Sexta-feira 13
3 Capítulo 2: Novos sentimentos
Capítulo 3
Novos sentimentos
-Dormir, finalmente dormir! — Bill aproximou-se do quadro ridículo das fotos três por quatro. Com uma caneta-pincel na mão, olhou para o retrato de seu gêmeo secreto.
-E você, garoto patético não se parece nada comigo, nem em aparência muito menos em personalidade. — Bill passou a caneta pela foto de Tom e fez em seu rosto um bigode, em seguida uma barba, chifres e meleca no nariz, tudo isso sorrindo e mascando seu chiclete freneticamente. -É obvio que eu sou superior. Vou amar brincar com você. — ele finalizou, cerrando os olhos.
Bill foi até a cômoda onde Gustav disse que ficavam as chaves. A abriu e as encontrou. As olhou de maneira estranha. Viu as iniciais “GE”, “GU”, “DA”, “TO”, não necessariamente nessa ordem. Sorriu ao ler “TO” e deduziu que era a chave que abria o quarto dele.
Aproximou-se vagarosamente da porta e analisou-a. Um sorriso débil se formou.
-Zum, zum. Zunzum, zum. Zum, zum... — cantarolou. Enfiou a chave na maçaneta e destrancou a porta lateral. -Ops! — ele riu.
Antes de entrar, colou o ouvido na porta percebendo que tudo lá estava num perfeito e estranho silêncio. Sua mão deslizou até a maçaneta e ele torceu a porta, pensando se Tom ficaria assustado ao ser acordado por um garoto moreno com lentes vermelhas nos olhos.
Assim que abriu a porta teve duas surpresas. A primeira: o som do quarto estava ligado e estava altíssimo. Bill fechou a porta de novo, para se certificar, e viu que era realmente aquilo. Ao fechar a porta, silêncio total, ao abrir, barulho total. Deduziu que Tom havia instalado alguma proteção de som em seu quarto. Interessante.
A segunda, e mais graciosa, ele teve que observar mais de perto. O que era aquilo, meu Deus? Bill perdeu toda a pose de engraçadinho ao ver ao vivo e a cores e, com poucas roupas, o homem que por tantas vezes havia lhe rendido boas noites de prazer enfrente ao computador.
Tom estava jogado na cama. Em seu corpo não havia nenhuma peça de roupa além de uma cueca boxer branca e uma meia mal colocada apenas num dos pés. O boné estava abaixado no rosto, tampando-o totalmente e o gorro que ele costumava usar estava mal colocado nos dreads. Sua calça estava amarrotada e jogada na cama, junto com a outra meia. Seus tênis estavam no chão, um de perfil e outro de barriga pra baixo. As camisetas estavam emboladas no criado-mudo.
As pernas estavam um pouco abertas e um dos braços estava dobrado pra trás de encontro à nuca. O outro braço estava caído pra fora da cama, e nele havia uma garrafa de champagne cheia pela metade e um cigarro com cheiro de marihuana.
Meio zonzo, Bill rolou os olhos pelo corpo do menor, passando-os pelo abdômen trincado, escorregando pelos braços e por fim desceu, ficando focado entre as coxas e o que ele tinha de mais sagrado entre as pernas.
A língua não resistiu. Bill lambeu os próprios lábios, sentindo-se excitado e observou como o pano daquela boxer era frágil e vagabundo. Ele estava, simplesmente, colado ao membro dele. Mostrava nitidamente como ele era, qual era a forma, a espessura e o desenho que o pau dele tinha. Era praticamente como se ele estivesse nu.
Bill girou a cabeça, cessando a hipnose que aquela visão lhe causou e desligou o som com brutalidade. Aquele hip-hop nojento o havia realmente perturbado a ponto de fazê-lo empurrar um vazo de plantas para o chão de propósito.
Com o barulho, Tom se moveu assustado e tirou o boné do rosto, pondo-o de volta na cabeça de forma ainda desajeitada.
Bill abriu um longo sorriso sarcástico e olhou para Tom, que no momento estava com os lábios entreabertos e com duas amêndoas castanhas no lugar dos olhos. -Buh! — disse Bill.
-Aahhh, cara. Ah, cara! Porra! Affffff. — Tom resmungou, colocando a garrafa e o cigarro no chão. -Quem deixou você entrar aqui, traveco? — o louro perguntou, com mau humor.
Bill gargalhou e depois ficou sério, olhando Tom fixamente. -Prometo arrancar seu pinto no dia em que eu precisar de permissão de alguém pra fazer qualquer coisa. — afirmou com confiança.
Tom retribuiu a gargalhada, num espasmo de riso debochado. Sua sobrancelha ergueu e ele viu Bill aproximando-se de si, com um sorriso sarcástico no canto da boca enquanto olhava sua barriga.
-Perdeu alguma coisa no meu corpo? — perguntou Tom, dando de ombros e desfocando a atenção de Bill. Foi até o chão e catou o cigarro no carpete. Deu uma aspirada e soltou a fumaça. Virou-se para olhá-lo. Vendo que ele continuava com a mesma expressão, fez uma careta de tédio, ergueu uma sobrancelha e deitou-se novamente na cama na mesma posição largada de antes.
-Nossa... — Bill sussurrou. Seus dentes brancos vieram por cima dos lábios e ele mordiscou-os. Aproximou-se lentamente da cama de Tom e subiu nela, engatinhando até ficar por cima do louro. Seus olhos ficaram de frente pros de Tom e ele sorriu levemente. -É assim que você trata um fiel internauta do seu web-site? — disse antes de Tom tentar uma reação ao assédio.
Tom ia tirá-lo de cima de si imediatamente, mas assim que Bill terminou de falar ficou extático, e deste jeito permaneceu por mais alguns segundos. Mais gente sabia! Sua respiração soltou-se, quando o corpo por fim racionou que precisava de oxigênio. Sentiu por uma única vez a respiração chocando-se à dele e depois observou a lente ridícula que o outro usava. Sentiu raiva.
A boca de Tom tremeu ligeiramente e uma expressão de ódio surgia diante do sorriso ainda sarcástico de Bill. Furioso, segurou-o pelos pulsos e passou a ficar por cima dele num gesto rápido, fazendo-o ficar deitado na outra ponta da cama. Com uma expressão cínica, Bill deixou-se cair.
-Então é você que está contando pra todo mundo, seu filho de uma puta?
Bill deu um risinho. -Eu?
Tom respirou forte, sentindo as bochechas queimarem. Ringiu os dentes e acalmou a respiração, mas não deixou os braços de Bill. -Você veio aqui me chantagear, é? Se você veio me chantagear perdeu seu tempo. Eu não tenho dinheiro. Se você quer dinheiro vai atormentar o Georg ou o Gustav. Eles têm bastante. Eu não. Sou só um bolsista de merda, já estás informado Kaulitz.
-Calma, bebê. Não vim aqui chantagear você. — Bill sorriu. -E não me agarra assim desse jeito porque você vai me excitar.
Tom soltou um espasmo de riso e o largou, voltando pra outra ponta da cama. -Tira essas lentes, velho.
-Tem certeza? — perguntou Bill com uma entonação normal e Tom assentiu. -Eu não queria. Mas já que você insiste... — Bill retirou-as, abaixando um olho de cada vez. Quando os ergueu a Tom, ele viu ali duas pupilas ocas, vazias, sem nenhuma imagem refletida e na borda dos olhos um brilho intenso. No canto dos lábios de Bill permanecia o sorriso sarcástico.
Tom apoiou as costas na cabeceira da cama e se calou. Não por medo, mas por desconforto. Talvez até mesmo receio. -Se você não veio aqui pra me chantagear, veio pra quê então?
-Pra gente entrar em um acordo. Eu sei sobre o seu segredo. Você me pede pra eu não contar ninguém e eu aceito te fazer esse favor em troca de outro.
-Ah.. claro.. — Tom revirou os olhos. -Eu deveria ter imaginado isso. — pegou a garrafa no chão e bebeu um gole. -Quer?
-Sim, obrigado. — Bill pegou a garrafa e também bebeu. A devolveu para Tom.
-E então, Billie. O que é que você quer pra não contar isso pra ninguém?
Bill riu. -Você publica suas fotos num site pornô e não quer que ninguém saiba?
-Não desconversa. Me responde. E eu publico sim. São as minhas putas fotos, meu puto hobby. E não é que eu não queira que ninguém saiba. Todo mundo pode ficar sabendo. Menos... certas pessoas.
-Hm... Bastante lógico pervertidozinho. Eu fiquei sabendo. — Bill sorriu.
-Infelizmente.
-Não vou contar pra ninguém. — Bill fechou o sorriso. Se aproximou de Tom e se sentou de lado entre as pernas dele.
-Ótimo.
-Ótimo o caralho... — Bill disse calmamente. -Agora vem o divertido. — ele sorriu e tomou o cigarro da mão de Tom dando um trago e olhando-o nos olhos enquanto o fazia e depois de fazê-lo. -Já que eu sou seu fã, e sou bonzinho, você vai realizar o meu desejo.
Tom riu um tanto gozado. -Ah, e qual é o seu desejo? Foder comigo? — ele ergueu uma sobrancelha.
-Adoro esperteza! — Bill sorriu, mostrando todos os dentes.
-Que obvio. — Tom assentiu negativamente.
Foder. O desejo de todo fã que se preze...
-Pois é. Sim, é isso. Quero que demos uma trepada. E aí, o que você me diz?
-Nem pensar, cara. Eu ponho as fotos num site gay, mas isso não quer dizer que eu seja um.
-Tom... — Bill disse suavemente. -Eu sou seu fã. E além disso, não vou contar o que você faz pra ninguém... Eu mereço ser recompensado por isso. — Bill passou uma de suas mãos suaves pelo peito quente do menor, sentindo que o coração dele estava batendo forte. -Se não eu posso ficar nervoso. E eu não quero ficar nervoso com você.
-Você é mesmo um veadinho... — Tom riu.
-Sou sim. Mas eu te garanto que você vai gostar. Além disso, não estou tão mal, verdade?
-Não sei. O que você sabe fazer? — Tom encarou-o nos olhos.
-Tudo o que um passivinho precisa saber fazer. Mas eu quero te dominar.
-Você quer... me comer? — Tom ergueu uma sobrancelha, chocado.
-Não é exatamente isso. Você fala demais, Tom. Fica calado e aproveita. Ninguém vai saber sobre isso, e nem sobre as fotos. — Bill lambeu os lábios. Apoiou as duas mãos no peito de Tom e ergueu seu corpo. Sentou-se sobre ele. -Não vai ser tão difícil. Eu pareço uma garota... E é você que vai me foder. Bem gostoso. — disse em seu ouvido.
Tom sentiu um calafrio em seu pescoço e pousou as mãos sobre o traseiro de Bill e o final de suas costas, ainda coibido para agarrá-lo e apertá-lo, apenas deixava seus dedos longos caírem sobre ele.
Bill puxou com seus lábios a ponta da orelha de Tom e este fechou levemente os olhos. -Ok. — o louro concordou e Bill sorriu. Passou sua língua pela extensão do pescoço do mais velho e abriu as mãos, acariciando sua barriga e peito.
O loiro colocou a mão por debaixo da camiseta de Bill, em suas costas e a subiu. A tirou enquanto o moreno se afastou um pouco para ajudá-lo. Ao terminar de despir-lhe a parte de cima se olharam por menos de um segundo e os rostos se acercaram. Bill segurou o rosto de Tom com uma mão. Os dois já haviam fechado os olhos e ambas bocas já haviam abrido para começar um beijo molhado.
Tom agarrou-o e Bill abriu as pernas envolta dele. Enquanto se beijavam, sentiam os genitais esbarrando-se sobre a roupa, dando-lhes calor. Bill esfregava sua língua levemente pelos lábios de Tom e o loiro de vez enquanto parava para morder-lhe o lábio inferior, fazendo o moreno suspirar. Voltavam para o beijo normal, onde as línguas voltavam à habitual falta de sincronia lenta e provocativa. Se exploravam de maneira boa e estavam começando a ficarem duros e excitados por causa da posição em que se encontravam e dos estímulos que estava recebendo. Bill rebolava levemente sobre Tom.
Agarrou-o pelo pescoço e o beijo se tornou mais intenso. As mãos de Tom antes tímidas em sua bunda a apertaram.
-Ahh...- Bill gemeu a primeira letra do alfabeto de maneira manhosa entre o beijo.
Tom o trouxe para mais perto de seu corpo e o calor aumentou. Esfregou o peito no dele e suspirou alto. Parou o beijo dando uma lambida pequena nos lábios de Bill e começou a tirar o cinto do mais novo.
Bill o ajudou a colocá-lo longe e desabotoou a própria calça. -Tira ela. — pediu Tom, mordendo os lábios.
Bill mostrou-lhe um sorriso no canto dos lábios. -Tira. Quero mexer no seu pau.
O moreno mordeu os lábios e saiu de cima de Tom, não ficando muito longe dele. Tirou a calça, mas não se desfez de suas botas pretas, o que o deixou muito sexy.
Voltou a sentar-se de frente para Tom e voltaram a se beijar. Bill chocou as ereções, esfregando seu membro sobre o de Tom com força e aumentando os batimentos cardíacos dos dois. Tom levou uma de suas mãos por dentro da cueca de Bill, na parte da frente e segurou a ponta de seu membro. A apertou fazendo o moreno gemer manhoso outra vez. Se divertiu com a maneira excitante como ele gemia. Começou a acariciá-lo como podia, já que a roupa atrapalhava, mas ainda assim os resultados eram positivos.
Bill quicou levemente sobre ele e agarrou-lhe os ombros. Tom seguiu acariciando sua bunda, agora sentindo-a melhor sem a calça, podendo ter noções boas de como era sua forma, e não estava nada mal.
O loiro tirou a boca dos lábios de Bill e desceu-a até um dos seus mamilos. Bill olhou para baixo, com os olhos perdidos em prazer. Tom lambeu-lhe, agitou aquele ponto sensível, bateu a língua várias vezes, colocando-o duro e quando terminou de se divertir mordeu muito levemente, sugando-o com a boca e a língua e voltando a olhar pra Bill, que tinha uma expressão de dor e prazer depois desse ato, mas que sobretudo estava muito excitado.
Repetiu isso do outro lado, ouvindo Bill suspirar. Começou a baixar-lhe a cueca enquanto se afastou e flagrou Bill lhe olhando-o morder os lábios.
-Será que você aguenta?
-Se doer... Não tem importância. Hm... eu adoro quando dói um pouco. Eu fico louco de tesão.
As frases de Bill soaram muito bem para Tom.
-É? — Tom terminou de abaixar-lhe a peça o máximo que pôde fazer sem tirá-lo de cima de si. Bill dobrou as pernas e agilmente, ficou livre da peça de roupa. -Senta aqui no meu pau então e deixa doer. Eu adoro maltratar. — disse arrastado, fazendo o maior acariciar o próprio corpo, barriga e coxas, com tesão.
Tom puxou sua cueca o suficiente para deixar seu membro a mostra. Estava ereto, com as veias a vista e foi uma visão muito estimulante para o outro, Bill lambeu os lábios.
Apoiou suas duas mãos nos ombros do mais velho e ergueu-se bastante. Tom segurou seu pau e mirou-o na entrada de Bill. Apertou uma de suas coxas e lambeu embaixo de seu peito, dando beijos molhados e quentes. O menor desceu devagarzinho, sentindo a invasão.
-Aaaahhmm. — Bill gemeu. -Que delícia.. — colocou mais força nos ombros de Tom, controlando o movimento de sua descida. -Hmmm... — O loiro apertou a parte do traseiro de Bill que estava envolvendo seu membro, separando uma nádega da outra e dando mais prazer ao mais novo.
Sentia-se quente e queria que o envolvesse mais. — Puxou o cabelo de Bill para o lado e encontrou abrigo para seus lábios contra a orelha dele. -Desce mais, fãzinho.
Tom ofegou. -Como é que você gosta que te fodam? Eu vou fazer direitinho. É só me pedir.
Bill não o respondeu. Estava tenso. Desceu mais um pouco, receoso. De repente sentiu as duas mãos de Tom irem por debaixo de sua perna e além de as abrirem mais, sustentarem o peso de seu corpo. Gemeu alto pela novidade. Nunca havia transado assim tão dominado. Estava totalmente nas mãos de Tom agora. Tanto se ele quisesse machucá-lo, dar-lhe prazer ou ditar os movimentos.
Olhou-o sem saber o que dizer. Tom estava com um sorriso muito sacana, que chegava a dar medo, mas ao mesmo tempo excitava demais. -Você é forte. — comentou.
-Bastante. — Tom o apertou. Desceu mais Bill e este gemeu de dor e prazer. -Não queira testar o quanto. — deslizou uma mão pela parte debaixo da coxa de Bill e parou-a entre a articulação do joelho, segurando ali. Novamente, fez o inesperado. Repetiu o processo com a outra perna e deixou as costas de Bill cairem contra o colchão. Levou o quadril pra frente outra vez.
O corpo de Bill estava totalmente mole. Suspirava baixinho, sentindo-se preenchido e com uma agonia horrível. Estava louco para que Tom se movimentasse, para que a sensação de estar preenchido se tornasse ainda melhor com as investidas do de dreads. Começou a rebolar, a apertar sua entrada, provocando Tom.
O loiro observou o membro dele por um momento e ainda segurando suas pernas começou a se movimentar levemente. Estocou duas vezes com suavidade, não introduzindo muito, e depois deu uma terceira mais forte e certeira, fazendo Bill gemer alto. -Hmm.. — murmurou o moreno.
Repetiu o que havia feito e novamente se tornou suave. Começou a alternar os movimentos assim, e estocar sempre mais forte algumas vezes, tornando esse tipo de estocada cada vez mais frequente e acostumando Bill cada vez mais ao ritmo agressivo. Ele já gemia choroso e cheio de prazer. Apoiava as mãos sobre os joelhos de suas pernas abertas e se excitava com os suspiros e gemidos que Tom também liberava. Se remexia, adorando o que estavam fazendo.
Logo as estocadas eram apenas fortes. Todo o início que durou bastante tempo retardou o aparecimento de seu orgasmo, mas agora ele estava vindo. Gemeu prolongadamente.
-Tomm... — disse manhoso, levando a cabeça pro lado. -Mete forte. Eu to quase gozando.
-Hmm...Que bom. — E Tom lhe obedeceu orgulhoso. Começou a investir com força e começou a acertar-lhe num lugar muito prazeroso. Os gemidos de Bill agora eram altos demais, incontidos. Eram gemidos de prazer extremo. Movia seu corpo e rebolava totalmente insano. Logo parou de se mover, e Tom sentiu a entrada de Bill comprimindo-se e soltando-se freneticamente ao redor de seu pênis, apertando-o muito.
O loiro gemeu alto, sentindo aquilo afetando-o também para o que poderia ser a chegada do seu orgasmo. Investiu com dificuldade e Bill gemeu. A tremedeira tornou-se maior e também o comprimiu mais. O membro de Bill começou a soltar jatos que foram contra a barriga, o pescoço e o queixo de Tom. Suado, o loiro investiu mais e jogou a cabeça pra trás, sentindo seu membro sendo totalmente engolido e comprimido.
-Aahmm... — Tom suspirou. Bateu numa das pernas de Bill, apertando-a depois, enquanto o outro ainda se comprimia, disfrutando do intenso orgasmo que ainda dominava seu corpo e o fazia ofegar e suspirar como nunca. Soltava gemidos frequentes que estavam enlouquecendo Tom.
O loiro começou a ir e vir depressa, não se importando, buscando o seu próprio orgasmo que logo o dominou também. Ainda sensível, e com Tom continuando o sexo sem respeitar o limite que havia chegado, Bill sentia pequenos espasmos do resto de seu orgasmo criando intensidade. Tom começou a ofegar e a gemer. Mais duas estocadas e sua cabeça foi para trás.
-Hmmmmmmmmmm.. — Tom gemeu intensamente, sentindo seu membro jorrar dentro de Bill que rebolou com leveza.
Sentiu o líquido molhando e aliviando o seu interior já dolorido.
Tom investiu uma última vez e Bill sentiu sua entrada chocar-se com as bolas do menor. Passou as mãos por seu corpo lentamente, mordendo os lábios e se sentindo bambo, mole e cansado. Tom descurvou a cabeça e olhou-o com um sorriso perverso.
Afastou lentamente o quadril e se aproximou dos lábios de Bill. Os lambeu com luxúria e apenas lhe sussurrou o único que passava por sua cabeça. -Delicioso.
Sorriu e se afastou.
Bill soltou um espasmo de riso. -Obrigado.
Bill se levantou, pegando impulso e pegou suas roupas, passando a vestí-las.
-Você é bem vindo na minha guarida quando quiser foder. — Tom avisou pondo apenas sua calça e pegando novamente a garrafa no chão. Acendeu outro cigarro e deitou-se na cama do mesmo jeito em que havia sido encontrado por Bill antes.
-Não vai trocar os lençóis?
-Pra quê? — Tom lhe olhou com um sorriso aparvalhado. -Adoro o odor a sexo! — Tom riu. -Quando sair daqui liga o som, ok?
Bill olhou-lhe firmemente, sentindo-se de certa maneira utilizado, ainda que não quisesse se sentir assim.
-Pff... Levanta você e liga, imbecil.
Tom lhe fez uma careta.
-Você é sempre assim? — Bill perguntou por impulso.
-Você não? — Tom olhou-o nos olhos. E Bill fez o mesmo. Não sentia minha presença nesse momento, ainda que eu estivesse ali. Dentro do seu peito Bill sentiu que não. Algo doía. Se sentia afetado. Não havia gostado de se sentir utilizado, ainda que estivesse fazendo o personagem “do que não se importava”. Seu verdadeiro eu sentia dor por causa disso. Não era dos que fodiam sem compromisso. No fundo, apreciava uma relação de cumplicidade. Amor e sexo juntos.
O que Bill não se deu conta foi de que a pergunta de Tom sugeria muitas coisas, já que mesmo sem Bill especificar, o mais velho sabia que ele se referia a ser grosso e frio. Tom sabia que era assim frígido. E se ele sabia, talvez o fosse a propósito.
-Claro. Só achei você com cara de imbecil. Esses caras que parecem durões, mas no fundo são maria-moles sentimentais, sabe?
-Hm.. — Tom sorriu e fumou. -Bom, até logo.
-Até logo. — Bill respondeu sério, derrotado e amargurado. Tom o havia cortado. Já não o queria ali no quarto. Assim que terminou de se vestir e saiu dali, fechando a porta.
Bill sentou-se atrás da porta e fechou os olhos, deixando uma lágrima cair. Colocou as mãos sobre a cabeça em seguida e eu fiquei angustiado. Me aproximei dele, me sentei e fiquei de frente pra ele.
-Me deixa em paz! — ele disse choroso, sentindo minha presença.
-Bill...
-Me deixa em paz, apenas me deixe em paz!
E foi a minha vez de sentir dor. Eu o amava. Por que ele fazia isso comigo? Por que ele se sentia mal por um garoto que acabou de conhecer e que não gostava dele e não sentia nada por ele, nem mesmo apreciação? Eu era encantado por ele e ele me tratava assim.
De repente, fiquei com raiva. Me senti triste, e fraco de energia. Eu precisava de mais. Precisava de sua devoção, ou perderia as forças. Decidi perturbá-lo. Assim que Bill retirou as mãos da cabeça às viu sangrando. Olhou para as palmas, depois as virou de peito, mais lágrimas caíram agora.
-Me deixa em paz, por favor. Eu te peço, me deixa em paz.
O líquido vermelho escorreu para o chão de maneira realística. Ele não via que nada estava passando em forma física, não via que era eu, apenas importunando-o, carente de sua atenção. Escrevi no chão com o sangue a frase: 3h00min, amanhã, Salém.
E desesperado Bill começou a tentar a apagar o chão. E eu não entendia o porquê. Eu não queria machucá-lo. Fiz o sangue escorrer até debaixo da porta de Tom, sumindo de suas vistas, mas ele entendeu errado.
-Não vá pro meu irmão. Eu já te prometi. Eu vou fazer o que você pediu pra me deixar em paz. Mas eu preciso de tempo.
Me senti triste outra vez. Bill foi até o espelho do seu banheiro e lavou o rosto desesperado, se olhou. E vê-lo perturbado me incomodou. Passei por trás dele e ele estremeceu. Suponho que lhe deixei um calafrio.
Ele olhou fixamente para a parede onde minha sombra estava instalada. Sussurrou “Oh, céus.” E eu odiava quando ele fazia isso. Se ele chamava aos céus, ou a Deus, eu era obrigado a deixá-lo.
Mas não o fiz por isso. O fiz porque quis. Porque já estava bem de atormentá-lo por hoje. Queria que descansasse e se sentisse em paz, já que eu era o que lhe dava problemas, não os daria mais, hoje.
-Droga. — Bill suspirou e foi até a sua cama, onde caiu nela.
Ajeitou seus travesseiros, deixando apenas uma das lamparinas acesas, iluminando de vermelho o local.
Logo o sonho que eu sempre o fazia ter, voltava a se repetir. Um local negro, onde de repente milhares de sombras coincidiam sobre sua cabeça, e vozes agudas riam de si. Uma cruz virada de ponta cabeça assim como no seu crucifixo caia pesadamente do céu fincando-se ao chão que parecia não existir, ao aproximar seus olhos de telespectador, Bill sempre se via crucificado àquela cruz quando a girava mostrando-a a si próprio.
O seu corpo sangrava nos pregos e sua cabeça estava praticamente decapitada. A maquiagem estava borrada, e o seu sangue pingava numa extensão negra ainda sem fim, agora Bill abandonara a sua posição antiga e começara a se sentir preso de verdade àquelas agressões sentindo dor e morte lenta por todo o corpo.
Bill com força, sempre se livra do sonho, todo suado e ofegante, ainda sentindo os seus pulsos formigarem de agonia. -O que você quer dessa vez?... — ele perguntou-me choroso.
Nada. Respondi de minha maneira. O ameaçava com esse sonho. O iludia com ele. Lhe dizia que caso ele não fizesse o que eu queria, que caso não cumprisse a missão que lhe propus, isso aconteceria lhe aconteceria. E que ele tinha que fazer as coisas que eu lhe dizia, porque eram o melhor para ele. Era o que lhe salvaria.
Talvez eu seja um covarde, para os que tem sentimentos humanos. Mas aqui onde eu estou, todos só querem o próprio prazer. E fazem o que seja para consegui-lo. Nós não somos caridosos. Nós não temos nenhum tipo de humanidade. Aqui, é cada um por si.
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