Notas iniciais
desculpe a demora!!!!!!
tava muuuuuuito enrolada com a minha vida aqui!
espero que continuem lendo, porque eu amo escrever essa fic!

Capítulo 9

— Quem?! – indagou Caroline com uma careta de incredulidade.

— Tyler Lockwood tentou me morder! E quase conseguiu de novo!

Elena sentiu uma forte dor no peito com a lembrança que as palavras de Damon trouxeram. As emoções daquele dia fatídico novamente tomaram conta dela como se tudo estivesse se repetindo. A sensação de incapacidade era enorme. Não podia fazer nada para que ele melhorasse, só poderia assistir a vida escorregando pelos seus dedos e sendo tirada lentamente pelo veneno da mordida do lobisomem. As imagens invadiram sua mente como um filme acelerado. Damon suado padecendo nos lençóis, a mão dele apertando fracamente a sua, a respiração pesada, os gemidos de dor, o beijo de despedida. Inconscientemente levou uma das mãos até o coração como que tentando manter-lo dentro de si.

Seus olhos entraram finalmente em foco e encontraram com os do vampiro. Damon entendeu a reação dela e sua expressão mudou imediatamente quando a encarou. A raiva se esvaiu quase que completamente e um sentimento protetor se fez presente. Acabou com a distância que existia entre eles e nem o sofá impediu que se abraçassem carinhosamente. Só então Elena deu-se conta de que seus olhos estavam úmidos.

Caroline não prestava a atenção na cena, ainda estava chocada. Tentava convencer-se de que o que ouviu era mentira, que o seu Tyler nunca faria uma coisa dessas conscientemente. Mas a razão insistia em prevalecer. Sabia que Damon nunca brincaria com um assunto desses como o ataque de lobisomem, mesmo que fazer piadas com coisas sérias fosse bem o estilo dele. Não esperava um surto tão violento de Tyler depois da morte de Klaus. Na condição de híbrido o rapaz poderia controlar sua transformação e seus instintos aflorados. Estava confusa. “Se ele consegue se controlar e nem é lua cheia, então o que aconteceu?”. Bonnie sentou-se ao lado da amiga e abraçou-a pelos ombros. A loira nem reparou no toque, estava muito absorta na sua busca por alguma resposta para o ocorrido. Mas apenas perguntas e mais perguntas vinham. Sentia uma dor de cabeça psicológica, já que vampiros não tinham dores de cabeça, com o intenso exercício mental. Frustrada, desabafou chamando a atenção de todos para si.

— Eu não entendo! Não faz sentido nenhum! Não pode ter sido o Tyler, não pode!

— Eu tenho certeza do que vi, Caroline. – interrompeu Damon voltando a ficar impaciente. – Era ele, reconheci facilmente já que não estava transformado. Tinha apenas os olhos amarelos e as presas expostas.

— Onde estava quando aconteceu? – perguntou Bonnie se fazendo presente.

Damon abriu os lábios para responder, mas fechou-os imediatamente. O que diria não agradaria nem um pouco Elena. Já imaginava o descontentamento dela quando ouvisse que ele estava na rodovia voltando de um assalto numa cidade próxima e que o fruto do roubo eram dezenas de sacos de sangue, guardados em caixas de isopor com gelo no porta-malas. Ela nunca comentou diretamente que gostaria que ele parasse de beber sangue humano, não era preciso. Sempre reparou que ela fazia uma careta e balançava a cabeça negativamente em reprovação quando o via alimentando-se de uma das bolsas. Franziu o cenho tentando achar uma desculpa convincente. Infelizmente Elena reparou e repreendeu-o com o olhar. Ela o conhecia muito bem para reconhecer quando ele estava inventando uma mentira. Damon soltou um longo suspiro e optou pela verdade.

— Na estrada voltando de uma cidade próxima. Estava quase chegando em Mystic Falls quando o lobinho amassou o capô do meu carro.

— E o que estava fazendo? – perguntou Elena.

— Pode-se dizer que estava no supermercado abastecendo o congelador.

— Damon!

— Me desculpe, Elena! Mas esta não é a hora de discutirmos os meus hábitos alimentares.

Afastou-se dele resmungando. Ele nem tentou entender o que ela dizia, sabia que não iria gostar nada. Bonnie ficou calada. Era sempre assim quando ficava pensativa. Apertava com uma das mãos o pingente de cristal da sua corrente, que agora tinha o anel de Jeremy pendurado como nova adição. Sua expressão era de uma profissional analisando o objeto de estudo. Aquele olhar vidrado em um canto da parede sem realmente enxergar-lo era comum quando a “Bonnie bruxa”, segundo Caroline, entrava em ação.

Damon virou-se para Elena interrogativamente. A morena ignorou-o fingindo prestar atenção em Bonnie, esperando para ouvir o que ela diria. De repente, os olhares dos quatro se dirigiram para a porta quando ouviram a maçaneta ser girada. Aliric entrou timidamente na casa e quando reparou a estranha reunião na sala de estar seu rosto ficou confuso. Não era incomum encontrar aquele grupo, mas sentiu o ambiente pesado e tenso pelo o que quer que fosse que estivessem discutindo.

— Algum problema? – perguntou simplesmente para qualquer um.

— Um enorme. – respondeu Damon.

— Conte para ele, Damon. – pediu Bonnie.

— Resumindo para não ter que dar mais explicações depois. Dirigia tranquilamente pela rodovia depois de encher o porta-malas de bolsas de sangue roubadas, quando de repente Tyler Lockwood invade a pista e eu o atropelo. Como ele ficou bravinho tentou arrancar meu pescoço com suas presas, mas eu consegui me soltar e ele fugiu. Legal, né?

— Isso explica o sumiço dele. – disse Alaric com sua calma usual.

— Você também sabia! – afirmou Caroline.

— A prefeita Lockwood me ligou esta tarde perguntando sobre o filho. Tranqüilizei-a dizendo que ele deve ter tirado um tempo para si. Colocar as idéias no lugar. Ele já fez antes então eu pensei que fosse isso.

— Tem alguma idéia do que possa estar acontecendo? – perguntou Elena.

— Ele pode estar simplesmente caçando, por isso o comportamento animalesco. Deve ter atacado Damon por puro instinto, já que foi atropelado. Eu não me preocuparia muito com Tyler. Até mesmo Stefan ficava meio arisco quando ia para o bosque. Deve ser algo normal de vampiro... ou meio-vampiro como é o caso.

— Então não precisamos nos alarmar?

— Não precisamos, Caroline. Desde que ele fique longe da cidade. Quando Tyler voltar para casa, terei uma conversa com ele.

— Obrigada, Alaric.

— Disponha, Elena. Vim aqui só para ver como você estava e para deixar o meu novo telefone caso precise.

— Está se mudando?

— Eu achei mais apropriado. Aluguei um apartamento perto da escola. Já levei minhas coisas para lá. Bem, aqui está. – disse Alaric entregando-a um cartão com o telefone e o endereço. – Agora já sabe onde me encontrar. Mas acho que não precisará da minha ajuda.

Alaric olhou sugestivamente de Damon para Elena. Deu um leve sorriso ao perceber que ela se aproximou inconscientemente do vampiro enquanto falava. “Esses dois...”. Deu um aceno de despedida para todos os presentes e saiu.

— O que você acha Bonnie?

— Faz sentido o que o Ric falou, Caroline. Ainda assim eu não tenho um bom pressentimento quanto a isto. Por precaução nós ficaremos as três juntas esta noite.

Damon ficou visivelmente descontente com a declaração da bruxa. Tinha uma fagulha de esperança de passar mais uma noite com Elena, mesmo depois do pequeno desentendimento.

— É melhor nós arrumarmos o quarto para dormir, não é Bonnie? – disse Caroline desvencilhando-se do abraço da amiga e levantando-se rapidamente.

— Boa idéia, Caroline. Você não vem...

— Não vamos incomodar Elena mais ainda! Amiga pode deixar que eu e Bonnie cuidamos de tudo.

— Mas...

— Mas nada. Deixa de ser uma mocinha preguiçosa!

As duas discutiam enquanto Caroline arrastava uma Bonnie confusa para o andar de cima. A única que entendeu a atitude da loira foi Elena, que corou levemente. A vampira nunca foi muito boa no quesito descrição. Conseguiu ouvir a discussão até quando elas chegaram ao corredor e bateram a porta do quarto. Depois só houve um estranho silêncio.

— Você também ou foi só eu que achei tudo isso muito estranho? – perguntou Damon com uma expressão de divertimento no rosto.

— Tyler? – Elena se fez de desentendida tentando disfarçar o seu constrangimento.

Apertava compulsivamente os dedos como sempre fazia quando estava nervosa com alguma coisa. Este ato poderia passar desapercebido por qualquer um que não a conhecesse bem ou que não fosse um bom observador. E Damon definitivamente não era nenhum dos dois. Optou por não fazer nenhum comentário debochado a respeito disso, não queria estragar estes raros momentos que tinha sozinho com ela. Aproximou-se e capturou uma das mãos dela com as dele, interrompendo o tique nervoso. O toque só fez piorar a situação que Elena vivia por dentro. Seu estomago estava revirado, o coração parecia que ia sair pela boca a qualquer momento e pular pelo chão da sala, seus joelhos pareciam feitos de gelatina. Obrigou-se a encarar aqueles olhos azuis, que conseguiam ser ao mesmo tempo carinhosos e debochados. É, algumas coisas só Damon poderia fazer.

— Me desculpe. Eu sei que ficou chateada comigo hoje. Não foi minha intenção.

— Eu... ta... ta tudo bem.

— Certeza? – perguntou ele incrédulo.

— Sim. Afinal você não está matando ninguém.

— Acho que não fui só eu que mudei.

— Estou aprendendo a não guardar mágoa. Já cansei disso. Perdoar às vezes é bom.

— Estou precisando de umas aulas extras nesta matéria.

— Estou virando uma ótima professora.

Riram divertidos da pequena piada. Mas não durou mais do que alguns segundos. A máscara de dor voltou de repente ao rosto de Elena, ela desviou o olhar tentando disfarçar e não estragar o momento. Como Damon dificilmente era enganado, percebeu de imediato a mudança de humor. Levantou o queixo dela delicadamente com uma das mãos obrigando-a a encarar-los. A proximidade era tanta que Elena só conseguia enxergar a sala pela sua visão periférica. Conseguiu desvencilhar-se dos dedos dele antes que se perdesse analisando a respiração fria que se chocava com o seu rosto. Limitou-se a encarar as mãos entrelaçadas.

— Eu fiquei preocupada quando disse que foi atacado.

— Eu percebi.

— Por um momento pensei que viveria tudo aquilo de novo.

— Não acha que está me subestimando, Elena? Não cometo o mesmo erro de me deixar morder duas vezes. – sorriu abertamente mostrando que estava apenas brincando.

— Eu queria ser capaz disto.

— O que?

— Ser capaz de tornar tudo mais leve. Fazer parecer mais fácil.

— Estou virando um ótimo professor.

Damon ficou satisfeito quando conseguiu tirar uma gargalhada sincera dos lábios de Elena. Aquele som se tornara o mais lindo do mundo para ele. E era particularmente mais belo quando era ele que proporcionava a ela.

— Acho melhor eu ir. Aquelas duas devem estar loucas para conversar com você.

— Devem mesmo. Mas eu não sei sobre o que. – disse inocentemente.

— Não mesmo?

E com olhar sedutor ele sumiu, deixando uma porta escancarada e uma marca de freio na rua. Elena sorriu enquanto acariciava a mão que ele segurara e por onde uma enorme corrente elétrica passara e queimara os seus circuitos. Fechou a porta da frente como em um reflexo e encostou-se no portal de madeira.

— Podem tirar os ouvidos da porta, ele já se foi! – gritou para as amigas ainda com uma expressão boba.

Notas finais
por favor! quem ler comente!
bjo e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.