Sex Games 2

17 Casa comigo?


Notas iniciais
Olá! Quero agradecer a Ghost que tirou um tempinho seu para ler e deixar um comentário. E também agradecer a quem leu, mas não comentou. Obrigada. E vamos de mais um capítulo. Boa leitura.

Sara fica paralisada diante da proposta feita por Grissom. De todas as conjecturas que fez quanto a surpresa que seu namorado teria a lhe fazer após o striptease, casamento sequer lhe passou pela mente. Pensou em N coisas, mas um pedido daqueles não.

Casa comigo?

Uma frase. Duas palavras. Um pedido que carrega um significado grande e que será um novo capítulo na história delas.

Casamento!

Alguém disse certa vez:

Casamento é um laço de amor. Um laço que deve ser leve como um abraço, não apertado como um nó, mas firme o suficiente para não se desfazer com o vento.

E que deve ser feito de amor, respeito e admiração. Sobreviver ao fim da paixão, a tormentas e qualquer tipo de tentação. Deve haver diálogo, não discussão. Não é saber quem tem razão, mas encontrar um consenso.

Casamento deve ser um compromisso feliz e espontâneo. Não um encargo pesado, uma obrigação. Deve haver união, porque quando duas pessoas se juntam é para remar na mesma direção.

E antes ela não concordaria com as palavras citadas acima a cerca de casamento, por não se considerar uma romântica. Mas hoje em dia até já concordava com tais palavras, porém ainda assim, continuava a não se considerar uma romântica, talvez um pouco vai.

E antes, tampouco sonhava com um dia se casar com alguém que ame verdadeiramente e com quem passaria o resto dos seus dias, dividindo momentos e construindo uma família.

Só que aí, ela encontrou a pessoa que lhe fez repensar tudo isso.

E ela encontrou anos atrás!

Entretanto, como nada na sua vida foi fácil, levou um bocado de tempo desde o primeiro encontro com a pessoa certa até eles ficarem juntos. E quando Grissom e ela começaram a se relacionar romanticamente, Sara teve certeza absoluta de ter encontrado a pessoa mais que certa. Na verdade, muito antes de se envolverem, ela já sabia que o supervisor era esta pessoa. Só Grissom quem ainda se negava a enxergar o mesmo. Porém enxergou! E que bom! Porque a morena não via mais sua vida sem o namorado.

E, apesar de nunca terem tocado em casamento em todo este tempo que já estão juntos, a perita se sentia, de certa forma, casada com Grissom, pois eles dividiam o mesmo teto e a mesma cama todos os dias há um tempo razoável, ainda que o relacionamento fosse em segredo para os amigos de ambos.

Agora, tendo um pedido feito com direito a alianças, as coisas irão sair do anonimato para se tornar de fato real e oficial, com todos cientes sobre eles. Nada mais de sigilo, tudo às claras e para as pessoas do convívio deles saberem.

Ao mesmo tempo que não ter mais que esconder dos amigos que são um casal será bom e libertador, também lhe deixa apreensiva e temerosa. Não quer arruinar a carreira de Grissom e tampouco a sua. Sem contar, que não gostaria de ter que mudar de turno e ficar longe dos amigos e do namorado. Mas por outro lado, também não é louca de recusar um pedido de casamento do amado.

Se Grissom se sente confiante em dar este passo e enfrentar as possíveis consequências que virão no local de trabalho deles por se assumirem, então Sara está disposta a chutar o temor e a apreensão para longe e, junto com seu amado enfrentar tudo e todos para que enfim sejam livres para viverem o relacionamento deles sem mais ter que se esconder, como se o que têm é errado ou um crime.

— Honey, por favor, você pode dizer algo? Nem que seja um "não". — pede um nervoso e angustiado Grissom diante do enorme silêncio da namorada que já perdura desde que fez a proposta de casamento. O coração do supervisor já bate tão rápido dentro do peito por conta desse silêncio todo de Sara.

Se ela disser "não", nem saberei o que falar.

Mas sabia que a decepção seria gigante. Talvez teria a dimensão do quanto um "não" doeria, como Sara sentiu anos atrás diante dos inúmeros nãos que recebeu da parte de Grissom.

— Gil... — a perita enfim se pronuncia, levando uma das mãos ao rosto do amado. Com um sorriso nos lábios e os olhos àquela altura marejados de emoção e alegria, ela completa sua fala: — Eu jamais diria "não" a sua proposta. É claro que eu aceito casar com você, amor.

Assim que dá esta resposta, a perita se atira nos braços do namorado, levando o homem a cair de costas no colchão e rir de puro alívio, alegria e felicidade por sua aceitação a proposta feita.

— Nossa! Você demorou tanto pra responder que eu já estava achando que diria não. — resmunga Grissom com um dos braços em torno da cintura da namorada encima de si enquanto que com a outra mão equilibra a caixinha com as alianças.

— Nunca diria isso. — Sara depositado uma das mãos sobre o lado direito do rosto do namorado enquanto seus olhos se fixam aos azuis do supervisor. — Se você me pedir um milhão de vezes em casamento... Um milhão de vezes ouvirá "sim" como resposta, doutor Grissom.

— Então ainda tenho mais novecentas e noventa e nove mil vezes de pedidos pela frente, senhorita Sidle.

— E eu outras novecentas e noventa e nove vezes mil vezes para te dizer "sim".

Ambos sorriem antes de Sara roubar um selinho demorado do namorado, para em seguida pegar de sua mão a caixinha de veludo.

— Deixa eu colocar a sua aliança e você põe a minha. — diz a perita se erguendo de cima do homem, para se sentar sobre as coxas do amado. Grissom a imita ficando sentado no colchão. — Me dê sua mão direita, baby.

No mesmo segundo Grissom estende a mão para a perita e a vê deslizar por seu anelar o aro dourado maior que comprou há meses. Após colocar a aliança, Sara deposita um beijo delicado sobre a jóia que agora enfeita o dedo do supervisor.

— Minha vez. — Grissom pega a aliança menor que resta na caixinha de veludo e coloca no dedo de Sara, repetindo o gesto da morena de beijar a jóia em seu dedo.

— Ela é linda! — diz Sara encarando a jóia em seu dedo anelar.

— Você é mais linda!

A perita ergue o olhar para encontrar o de seu agora noivo, lhe encarando com um brilho explícito em seus belos orbes azuis.

— E você não fica nem um pouco atrás, doutor Grissom. — declara a morena emoldurando o rosto do namorado com as duas mãos.

Os olhos castanhos se desviam por um segundo dos azuis do supervisor para encarar seus lábios entreabertos, sem perceber que Grissom também imita seu gesto de encarar a boca da perita.

Como em uma sincronia mais que perfeita ambos umedecem e mordem os próprios lábios.

As respirações ficam mais profundas e aceleradas.

As testa se encostam.

Os olhos se fecham.

— Te amo, Gil! — declara a morena em sussurro.

— Também te amo, honey. — seu amor por Sara é algo imensurável. Jamais sentiu por outro alguém 1/4 do que sente pela perita. — Você é meu amor... A minha vida! — sussurra Grissom abrindo os olhos e encontrando um par de castanhos envolto em lágrimas lhe encarando fixamente.

— E você a minha! — murmura a morena antes de unir sua boca a do amado em um beijo lento e profundo, que pouco a pouco vai se intensificando.

Entre gemidos abafados, suas línguas se entrelaçam urgentes, quentes, molhadas. A doçura da boca de ambos é um deleite de sensações e prazeres.

Se inclinando para frente, Sara vai fazendo o noivo se deitar na cama. Ela mordisca o lábio inferior com deliberada ousadia, ouvindo um leve gemido de prazer do amado em resposta, ascendendo sua excitação.

As mãos de Grissom desenham por cima do tecido do robe, as costas de Sara em movimentos delicados, unindo ainda mais seus corpos, ávidos por um prazer maior.

O beijo é interrompido e o ar se faz necessário. Enquanto recuperam o fôlego perdido, Sara deposita vários beijinhos no canto da boca de Grissom, mordiscando, lambendo seus lábios em êxtase, molhando sua boca em um prazer íntimo.

De olhos fechados, o supervisor só vai absorvendo todo aquele prazer, criando em sua mente imagens dos dois nus, compartilhando suas peles, seus corpos, entrelaçando suas almas naquela cama. Algo que de fato vem a ocorrer momentos depois.

— Honey! — sussurra o homem quando a namorada agarra seu membro e começa a masturba-lo com um das mãos.

A perita aumenta a intensidade dos movimentos da mão e mais gemidos saem da boca de Grissom.

— Por... Favor... Honey!

Entendo o que ele quer, a morena interrompe o que faz com as mãos para deslizar sobre o membro de Grissom até tê-lo guardado dentro de si. Prontamente, ela inicia um movimento de para frente e para trás antes de colar sua boca a de Grissom, saboreando o doce gemido que o supervisor deixa escapar e desenhando com a língua a doçura de seus lábios, bailando em sincronia, suspirando em agonia enquanto seus movimentos pélvicos têm a incumbência de levar seu amado e futuro marido ao ápice do prazer, ao mesmo tempo, em que a própria Sara busca ser lançada ao ápice.

As mãos do supervisor vão parar sobre a bunda da perita e seus dedos apertam a carne da morena antes de incita-la a se mover com mais rapidez sobre si.

Seus lábios se afastam. Suas testas se unem. E seus olhos se fecham. Àquela altura a respiração de ambos já está desregular e batendo furiosamente uma contra a face do outro. E, a partir dali, eles apenas se deixam conduzir pelo prazer que um está dando ao outro até serem, por fim, consumidos por um orgasmo intenso e arrebatador.

Com a respiração entrecortada e urgente, Sara deixa seu corpo pesar sobre o de Grissom. O supervisor, por sinal, se sente sobrecarregado com tantas sensações e sobrecarregado com o cansaço intenso proporcionado pelo momento tórrido de amor deles.

###GSR###GSR###

Com a ponta dos dedos de uma das mãos, Grissom faz cafuné na cabeça de Sara enquanto eles trocam um beijo lento e delicado, cheio de promessas e juras de amor eterno.

Um beijo de conto de fadas, que infelizmente é interrompido pelo toque do telefone, descansando no móvel de cabeceira.

— Hum... Não acredito que você não tirou esse telefone da tomada, Gil! — reclama a perita ao afastar seus lábios do amado.

— Desculpa. Esqueci.

Desde a vez que foram impedidos de fazer um jogo, devido a um telefonema de Ecklie, o casal fez um acordo: sempre que fossem fazer um jogo, eles iam silenciar os celulares e tirar da tomada os dois telefones da casa, para evitar eventuais interrupções. Só que desta vez, Grissom não lembrou de tirar o telefone do quarto da tomada.

— Uma hora dessas quem pode ser? — questiona a morena, erguendo a cabeça do ombro de Grissom para que o supervisor pudesse apanhar o telefone sem fio da base.

— Ah, não! — reclama Gil ao ver no display luminoso do telefone, o número de quem está ligando.

— Quem é, amor?

O homem vira o telefone para a namorada ver o nome de Conrad piscando no display do aparelho telefônico.

— Será que ele quer que você vá trabalhar em plena folga?

— O que não seria novidade alguma. — resmunga Grissom se deitando novamente e, trazendo Sara para acomodar a cabeça em seu ombro de novo. — Mas desta vez vou inventar uma desculpa e não vou. Sem condições de ir. Você acabou comigo.

— Olha quem fala! — a perita dá um beliscão na costela do namorado.

— Ei! Dói isso!

A perita apenas ri.

— Deixa eu atender logo. — fala o supervisor, fazendo um gesto de silêncio para Sara que aperta os lábios um contra o outro. — Oi, Corand.

— Grissom, boa noite.

— Vai continuar sendo boa se você não tiver ligado para me tirar da minha folga. — rebate de maneira nada amistosa e vendo a namorada levar uma das mãos a boca para conter a risada que, certamente deixaria escapar.

— Não se preocupe que não foi com esse intuito que liguei.

— Menos mal! — balança a cabeça em negativa a Sara e gesticula com a boca: não é para trabalhar.— E por qual razão está me ligando a esta hora?

— Desculpe o horário, mas só agora achei um tempo livre para te ligar.

— Hum...

— Preciso que amanhã chegue meia hora antes do seu horário. Quero ter uma conversa séria com você, Gil.

O supervisor franze a testa, estranhando a seriedade no tom de voz e nas palavras proferidas por seu superior.

— Aconteceu alguma coisa, Conrad? — Grissom se ajeita melhor na cama e, instintivamente seu braço esquerdo aperta o corpo de Sara contra o seu.

— Sim. Mas não quero entrar em detalhes por telefone. Quero ter essa conversa pessoalmente com você.

Grissom não gosta nada daquela fala do sujeito. Algo lhe diz que boa coisa não virá dessa conversa.

— Tudo bem. Amanhã chego mais cedo.

— Ótimo. Te aguardo. E assim que chegar venha direto a minha sala, por favor.

— Ok.

O sujeito se despede do supervisor e a ligação é encerrada em seguida.

— Por que você me apertou?

— Te apertei?

Ele nem sequer tinha se dado contato de tal ato.

— Sim. E senti que você ficou tenso. O que o Ecklie queria?

— Quer que eu chegue mais cedo amanhã, porque quer ter uma conversa séria comigo. — conta após ter devolvido o telefone a base.

— O que será que ele quer conversar de sério com você?

— Não sei, honey, mas não gostei nada do tom de voz dele. Conrad estava muito sério.

— Ai, meu Deus! Será que ele descobriu sobre a gente, Gil? — a perita ergue o tronco da cama e assustada encara os olhos azuis do noivo.

— Não sei como, se somos muito cuidadosos e discretos, honey.

— Ah, Gil, vai que a gente deu mancada em algum momento e ele me viu sair daqui do seu prédio ou no seu carro ou...

— Ei... ei.. Sara pára. Não pira! — interrompe o falatório nervoso da morena. — E quer saber do que mais?... Amanhã mesmo vamos contar para ele e também ao pessoal sobre nós.

— Você enlouqueceu?

— Não.

— Tem certeza de que não mesmo?

— Absoluta!... Sara, eu te pede em casamento. Você aceitou. Estamos usando alianças. — o homem ergue a sua mão e a da perita onde estão as jóias douradas. — Portanto, amanhã vamos contar aos nossos amigos e também ao Ecklie sobre nós.

— Gil não é melhor deixar para contar outro dia pra ele?

— Claro que não. Você não acha mais sensato que ele saiba por nós dois do que pela boca de terceiros?

— Sim, mas...

— Mas nada, honey. Já nos escondemos demais. Está na hora de sair do escuro.

Aquela fala do supervisor soa surpreendente aos ouvidos de Sara.

— Cadê aquela sua preocupação toda e o medo em contar sobre a gente?

— Ficou pra trás faz tempo. Quero que o quanto antes todos saibam que eu tenho ao meu lado uma mulher incrível, com quem pretendo me casar daqui a um mês.

— É o quê, Gil? — a morena arregala os olhos. — Um mês?

— Sim. — afirma se sentando na cama e apoiando as costas a cabeceira do móvel. — Inclusive já falei até com um advogado conhecido meu para ele já dar entrada nos papéis no registro civil.

Sara se encontra atônita com aquela notícia.

— Posso saber quando fez isso? — balbucia ainda em choque.

— Há três dias. — sorri o homem.

— Grissom do céu!... Você é louco, não é?

O supervisor ria alto e puxa a namorada para seus braços.

— Sou completamente louco por você, senhorita Sidle. — diz unindo seus lábios aos de Sara.

— Um mês mesmo? — indaga a perita poucos segundos depois ao afastar sua boca da de Grissom.

— Sim. Em um mês nos casamos, honey.

Notas finais
Aqui ficamos. Até a próxima sexta-feira com o penúltimo capítulo. Xero e até lá.