Sexto Sentido

1 Visão cego para a vida


Notas iniciais
espero que curtam este novo projeto.

Albert Camus andava de um lado ao outro na pequena sala de sua casa, estava dividido entre a preocupação e a raiva, Hyoga ouviria quando chegasse em casa, estava cansado das rebeldias de seu filho... Seu filho quem diria que ele acabaria assim todo nervoso e raivoso por causa de um adolescente pelo qual abrira mão da maior parte de sua vida e seus sonhos, fora pai muito cedo aos dezoito anos, tivera que assumir compromissos e responsabilidade enquanto os amigos se divertiam ele trabalhava o dia inteiro para estudar a noite, às vezes mal tinha tempo de dormir, pois ficava fazendo seus trabalhos madrugada a dentro e quando se deitava tinha de levantar novamente para trabalhar e fora assim durante todo o período da faculdade, e quando por fim consegui a muito custo terminar a faculdade de letras as noites em claro para estudar deram lugar as noites em claro para escrever e cuidar do filho pequeno já que Saori sua mulher havia o deixado com o filho pequeno em busca de oportunidades melhores como ela mesma dizia, mesmo assim ele fora um bom pai em sua visão, nunca faltara nada ao mais novo estava sempre o tirando de suas confusões e fazendo o melhor possível por ele, o apoiara quando este assumira sua opção sexual lhe dera apoio e ficara do seu lado. O que havia feito de errado para estar ali agora as três da manhã esperando seu filho inconseqüente que resolvera se rebelar por que um namoradinho não o queria mais?

Era isto o que tentava entender a única coisa que lhe confortava era saber que onde quer que Hyoga esteja Shun estava com ele, aquele garoto amava seu filho era nítido, como Hyoga nunca percebera? Ate mesmo ele Camus já havia notado que os olhos do menino brilhavam diante de seu filho, que ele ficava triste quando Hyoga arrumava outro alguém, mas ficava mais triste ainda quando este sofria por amor. Será que seu filho era tão desligado assim que não enxergava que o amor de sua vida estava ali ao alcance de seus dedos?

Seus pensamentos e reflexões foram interrompidos por um Shun que abria a porta com dificuldade praticamente carregando um Hyoga de dezessete anos caindo de bêbado, Camus fez menção de começar um sermão mais foi interrompido por um movimento de cabeça de Shun que lhe dizia agora não, sem uma única palavra o menor carregou seu filho escada acima par colocá-lo na cama alguns minutos depois ele voltou.

_____Eu não sei mais o que fazer com ele Shun, eu não sei se consigo lidar com isto por mais tempo.

____Ele só esta confuso tio Camus mais vai passar, ele só precisa entender que esta ferindo somente a si mesmo com estas atitudes.

____A cada dia a coisa só piora mais Shun e desde que a Saori dispensou a visita que ele queria fazer a ela ele piorou muito...

_____Eu confio nele, sabe? Sei que ele vai ficar bem, mas ele não pode ficar sozinho. – disse o menor de cabeça baixa—

____Olha para você Shun quinze anos e virou uma baba de um garoto dois anos mais velho que você, quando a maioria dos garotos esta em casa jogando videogame ou no computador conversando com os amigos você fica por ai andando atrás do Hyoga para garantir que ele vai chegar inteiro em casa, não é só comigo que esta situação esta acabando esta acabando com você também e ele meu fardo e não seu!

____Ele não é um fardo para mim tio Camus ele é meu melhor amigo e é a pessoa que mais amo.

____E ele seria tão mais feliz se entendesse isto de uma vez por todas...

_____SHUN EU QUERO VOMITAR! –gritou Hyoga de seu quarto—

____Tio Camus eu vou subir ele precisa de mim eu posso dormir aqui hoje?

____Claro Shun é o mínimo que eu posso fazer por você.

____O senhor poderia ligar para a minha casa e avisar o Ikki ou o Shaka que eu vou ficar aqui?

_____SHUNNNNN! -- gritou Hyoga novamente—

____Vai lá que eu ligo pro seu irmão.

Camus viu Shun subir correndo as escadas e ir para junto de Hyoga pegou o telefone e ligou para Ikki.

____Alô, Ikki?

____Fala Camus.

____O Shun vai dormir aqui hoje tudo bem?

____Bem não esta, eu gostaria de conversar com você sobre algumas coisas que estão acontecendo eu não estou gostando do que esta acontecendo com o Shun por causa do Hyoga.

_____Eu imagino e amanhã eu vou passar na sua casa para podermos conversar pode ser?

____Claro olha Camus eu gosto muito de você sei o quanto você tem lutado pelo seu filho e gosto do pato também, mas eu não posso deixar que o Shun perca a escola como ele tem feito para ficar com o Hyoga...

____O Shun tem perdido aula por causa do Hyoga?

_____Não só ele o Hyoga não tem ido a escola há algum tempo e eu estou começando a ficar preocupado você sabe que o Shaka é professor de historia dos dois né? Pois bem segundo ele tem quase um mês que o Hyoga não vai à escola.

_____Ikki nós podemos terminar de conversar amanhã? Eu não estou me sentindo muito bem hoje eu não sabia juro que não sabia de nada disto se eu...

_____Eu sei que não Camus, você jamais deixaria que algo assim acontecesse eu te conheço.

_____Obrigado.

Se o chão de Camus ainda não tinha caído totalmente naquele momento não lhe restava mais nada, seu filho se tornara um mentiroso que lhe enganava, quem era aquele garoto onde havia ido parar seu pequeno Hyoga? Quando ele havia se transformado naquilo? Ele saiu rapidamente pegando seu, sobretudo por cima da camisa pólo e do jeans que estava usando ele precisava respirar, tirou um elástico do bolso e fez um coque de uma maneira desleixada apenas para manter os longos fios ruivos presos o ar frio de novembro o atingiu ele andava rapidamente pelas ruas pouco movimentadas aquela hora, ele andou ate que sentiu vontade de parar estava diante de um parque estava tudo vazio somente as arvores, os bancos e o silencio como companheiros ele andou por entre as árvores ate que se sentou em um banco e descansou a cabeça nas mãos seus olhos úmidos deixavam cair lagrimas de frustração e raiva, não queria voltar para casa e caso o fizesse não seria capaz de manter suas mãos longe de seu filho e ele com certeza teria a surra que nuca lhe fora dada antes.

____Como você pode fazer isto comigo meu filho. – sussurrou ele –

Camus estava cansado de ser forte de sempre carregar tudo nas costa e ainda ter que agüentar coisas como as que vinham acontecendo em sua vida ultimamente, quando fora mesmo a ultima vez em que saiu para relaxar? Quando se deu ao luxo de sair para um encontro? Ele nem mesmo se lembrava sinal de que fora há muito tempo.

_____Eu não sei se ajuda muito, eu não tenho um lenço, mas tenho uma garrafa de conhaque aceita? – disse alguém—

Camus levantou os olhos e viu um garoto da mesma idade que Hyoga parado a sua frente, ele tinha a mesma altura embora fosse um pouco mais magro e menos musculoso, ele tinha longos cabelos loiros e olhos de um azul intenso, ele era muito bonito Camus não podia deixar de reparar.

____Você não acha que é muito novo para estar carregando bebida alcoólica não?

_____Obrigado pelo sermão papai, mas vai querer ou não?

Ele pensou por alguns segundos e então viu que hoje ele não precisava de pensamentos coerentes, aceitou a garrafa que o outro trazia nas mãos e bebeu diretamente do gargalo.

Depois de uma expressão de desgosto ele sentiu a cabeça mais leve ele era fraco para bebidas, depois de meia hora de conversa de bêbado e uma garrafa de conhaque cheia a menos no mundo os dois já riam e Camus mais relaxado contava sua vida trágica como se fosse a mais engraçada das comedias.

_____É serio Milo eu tenho trinta e cinco anos, um filho de dezessete que não me dá nada alem de desgosto. –( soluço de bêbado)-

_____Nossa Camus você não perde tempo mesmo hein? Cara ser pai tão novo assim é para os corajosos. Ainda bem que eu não corro este risco o de ser pai quero dizer.

____Por quê? Não vai me dizer que tão novinho e já esta impotente?

_____Credo Camus vira esta boca para lá, eu funciono e muito bem se você quer saber, a questão é que eu não curto garotas eu gosto de meninos.

_____Noooossa. Meu filho também!

_____Camus quer que eu te leve para casa? Cara você já ta pra lá de bêbado.

____Eu...não queria voltar para casa queria poder sumir e não ter que ver o meu filho amanhã, queria não ter que olhar para ele tão cedo. E tudo isto por que ele tomou um fora de ex- namorado dele dá pra acreditar?

____Eu não sei quanto ao seu filho, mas eu terminei um namoro com um carinha ai que não larga do meu pé, ele até que é muito legal mas não dava mais.

_____E por que não dava mais?

_____Apesar de ele ser super legal não era a pessoa certa, sem contar que tem um menino super bacana que gosta dele e ele tem que estar sozinho para enxergar isto.

_____Você é um bom menino Milo.

Milo segurava Camus pela cintura para que ele não caísse, ele estava abraçado a ele e foi praticamente impossível não olhar em seus olhos para responder.

____Obrigado, mas eu não sou mais um menino.

Os olhos de Milo se pregaram nos do maior e eles se deram conta do quão próximos estavam quando o nariz de Camus que havia abaixado a cabeça para falar com o menor tocou o nariz do outro, as respirações se misturando e se tornando uma só, os lábios de Camus desceram lentamente sobre os de Milo , tomando e reclamando tudo o que ele pudesse lhe dar, o beijo era devastador do tipo que marcava a ferro e fogo era assim que eles se sentiam como fogo no deserto incinerando e destruindo tudo deixando apenas cinzas como marcas de estiveram ali.

_____Vem eu vou te levar para minha casa, meus irmão estão viajando e eu vou cuidar muito bem de você Camus.

Notas finais
me perdoem pelos erros que com certeza vocês vão encontrar mas é que fica difícil digitar corretamente com uma coisinha pequena e muito travessa mexendo sem parar nas teclas, apesar disto quero que curtam a leitura.