Set Fire To The Rain
8 Capítulo 8
Notas iniciais
aí está mais um capítulo!
espero que gostem!!!
não me abandonem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Capítulo 8
Conseguiram empacotar tudo no final da tarde. Tiveram que sacrificar o almoço, o que para Caroline não foi um problema realmente. Elena tentava com muito esforço levar as pesadas caixas de papelão abarrotadas de objetos sem muito valor e roupas para o andar de baixo. Tomou os de maior valor para si, como as jóias de Jenna e os cadernos de desenho e diários de Jeremy. Estava sendo um trabalho árduo descer o resultado da limpeza pelas escadas já que a forca dela era ilimitada por sua condição humana. Caroline estava mais preocupada em tentar resolver o status indefinido entre ela e Tyler. Tiveram uma briga feia um tempo atrás por causa de Klaus. Depois que foi transformado em híbrido, o rapaz seguia incondicionalmente as ordens do vampiro. O que abalou o namoro. A loira discava incansavelmente o número já decorado, mal podia-se ver os dedos apertando as teclas tamanha era a velocidade. Batia os pés impacientemente no piso de madeira toda vez que colocava o celular na orelha e soltava um muxoxo sempre que ia para a caixa de mensagem. Finalmente Elena, irritada pela falta de atenção e pelo barulho insuportável dos sapatos da vampira, desabafou.
— De que vale ter uma amiga vampira se ela não está disposta a ajudar a pobre humana com umas caixinhas?
— Desculpe, Elena! É que eu estou muito nervosa por não conseguir falar com Tyler. Ele não atende de jeito nenhum! Perece até que está me ignorando!
— Ele deve estar apenas com vergonha, Carol. Tenho certeza que ele não se orgulha de nada do que fez.
— Mas custa atender um mísero telefonema só para eu ter certeza que ele não tentou se matar por causa disso?
— Está se preocupando a toa. Ele vai aparecer mais cedo ou mais tarde. Pode me ajudar agora?
Caroline deixou contrariada o celular em cima da mesa de centro, e foi logo pegando duas caixas de uma vez. Usou sua agilidade para descer-las em um segundo para no outro estar com mais duas nas mãos. Quando Elena enfim conseguiu levar a dela para a sala de estar e campainha tocou. Uma expressão de estranhamento tomou conta do seu rosto. Não esperava receber visitas assim tão cedo. Olhou interrogativamente para Caroline, a loira deu de ombros. Não poderia de forma alguma ser Damon, já que ele nunca batia na porta, e nem Alaric já que tinha a chave. Só então se deu conta de que o professor de história não aparecera em casa nos últimos dias, pois desde que Jenna faleceu, ele morava na casa junto com Elena e Jeremy. Foi atender enquanto limpava o suor da testa.
— Oi Matt! – sorriso levemente ao ver o rosto conhecido do amigo.
— O...oi Elena. Tudo bem?
— Na medida do possível. Entre!
— Obrigado.
Matt entrou sem jeito na casa, fitando o chão para evitar encarar Elena. Quando a via, a tristeza e a pena tomavam conta dele. Como o seu rosto sempre o denunciou, decidiu por não encarar-la diretamente.
— E você? Está tudo bem? – perguntou ela reparando no comportamento do rapaz.
— Está. Na medida do possível também. Eu vim para... para...
Só então Matt percebeu outra presença na sala. Quando levantou os olhos viu Caroline o fitando sem graça. Desde que terminaram sentiam-se um pouco desconfortáveis sempre que se encontravam, e era esta sensação que ele estava tendo. Virou-se novamente para Elena, tentando ignorar um pouco a vampira e para esconder um pouco o desconcerto.
— Eu vim perguntar se você sabe onde está o Tyler.
— Não sei não. Car... Nós tentamos falar com ele o dia todo, mas não conseguimos. – respondeu Elena.
— Fui na casa dele hoje de manhã e ele não estava lá. A sra. Lockwood disse que não o via desde ontem.
— Será que ele foi embora? – perguntou Caroline finalmente entrando na conversa.
— Não seria a primeira vez. – disse Elena. – E faz sentido por conta... de tudo o que aconteceu.
— É, faz mesmo. Ele poderia pelo menos deixar um bilhete de novo.
— O que importa é que ele vai ficar bem. Sabe se defender.
— Está certa, Elena. Bem... acho melhor eu ir.
— Espere só um minuto! Er... Elena! Não tem que entregar ao Matt aquilo?!
Elena quase riu da reação da amiga. “ Esses dois ainda tem muito o que passar”. Dirigiu-se para uma das caixas tirando de lá uma luva, um taco e uma bola de Baseball.
— Achei que Jeremy gostaria que você ficasse com isto. Você é o amigo esportista afinal. – disse ela enquanto entregava tudo a Matt.
— Nossa! Eu nem sei o que dizer. Vou cuidar bem.
O rapaz abraçou carinhosamente a amiga.
— Eu sei que vai. – disse ela sentindo os olhos úmidos.
— Acho melhor eu ir mesmo. Daqui a pouco começa o meu turno no grill. Estou trabalhando a noite nos domingos para levantar uma grana extra.
— Nem percebi que já era domingo. – disse Elena.
— Bem... tchau Elena. Tchau Caroline.
— Tchau Matt. – responderam as duas juntas.
Matt deu um último olhar para Caroline e deu um leve sorriso, surpreendendo-a. Ela ia retribuir, mas ele já tinha ido. “Esses dois ainda tem realmente muito o que passar”.
----------X----------
Já era noite quando Damon estava voltando para casa. Depois da profunda conversa que teve com Stefan, foi até a cidade vizinha assaltar o hospital local. O seu estoque de sangue que guardava no congelador no porão havia acabado há alguns dias. Com toda a tensão gerada por Klaus, Damon alimentou-se com mais freqüência para manter-se forte no caso de uma luta. Ainda não estava disposto a aderir à dieta do irmão, por isso tinha que se desdobrar para conseguir sangue humano. Claro que seria muito mais fácil compelir uma pessoa a deixar ser mordida, mas isso era o que ele faria antigamente. O “novo” Damon comete crimes menos graves.
A rodovia estava deserta, o que era comum àquela hora. O bosque beirava a estrada e as arvores só eram iluminadas pelos faróis do Audi. O som estava ligado dentro do carro que ultrapassava cada vez mais o limite de velocidade. Damon não via a hora de chegar em Mystic Falls e visitar Elena. “Talvez ela me peça para dormir com ela de novo”. Pensou com um sorriso sacana no rosto. Estava a menos de um quilometro da entrada da cidade quando uma silhueta invadiu a pista. Nem com sua agilidade o vampiro conseguiu desviar e colidiu com a forma misteriosa. A “coisa” bateu no capô e foi arremessada longe. “Seja lá o que for está morto, nada resiste a um atropelamento a 150 km/h”. Parou o carro e ficou observando tentando identificar o que era o estranho animal. Acendeu a luz alta e assustou-se. Um corpo, definitivamente humano, estava estirado no asfalto, com sangue manchando as roupas e uma das pernas dobrada em um ângulo incomum.
— Era só o que me faltava. – resmungou.
De repente o corpo começou a se mexer. A perna quebrada voltou à posição normal e a pessoa começou a erguer-se. Damon desceu do veículo e aproximou-se incrédulo. Nenhum ser humano normal faria isso. Mas com certeza aquilo não era humano. Deu mais alguns passos já se preparando defensivamente caso fosse atacado. A criatura recompôs-se ficando de quatro numa posição animalesca e encarou Damon com os olhos lupinos amarelos e com um rosnado saindo da boca com monstruosos dentes afiados. O vampiro arregalou os olhos quando reconheceu quem era.
— Tyler?
Logo depois Tyler avançou rapidamente com um rugido feroz. Prendeu seus dedos nos ombros de Damon e tentou morder-lo na jugular. O vampiro conseguiu manter o rosto do híbrido longe o segurando firmemente no pescoço. Sentia o hálito podre de carniça invadir suas vias aéreas. Reparou que a boca dele estava manchada de sangue. Com certeza estava caçando. Via a sede nos olhos vidrados. Estava em um estado completamente irracional, caso contrário não atacaria um vampiro tão experiente quanto Damon. Conseguiu aproximar-se mais um pouco batendo a mandíbula tentando arrancar um pedaço de pele. O som que os dentes de Tyler faziam era perturbador.
— De novo não menino lobo.
Damon conseguiu livrar-se das mãos de Tyler jogando-o com violência no chão. Chutou com vontade suas costelas arrancando-lhe um uivo de dor. Empurrou-o para o bosque tentando afastar-lo. O híbrido não tentou defender-se nem atacar-lo. Levantou-se com dificuldade e rapidamente fugiu embrenhando-se na mata.
— Mas o que foi isso?
O vampiro voltou imediatamente para o carro, religou o motor e saiu cantando pneus pela rodovia. A confusão tomou conta de si. Não entendeu o que havia acontecido. Nunca vira Tyler com um comportamento tão bestial, mesmo quando era lua cheia ou quando seguia as ordens de Klaus. Ele parecia algo pior do que um lobisomem transformado. Tinha agora a sede de um vampiro. A receita perfeita para um monstro. Preocupou-se por ele estar caçando tão perto da cidade. Poderia acontecer uma tragédia caso se aproximasse de Mystic Falls. Seria como chegar perto de uma mesa farta estando faminto, ele não resistiria.
Acelerou ainda mais pelas ruas até frear bruscamente na frente da casa de Elena. Saiu do carro e em um segundo estava irrompendo pela porta de entrada, assustando Caroline, Bonnie e a própria Elena que estavam conversando calmamente na sala de estar. Todas olharam confusas e assustadas para Damon pela indelicadeza. Ele ignorou o olhar de reprovação das três e perguntou para elas.
— Alguém pode me explicar por que o Mogli tentou me atacar?
Notas finais
DIZ QUE SIM!
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