Set Fire To The Rain
7 Capítulo 7
Notas iniciais
espero que gostem!!!
Capítulo 7
— Onde está Damon? – perguntou Caroline enquanto ajudava Elena a buscar caixas de papelão na garagem.
— Foi embora depois do café da manhã. Disse apenas que tinha...
— Espera um minuto! Ele [i]foi embora[/i]? Damon estava aqui com você?!
A vampira estacou e quase deixou cair as mais de 10 caixas desmontadas que segurava. Estavam já no pé da escada em direção ao quarto de Jenna. Elena decidiu começar logo com a limpeza dos quartos da tia e de Jeremy antes que desistisse. Tomou a decisão depois do conselho que recebeu de Damon naquela manhã. Os objetos de maior valor sentimental distribuiria entre ela e os amigos. E as roupas e os calçados doaria para instituições de caridade. Não estava sendo algo fácil de fazer então chamou Caroline para ajudar-la. O bom humor constante da amiga tornava a situação mais leve. Embora às vezes ela perdesse um pouco o senso das coisas.
— Bem, sim...
— Ele dormiu aqui?! – perguntou Caroline interrompendo de novo.
— Eu não queria ficar sozinha, então Damon passou a noite aqui em casa. E antes que você surte já vou dizendo que nós não fizemos nada.
Elena preferiu ocultar a parte em que ela e Damon dormiram na mesma cama para evitar mais indagações da vampira. Caroline estava aparentemente satisfeita com a explicação da amiga e nem se atreveu a fazer outro comentário por enquanto. Subiram as escadas e foram direto para o quarto de Jenna que era o primeiro do corredor. Fazia meses que Elena não entrava lá então sentiu-se nostálgica quando girou a maçaneta e entrou. A suíte era parcialmente iluminada pela luz que passava pelas frestas das cortinas. O cheiro e a poeira denunciavam a grande quantidade de tempo que ficara fechada. Absolutamente nada estava fora do lugar. Os perfumes e a escova de cabelo ainda estavam em cima da penteadeira. Um dos frascos tinha a tampa aberta, provavelmente o último que foi usado e Jenna se esqueceu de fechar-lo. Haviam algumas roupas espalhadas pela cama, indicando o quanto ela era indecisa em escolher o que vestir. Elena riu com a lembrança.
— Vamos arrumar as roupas primeiro.
Caroline assentiu e foram direto para o enorme guarda-roupa de madeira. Montaram uma das caixas e começaram a tirar todas as peças dos cabides e juntar-las na cama. Enquanto dobravam Elena percebeu que a amiga estava excessivamente silenciosa, o que não era nem um pouco comum. Se não soubesse que ela era vampira perguntaria se estava doente ou algo parecido. Olhou duvidosamente para ela por um instante. Caroline estava tão concentrada em dobrar os vestidos de Jenna que nem percebeu que era observada, se percebeu disfarçou muito bem. Elena voltou sua atenção para o trabalho ainda estranhando o comportamento da loira. Não demorou muito e o silêncio foi quebrado com uma frase perturbadora.
— Você gosta dele, não gosta? – perguntou Caroline encarando-a sugestivamente.
Elena interrompeu subitamente o que estava fazendo. Tentou concentrar-se em uma das estampas de uma camisa para não ter que encarar o olhar interrogativo de Caroline. Não era a primeira vez que perguntavam isso para ela, mas conforme o tempo passava ficava ainda mais difícil responder. Dois anos atrás diria que era apenas o irmão idiota do seu namorado e que preferia que ele simplesmente sumisse. Seria algo simples, pois sabia o que sentia. Mas nos últimos meses as atitudes de Damon mudaram drasticamente, era gora mais prudente, cuidadoso, importava-se com os outros, com ela principalmente, estava mais humano por assim dizer. Seus sentimentos por ele evoluíram para algo indefinido. Sabia que ele se tornara uma parte importante da sua vida, não suportaria passar por esta fase sem o seu apoio. Considerar-lo um amigo não poderia ser suficiente, sentia que não era.
— Eu amo Stefan, Caroline.
— Com certeza não da mesma forma. Senão estaria suspirando e sorrindo quando dissesse isto. Mas enfim. Não foi isso que perguntei.
— Eu gosto dele sim, mas não tenho certeza se é da forma que está pensando! – não valeria a pena mentir para Caroline, ela era um detector de mentiras ambulante, preferiu então ser sincera. – Não faz sentido eu ter encontrado Stefan primeiro, ter me apaixonado por ele e depois vir Damon e eu simplesmente transferir esses sentimentos para ele. É impossível! Não pode estar sugerindo isso.
— Talvez você tenha conhecido Stefan para conhecer Damon. É o destino!
— Não acredito nessas coisas.
— Diz isso porque não quer admitir ter sentimentos por ele.
— Eu não estou apaixonada por ele. De onde tirou isso?
— Você acabou de dizer.
Elena finalmente encarou Caroline com uma expressão desconcertada. Tinha plena consciência de que olhava para ela com a boca parcialmente aberta e surpresa. Tentou bolar um argumento convincente para desfazer o olhar de “ha ha te peguei” de Caroline, mas não conseguiu nenhum.
— Eu não estou apaixonada por ele! – reafirmar foi o melhor que conseguiu dizer.
— Primeiro sintoma: a negação. Você está ficando doente de amor por...
— Chega Caroline!
— ... Damon Salvatore.
— Podemos voltar para o que estávamos fazendo? Quero terminar o quarto do Jeremy ainda hoje.
Caroline voltou a ficar séria com a menção de Jeremy. Sentiu-se culpada por estar fazendo piadas numa hora dessas, principalmente quando algo tão trágico aconteceu tão recentemente. Viu a pontada de dor no rosto de Elena o que a fez sentir-se ainda pior. Aproximou-se da amiga e abraçou-a pelos ombros.
— Desculpa! Eu sou uma idiota mesmo!
— Tudo bem, Caroline. Pelo menos você me distrai um pouco. Eu me sinto melhor com as suas conversas sem noção.
— Esta pelo menos tem algum cabimento!
— Caroline!
— Não está mais aqui quem falou! Mas voltando um [i]pouquinho[/i] no assunto, onde Damon foi?
— Ele disse que ia resolver alguns assuntos importantes. Não me disse quais.
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Damon estava decidido a encontrar o irmão quando saiu da casa de Elena naquela manhã. Sentia que tinham muito o que conversar e prestar contas um com o outro. Como o fato de Stefan ter sumido quando Klaus libertou-o da hipnose e não ter contado que tinha um plano para destruir-lo. E também por ele ter fugido depois do que fez ao Jeremy. Estava irritado por ter perdido tanto tempo tentando recuperar Stefan para Elena e quando finalmente consegue o irmão simplesmente vai embora de novo. Isto deixou-a arrasada. E se ela ficou chateada ele também ficou. As vontades dela eram as dele agora. Faria de tudo para que ela se sentisse feliz novamente. Até mesmo se fosse preciso abrir mão dela.
Verificou primeiro na mansão. Estacionou o carro perto da entrada e vasculhou a propriedade por dentro por fora. Não havia sem resquício do cheiro de Stefan por ali. Nem se deu ao trabalho de examinar todos os cômodos da casa. Sabia que se ele tivesse passado ali nas últimas 24 horas o seu odor ainda estaria bem forte. Pegou novamente o carro e saiu em disparada para a casa de Elena. Sabia que ele a tinha dado uma carona na tarde anterior, poderia seguir sua trilha de lá. Assim que passou a casa branca abriu os vidros e foi guiado pelo cheiro. Seguiu pelas ruas até o centro de Mystic Falls, o cheiro ia ficando cada vez mais forte, estava chegando perto. Seu olfato detectou que a trilha terminava em um tradicional hotel da cidade. Damon estacionou na calçada e entrou na recepção. Era um ambiente rústico, decorado com peças de antiguidade, parecia mais um antiquário. “Bem a cara de Stefan.” Ele franziu o cenho e foi direto para as escadas sem chamar a atenção de ninguém da portaria. O que não foi nem um pouco difícil. Já que a recepcionista estava mais preocupada em ouvir música enquanto comia salgadinhos e lia uma revista fútil. Em um segundo estava na porta do quarto que o irmão alugara. Não foi necessário forçar a fechadura, a porta já estava aberta, parecia até que ele queria ser encontrado por Damon. Ficou encostado no batente da porta observando o irmão deitado na cama trocando insistentemente de canal na televisão velha. Stefan nem se importou em dar as boas vindas ao irmão, apenas o encarou com um leve sorriso.
— Achei você, irmãozinho! – disse Damon enquanto fechava a porta do quarto atrás de si.
— Estava esperando você aparecer mais cedo ou mais tarde.
— Pude perceber pela porta aberta. Mas não vim aqui discutir o seu sentimento anti-fechaduras. Quero saber por que sumiu.
— Sempre indo direto ao ponto. Bem, — Stefan recostou-se melhor na cabeceira da cama e indicou uma poltrona para Damon sentar. – eu precisava me afastar para por o meu plano em prática. Pensei que assim evitaria menos confusão para o lado de vocês se estivesse longe.
— Mas não contava que Klaus ia nos perseguir do mesmo jeito por você ter seqüestrado a família dele.
— Ameacei sumir com todos se ele tentasse machucar vocês. Mas na realidade eu iria convencer-los a me ajudar a destruir Klaus. Para minha surpresa, quando acordaram desejavam isto mais do que eu.
— Foi tudo um blefe que não deu muito certo. Tem que ter mais algumas aulas comigo, Santo Stefan. – disse Damon com um tom de deboche.
Stefan balançou a cabeça em negação e deu um leve sorriso. Por mais que tenha mudado, Damon sempre seria Damon.
— Só não quebro sua cara agora porque Elena ficaria ainda pior e ela nunca me perdoaria.
— Tava demorando para me ameaçar.
— Estava apenas expondo a minha vontade. Mas querer não é poder.
— Antes era. O que aconteceu?
— Ela aconteceu. Isso foi uma pergunta retórica, não foi?
— Em partes. Eu sei que o que sente por ela não é recente. Por que só tomou a atitude de amadurecer agora, Damon?
Damon suspirou profundamente. Nunca imaginaria tendo uma conversa tão sincera assim com o irmão. Tinha vontade de rir de si mesmo pelo que estava fazendo. Antes pareceria idiotice expor os seus sentimentos ou demonstrar que tinha algum. Mas tinha alguns motivos que o impedia de sair correndo e se declarar aos quatro ventos. Primeiro: seria uma cena ridícula até mesmo para Stefan e segundo: existia ainda uma lasquinha de orgulho em si, bem pequena, quase microscópica.
— Digamos que antes eu fazia algumas besteiras para chamar a atenção dela. E depois que você foi embora eu percebi que Elena precisava de mim, só tinha a mim. Então ficou bem mais fácil a disputa. Pena que ela desenvolveu uma fixação em encontrar-lo. Por outro lado isto nos aproximou bastante. Me empenhei em procurar você e trazer-lo arrastado para os braços dela. – Damon fez uma careta com a última frase.
— Já disse que a ama?
Damon desviou os olhos para o criado mudo e ficou brincando com uma das maçanetas das gavetas. Estava começando a ficar desconfortável com a conversa. Não era fácil conversar com o irmão do quanto era afim da namorada dele, ou ex. “Vai saber”.
— Duas vezes, mas acho que nem contam. Na primeira eu apaguei a memória dela e na segunda eu estava quase morrendo. Então o placar está zerado ainda.
— Por que não diz?
— Seria muito egoísmo.
— Não acho que seja egoísmo sair procurando o namorado da mulher que ama só para ver-la feliz. Isto se chama altruísmo.
— UAU! Meu irmão me chamando de altruísta? Isso sim merece ser registrado.
— Você merece.
E pela primeira vez em mais de um século Damon Salvatore sentiu-se encabulado. Sorriu timidamente tentando esconder o rosto entre as mãos. Stefan se segurou para não rir do desconcerto do irmão, sabia que ele não reagia bem quando pensava que estava sendo humilhado. Então o Salvatore mais novo prendeu bem o riso.
— Se você contar para alguém que eu quase corei eu vou negar e te prender num hospício.
— Fique tranqüilo.
— Então acho que é melhor eu ir embora antes que você me ponha numa situação pior.
Damon levantou-se rapidamente da poltrona e seguia para a porta quando ouviu a voz de Stefan.
— Eu sei que nós acabamos de fazer as pazes, Damon. E eu realmente não gostaria que entrássemos mais em conflito. Mas eu quero que saiba que eu a quero de volta.
Damon segurou a porta do quarto aberta e deu o seu característico sorriso debochado. Encarou o irmão com um olhar despreocupado.
— Quem disse que nós fizemos as pazes, irmãozinho? Eu também a quero e vou lutar por isso.
— Então que vença o melhor.
— Pode ter certeza que o melhor vai vencer.
E com uma última olhada para o quarto, Damon foi embora.
Notas finais
quem puder e tiver paciência, recomende a minha fic, por favor!
bjo e até a próxima!
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