Ser a sombra e ser a luz
1 Lembrança : Ensino fundamental na Teiko
Notas iniciais
Teiko Middle School...
—"
Hoje é a cerimônia de inicio das aulas, mas resolvi ficar de lado e apenas observar, também ninguém pareceu exatamente me enxergar até agora, como sempre.
Meu longo cabelo vinho e cacheado flutuou como o vento bateu tão suave e delicado.
Hoje seria meu primeiro dia nessa escola, o primeiro dia do ano letivo e lá estava eu, caminhando desanimadamente e lentamente para escola com um olhar em branco, quase entediado, e sozinha novamente.
Eu era aquela figura solitária, sempre muito quietinha, que todo mundo vê, mas não paga atenção, então, tecnicamente, foi como se eu fosse transparente ou algo assim, eu estava acostumada a ser excluída.
Eu poderia apenas pegar meu mangá ou livro e ir lendo até a sala, mas eu queria olhar ao redor da construção, gravar seus corredores e rostos dos estudantes.
Só por não ser de socializar não significa não gostar de pessoas (Apesar de que eu abomino multidões, festas e algazarras.) o assim, eu era muito propícia a tê-los _ .
Como eu ia dizendo anteriormente, (Mas acabei-me por esquecer, então vou dize-lo agora. ) sou uma aluna de transferência, meu pais de origem era o Brasil .
Passei a mão pelo cabelo, acalmando-o um pouco, e estremeci de leve com o vento gelado.
Aqui no Japão veio , sem dúvida, a ser muito mais fresco que o país tropical ao qual vivia (Se bem que não estou reclamando tão cedo, o calor do Brasil era simplesmente insuportável, me fazendo ficar em casa com enjoos, tonteira e enxaqueca .)
Mudei-me para este país devido a um milagre ( E eu realmente quero dizer isso: milagre .)
Meu pai finalmente ganhou na loteria depois de 6 anos tentando(Isso é realmente engraçado se você pensar sobre ele, eu ri quando pensei .) e enviou-me para o japão, pagou-me uma casa e me garantiu uma escola.
Por que ele enviou-me sozinha? Ele achou que me faria feliz, já que sou fanática por animes, morar perto do fornecedor principal e poder comprar todos os mangás e animes que me desse vontade, ele realmente pensou nisso.
Mesmo assim, eu me preocupo com minha mãe. Ela me disse que estava tudo bem e que eu deveria ir. (Sem contar que o ensino japonês com certeza é melhor do que o de lá. ) Me pergunto se ela está conseguindo ir bem, com meus irmãos. É claro que papai está ajudando financeiramente, mas não posso deixar de pensar que ela pode ser solitária.
" Bem, eu vou entrar no facebook mais tarde para pedir-lhe notícias ."
Concordei mentalmente, ajeitando minha saia que havia levantado um pouco com o vento.
Iria providenciar um uniforme masculino depois, essa saia era muito curta.
— Dai-chan!! — Alguém gritou!
Uma menina de cabelos rosa (Ah, porque? Eu odeio rosa. ) gritava em êxtase, correndo para um rapaz moreno de curtos cabelos azul marinho ( Ele deve pinta-los, só podia ser.) e olhos da mesma cor.
Olhei-os com uma leve careta de desaprovação (Os olhos da menina também eram rosas. Isso é um pouco assustador.), antes de voltar a olhar em branco, prosseguindo com o ritmo lento.
Chegando perto das escadas, senti-me ser observada e isso realmente me assustou.
Eu sempre fui ignorada, até alguém precisar de mim para algum trabalho estúpido que os professores iriam inventar.
Alguém me observando era muito anormal e inquietante.
Comecei a andar ainda mais devagar, olhando ao redor casualmente, tentando encontrar o maldito stalker de crianças invisíveis.
Perto da entrada do colégio, havia um menino ruivo (Como ruivo vermelho gritante. ) de olhos com a mesma tonalidade, olhava-me com uma expressão indefinida, quase como seu eu fosse um ponto da paisagem que chamou-lhe a atenção ou quando alguém vê um gato estranhamente bem cuidado sem coleira caminhando a sua frente.
O estranho é que ele estava realmente olhando para mim ( Eu verifiquei e mudei-me de lado algumas vezes, seus olhos me seguindo, seu rosto não trocando de expressão.) , olhei para frente novamente, começando a andar e lancei outro olhar por cima dos ombros e agora parecia que vinha calmamente na minha direção.
A situação tornou-se duas vezes estranha, para que eu decidi-me de dar-lhe o ombro frio e cuidar do meu próprio negócio.
Franzi a testa ligeiramente, começando a bocejar, quando algo tapou meu sol.
Olhei para cima, sendo agraciada por um menino realmente grande que passava ao meu lado, quase tão lentamente quanto eu estava antes.
Seu cabelo era abaixo das orelhas, roxos ou violeta, e seus olhos eram de um tom mais escuro, como ametista ( Qual o problema com os cabelos dessas pessoas!? ) , em seus braços era uma sacola cheia de doces.
Olhei-o ligeiramente chocada, antes de continuar meu caminho, com ele ao lado.
Eu lembrava-me o nome de minha sala, mas o único problema seria encontra-la.
Decidi seguir pelo corredor em que todos os veteranos iam.
Tinha que admitir, a escola era bonita, em comparação as que já estudei.
Em algum momento, comecei a cantar ' put yours records on ' em volume mínimo, o som de sapatos e conversas se sobressaia a minha voz.
Mas, então, um menino olhou para mim.
Ele tinha olhos azuis claros, muito redondos (Era fofinho. ) e cabelos azuis correspondentes. (De novo, qual o problema dos cabelos dessas pessoas!?)
Como ele não fez nenhum movimento para falar comigo ou qualquer reação ( Não tinha expressão, tão inquietante.) eu apenas continuei a andar com minha vaga cantoria.
Dei uma parada brusca, quando vi o número da minha sala.
O rapaz roxo passou por mim, um doce caiu em minha cabeça, mas ele não pareceu notar.
Peguei-o e abri-o, dando uma mordida ( Era um rocambole bem molhado com recheio de groselha.) enquanto olhava-o andar sem prestar atenção e como as pessoas desviavam dele com olhares assustados, devido ao seu tamanho.
Olhei para o outro lado, vendo quem viria a ser meus colegas de turma.
Ao longe, consegui ver um menino de cabelo verde (Isso está ficando ridículo. ) se aproximar , com óculos e olhos verde -folha.
Ele entrou numa sala antes da minha, que seria A-1, se não me engano.
Resolvi entrar e pegar um assento perto da janela, o mais distante o possível de todos.
Jogando-me na cadeira , abri a bolsa e peguei meu novo livro.
Pensei nos eventos que presenciei ( Que não eram muitos até o momento.)
A escola é realmente muito bela e bem cuidada, bem diferente de minhas escolas anteriores. Muitas árvores de cerejeira, é realmente muito belo.
Como era de se esperar, até agora não falei com ninguém.
Eu me acostumei ao japonês rapidamente, espero não me confundir com a escrita.
Tenho que me inscrever em algum clube.( Aqui é obrigatório.)
Pensei no clube de leitores, mas eu teria que debater sobre livros. Eu , gosto muito de ler , mas odeio ter que ficar pensando em argumentos. Se tornou um trauma depois de um debate escolar que tive no Brasil.
Novamente, tenho poucas opções que me favorecem, tenho que olha-las com cuidado.
Olhei para janela enquanto a sala lentamente se enchia de pessoas e então de volta ao livro.
Tinha baixas expectativas para aquele ano.
Saltando tempo...
Escondida em minha cadeira, pela sombra da sala, faço um esboço da multidão de alunos com um pedaço de carvão e papel amassado que tinha encontrado num canto.
Desenhei as crianças no gramado, almoçando com seus amigos, muito felizes.
Assinando rapidamente no canto da folha, admirei meu trabalho, antes de enrola-lo e guarda-lo cuidadosamente no tubo de desenhos.
Peguei meu caderno de desenho e materiais e olhei ao redor da sala, procurando mais inspiração.
Meu olhar bateu novamente em alguém.
O menino moreno, de cabelos azuis-marinhos.
" Seu perfil é lindo. "
Corei ao pensamento e comecei a desenha-lo, antes que se movesse.
Para meu bem, ele ficou na sala comendo e consegui fazer um ótimo esboço com marcações de sombreamento para realçar mais tarde.
Consegui comer um pacotinho de bolinhos antes do término do almoço.
Senti alguém olhar para mim, mas(Obviamente ) devia ser apenas impressão minha.
Saltando tempo
Cheguei em casa com um olhar contemplativo.
Indo para o quarto, joguei a mochila atrás da porta e tirei os sapatos, indo para o banheiro.
Tirei o uniforme chato e deixei-o ali sem cuidado, indo para uma ducha rápida.
Após o banho, dobrei as roupas, e fervi um pouco de macarrão instantâneo.
Depois, dei um pouco de água e ração para Sora, deixando a janela aberta, no caso dele querer explorar.
Olhei ao redor da cozinha e lancei um olhar mal-humorado para a porta.
Eu tinha que comprar nossos mantimentos.
Coloquei uma roupa confortável. Uma blusa de manga azul, com uma jaqueta verde musgo com detalhes em branco felpuda, bermuda vinho até o joelho e meu tênis de caminhada.
Nem estava frio, eu apenas gostava de me vestir assim.
Mais tarde...
Não demorei-me muito no mercado, por isso resolvi passar na padaria e levar um bolo recheado e com cobertura (Toda a gordura que uma adolescente precisa)
Na padaria, vi o menino roxo, com olhos cor de ametista.
Seu braço estava abarrotado de doces e ele esperava na fila para pagá-los.
Não querendo olhar muito, passei rápido por ele, mas sentindo-me ser observada ao faze-lo.
Em casa...
— Tem uns ingredientes estranhos no mercado... — Murmurei para em ninguém em particular.
Sora veio me saudar, esfregando sua cabeça contra meu pé e sua calda se enroscando na minha perna, enquanto ele circundava-me.
— Trouxe um sache para você. Espero que seja bom. — Anunciei. — Não trouxe muita coisa, já que eu não sei fazer. Peguei mais Lamen instantâneo, frutas e legumes, arroz e ovos. Café e chá, leite e açúcar. Coisas comuns. Também comprei sua escova! Ela parece nossa vassoura, talvez você goste. — Esfreguei-a em seu pelo e ele imediatamente ficou parado e olhou para mim quando a tirei, como se pedisse mais. — Vou escovar você assim que terminar de guardar tudo. — Expliquei.
Salto...
São duas da manhã, quando olho o relógio digital.
Resolvi ver anime e acabei perdendo a hora.
Pensei que seria melhor eu ir dormir. Sentei-me na cama e , apagando o celular, olhei para cima. Passei a encarar a parede, ainda sentada no mesmo lugar.
Não sentia como se pudesse dormir.
Plugando o fone em meu celular, comecei a ouvir um pouco de rádio local, para atrair o sono.
As duas horas se arrastaram penosamente e em poucos suspiros já era três.
O fuso horário não estava sendo gentil.
Olhei para Sora que havia deitado perto de mim.
Dormia todo largado, como se nada o afetasse.
Fiz carinho em seu pelo e ele passou sua patinha no meu braço, antes de se fazer mais confortável.
Decidindo que faria algo para me entreter, peguei minha mochila e esvaziei-a.
Troquei meu pijama por uma calça de moletom e blusa larga, com um casaco de moletom e calcei o tênis de caminhada.
Talvez uma corrida ajudaria.
Ao puxar meu casaco, algo quase acertou o chão e o detive rapidamente.
Era minha bola de basquete.
Inclinando a cabeça e ponderando por um momento, coloquei-a na mochila.
Desci arrumando o cabelo em um rabo-de cavalo frouxo e pus uma garrafa d'água de forma desajeitada na mochila. Duas frutas e uma barra de cereais.
Claro, nunca esquecendo do celular com o meu fone.
Voltaria antes das cinco e meia.
A quase cada minuto ajeitava meus óculos no lugar.
Passava pelas pessoas, sem me intimidar.
Ninguém virou para mim, nem se fez consciente de minha presença.
Dei três voltas no quarteirão e passei pela quadra pública.
Olhei para a construção hesitando.
Agora, já eram 4:40 e o céu começou a clarear.
Sacudindo a cabeça, voltei a correr, resolvendo dar mais voltas.
Depois de um tempo, em meio a minha divagação mental, senti-me ser muito observada.
Franzi a testa para esse sentimento, mas sacudi-o de mim e decidi praticar um pouco(não ia fazer mal, certo?).
Lancei três arremessos consecutivos, sorrindo com saudades.
Por algum motivo estranho, eu adorava basquete e me identificava com o esporte, apesar de não ter tanto preparo físico , nem talento e nem aptidão para jogar.
Meu estômago roncou e parei para comer meu lanche e tomar água.
Senti alguém se aproximar e olhei ao redor, desconfiada.
— Ohayo. Você é nova aqui? — Alguém perguntou.
Olhei para cima, curiosa.
Olhos da cor da safira mais limpa encararam os meus castanhos com um olhar ligeiramente interessado, mas sem muita emoção.
Acenei em concordância.
— Muito prazer. Meu nome é Kuroko Tetsuya. Também joga basquete? — Perguntou.
Concordei com outro aceno.
— Meu nome é Yozora Akemi. Muito prazer. — Respondi e ele sorriu levemente em troca.
— Você já jogou alguma vez? — Indagou.
Acenei positivamente com um leve sorriso.
— Por favor, jogue no one a one comigo. — Pediu, com olhos levemente pidões.
Ele era um doce.
Acenei suavemente em concordância.
[...]
" Que merda..."
Arremessei e ele mal conseguiu me alcançar.
Ele pegou a bola para arremessar, mas errou o arremesso.
Peguei a bola e enterrei-a com facilidade.
" Mais o que é isso... ? "
" Merda " Pensei em tédio, enquanto dava um tapa suave na bola, para intercepta-lo.
A bola foi para fora e Kuroko foi correndo pega-la.
" Como alguém é tão ruim assim !!??? "
— Ehh... Kuroko-san... Melhor pararmos por hoje. Vou ter de ir a escola. — Tentei desculpar-me.
" Não dá. Eu tecnicamente o humilhei. Nunca mais jogo contra ele. " Pensei.
— Eu também tenho que ir. — Ele voltou, abraçando a bola. Tinha um sorriso no rosto. — Eu me diverti muito, Yozora-san. Podemos jogar de novo? — Pediu.
Senti-me corar um pouco.
Como eu poderia dizer ' não ' ?
— Sim!! — Sorri.
Ele devolveu-me a bola e eu a guardei.
— Você estuda na Teiko também. Vi você ontem. — Ele disse.
Pisquei em confusão.
" Oh! O menino de ontem era ele! " Lembrei-me.
— É... também vi você. — Declarei.
Ele sorriu e escondeu as mãos atrás do corpo.
— Podemos ir a escola juntos hoje? Assim, podemos conversar mais um pouco — Perguntou.
Olhei-o um pouco, sem entender até sorrir de forma gentil.
— Seria maravilhoso! — Sorri para o menino de cabelos azul-algodão.
01.5 KUROKO NO BASKET -NG:SHUU— erros de gravação
' Como... ?!?? '
Cena 1:
Meu pai finalmente ganhou na loteria depois de 6 anos ( Isso é realmente engraçado se você pensar sobre ele, eu ri quando pensei. ) e enviou-me para o japão, pagou-me uma casa e me garantiu uma escola.
Por que ele enviou-me sozinha?................................
— Porque ele é uma maluco desnaturado! — Gritei.
*chorando*
— O-ooi! Você tá bem? — Alguém me perguntou.
Cena 2:
Uma menina de cabelos rosa (Ah, porque? Eu odeio rosa. ) gritava em êxtase, correndo para um rapaz moreno de curtos cabelos azul marinho ( Ele deve pinta-los, só podia ser.) e olhos da mesma cor.
— Tche, aberrações da natureza. — Resmunguei.
— Isso foi rude! — Gritaram.
Cena 3:
Chegando perto das escadas, senti-me ser observada e isso realmente me assustou.
Eu sempre fui ignorada, até alguém precisar de mim para algum trabalho estúpido que os professores iriam inventar.
Alguém me observando era muito anormal e inquietante.
Comecei a andar ainda mais devagar, olhando ao redor casualmente, tentando encontrar o maldito stalker de crianças invisíveis.
Perto da entrada do colégio, havia um menino ruivo de olhos com a mesma tonalidade, olhava-me com uma expressão indefinida, quase como seu eu fosse um ponto da paisagem que chamou-lhe a atenção ou quando alguém vê um gato estranhamente bem cuidado sem coleira caminhando a sua frente.
O estranho é que ele estava realmente olhando para mim , olhei para frente novamente, começando a andar e lancei outro olhar por cima dos ombros e agora ele vinha calmamente na minha direção.
— ....Kyaa! Stalker! — Gritei, jogando minha mochila nele e saí correndo.
Olhei para trás e vi ele atrás de mim com uma tesoura em mão.
— Ahhhhh! Socorro! -
Cena 4:
Seu cabelo era abaixo das orelhas, roxos ou violeta, e seus olhos eram de um tom mais escuro, como ametista....
— Eh? -
Ele tinha olhos azuis claros, muito redondos ( Era fofinho de se olhar) e cabelos azuis correspondentes...
— Azul? -
Ao longe, consegui ver um menino de cabelo verde.
— ...isso está ficando ridículo. — Disse em voz alta.
— Oi! — Ele gritou.
Cena 5:
Que merda...
Arremessei e ele mal conseguiu me alcançar.
Ele pegou a bola para arremessar, mas errou o arremesso.
Peguei a bola e enterrei-a com facilidade.
Mais o que é isso...?
Dei um tapa suave na bola, para intercepta-lo.
A bola foi para fora e Kuroko foi correndo pega-la.
Como alguém é tão ruim assim !!???
— Kuroko.... você é péssimo nisso. — Fiz uma careta.
— Não precisa ser tão sincera, Yozora-chan. — Vi-o com uma gota de suor.
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