Será Verdade?
28 É verdade - Parte 2
Notas iniciais
Magali e sua mãe aguardavam a chamada de embarque internacional no aeroporto, quando escutam o aviso:
"Atenção senhores passageiros com destino para Manchester, Inglaterra. O vôo está atrasado, por favor, aguardem novas informações! Obrigado!"
– Por que será que eu não estou surpresa? — resmunga Magali.
– Ora filha, tente se acalmar — diz Dona Lili — Às vezes o embarque pode vir mais rápido do que pensa, vamos esperar...
– Sim, mãe... — diz Magali, entediada.
Enquanto isso, Cascão estava no táxi já aflito com a demora do motorista. Ele parecia estar passeando ao invés de dirigir, isso tirava o garoto do sério. No mesmo instante, o sujinho reclama com o taxista.
– Dá pra ir mais rápido? — pergunta ele, sem paciência — Eu estou atrasado!
– Estou fazendo o que posso, garoto — diz o motorista, ofendido — Só não posso ir voando!
– Ah! — resmunga Cascão — Mas é importante!
– Ora, por que não saiu mais cedo? — resmunga o motorista.
– Por que... Ah! Você não iria entender! — reclama Cascão — Ela... Ela vai embora mesmo...
O garoto volta a olhar pela janela, então, ao ver a expressão triste do jovem, o taxista faz um comentário.
– Bem... — diz ele — Eu não sei o que está acontecendo, mas vejo que teve culpa...
– Como é? — pergunta Cascão voltando para ele.
– Vamos ver... — diz o motorista, pensativo — Vocês brigaram num momento delicado e ela de repente, optou pela decisão mais difícil... Ir embora! E agora...
– Estou tentando mudar isso! — interrompe Cascão — É, até que você acertou em cheio!
– Anos vendo novelas dá nisso... — diz o taxista, rindo do próprio comentário — Sou Roberto, mas todos me chama de Bob...
– Todos me chamam de Cascão — diz o sujinho — Mas meu nome verdadeiro é...
– Espera aí! — interrompe Bob — Cascão? Que apelido esquisito!
– Ah, só o meu? — pergunta Cascão aos risos.
(Música de Fundo)
"Ela achou o meu cabelo engraçado
Proibida pra mim, no way
Disse que não podia ficar
Mas levou a sério o que eu falei"
Magali não era boa com mentiras, nem para si mesma. Era visível que a comilona estava indo contra sua vontade, e também podiam notar a tristeza em seu olhar pela despedida e pelo caso mal resolvido com Cascão. As expectativas quanto ao novo lar eram surpresa para ela, e claro, tinha medo do que poderia acontecer.
"Vou fazer de tudo o que eu puder
Eu vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!"
– Magali! — diz Dona Lili, para chamar-lhe a atenção.
– O que? — pergunta a comilona, surpresa.
– Presta atenção, eu estava falando com você! — diz Dona Lili — Está no mundo da lua, é?
– Er... Desculpa, mãe... — diz Magali, preocupada — Talvez eu estivesse.
"Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Guerra!"
– Já estamos quase lá, garoto! — dizia Bob
Porém Cascão não estava prestando atenção ao taxista, apenas estava inseguro sobre o que poderia acontecer no aeroporto. Eles iriam se encontrar? Será que ele iria chegar no momento certo para...
– Garoto! — reclama Bob
– O que? O que foi? Chegamos? — pergunta Cascão, assustado.
– Eu estava dizendo pra relaxar... — dizia Bob — Daqui a cerca de dez minutos estaremos lá!
– Ah, tá! — disse Cascão animado — Ao mesmo tempo que estou animado, sinto que vou morrer lá no aeroporto.
– Bobagem, está ansioso demais — diz Bob com um sorriso — Acredite em mim garoto, não vou deixar aquele avião voar antes de você chegar lá!
Assim, depois de alguns minutos, Bob deixa o garoto no aeroporto. Após pagar, Cascão sai do carro com presa, então o taxista chama sua atenção. Ao olhar para ele, Bob lhe fala:
– Boa sorte, Cascão! — diz o taxista — Vai conseguir sua garota!
– Obrigado Bob... — diz Cascão com um sorriso, o vendo ir embora.
Enquanto isso, Magali e Dona Lina haviam acabado de ter a notícia de seu vôo estava pronto para receber os passageiros. Assim, as duas se levantam e pegam suas malas a caminho do embarque. Foi naquele instante que ouviram uma voz familiar ao microfone.
– Magali!
– Ca... Cascão? — diz a garota no mesmo momento, olhando ao seu redor.
– Escuta, eu não sei se ainda está aí...
Foi naquele instante que, sem pensar, a garota larga sua mala com sua mãe e sai correndo pelo aeroporto, na esperança de encontrar um certo alguém.
– Magali! — diz Dona Lina, surpresa — Onde você...?!
– Mas se estiver me escuta! – continuava ele — Sei que pode parecer egoísmo meu, mas não vá embora! Aqui sempre foi o seu lar, e eu tenho que admitir, eu preciso de você!
Magali continuava correndo pelo aeroporto, até que encontrou um guarda. Graças a ele, ela pode finalmente saber da onde estava vindo aquele som, então ele a levou até lá.
– Não quero que terminemos uma coisa que acabamos de começar, não era pra ser assim e você sabe – diz Cascão — E... Eu amo você...
– E eu também amo... — dizia Magali com um sorriso.
Ao perceber que a garota estava bem em frente a ele naquela sala de comando, Cascão deu um largo sorriso. Os dois se abraçaram no instante, um abraço tão longo e demorado que parecia que não se viam a anos. Antes de dizer algo para ele, Magali pega o microfone e diz:
– Obrigada por me mostrar o meu verdadeiro lar e... Por ser esse sem noção mais fofo que já conheci, eu também te amo Cascão....
Enquanto o casal selava um beijo após aquelas declarações, outros que estavam no aeroporto batiam palmas e vibravam depois de tudo. Dona Lina ouvira aquilo com um sorriso no rosto, e logo depois disse para si mesma:
– É... Acho que não vamos mais a lugar algum — diz ela aos risos.
Continua...
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