Será Verdade?
27 É verdade - Parte 1
Notas iniciais
– Cascão? — diz o médico entrando no quarto.
Ao ouvir a voz do doutor, Cascão põe seu celular na cabeceira, e dá atenção a ele.
– Oi doutor... — diz Cascão.
– Trago boas notícias, rapaz... — diz ele, com um sorriso.
– Quais? — pergunta Cascão, curioso.
– Estou te dando alta... — diz o médico, sorridente — Amanhã já poderá ir para a sua casa!
– Ah! É a melhor notícia que já recebi! — diz Cascão, animado com aquilo.
– Sim, é mesmo uma alegria — diz o médico — Seu pais já sabem da notícia, e também ficaram eufóricos como você quando lhes contei.
– Nossa, não vejo a hora de voltar! — diz Cascão, sem acreditar.
– Entendo como se sente, bem... — diz o médico, indo em direção a porta — Acho melhor voltar aos meus serviços, com licença...
Enquanto isso, Magali havia chegado em casa e já estava arrumando suas coisas para a viajem, tudo isso com uma expressão triste em seu rosto. Foi naquele instante que Dona Lili entra em seu quarto para avisa-la que tinha visitas a esperando na sala.
– Visitas? — pergunta Magali, sem entender.
– Venha... — diz Dona Lili, fechando a porta do quarto.
Magali para com o que estava fazendo, e vai até a sala. Ao ver que sua amiga dentuça estava a sua espera, a comilona fica sem graça com a presença dela e pergunta:
– Você... Foi até o hospital?
– O que você acha? — pergunta Mônica, séria — Só vim aqui para ter certeza de que não estou ficando louca.
– Como assim? — pergunta Magali.
– Que história é essa de mudança... Para outro país?! — pergunta Mônica, de cara feia.
Magali apenas dá um suspiro ao ver que sua amiga já sabia de toda a verdade, Mônica continua a falar.
– Por que não me disse nada antes? — pergunta Mônica, chateada.
– Por que eu não queria ir! — diz Magali.
– Então, por que você vai?! — pergunta Mônica, sem entender.
– Por que é a minha família! — diz Magali, num tom triste — E... Eu não vejo outra maneira de fazer com que ela fique nos eixos...
Ao perceber que havia deixado a amiga triste, Mônica a abraça e se desculpa pela maneira como falou. Mas Magali foi compreensível com ela, sabia que uma partida como essa era difícil para ela e também a turma aceitar.
– Eu... Eu entendo, Magá... — diz Mônica, com um leve sorriso — Só não queria que tivesse sido desse jeito.
– Acredite, eu também... — diz Magali — Amanhã de manhã estarei indo para o aeroporto, você vem para se despedir?
– Claro, doida! — diz Mônica, dando um abraço em seguida.
Depois da conversa, Mônica vai embora e Magali volta para seu quarto e poder terminar de arrumar seus pertences.
No dia seguinte, Cascão estava terminando de pegar seus pertences para poder ir embora do hospital. Apesar de animado com a alta, o garoto também estava aflito com a partida da comilona que seria hoje cedo, ele estava esperançoso de que conseguiria dar adeus.
– Vamos, meu filho! — diz Dona Lurdes, impaciente — Se não chegarmos cedo, ela irá embora!
– Eu sei, tá?! — diz Cascão, se vestindo com pressa — Estou quase pronto!
Ao terminar de botar os tênis, Cascão anuncia que está finalmente pronto. Em seguida, os dois pegam o táxi em frente ao local. E enquanto isso, as malas de mãe e filha já estavam no veículo e Magali se despedia dos amigos antes de entrar no carro com Dona Lili.
– E... Vocês tiveram notícias do Cascão? — pergunta Magali, avermelhada.
– Bom, ele teve alta, mas deve chegar tarde hoje — diz Mônica, num tom triste.
– Ah... Entendo — diz Magali, no mesmo tom — Bem, acho melhor irmos...
A garota dá um ultimo abraço nos dois e entra no táxi com sua mãe. Mônica e Cebola ficaram acenando para ela da calçada até perderem o carro de vista, a dentuça comenta com o namorado minutos em seguida.
– Dói ver a turma se separando dessa forma... — diz Mônica — E o Cascão? Quando volta?
– Em breve deve estar aqui — diz Cebola — Pena que não chegou a tempo de se despedir.
– Se ele tivesse chegado, aposto que ela não... — diz Mônica.
Antes que a dentuça terminasse de falar, ela avista outro táxi chegando próximo a eles. Os dois puderam concluir quem era depois que saíram do carro com pressa.
– Cascão! — dizem os dois surpresos.
– A... A Magali já foi? — pergunta Cascão, aflito.
Os dois se entreolham tristes e, em seguida, confirmam para o amigo a partida dela. Cascão fica abalado no mesmo instante, mas não demorou muito para tomar uma decisão.
– Eu... Eu vou lá! — diz ele entrando no táxi novamente.
– Você vai? — perguntam os três presentes, em uníssono.
– Claro! — diz Cascão, fechando a porta do carro — Ela não pode ir... Sem se despedir de mim!
Assim, Mônica, Cebola e Dona Lurdes assistem a partida do garoto para o aeroporto. Mônica comenta animada com os dois.
– Ai, que romântico! — diz a dentuça, com um sorriso — Está parecendo cena de filme!
– Eu sabia que ele iria atrás dela... — diz Cebola.
– Só espero que ela não esteja longe! — diz Dona Lurdes, aflita.
Enquanto isso no táxi, Cascão estava pensativo e também nervoso.
– Por favor, não tenha ido! Por favor, não tenha ido! Por favor, não tenha ido!– pensava o sujinho, ainda nervoso.
Continua...
Fale com o autor