Sex Games 2

15 Jogo Bônus: Jogo da velha sexy


Notas iniciais
Salve, salve, minha gente! Quanto tempo? Ainda lembram de mim e desta fic? Espero que sim. E que não tenham desistido de mim e da história, porque voltei. Passei tempos difíceis durante esse longo período em que fiquei sem postar aqui. Tempos que não desejo nem para o meu pior inimigo. Não sei se alguém daqui me acompanha lá no Wattpad, mas eu já voltei a escrever por lá faz um tempo só que para outro fandom, porque GSR infelizmente, eu bloqueei total. E quando eventualmente, eu conseguia escrever algo era só um parágrafo pequeno. Então, larguei de mão e me dediquei a escrever para outro fandom. Adaptei algumas fanfics daqui para outro casal e fui retomando gradativamente a escrita. E, hoje, por fim consegui escrever capítulos para esta fic. Na verdade, eu só consegui porque escrevi para o outro casal e adaptei para GSR, porque senão acho que não conseguiria. Mas tô aqui de volta para finalizar uma a uma as minhas fics ainda em aberto, porque não quero deixar nenhuma sem seu final. Tenho quatro fics em aberto, se não me engano. E a primeira que vou finalizar é esta. Depois, a gente vai de Conectando-se e em seguida, se revesando entre After Separation e O Golpe. Espero contar com a companhia de vocês outra vez. E peço só a paciência e compreensão de vocês nesta retomada por aqui. Não prometo que ela será tão assidua como era antes, mas tentarei não demorar tanto nas atualizações. Um xero. E simbora ler.

O jogo:

A velha brincadeira usada nas horas de tédio interminável, também pode ser usada em um momento a dois.

Alternadamente, preencha cada um dos espaços vazios com copos de bebidas marcados com os símbolos (X ou O). O perdedor(a) da rodada bebe todos os shots que estão no tabuleiro e ainda tira uma peça de roupa. Caso "dê velha" e o jogo empate, o casal deve tomar uma dose apenas como trégua, sem tirar uma peça de roupa. O jogo acaba quando um dos jogadores ficar sem roupa primeiro ou quando o casal quiser pôr um fim nele.

Itens necessários para o jogo:

• Uma folha de papel A4 com o desenho do tabuleiro do jogo da velha;

• 1 Rolo de fita (isolante ou crepe);

• 9 copos de shot;

• Bebida alcoólica da sua preferência;

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Grissom voltava da cozinha aonde tinha ido buscar na dispensa a garrafa de vodka que comprou mais cedo ao ir ao supermercado, quando parou por um instante na soleira da porta que dá para a sala, empunhando a garrafa da bebida incolor. Seu olhar se prende a figura de uma Sara que está dançando tão entretida que nem nota que e observada.

O supervisor sorri com a cena.

Quando que ele imaginaria que aquela estudante que lhe abordou no fim da palestra após todos irem embora, cheia de elogios e ainda lhe convidou depois para um café na lanchonete da universidade, estaria muitos anos depois na sala de seu apartamento, partilhando momentos incríveis e construindo uma vida junto com ele, depois dele ter sido um idiota perfeito com ela por anos.

"Com licença."

Grissom termina de fechar o zíper de sua pasta onde havia guardado o notebook que usou para apresentar os slides de sua palestra e só então, ergue a cabeça para ver quem é a dona da voz que lhe chama. Deu de cara com uma moça de cabelos escuros presos em um rabo-de-cavalo e grandes olhos cor de chocolate. É a mesma moça que tinha lhe feito duas perguntas bem pertinentes e a qual, seus olhos sem razão alguma buscaram por diversas vezes contato visual durante a palestra inteira, como se houvesse um ímã nela.

"Olá, senhorita..."

"Sidle, Sara Sidle."

A garota sorri largamente e esse seu gesto é apreciado por Grissom.

"Em quê posso ajudar, Sara Sidle?"

"Por favor, apenas Sara. É que chamar meu nome acompanhado do sobrenome me dá a sensação de que estão brigando comigo."

O comentário da garota é o bastante para arrancar um sorriso de Grissom, coisa rara de se conseguir facilmente sem ser um conhecido do homem.

"Okay, Sara. Em quê posso te ajudar?"

"Primeiro de tudo, eu quero dizer que achei sua palestra incrível, maravilhosa e sensacional."

Não é novidade para Grissom ser procurado pelos alunos ao final de suas palestras, tampouco ser alvo de seus elogios rasgados. Mas daquela vez parece diferente, há algo de diferente que ele não sabe identificar.

A verdade é que desde que pôs os olhos naquela garota entre os mais de cinquenta alunos no auditório, as coisas não foram as mesmas de sempre.

"E é uma pena que tenha sido a única sua do evento, porque se houvessem mais outras, pode apostar que eu estaria em todas elas e na primeira fileira."

"Pelo visto gostou mesmo da minha palestra." — comenta sem jeito o homem.

"Bastante. Você falou de uma maneira tão apaixonada sobre Antropologia Forense que me deixou empolgada com o assunto.

"Que bom!"

Sara sorri se sentindo pela primeira vez na vida uma abobalhada completa diante de alguém. E que alguém! Aquele homem é tão bonito e tão inteligente, que Sara se encontra encantada. E pensar que quase não participou da palestra, porque ouviu rumores de que o palestrante era um tanto maçante. Quanto engano! De maçante Gilbert Grissom não tinha nada.

"Você aceita tomar café comigo?" — o convite sai de súbito pegando de surpresa o palestrante. "Tenho algumas dúvidas sobre o assunto que abordou na palestra. Só que fiquei com vergonha de te encher de mais perguntas na frente de um auditório lotado." — Sara inventa, antevendo uma possível recusa do homem ao convite o qual teve a cara de pau de fazer, porque queria ao menos mais algum tempo na companhia daquele sujeito charmoso que lhe chamou a atenção desde o momento em que o viu subir no palco do auditório muito bem vestido em seu terno azul marinho para dar início a sua palestra.

"Acho que não teria problema um café."

Em outra ocasião Grissom teria rejeitado no ato o convite como já o fez em outras circunstâncias parecidas. Mas naquela ali, por alguma estranha razão, cedeu sem hesitar ao convite daquela jovem de olhar curioso.

Anos mais tarde um convite bem parecido também vindo de Sara não teve a mesma aceitação.

"Eu vi que hoje a noite estaremos de folga." — comentou a perita se encostando a soleira da porta da sala do supervisor e cruzando os braços na altura dos seios. Há poucos passos de distância dela, está Grissom apanhando alguns pertences de cima da mesa para ir embora para casa, já que o turno de trabalho tinha terminado instantes atrás.

"Sim!"

É tudo o que o supervisor profere em resposta e sem olhar para a subordinada.

"Você aceita sair pra jantar comigo?"

Sara já vem ensaiando fazer este convite há dias. É mais uma das várias tentativas que já fez para se aproximar de Grissom e, quem sabe, com isso quebrar aquele muro que o chefe ergueu entre eles desde que ela resolveu aceitar seu convite de ficar em definitivo trabalhando ali no laboratório.

O supervisor paralisa diante do convite. Seu coração diz para aceitar e dar uma chance a eles, acabar com aquele sofrimento todo, mas o bom senso, as regras do laboratório e, principalmente seu medo lhe dizem o contrário e é, justamente este 'conselho' que prevalece.

"Não!"

É doloroso dar outra negativa, mas é só o que a sua covardia lhe permite fazer.

Mesmo diante da rejeição — mais uma para sua lista, diga-se de passagem -, Sara engole seu orgulho ferido e ainda tem forças para contestar o fora levado.

"Por que não, Grissom? Vamos sair... Vamos ver o que acontece?"

O supervisor suspira e se encaminha até a perita parada na porta. Nem um soco desferido em seu estômago doeria tanto quanto a tristeza que enxergou no fundo daqueles olhos castanhos que lhe arrebataram desde certa palestra e, que ao se reencontrarem anos depois, trouxe de volta sentimentos que nem o tempo sem contato se incumbiu de apagar.

"Sara..."

Anda, seu covarde, diz que 'sim' e faça ambos felizes.

Na teoria parece fácil dizer "sim", mas na prática não é. Há tanta coisa envolvida por trás de uma simples afirmativa. Medos, inseguranças, julgamentos, a carreira de Sara. Tudo isso para Grissom são empecilhos que o supervisor não é corajoso o suficiente para enfrentar.

"Sinto muito... não sei o que fazer a respeito disso." — disse por fim, apontando para eles dois.

Um sorriso melancólico toma a face de Sara. A tristeza em seus olhos ganha uma proporção ainda maior ao olhar do supervisor.

Você é um idiota, Gilbert Grissom!

"Sabe... Quando você se der conta do que fazer, pode ser tarde demais." — Sara retruca, tentando ao máximo não derramar algumas lágrimas pelo novo, mas não tão surpreendente assim, fora que acaba de levar de seu chefe. "Passar bem, Grissom!" — a perita dá as costas ao chefe e vai embora.

Quando você se der conta pode ser tarde demais! Essa frase de Sara ficou atormentando Grissom por dias e semanas a fio. O supervisor até chegou a sair na época com Teri Miller para tentar tirar aquilo da cabeça, o que foi um erro grotesco. Ainda mais por ver que aquela sua saída magoou Sara.

Um muro ainda maior se criou entre eles. E a frase da perita por muito pouco não foi certeira. Por muito pouco não foi tarde demais para eles. Por muito pouco, Grissom não perdeu Sara para o charmoso e galante Adam, um técnico do laboratório vindo transferido de Reno, que desde o momento que pôs os pés no laboratório foi só galanteios para cima da perita morena.

Logo rumores em torno de um possível romance entre Sara e o técnico bonitão começaram a surgir pelos corredores do laboratório devido a proximidade cada vez maior entre os dois, o que eles negavam veementemente. Porém não convenciam os outros, já que era nítida a intimidade relâmpago que adquiriram em pouco tempo.

Quase sempre andavam juntos.

Saíam para tomar café depois do turno. Adam por vezes buscou e deixou Sara em casa. Até rolou uma saída para jantar. E este fato chegou aos ouvidos de Grissom e o desestabilizou no mesmo instante. Foi um baque e tanto.

Dez dias!

Esse foi o tempo que levou entre a descoberta da saída entre Adam e Sara, e Grissom se decidir em procurar Sara para conversar e abrir seu coração a perita. O medo de possivelmente perder para sempre a morena falou mais alto do que a covardia de não tentar algo. E se munindo da coragem que nos últimos anos não teve, o supervisor foi a luta de sua chance.

Era domingo.

Uma declaração de amor.

Um pedido.

E um "sim".

Assim foi como tudo começou entre eles. Ou recomeçou, dependendo do ponto de vista.

— Gil!!

O homem olha assustado para a namorada que agora está parada bem diante dele, sorrindo e com as mãos na cintura.

— Em que planeta você estava, porque aqui na terra que não era mesmo.

— Nem eu sei ao certo. — sorri sem jeito. — Vamos para o nosso jogo? — desconversa.

— Vamos nessa, baby.

Eles se dirigem até a mesinha de centro onde a folha de papel com o tabuleiro já previamente desenhado por Sara, está lá sob a pilha de copos.

Acomodados lado a lado no chão e com as costas apoiadas ao sofá, o casal dá início a marcação dos copos. Enquanto a perita marca um a um de seus três copos com Xis feito com fita isolante. O supervisor se encarrega de fazer os círculos nos seus três. Os outros três que sobram, ficarão de reserva caso precisassem usá-los ao longo das partidas.

— Sabia que o jogo da velha original, sem envolver bebida alcoólica e tirar a roupa, surgiu no Egito antigo? — revela Grissom.

— Ah, é? — Sara olha com curiosidade para o namorado ao cortar com uma tesoura a fita isolante para marcar seu último copo de shot.

— Sim. Foram encontrados indícios do jogo datadas no século 14 antes de Cristo. Porém, foi no século 19, na Inglaterra, que a brincadeira ganhou força.

— Nossa!

— No final da tarde, as mulheres tinham o costume de se reunir para bordar e botar o papo em dia. Mas as idosas já não tinham condições de bordar. Por isso, acabavam se divertindo com um passatempo chamado 'nós e cruzes'. Como ele era jogado por pessoas mais velhas, acabou ganhando, mais tarde, o nome de 'jogo da velha'.— o supervisor termina de explicar como se estivesse se dirigido a uma sala de aula repleta de estudantes.

Sara sorri, achando um máximo o conhecimento tão abrangente que seu namorado tem sobre coisas às vezes incomuns e aleatórias. E a forma como ele explica, parece sempre tão sexy aos olhos da perita.

— Que foi? Não acreditou em nada do que eu disse, né?

— Claro que acreditei.

— Então por que está me encarando tanto? — Grissom franze a testa diante do olhar fixo da namorada.

— Porque quando você age como o professor palestrante explicando algo, fica sempre tão sexy... que me deixa com tesão.

Grissom arregala os olhos surpreso pelas palavras finais da namorada. Depois sorri e balança a cabeça.

— Sara... Sara!

Instantes depois com os copos devidamente marcados e cheios com a cachaça, o casal tira no par ou ímpar quem dará início a primeira rodada da brincadeira. Desta vez, a sorte foi favorável a Sara que sagra-se vencedora na disputa.

A perita observa bem o tabuleiro para ver em qual lugar acha mais prudente colocar seu copo para iniciar o jogo. Opta pelo quadrado do centro para posicionar sua primeira 'peça'.

A vez passa para Grissom e ele escolhe a casa do canto inferior esquerdo. Diante desta jogada do namorado, Sara na sua vez foi no canto oposto ao que Grissom jogou (canto que faz uma diagonal com outro). O supervisor sorri ciente de que sua próxima jogada irá definir o rumo ou para a vitória de bandeja de Sara (caso optasse por colocar seu copo em qualquer uma das duas casas da linha do meio) ou o empate (se optasse por uma das casas do canto, tendo em vista claro que Sara irá lhe bloquear na jogada seguinte).

"Eu não vou beber cinco shots agora, sem chance!", Pensa o supervisor.

Grissom escolhe o quadrado do canto superior esquerdo. Sara contra-ataca, bloqueando uma possível vitória do namorado ao marcar a casa do meio da coluna da esquerda. Em seguida é a vez de Grissom bloquear a possível vitória de Sara ao posicionar seu copo de shot na mesma linha do meio, mas no quadrado da coluna do lado direito.

— Vai dá velha, nem precisamos ir a diante. — canta o resultado Grissom.

— Poxa, pensei que meus olhos iam ser premiados com você já se livrando de uma peça de roupa.

— Na próxima rodada quem sabe. — pisca para a namorada.

Como dá empate, os dois têm que tomar cada um, um shot da bebida. E fazem isso juntos depois de uma contagem regressiva do três ao um feita por Sara.

A segunda rodada começa com Grissom dando início na partida colocando seu copo de shot no quadrado do canto inferior da coluna da esquerda. Sara posiciona o seu copo no quadrado do meio, da linha superior do tabuleiro. Em resposta Grissom marca o canto inferior da direita.

— Ah, nem vem que você não vai ganhar, Gil. Eu que vou. — Sara coloca seu copo na casa vazia entre os dois xis e encara o namorado com um sorriso vitorioso, já que está confiante em sua vitória.

— Não devia cantar vitória antes do tempo, honey. — Grissom pronuncia com um olhar triunfante após colocar seu copo de shot entre os dois da namorada posicionados na coluna do centro, na vertical, criando assim uma ratoeira em uma interseção de uma linha e uma coluna com seus dois copos anteriores.

Levou apenas alguns segundos para Sara entender que com aquela jogada de Grissom, ela irá perder o jogo de qualquer jeito. E quando isso acontece, ela lança um olhar mortal ao namorado que aperta os lábios para não rir.

— Filho da mãe. — resmunga, colocando seu copo no quadrado superior da esquerda e deixando a vitória para o namorado. — Ganha, Gil.

E ele faz sua jogada vitoriosa ao colocar sua peça no quadrado do canto superior da coluna da direita, fechando uma linha na diagonal.

— Alguém vai beber os cinco shots e tirar a blusa e não serei eu. — cantarola com um sorriso triunfante, que rende um revirar de olhos na perita morena, já que esta detesta perder.

— Isso vai ter volta, Gilbert Grissom.

O homem ri alto, adorando ver a namorada emburrada.

Lá vai Sara tomar os cinco shots todos do tabuleiro. Depois de virar o segundo copo, os outros todos foram virados seguidos de uma careta engraçada. Em seguida, só para contrariar Grissom que pedia para que ela tirasse a blusa, a perita tirou o shorts.

— Você é má. — reclama o homem emburrado depois que a namorada não atende seu pedido.

Desta vez quem ri é Sara.

Pelas rodadas seguintes:

Sara perde outra vez, retirando a blusa para satisfação de Grissom e ficando só com o conjunto de lingerie na cor rosa claro;

O casal empata por três vezes seguidas;

Grissom perde pela primeira vez e tira o shorts;

Sara perde outra vez e seu sutiã voa para algum canto da sala;

Grissom perde a segunda vez, tirando a blusa e ficando só de cueca.

Mais dois empates seguidos.

Àquela altura da brincadeira com vários shots de vodka ingeridos, o casal já dá sinais claros dos efeitos da bebida. Sendo que em Sara os efeitos estão mais evidentes e 'potentes' que em Grissom pela morena ter bebido alguns copos a mais que o supervisor.

Enquanto Grissom está só mais risonho e mais tagarela do que seu habitual. Sua namorada está além destas duas coisas, com as mãos bobas que não param quietas, ora alisam as coxas de Grissom ora tocam sua barriga e peito. A língua está mais solta e afiada em falar coisas impróprias. A boca volta e meia beija o pescoço, o rosto ou o ombro de Grissom. Sem contar na visão da perita que já enxerga dobrado as coisas.

— Estou vendo dois Grissom gosotosos. — revela em um tom pastoso de voz, dando um sorriso tão malicioso quanto o olhar direcionado ao namorado.

— Dois é? — a voz do homem sai arrastada e lenta, e acompanhada de um sorriso.

— Aham... E quer saber... — a morena se inclina para mais perto do namorado, roçando seus seios nus no braço do supervisor e alisando uma de suas coxas enquanto Grissom enche os copos de shots para a próxima rodada.

— O que, honey?

— Eu quero transar agora mesmo com os dois Grissom que eu vejo. — morde o ombro do homem para depois lamber o local, escutando um gemido em resposta de Grissom seguido de um palavrão, já que o supervisor deixa escapulir a garrafa da mão, derramando vodka nas coxas e um pouco na cueca. — Ficou nervoso, Gil. — zomba a perita com um sorriso sacana.

— Não. — nega, rindo e passando seu shorts pelas pernas.

— Ficou sim. Ou então... já está bêbado. — disse baixo e bem próximo a orelha do namorado.

— Acho que nós dois já estamos bêbados. Você bem mais que eu. — acusa o supervisor encarando a perita que pisca mais vezes que o normal.

Sara toma da mão de Grissom a peça que ele usa para se enxugar e atira longe.

— Ei! — protesta o homem.

Sem qualquer cerimônia, a morena sobe no colo do namorado, deixando uma perna de cada lado de suas coxas. Os braços envolvem o pescoço de Grissom. Um olhar de luxúria e um sorriso para lá de safado brinca em seus lábios.

— Quero transar agora com você. — revela com os lábios próximos aos de Grissom.

— E o jogo? — provoca, apertando a cintura da namorada com as duas mãos.

— Dane-se o jogo. Eu quero você!

— Eu e o outro de mim que está vendo, né?

— Por que não? — sua língua desliza de maneira provocante pelos lábios do namorado.

— Não sabia que tinha fantasia por ménage.

— Não tenho. — dá de ombros rindo. — Mas se os dois parceiros forem exatamente dois gostosos doutor Grissom, eu topo na hora.

Grissom gargalha, deixando sua cabeça pender levemente para trás e apoiar-se ao acento macio do sofá atrás de si.

Sara aproveita-se disto para beijar e mordiscar o pescoço do namorado. Traça uma trilha de beijos que sobe de seu pescoço, para a extensão da mandíbula até alcançar a boca de Grissom em um beijo bruto com gosto de vodka.

Os dedos de Sara se entrelaçam aos cabelos platinados do namorado enquanto sua língua afasta os lábios do homem, exigindo passagem que é concedida na hora. A ponta das línguas se encontram e como em uma dança sensual e excitante, fazem movimentos rítmicos.

Um gemido sai fundo da garganta de ambos e seus corpos são tomados pelo tesão.

Grissom desliza as mãos até o traseiro perfeito da namorada. Colocando a mão espalmada em sua bunda, trazendo a mulher para mais perto de si não deixando espaço entre seus corpos enquanto suas línguas se acariciam, se provocam e se saboreiam sem parar.

Àquela altura o jogo que faziam antes já havia ficado para segundo plano há anos luz. Sequer lembravam dele no momento.

O beijo longo, envolvente e excitante ainda dura por mais alguns segundos até que Sara afasta os lábios e respira pesadamente assim como Grissom.

— Vamos te livrar desta cueca, doutor Grissom gostoso. — sussurra ofegante pelo beijo. Seus olhos mais escuros que o normal.

Com certa dificuldade em virtude do estado não tão sóbrio e, arrancando com isso, alguns risos de Grissom, Sara consegue livra-lo da peça, que vai parar lá na poltrona.

Do sofá a perita apanha uma almofada e joga no chão, indicando que o namorado se deitasse e acomodasse a cabeça na almofada. Assim ele o fez após Sara sair de seu colo.

Já deitado, Grissom assiste a namorada vir se acomodar sobre ele só de calcinha, ficando com o rosto a milímetros do seu.

— Seu corpo em cima do meu é uma delícia. — murmura rouco. Sua língua toca e umedece o lábio superior de Sara enquanto suas mãos agarram e apertam a cintura da morena. A perita arfa e sente o desejo lhe queimar como um incêndio.

Anulando a pouco distância que há, Sara beija outra vez o namorado. Beija, colocando todo o seu desejo e sua ânsia no ato.

Grissom corresponde com lábios ávidos. Explorando. Provando. Desejando.

Uma de suas mãos segura a nuca de Sara enquanto a outra sobe pela pele quente e macia das costas da perita e desce até alcançar sua bunda.

Sara se agarra aos cabelo do supervisor e puxa com mais força enquanto o beija com vontade, de um jeito voraz e febril.

— Você é minha perdição! — Sara desliza os dentes do queixo barbudo de Grissom até a orelha do homem.

O gemido de Grissom é macio e rouco. Este gemido é como música para Sara e um incentivo a mais para ir em frente. Ela leva os lábios agora ao pescoço do namorado e, posteriormente ao colo.

Grissom arfa, cravando os dedos no couro cabeludo de Sara quando a perita passa a língua suavemente em seu mamilo e o suga com força.

— Ah! — ele geme, agarrando os cabelos da perita.

Sara não para. Sua boca inquieta e ansiosa passa de um mamilo para o outro, puxando, lambendo, beijando... Chupando.

Grissom se contorce e respira mais aceleradamente embaixo da namorada.

Abandonando os mamilos do homem, a perita beija a sua barriga e traça uma trilha molhada até seu umbigo. Circunda-o com o nariz. Torna a beijar mais uma vez sua barriga e passa a língua de uma lado a outro.

— Seu rosto ficaria ótimo agora no meio das minhas pernas. — comenta o homem com a voz pastosa, umedecendo os lábios ao deslizar a língua por eles.

— Uau! Você está se mostrando um safado, sabia? E eu adoro!! — diz Sara com um sorriso cínico.

A almofada que antes acomodava a cabeça do supervisor vai parar debaixo de seu quadril. Apoiado em seus cotovelos, o homem vê Sara se ajeitar entre suas pernas e morde os lábios.

Uma rápida troca de olhar entre o casal e logo, a perita já tocava com os dedos a virilha do namorado, depois, delicadamente, desliza a língua e ouve um gemido como resposta do homem.

Com uma das mãos, ela segura seu membro e a desliza com uma lentidão absurda por toda a extensão dele. Uma. Duas. Três vezes. Com a ponta da língua faz pequenos movimentos circulares, oitos e espirais – suave e lentamente – na glande do pênis antes de sua boca descer pelo membro dele e subir acompanhando o movimento de sua mão ao masturbar o namorado. Ela vai estabelecendo um ritmo não tão rápido, mas também não tão lento.

Seus olhos castanhos sempre atentos ao supervisor e suas reações, ao mesmo tempo, em que passa para ele a mensagem “não há nenhum outro lugar do mundo onde eu preferia estar do que aqui”.

E, realmente não havia outro lugar! E Grissom sabe... Ou melhor, vê aquilo enquanto seu corpo é tomado por um prazer imenso proporcionado pela namorada e sua boca e mãos maravilhosas, lhe sugando e masturbando. Ele instintivamente já mexe os quadris em um ritmo milenar, e suas pernas enrijecem. Está já quase lá.

— Continua, eu vou gozar, honey.

A perita continua e poucos segundos depois, seu namorado goza com força em sua boca, fazendo barulho e repetindo o nome da namorada sucessivas vezes.

— Amo o seu gosto! — confessa Sara, passando a língua pelos lábios.

— E eu amo o jeito que você me faz gozar.

Sara sorri enquanto engatinha sobre o corpo do namorado até seu rosto estar frente a frente ao de Grissom. Inclinando-se para frente, ela o beija.

Grissom passa os braços ao redor da cintura de Sara, trazendo o corpo da namorada para deitar-se sobre o seu. Com rapidez inverte as posições, deixando a perita embaixo.

— Minha vez de te dar prazer. — diz o homem ao abandonar os lábios da namorada.

— Vai em frente. Meu corpo é todo seu.

A boca de Grissom encontra-se outra vez com a de Sara, beijando-a avidamente. Febrilmente. Desesperadamente.

Abandonando sua boca, ele enche o pescoço da morena de beijos enquanto sua mão viaja entre os corpos de ambos até alcançar seu destino final.

Sara arfa ao sentir os dedos de Grissom roçando seu sexo ainda por cima do tecido já molhado de sua calcinha.

Com o polegar o homem circunda o clitóris da namorada várias vezes e bem lentamente, em uma doce tortura. As mãos de Sara que outrora se encontravam na cabeça do supervisor, migram para acariciar suas costas. Ela arrasta a ponta das unhas e as crava nos ombros de Grissom quando o namorado invade a sua calcinha com a mão e desliza um dedo por cima de sua intimidade molhada. Uma. Duas. Três vezes. Na quarta, Sara inclina a cabeça para trás e geme.

— Gil... — chama.

O homem continua acariciando-a. Provocando. Excitando com os dedos.

Sara morde o lábio superior enquanto os dedos de Grissom continuam estimulando. Um novo chamado da perita vem em frações de segundos e o homem arrasta seus lábios até a orelha da namorada, para lhe sussurrar roucamente:

— De quatro, honey.

Não é preciso um segundo pedido para a perita se colocar na posição pedida pelo namorado, após o homem sair de cima dela.

A única peça de roupa que Sara ainda usava até aquele momento, lhe é tirada. Com o casal sem qualquer peça de roupa, Grissom se acomoda atrás de Sara e com uma das mãos vai guiando seu membro para entrada já encharcada de tesão de Sara. De modo lento, ele a penetra até estar todo dentro dela. Dois segundos e logo, ele começa a se mover em um vai e vem ainda vagaroso. Uma de suas mãos que está segurando Sara pela cintura enquanto se movimenta, vai ao encontro do sexo da namorada. Com a ponta dos dedos, Grissom passa a massagear o clítoris de Sara enquanto faz movimentos pélvicos de vai e vem, ora circulares, arrancando gemidos da namorada.

— Ah! — geme a perita, fincando seus dedos ao felpudo tapete.

Grissom passa a massagear com mais intensidade o clitóris da namorada, ao mesmo tempo em que imprime um ritmo mais rápido em suas estocadas.

— Mais forte... me fode mais forte. — pede a morena que aquela altura já movia os quadris de encontro ao membro do namorado.

O pedido da perita é atendido por Grissom quase que de imediato. O homem imprime um ritmo mais forte e rápido. Tão rápido que o som do seu quadril batendo de encontro a bunda de Sara soa alto e se mistura com os gemidos do casal.

Não tarda mais que poucos instantes para Sara sentir o corpo estremecer e ser consumido logo em seguida pelo orgasmo, e gozar chamando alto pelo nome do namorado.

Atrás dela, Grissom ainda continua seus movimentos pélvicos por mais alguns instantes até alcançar o gozo.

Sem forças para se manter na posição, Sara vacila em seus joelhos e deixa seu corpo ir ao chão, trazendo junto consigo o de Grissom que cai sobre suas costas.

— Gil... — chama a morena após alguns segundos de silêncio.

— Oi, honey... — responde o homem com a respiração ainda entrecortada e o rosto apoiado as costas suadas de sua amada namorada.

— O sexo com você é uma delícia!

Notas finais
Daqui a pouco posto só mais um.