Notas iniciais
É reta final nas aulas, agora tem que se matar em estudar, desculpem a demora pra postar. Juntem o problema das aulas com um coquetel de formatura do curso que eu tenho que preparar e mais a falta de criatividade e tchan tchan!! 17 dias sem história!Mas eu voltei!

O que você esperaria que eu fizesse? Sentasse no chão e deixasse que ele continuasse a pisar em mim? Porque aquilo não tinha acabado. Ele continuou jogando um monte de coisas em mim, cada palavra me deixando cada vez mais irritada, cheia de ódio que acumulava e eu tenho certeza que transbordava pelos olhos, porque aos poucos os legionários começaram a se afastar de mim e do Martin.

Nós formávamos uma dupla imbatível, ninguém conseguia nos derrotar, mas ninguém tentou nos colocar um contra o outro porque sabiam que seria destruição em massa na hora. Nós também nunca tentamos medir a nossa força. Nem mesmo de brincadeira.

Mas eu sentia que isso logo ia acontecer. Nós dois iriamos discutir e com toda a certeza do mundo iriamos lutar.

Quando as palavras venenosas pararam de fluir de seus lábios, me chamando de infinitas indecências e ofensas a um ser romano, era a minha vez. Eu sabia disso.

–Acabou? – perguntei muito mais ácida do que planejava. – Então, quer dizer que a Reyna e o Jason morreram tentando me achar? A culpa não é minha. Até um tempo atrás eu nem me lembrava disso, era uma mortal! Tive minha memória apagada e tudo está voltando aos poucos agora e você está me culpando pela morte de duas pessoas que eu nem lembrava a existência até semana passada? – sentia olhos sobre mim, mas não os olhos dos legionários, outros olhos. – E se eu deixei ou não de ser romana, de ser forte, isso é tudo culpa do tempo. Agora, Pretor – separei as palavras em sílabas devolvendo todo o veneno que ele lançou contra mim – o que me diz de explicar a ausência de Aurum e Argentium, os grandes seguidores dos comandantes, ao seu lado?

Isso o deixou sem palavras, exatamente como esperava. Assim como eu era supertreinada pelos pretores nos últimos meses que fiquei aqui, ele foi supertreinado pelos mesmos só que durante a vida toda. Ele nasceu aqui. Isso o deu o conhecimento dos pretores, assim sabendo que os cães são fieis aos líderes de Nova Roma.

Dei um sorriso. Ele não sabia o porquê. Confesso que eu também não sabia. De repente a sensação de estar sendo observada me incomodou. Virei para trás, no ponto onde eu sentia o olhar vir em minha direção. E para minha não surpresa, o cão negro e enorme estava ao lado de Lupa, na floresta. O meu sorriso se aumentou e o cão saiu da floresta com Lupa um pouco atrás.

Ao se encaminhar em nossa direção, ou melhor em minha direção, o cão começou a mudar de forma. Não sei como isso aconteceu, só sei que em um momento ele era um cão gigantesco e no outro, um homem em plena forma, com uns 30 ou 35 anos, musculoso e intimidador, mas que não me causava medo. Claro que não causaria, era meu pai.

Os legionários começaram a se ajoelhar, até o Martin, e eu senti que era a minha obrigação também me ajoelhar perante a nossa salvadora e ao meu pai.

–Boa tarde, legionários. Vejo que minha filha voltou e não foi muito bem recebida. – Senti que o Martin fez careta, mas o que me chamou a atenção foi o rosnado baixo que Lupa deu. – Tudo bem, tudo bem. Aurum, Argentium venham cumprir o que lhes foi ordenado!

Ao longe pude ouvir o som de suas patas de metal batendo no chão. Ou melhor, senti o metal se aproximar aos poucos de mim. Logo, os autômatos estavam na frente de meu pai com um pequeno pergaminho escrito em latim.

–Levante-se filha, quem foi destinada a ler foi você. – ele estendeu o pergaminho em minha direção.

Levantei-me e peguei o papel de suas mãos. O pergaminho não estava muito amarelo o que significava que ele era recente. Escrito em latim, indicando que foi alguém romano que escreveu. Mas a caligrafia... Era a caligrafia da Reyna!

–Lupa, mandou você ler em voz alta. – Plutão falou com a voz dura.

Notas finais
Comentem dizendo o que acharam!!! Indiquem e compartilhem se ela estiver suficiente boa pra isso!