Sexto Sentido
2 Audição _ouvindo verdades_
Notas iniciais
As mãos tanto de um quanto do outro arrancavam as peças de roupa conforme iam passando pelos cômodos da casa ao chegarem ao quarto os corpos se chocavam freneticamente um no outro transpirando e marcando um ao outro, eram duas almas sedentas de conforto Camus estava enlouquecido nunca antes havia sentido seu corpo agir assim era a primeira vez...era a primeira vez que ficaria com outro homem!
_____Milo eu nunca... Eu nunca...
_____Eu sei nunca com um garoto né? Tudo bem só me curte e deixa acontecer amanhã à gente pensa sobre isto.
Antes que Camus pudesse dizer qualquer coisa à pequena mão de Milo invadiu sua cueca tocando-o em seu membro já bem excitado e isto tirou qualquer sanidade que ele ainda tivesse, as mãos de Camus trataram de retirar a ultima peça que ainda estava no corpo do menor com certa violência, o que fez Milo sorrir safado e cravar as unhas afiadas em suas costas arranhando-o como um gato selvagem, aquilo estava ficando cada vez mais quente.
_____Camus sem preliminares, eu estou quente demais para agüentar as preliminares. –disse Milo—
_____Como você quiser mon ange.
Milo empurrou Camus que caiu deitado de costas na cama e sentou sobre ele como em um passe de mágica a cueca do maior desaparecera e agora não existia mais nada entre seus corpos, Milo pegou em suas mãos a ereção enorme do outro e com olhos gulosos a levou ate seus lábios passando a língua pela glande e dando leves chupadas às vezes para enlouquecer o maior, ele queria mostrar o melhor do sexo para ele, queria que o mais velho se lembrasse dele com prazer, ele o colocou todo na boca e começou a sugar enfiando tudo o que conseguia até que lhe tocasse a garganta, as estocadas ficaram intensas os quadris de Camus se moviam subindo e descendo enquanto suas mãos tratavam de manter a cabeça do menor imóvel quando os lábios suculentos do menor abandonaram a ereção do mais velho ele reclamou, mas logo em seguida o menor estava sentando em seu colo e fazendo com que este se sentasse Milo pegou a mão de Camus e levou três de seus dedos a boca e sugou-os deixando eles totalmente molhados, Camus poderia até nunca ter ficado com homens, mas não significava que não sabia o que fazer seus dedos melados foram em direção ao orifício do menor e adentraram um de cada vez o alargando e preparando. Milo a esta altura não fazia mais que gemer sem parar quando ele sentiu que o menor esta pronto ergueu ele um pouco pela cintura e fez com que fosse descendo de vagar sobre seu membro dolorido, aos poucos ele sentia-se entrando no menor e se enfiando cada vez mais fundo ele era apertadinho e muito, muito quente... era maravilhoso, ele se lembrou vagamente da única vez em que tentara fazer sexo anal com sua ex-esposa e esta alem de fazer um verdadeiro escândalo ainda quase lhe dera uma surra, ela dizia “quem gosta de cú é galo...”
Mais porra, aquilo era tão bom, mais tão bom que Camus queria mais era ser o rei dos galos!
Quando sentiu seu membro ser sugado lentamente para dentro do menor ele começou a se mexer com movimentos contidos e mínimos para não machucar o menor, quando estava começando a se acostumar com o ritmo lento que estava impondo a si mesmo Milo soltou uma imprecação e começou a subir e descer rapidamente no colo do maior com isto Camus perdeu cabeça de vez e começou a estocar contra o menor que se movimentava sobre ele, depois de alguns minutos naquela posição Camus ergueu Milo e o jogou na cama virando com brusquidão de barriga para baixo fazendo-o ficar de quatro e se arremeteu de uma única vez contra ele, as estocadas eram fortes rápidas e potentes, às vezes dava palmadas no bumbum do menor deixando as marcas de seus dedos no outro, quando se sentiu sendo puxado para o prazer Maximo ele estocou com mais força ainda e quando o orgasmo veio ele teve a certeza de que fora o melhor de sua vida.
Seu corpo caiu de lado e Milo também desmontou só então lhe ocorreu que talvez Milo não tivesse sentido prazer já que sequer o tocara, ai ele ficou com vergonha.
_____Milo me desculpe você não... Eu nem te toquei perdão... Eu não sei...
_____Camus cala aboca! Você foi a melhor foda que eu tive em muito tempo me fez gozar e nem encostou em mim!
_____Eu... Fui bem mesmo? De verdade?
_____Camus você é muito gostoso na cama. Tá bom assim para você?
_____É... assim esta ótimo.
Camus estava excitado novamente e rolou sobre Milo que não demorou nada para perceber a intenção do outro e mais uma rodada de sexo selvagem começava para aqueles dois...
Hyoga acordou sentindo sua cabeça rodar ele estava com uma senhora puta dor de cabeça e tudo por causa dele será que não aprenderia Milo havia dito que não dava mais para ficarem juntos ele dissera que não se importava, no entanto o que fizera? Enchera a cara no primeiro bar em que não pediram sua identidade, e ainda levara Shun consigo... Shun... Para Hyoga era um verdadeiro mistério o porquê do outro ainda se importar consigo, nem mesmo sua mãe se importava com ele! Havia seu pai... Mas seu pai apenas cumpria sua obrigação ele não se importava de verdade, ele levantou e foi ao banheiro precisava de um banho frio para tentar chegar à cozinha e escutar o sermão do dia, depois de um banho rápido ele desceu sentindo o cheiro do café fresco... desde quando Camus fazia café? era sempre ele Hyoga a fazer seu sagrado café! Ao entrar na cozinha a pessoa que encontrou não era seu pai, mas sim Shun quem fazia o café dele, Hyoga sorriu mesmo morrendo de dor de cabeça e sem fazer barulho abraçou o amigo por trás depositando um beijo leve na nuca do mesmo Shun deixou um sorriso baixo escapar e disse-lhe um bom dia.
_____Onde esta o Camus? –perguntou Hyoga—
____Quando eu acordei o seu pai não estava em casa deve ter saído bem cedo.
_____Shun você sabe que eu amo você, não sabe? – disse Hyoga com a caneca cheia de café—
_____Eu também amo você Oga, mas a gente tem que conversar.
____Odeio conversas serias quando estou de ressaca.
____Oga o Ikki quer que eu me afaste de você.
A caneca de café que estava nas mãos de Hyoga foi ao chão derramando todo o café, como assim Ikki queria lhe tira o seu Shun?
_____Você não vai se afastar de mim né... Shun?
_____Ele disse que se for para você continuar agindo assim ele não me quer mais perto de você e se eu insistir em ver você ele vai me mandar de volta para o Japão.
_____Porra Shun! Você não pode fazer isto comigo não você... Você não pode me deixar também! Qual é você não gosta mais de mim? Não quer mais ser meu amigo?
Hyoga estava desesperado ele não saberia reagir sem Shun por perto, era sempre ele quem lhe tirava de suas fossas e sem ele não teria mais nada!
_____Oga eu vou para casa estava só esperando você acordar, então quando você estiver melhor me liga ta?
_____Se você esta tão disposto a ir embora sem nem tentar fazer nada para ficar do meu lado, eu acho melhor que a gente nem se fale mais, não precisa me ligar Shun, eu tenho que aprender a sobreviver sem o meu amigo, então não quero que me ligue mais, por favor.
____Hyoga eu... Tudo bem se é assim que você quer, eu não vou ligar mais tchau e melhoras.
Ver Shun sair pela porta de cabeça baixa e se segurando para não chorar fora mais do que Hyoga poderia suportar ele desabou quando menor saiu e chorou como há anos não fazia, se o que faria Shun permanecer ali era a distancia entre eles então ele se distanciaria do menor, mesmo que isto o matasse por dentro, ele nunca percebera que o menor era como parte de si que sem ele era como não ter um braço era incompleto. Como fora tolo por não ver que Shun era a pessoa certa? Se tivesse visto isso antes de se tornar um delinqüente um verdadeiro rebelde sem causa talvez hoje tivesse uma mínima chance de conquistar o menor, mas Shun se não o queria antes por ser apenas seu amigo não iria o quere agora que era a causa de seus problemas com seu irmão.
Hyoga deixou que seu corpo escorregasse ate o chão e chorou...
Camus acordou com a cabeça doendo e sem a menor noção de onde estava, aos poucos sua memória da noite anterior foi retornando e com ele a sensação de ter feito algo muito errado, ele escutava Milo cantar no andar de baixo e levantou-se recolhendo e vestindo suas roupas a amarrotadas de qualquer maneira, ao chegar no andar de baixo viu o menor na cozinha , ele fazia café da manhã e tinha um fone de ouvido na orelha estava tão distraído que sequer viu o Frances se aproximar.
_____Bom dia – disse ele sorridente—
_____Milo o que aconteceu ontem? – é Camus decidira fingir que não se lembrava—
_____Como assim o que aconteceu ontem Camus?
____Hora o que aconteceu e pronto eu não me lembro de nada! – disse o Frances irritado—
O sorriso de Milo sumiu de repente e ele ficou serio.
____FORA DA MINHA CASA AGORA! – gritou o mais novo—
_____Milo eu...
_____Cala essa merda desta sua boca e some daqui! Cara eu já vi homens covardes, mas não como você!
_____Alto lá mocinho olha como fala com os mais velhos!
____Não me venha com sermões Camus quando você o mais velho em questão age como um moleque que não sabe com reagir a uma novidade e daí usa o truque do sem memória.
_____Eu o que?
_____Isso mesmo que você ouviu que merda de homem é você que tem uma noite de sexo picante como a que nós tivemos e finge que esqueceu só por que esta achando que fez algo de errado?
_____Eu não lembro porra será que é tão difícil assim entender isto?
_____Não seria Camus se fosse mesmo isso, mas eu conheço tipos como você os enrrustidos que ficam no armário e quando provam da fruta ao invés de sair de vez se enterram ainda mais nele para não assumir nem para si mesmo algo que já esta mais que evidente.
_____Você não me conhece Milo, não sabe do que esta falando. – disse ele entre dentes—
____Tem razão eu conheço o seu tipo, mas não exatamente você!
_____O fato de eu estar sem sexo a um bom tempo e você praticamente se oferecer para mim e eu te comer não faz de mim um gay faz?
Milo ofegou alto e ai Camus percebeu que havia falado demais, e que talvez não houvesse concerto para seu erro.
_____Milo eu não...
_____Saia da minha casa e se você realmente não esqueceu o que aconteceu como eu acredito que não, trate de esquecer por que eu não quero nem lembrar que um dia cruzei o seu caminho.
Camus sabia quando era melhor sair de cena e viu que aquele não era o melhor momento para conversar ele teria que se desculpar com Milo, mas não agora ele voltaria depois, sem mais uma palavra ele saiu deixando o menor para trás e foi para sua casa.
Shun chegou em casa derrotado e chorando muito passou por Ikki que ate tentou conversar com ele mas não adiantou muito, então sobrou para Shaka ver o que tinha acontecido para que o menor chegasse daquela maneira ele ate já tinha um palpite, e o nome deste palpite era Hyoga.
Após bater na porta do quarto Shaka entro e encontrou Shun deitado na cama chorando.
______Shun quer conversar sobre o que aconteceu comigo?
_____Ele disse que não quer mais falar comigo Shaka...
_____O que aconteceu exatamente para ele falar isto?
______Eu falei para ele sobre o que o Ikki falou para mim e ele surtou e me mandou embora de vez da vida dele.
_____Talvez seja mesmo bom para vocês se afastarem um pouco Shun...
____Como pode ser bom eu amo o Oga Shaka!
_____E eu acredito que é recíproco, mas ele precisa enxergar isto, precisa sentir sua falta e ver como é ficar sem você para entender que se ele não mudar vai perder você!
_____Você acha isso mesmo Shaka?
_____Acho meu bem, agora lava este rosto lindo que você tem aula e se o Hyoga for é melhor que ele te veja bem, acredite ele vai enxergar mais rápido se te ver bem e não com o rosto inchado.
Shun levantou-se e foi se arrumar ele seguiria o conselho de Shaka estava na hora de Hyoga lhe enxergar como homem, ele tinha que ver o quanto precisava dele como companheiro e não só como amigo.
Camus chegou em casa e encontrou Hyoga no chão da cozinha chorando muito, ele estava furioso mas ver seu filho naquele estado era muito ruim era como se fosse sua própria dor.
____O que aconteceu Hyoga?
_____Ele não vai voltar... –dizia ele de maneira incoerente—
_____-Quem não vai voltar?
_____Ele me deixou também...
______Quem Hyoga pelo amor de deus, me fala de quem você esta falando?
Hyoga se levantou e saiu sem dar uma resposta a seu pai, Camus imaginou que ele falava sobre seu ex-namorado ele tinha que descobrir quem era esse garoto e procurar-lhe para conversar ele tinha que fazer isso por seu filho, e só tinha uma pessoa que poderia lhe dizer o que ele queria saber, ele pegou o telefone e ligou.
_____Alô Shaka o Shun esta? – perguntou ele e logo depois ouviu a voz de Shun---
______Tio Camus aconteceu alguma coisa com o Hyoga?
_____Não Shun na verdade eu quero uma informação, queria saber o nome do tal namorado do Hyoga você poderia me dizer e também me dizer onde eu poderia encontrá-lo?
_______Claro tio Camus o nome dele é Milo, Milo Seferis e ele estuda em uma escola perto da nossa ele deve estar lá agora.
Camus ficou mudo de repente.
-------Tio Camus o senhor esta me ouvindo?
_____Claro Shun, eu estou ouvindo e obrigado vou lá agora mesmo.
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