova York.
— Cara, espero que a gente ache ele. — Disse a ela. — Me conta o que você fez nas ferias de verão.
— Ah, um saco, eu e conheci um garoto da matilha do meu pai, só que ele era um canalha. E você, o que fez?
— Passei as férias todas digitando. — Disse isso, enquanto ligava o rádio do carro, tocava Monsters de Imagine dragons, uma banda década de 10, era legal ouvir aquela música de 30 anos atrás.
Uma semana depois. Lá estava eu e Kira, numa cidade vizinha a Oklahoma, parávamos em um hotel.
— Boa tarde, sejam bem-vindos ao Hokins Hotel. — A atendente disse ao entrarmos no local, eu observava o hotel subestimado.
— Boa, gostaria de 2 quarto, duas diárias, por favor. — disse a ela.
— Oh, pensei que fossem um casal, perdão... Certo. — Ela disse, enquanto digitava no seu computador e dava duas chaves para mim. — Seus quartos ficam no segundo andar, final do corredor.
— Obrigado. — Respondi e levei Kira até seu quarto e entrei no meu, logo montando uma espécie de rádio que estava na frequência do rádio da polícia local e uns dois notebooks que eu havia hackeado no sistema do FBI e polícia local.
Era umas quatro da tarde quando eu encontrei um chamado do FBI com um padrão de roubos inexplicáveis de bancos em Oklahoma, imediatamente vou até o quarto de Kira.
— Acho que sei aonde está seu irmão. — Disse à ela e voltei para o meu quarto com ela ao meu lado.
— Você construiu tudo isso? — Ela me perguntou.
— Que foi? Não sou só mutante, beleza? — Dizia a ela com uma voz cômica. — Enfim, há uma série de roubos de bancos em que as câmeras dão bugs de 3 segundos e puf, o dinheiro some.. Tem algo a ver com seu irmão?
— É, pode ser, vamos averiguar? — Ela me respondeu com outra pergunta, isso me deixou meio com raiva, odeio quando fazem isso.
— É, vamos. — Disse com uma voz de alguém entediado e arrumava tudo que havia construído, colocava na mochila de viagens, esperava ela sair e saía em seguida, fechando o quarto e colocando a mochila nas costas, ela entrava no quarto dela, provavelmente para arrumar as coisas enquanto eu desci para pagar as diárias, já dentro do carro, eu ligava o motor e nós partimos para Oklahoma.
Oklahoma
Chegando à cidade, Kira pediu para eu tentar localizar a mente de Cain e ver aonde ele se encontra.
— Kira, se acalme. — Puxei meu notebook na mochila e estacionei o carro.
— Fiz uma estatística e os roubos inexplicáveis são feitos a cada dois dias sempre no mesmo horário. Vamos esperar, o último banco foi roubado dois dias atrás às 21h30min. — Falava isso, olhando para o relógio e vendo a hora exata: 21h00min.
Disse para ela esperar um pouco e expliquei sobre como descobri isso, estacionei o carro na frente do banco e esperamos meia hora, conversando sobre coisas relacionadas a mansão e sobre Scott, que anda se estranhando com o doido o Logan.
Agora, meia hora depois se percebe uma van parando, do lado do carro e saindo dois homens, um musculoso e outro raquítico, Kira logo apontou para o raquítico dizendo que aquele era seu irmão e ficava nervosa, até o ponto em que eles entraram no banco e nós saímos do carro.
Quando saí, peguei um arpéu na minha mochila, fechei a porta e liguei o alarme. Andamos até a frente do local, Kira veio até mim e ficou abraçada em mim.
— Anda logo, atira essa droga. — Disse ela.
Então eu a obedeci, atirei mirando no terraço. O tiro não foi certeiro e nem foi aonde tinha mirado, mas conseguimos chegar até lá.
No terraço, observava da janela do telhado eles dois andando no local com todos os reféns aparentemente desmaiados.
— Kira, você ta sentindo isso? — Perguntava para ela, de repente, começava a ficar sonolento e caía em um bom e longo sono, antes de apagar, pude ver Kira também caindo no sono.
Ao acordamos, estávamos amarrados numa coluna e os ladrões discutiam algo como ”Não devemos matar ele… o meu eu podia morrer, era insignificante.. Mas o seu é superior, você pode extrair a…” antes que ele terminasse o musculoso colocou as mãos dele na garganta do raquítico e mandou ele fechar a boca.
Eu olhava Kira, desmaiada e ouvia aquela conversa, eles discutiam sobre algo como portais e sempre usavam o termo “ o seu eu daqui “ “ o meu eu daqui “ era meio estranho, mas eu decidi falar.
— Quem são vocês? E por que estão roubando bancos e não levam nada?
— Cala boca. — O Raquítico disse enquanto o musculoso ia ate uma espécie de parede falsa e abria a mesma, tirando um pedaço de um tipo de gema de cor branca e brilhante.
— Finalmente, encontramos a terceira parte. — O musculoso entrega a gema para o raquítico e vai até mim. — Você acha mesmo que roubamos bancos? — Ele ri, tirando a máscara, me deixa pálido ao ver aquilo.. Era eu, um cara igualzinho a mim, porém mais robusto e com músculos.
— O que é isso? — Perguntava a ele, perplexo.
— Haha, meu caro, eu me chamo Kirk, Nicholas Kirk.. Quer dizer... Não estou te plagiando meu amigo Nick, só não sou daqui. Desta terra. Assim como aquele ali, ele se chama Cain.. Porém somos de outra dimensão.. Pode chamar de universo 616. Eu não sou inimigo, eu vou explicar tudo, só não nos impeça de pegar a única coisa que pode nos levar de volta para casa. — Ele disse, me desamarrando e me ajudando a me limpar.
Desamarrava Kira e a carregava no colo, enquanto Cain nos teletransportou para um porão. Eu olhava para aquilo e pensava ”Mas o que? Isso é a base”?”e percebia a minha voz na minha mente dizendo ‘’ É um esboço da nossa, amigo. Se tiver para dar uma base espacial fala.”.
Tentava ignorar aquilo, vendo três pessoas a mais ali, uma mulher e dois rapazes além de Cain e Kirk.
— Então, ”Kirk” apresente seus Amgos. -Dizia, enquanto colocava Kira sobre uma maca. E ele ( Kirk ) me olhava surpreso e logo começava a falar.
— Certo, esses são Mason, Sarah e Arthur, somos uma equipe que se reúne quando a treta tá seria. Estávamos enfrentando um homem chamado Kyle Orin, vulgo Ksinoq, ele matou muitos de nós.. Dizimou todos os super-heróis da nova era inclusive nosso líder, ate então o seu poder era controlar a matéria orgânica e a energia cinética, mas, é um cara que evoluiu… durante 19 milênios. Sim, ele é um cara pré-histórico, para ser preciso ele é um asteca. E então em uma batalha, ele estava fazendo uma espécie de ritual e nos mandou para cá para uma segunda terra, segundo a Sarah, nossa única saída são os cristais blink, na verdade, o cristal blink, porém foi partido em 20 pedaços e foram espalhados por todo o mundo. — Depois de ouvir isso, lembro-me de Cain, a missão principal.
— Se ele é o Cain da 616, onde está o Cain daqui? — Pergunto e Kirk me olha com cara de lamentação.
— Sinto muito, Ele atacou o nosso Cain e eles lutaram até a morte. — Quando Kirk diz isso, Kira acorda e vê seu irmão da outra terra, antes de mais emoções tive que explicar tudo para ela. Demorou uns 30 minutos, mas expliquei tudinho.
Então, ela precisava processar tudo isso e daí fui conversar com os cinco de outra terra, sobre Ksinoq.
— Então, esse tal de Kyle Orin, ele está aqui atrás de vocês?
— Não sabemos. — Disse Arthur, aquele homem de cabelos pretos com calça jeans e blusa azul.
— Talvez sim, talvez não. — Disse Sarah, com cabelos castanhos, calça azul escura, blusa preta e uma jaqueta preta.
Conversamos sobre suas tropas de índios e guerreiros astecas que ele ressuscitou com a ajuda de sua irmã também asteca, porém uma bruxa, sobre como acharíamos as gemas e como eu poderia ajudar.
Eram sete e meia da noite quando decidi aceitar eles como amigos e levá-los até a cidade onde eu morava até a morte da mamãe, Atlanta.
Como eu sou hacker, no porão de casa havia um mini- lab construído por mim, só havia alguns computadores danificados e uma grande área.
— É pequeno, tem pouca coisa, mas vai servir como base de vocês. E bom, eu sou um bom suporte, vão precisar de mim. — Kirk olhou para os outros quatro e eles concordaram comigo.
Após 2 semanas Kirk comprou o terreno e financiou alguns imóveis com a riqueza dos nossos pais, ou melhor, dos meus pais. E montou a base dos Royals. A equipe da terra 616 que está se preparando para uma guerra que virá.
Fale com o autor