Será Verdade?

28 É verdade - Parte 2


Notas iniciais
*Reeditado: 24/05/15 *Música de fundo: Proibida pra mim - Zeca Baleiro

Magali e sua mãe aguardavam a chamada de embarque internacional no aeroporto, quando escutam o aviso:

"Atenção senhores passageiros com destino para Manchester, Inglaterra. O vôo está atrasado, por favor, aguardem novas informações! Obrigado!"

– Por que será que eu não estou surpresa? — resmunga Magali.

– Ora filha, tente se acalmar — diz Dona Lili — Às vezes o embarque pode vir mais rápido do que pensa, vamos esperar...

– Sim, mãe... — diz Magali, entediada.

Enquanto isso, Cascão estava no táxi já aflito com a demora do motorista. Ele parecia estar passeando ao invés de dirigir, isso tirava o garoto do sério. No mesmo instante, o sujinho reclama com o taxista.

– Dá pra ir mais rápido? — pergunta ele, sem paciência — Eu estou atrasado!

– Estou fazendo o que posso, garoto — diz o motorista, ofendido — Só não posso ir voando!

– Ah! — resmunga Cascão — Mas é importante!

– Ora, por que não saiu mais cedo? — resmunga o motorista.

– Por que... Ah! Você não iria entender! — reclama Cascão — Ela... Ela vai embora mesmo...

O garoto volta a olhar pela janela, então, ao ver a expressão triste do jovem, o taxista faz um comentário.

– Bem... — diz ele — Eu não sei o que está acontecendo, mas vejo que teve culpa...

– Como é? — pergunta Cascão voltando para ele.

– Vamos ver... — diz o motorista, pensativo — Vocês brigaram num momento delicado e ela de repente, optou pela decisão mais difícil... Ir embora! E agora...

– Estou tentando mudar isso! — interrompe Cascão — É, até que você acertou em cheio!

– Anos vendo novelas dá nisso... — diz o taxista, rindo do próprio comentário — Sou Roberto, mas todos me chama de Bob...

– Todos me chamam de Cascão — diz o sujinho — Mas meu nome verdadeiro é...

– Espera aí! — interrompe Bob — Cascão? Que apelido esquisito!

– Ah, só o meu? — pergunta Cascão aos risos.

(Música de Fundo)

"Ela achou o meu cabelo engraçado
Proibida pra mim, no way
Disse que não podia ficar
Mas levou a sério o que eu falei"

Magali não era boa com mentiras, nem para si mesma. Era visível que a comilona estava indo contra sua vontade, e também podiam notar a tristeza em seu olhar pela despedida e pelo caso mal resolvido com Cascão. As expectativas quanto ao novo lar eram surpresa para ela, e claro, tinha medo do que poderia acontecer.

"Vou fazer de tudo o que eu puder
Eu vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!"

– Magali! — diz Dona Lili, para chamar-lhe a atenção.

– O que? — pergunta a comilona, surpresa.

– Presta atenção, eu estava falando com você! — diz Dona Lili — Está no mundo da lua, é?

– Er... Desculpa, mãe... — diz Magali, preocupada — Talvez eu estivesse.

"Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Guerra!"

– Já estamos quase lá, garoto! — dizia Bob

Porém Cascão não estava prestando atenção ao taxista, apenas estava inseguro sobre o que poderia acontecer no aeroporto. Eles iriam se encontrar? Será que ele iria chegar no momento certo para...

– Garoto! — reclama Bob

– O que? O que foi? Chegamos? — pergunta Cascão, assustado.

– Eu estava dizendo pra relaxar... — dizia Bob — Daqui a cerca de dez minutos estaremos lá!

– Ah, tá! — disse Cascão animado — Ao mesmo tempo que estou animado, sinto que vou morrer lá no aeroporto.

– Bobagem, está ansioso demais — diz Bob com um sorriso — Acredite em mim garoto, não vou deixar aquele avião voar antes de você chegar lá!

Assim, depois de alguns minutos, Bob deixa o garoto no aeroporto. Após pagar, Cascão sai do carro com presa, então o taxista chama sua atenção. Ao olhar para ele, Bob lhe fala:

– Boa sorte, Cascão! — diz o taxista — Vai conseguir sua garota!

– Obrigado Bob... — diz Cascão com um sorriso, o vendo ir embora.

Enquanto isso, Magali e Dona Lina haviam acabado de ter a notícia de seu vôo estava pronto para receber os passageiros. Assim, as duas se levantam e pegam suas malas a caminho do embarque. Foi naquele instante que ouviram uma voz familiar ao microfone.

– Magali!

– Ca... Cascão? — diz a garota no mesmo momento, olhando ao seu redor.

– Escuta, eu não sei se ainda está aí...

Foi naquele instante que, sem pensar, a garota larga sua mala com sua mãe e sai correndo pelo aeroporto, na esperança de encontrar um certo alguém.

– Magali! — diz Dona Lina, surpresa — Onde você...?!

– Mas se estiver me escuta! – continuava ele — Sei que pode parecer egoísmo meu, mas não vá embora! Aqui sempre foi o seu lar, e eu tenho que admitir, eu preciso de você!

Magali continuava correndo pelo aeroporto, até que encontrou um guarda. Graças a ele, ela pode finalmente saber da onde estava vindo aquele som, então ele a levou até lá.

– Não quero que terminemos uma coisa que acabamos de começar, não era pra ser assim e você sabe – diz Cascão — E... Eu amo você...

– E eu também amo... — dizia Magali com um sorriso.

Ao perceber que a garota estava bem em frente a ele naquela sala de comando, Cascão deu um largo sorriso. Os dois se abraçaram no instante, um abraço tão longo e demorado que parecia que não se viam a anos. Antes de dizer algo para ele, Magali pega o microfone e diz:

– Obrigada por me mostrar o meu verdadeiro lar e... Por ser esse sem noção mais fofo que já conheci, eu também te amo Cascão....

Enquanto o casal selava um beijo após aquelas declarações, outros que estavam no aeroporto batiam palmas e vibravam depois de tudo. Dona Lina ouvira aquilo com um sorriso no rosto, e logo depois disse para si mesma:

– É... Acho que não vamos mais a lugar algum — diz ela aos risos.

Continua...