Sexta-feira 13
1 Prólogo
“Incubus:
Do latim incubu, incubare: deitar-se em cima, também se denominava ( efialte ), Incubus são uma classe demoníaca masculina que se alimenta da energia psíquica de mulheres que possui carnalmente durante o seu sono.
Certas doutrinas demonologistas consideram que os Incubus são na verdade anjos que caíram em virtude do seu gosto pecaminoso pelo prazer da carnalidade . São também denominados "Amantes astrais" que algumas mulheres atraíam através de feitiçarias.”
"Entidade Astral:
Existem casos de pessoas que se divorciaram , e têm saudades do ex-esposo(a) e criam uma entidade semelhante que “substitua” temporariamente a pessoa amada que já não podem ter a seu lado.
Nesse caso recorrem inclusive a fotografias da pessoa ( ex-esposo ou ex esposa) concentram-se na foto, visualizam uma entidade astral semelhante a ganhar vida, todos os dias lhe enviam energia para que ela se materialize.
Existem também casos muito antigos de súcubos ou incubos, que na verdade não eram demónios masculinos (incubos) ou femininos (sucúbos) que violavam as pessoas, mas eram na verdade entidades astrais criadas por essas pessoas. ( Amantes astrais). Criando una entidade astral."
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Antes de começar a contar a minha história, falar pouco a pouco sobre quem eu sou, sobre os meus desejos e sobre as missões que imponho, farei a vocês uma breve apresentação sobre o garoto que me criou.
Com exceção de mim, ninguém mais sabe ao certo de onde ele veio, pois já faz muito tempo que fiz ele se perder. As pessoas pensam que ele tem dezessete anos, mas ele também não tem mais certeza disso. Graças a mim, não gosta mais de conversar. Não acho necessário para a sua missão.
Seus olhos estão sempre foscos quando estou presente sugando sua energia. Os fixa em um lugar qualquer quando não estou. Eu sei o motivo: sempre está com medo.
Talvez de que eu apareça e volte a ter poder sobre suas ações. Não quero dizer que o seu medo não me machuca ou me entristece. Houve uma época em que ele não me temia e eu gostava dela mais do que agora. Porém, infelizmente, o seu atual estado de "medo de mim" e subjetiva dor (a notei) não conseguiram me tocar suficientemente a ponto de me fazer parar, desistir do que eu quero e fazer as coisas voltarem a ser como antes.
Seus olhos... Deixe-me seguir descrevendo-os mais um pouco, se você me permite. Sinto um prazer imensurável ao fazer isso. Aqueles olhos merecem tudo. Merecem uma descrição prolongada e especial. São muito bonitos. Negros como duas jabuticabas, mais brilhantes que um céu cheio de estrelas.
Bonitos, porém no chão. No chão por minha culpa. No chão porque são meus. No chão porque, se os ergue sem minha permissão, se os ergue interessado em alguém ou se os ergue por qualquer motivo que possa me ferir, causam mal-estar, medo, assombro. Suas jabuticabas parecem ser doces, mas estão amargas...
Sobre a sua identidade sexual as pessoas suspeitam. E nenhuma se equivoca. Ele é gay, mas já faz muito tempo que não se aproxima de algum garoto. Nenhum deles é necessário. Eu não deixo Bill fazer coisas inecessárias. Não digo que ele nunca mais tocará alguém vivo, de carne e osso. Ele ainda tocará alguém, no tempo certo, na hora certa, a meu benefício.
Tem gente que não gosta mais dele. Culpa minha também. Todos que se achegam a ele com intenção de criticá-lo, burlá-lo, maltratá-lo fisicamente ou psicologicamente é castigado por mim. E eu não penso duas vezes.
Muita coisa estranha para humanos que não sabem sobre a gente acontece ao seu redor por culpa minha quando lhe fazem mal. Na boca dessa gente se questiona se ele tem algum pacto com o “coisa ruim”, dizem que de anjo só tem a cara, que põe azar em tudo o que toca, que é um diabo em corpo de cordeiro... Sinceramente, não penso que eu seja tudo isso. Só sei que o protejo. O protejo porque me criou. O protejo porque o amo. O protejo porque sou dele. E ele é meu.
Não deixo que pessoas que não poderei evitar que Bill encontre durante a realização da missão saibam muito sobre ele. O que sabem é simples. Que teve um namorado, algumas de suas preferencias como adorar tempestades, velas, incensos, astrologias, simpatias (o deixei seguir com suas preferencias, pois através delas consigo a energia que preciso para ser forte), que está sempre com um crucifixo medieval virado de ponta cabeça numa gargantilha e que tem duas fotos e um papel dos quais não se separa.
Uma das fotos é o seu ex-namorado. A outra é o seu gato preto Salém, qual amavelmente me permite visitar Bill materialmente quando penso ser necessário, ou quando sinto saudades dele. E o papel sou eu. Desenhado com todos os detalhes.
Não havia melhor data para eu enviar Bill para a república Três Corações senão a sexta-feira 13. Ele cumpriria sua missão. E tudo ficaria bem.
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