Sentidos, o Imperador

5 Capítulo 4 - Conversas noturnas


Eu ainda não conseguia digerir essa história. Todas as palavras que o Roger tinha falado não tem nexo algum, porem dava nexo a tudo que eu já tinha ouvido até agora. Sim, no fundo eu sabia que tudo isso é verdade. Quando eu era mais novo eu sempre me imaginei com poderes , mas será que eu quero isso? Que coisa louca.

Ficamos em silencio mais alguns minutos até eu finalmente me recuperar e falar.

− Então, se eu tenho todos esses poderes, o que é que eu posso fazer com eles?

− Eu não conheço muito sobre o Tato, meu irmão deve saber melhor – respirou e continuou – Mas eu sei que você pode sentir as coisas, tipo aquilo no refeitório. Você teve que tocar o chão primeiro para depois ficar daquela forma?

− Foi quase isso que aconteceu. – falei devagar, me lembrando de toda cena.

Primeiro eu deitado no chão completamente imóvel, depois a voz que dizia para eu me concentrar no chão, quando eu resolvi obedecer comecei a absorver o frio que passava e no final quando levantei minha mão era uma pedra, completamente similar ao chão do refeitório. Então é isso que eu posso fazer, sentir os objetos.

Meus pensamentos foram interrompidos com o Roger falando.

− Eu sei também que quem tem o dom do tato pode sentir os sentimentos de uma pessoa e se recupera muito mais rápido do que uma pessoa comum ou qualquer outro sentido.

− Como é que eu nunca sentir nada disso.

− Eu também me perguntava isso direto, mas meu irmão me explicou tudo. – Ele se concertou na cama. – Eu era muito parecido com você, quando eu tinha 10 anos não sentia nada e morria de raiva porque meu mano com essa idade já tinha desenvolvido o seu sentido. A raiva só aumentava, aí foi que um dia eu comecei a ouvir ele conversando com o Sr.R sobre mim, porem o estranho é que eu tava bem longe deles. Eu ouvir o Sr.R dizendo que ele tinha que ter paciência, pois uma hora eu não conseguiria conter meu poder. E a parte desse dia eu entende qual é o meu poder...

− Qual o seu poder? – eu interrompe.

− O meu sentido é o da audição.

− Então o quanto mais você fica nervoso mais rápido o seu poder sai, quer dizer seu sentido? Ou os dois é a mesma coisa?

O Roger levantou suas mãos para cima como se estivesse sendo detido e falou.

− Calma um pergunta de cada vez cara, eu sou um só. – Ele abaixou as mãos e continuou. – O negócio da raiva é relativo você só precisar sentir algum sentimento forte e liberar seu corpo, foi assim que aconteceu comigo e com você foi a soma da raiva e a voz da sua cabeça. Que na teoria do meu irmão não era uma voz e sim um instinto. E quanto à questão do poder ou do sentido, aqui no orfanato a gente preferir chama de sentido tipo assim: O sentido do meu irmão é a visão, assim ele pode ver um futuro de uma pessoa dependendo da atitude que ela tomar naquele momento e se ele tive um contado físico. Entendeu ?

− Claro que não, e você agora anda espalhando que eu ouço vozes?

− Ele não sabe exatamente, só o necessário. Eu só lhe dei a informação porque ele me pediu, pois pode ser útil depois. – Ele olhou para mim com um pouco de desdém e falou – E que parte você não entendeu?

− A parte do como-isso-tudo-surgiu? – Olhei para ele com a mesma cara de desdém só para desafiá-lo.

− È um pouco complicado, mas a teoria principal é que na pré- história um povo desenvolveu a técnica de apurar seus sentidos para a sobrevivência. Anos depois cada pessoa da tribo exercitava muito bem seus sentidos, como se tivessem uma sensibilidade incrível. Nessa mesma época o líder desse povo descobriu que havia uma outra tribo como eles.– Ele começou a coçar a cabeça. – Cara, faz tanto tempo que eu não ouço essa história, que chega me arrepia. Quando meu irmão me cantou ele disse que eu não precisava saber de todos os detalhes.

Entendendo a mensagem eu revidei.

− Mas eu quero saber de todos os detalhes.

− Ok. Como eu tava dizendo o povo da tribo começou a procurar essa outra tribo e demorou 30 anos para tal descoberta. O nome da outra tribo é os Aceltas, eles eram completamente mais primitivos do que nós e tudo aquilo era novidade para eles. Porém, nós, os Fênix, se encontrava numa crise incrível de guerreiros, a maioria havia morrido no caminho. Então nosso ancião fez uma coisa muita arriscada, ele deu sua filha ao filho do ancião dos Aceltas. No começo ninguém havia entendido o porquê do sacrifício, só que depois até que o povo se animou um pouco. O casamento foi muito bonito, e aí sim o povo fênix conseguiu entender o que o mestre estava fazendo.

Alguns segundos de silêncio se passaram com o Roger olhando para minha cara como se esperasse alguma coisa.

− O que foi?

− É que eu preciso saber se você esta mesmo prestando atenção, e eu só consigo fazer isso ouvindo a voz.

− hã?

− Esquece, o que aconteceu foi muito simples, o nosso líder fênix que se chamava Paukaman queria que o povo se misturasse, e assim se misturando iam nasce guerreiros das duas tribos formando uma tribo só. Aconteceu exatamente o que ele previa, o povo começou a se misturar. Nós, os Fênix, começamos a ensinar estratégias e boas maneiras para eles, e eles, os Aceltas, nos ensinou a como batalhar e como acabar com uma presa mais rápido. A felicidade das tribos não durou muito tempo não, problemas começaram a surgir. O primeiro deles foi os dois filhos dos herdeiros, o da filha do ancião. Os filhos deles nasceram com um grande problema o garoto não enxergava e a garota não sentia nada, você podia furar ela com uma faca que ela não conseguia sentir a dor, mas perdia o sangue. O segundo problema é que os filhos que saiam da mistura Fênix–Acelta estavam nascendo com três ou dois sentidos e não com todos como era antigamente. O terceiro problema era que uma guerra cada vez mais se aproximava da região que eles se encontravam, e os guerreiros pensavam muito diferente. Finalmente o grande ancião Paukaman conseguiu resolver dois dos problemas, ele descobriu que os poderes aumentaram mesmo sendo dois ou três sentidos e que com os poderes maiores eles com certeza ganharia a guerra...

Interrompe o Roger para matar a minha curiosidade.

− E o que aconteceu com os garotos?

− Ha é claro, se você tiver um pouco de paciência ira descobrir. Quando meu irmão me contou a história eu não interrompe ele nenhuma vez.

− Ata. – Dessa fez foi eu que levantei a mão, será que o Roger tem algum tipo de problema mental? Será que estou dividindo o quarto com um louco?

− Continuando, a guerra já estava próxima quando nós Fênix resolvermos fazer uma estratégia. No começo os Aceltas não gostaram nenhum pouco, porem o medo da guerra era tanto que todos aceitaram. A estratégia era a seguinte: enquanto metade do bando ficava a outra estava armada na tocaia e quando eles achassem que o território estivesse dominado iríamos atacar, mas não quem estava na tocaia e sim quem estava no bando. E quando os caras pensassem que aquela era a surpresa o outro pessoal entraria e os cercariam.

− Então eles ganharam com essa estratégia?

−Mais ou menos, porque ninguém contava com que outros guerreiros viriam atrás e foi exatamente isso que aconteceu. A tribo ficou completamente desnorteada e a guerra que estava sendo ganhada muito fácil, começou a se esvair. Aí nessa parte da história que entram as duas crianças a cega e a aleijada. Quando tudo estava por um fio o garoto começou a falar sobre cada ação de cada guerreiro enquanto a garota fazia seu corpo de escudo de pedra ou metal dependendo do material que ela tocava. Essa foi a primeira vez que o poder real dos sentidos foi utilizado e assim com muito homens feridos e vários mortos, nós ganhamos. Então a partir desse dia foi decretado os dois maiores, que são o Tato e a Visão.

− Então é por isso que todo mundo me olha daquele jeito?

− Sim, mas não é só isso. Eles olham você desse jeito por mais duas causas: a primeira é que aqui no orfanato só teve um tato, e ele acabou de se formar; e a segunda é que só pode ser um tato quando se tem um sangue misturado puro, ou somente um sangue puro.

− Como assim sangue misturado puro, ou sangue só puro?

− É assim, se você tem um pai fênix e uma mãe Acelta, ou vice-versa, que nunca ouvi mistura dos sangues, seu sangue é misturado puro. E no segundo caso se sua mãe e seu pai forem fênix e nunca ouve mistura com os Aceltas você é um sangue puro.

− E se fosse dois Aceltas?

− Nesse caso você não estaria aqui.

− Por quê?

− Somos inimigos, os Aceltas e os Fênix.

Cada vez mais a conversa ficava mais confusa, minha cara de duvida está tão eminente que o Roger começou a rir de tal forma que eu ri também. Ficamos alguns minutos assim até eu acabar com o momento.

− E porque os Fênix são inimigos dos Aceltas se eram duas tribos unidas?

− Foi assim, logo após a guerra a harmonia chegou à nossa tribo. Claro que ainda tinha aqueles que não gostavam de se misturar, ou seja, rolava aquele preconceito, mas era só isso. Com a passar do tempo ficava cada vez maior nossa tribo e o nosso líder já estava muito velho. Todo mundo sabia que precisavam de um novo governante. No começo acreditaram que quem assumiria o garoto com o poder da visão, mas ele recusou para não ofender a sua irmã que também havia lutado naquele dia, então a partir da ir uma disputa iniciou-se. Entre um guerreiro sangue puro Acelta e um guerreiro também sangue puro Fênix. Os dias passavam e a briga dos dois aumentava, a situação ficava muito delicada e naquele tempo não existia o “voto” e sim quem se mostrasse com mais espírito de líder. Quando um já estava preste a matar o outro os dois maiores intercederam e dividiu em dois governos a mesma tribo. Um dos governantes ficaria com a parte de treinamento de ataque e defesa e o outro ficaria com a parte de armar grupos para buscar comida e negociar com tribos vizinhas, os dois guerreiros não gostarão da idéia, mas foram obrigados a aceitar. Esse sistema de governo durou exatamente 100 anos. Depois disso veio a separação que ocorreu por um único motivo, a extinção. – Ele começou a fazer um há de mistério e logo parou. − Com o tempo as tribos começaram a ser extintas pelos europeus que se achavam os colonizadores, um exemplo disso é os Mais e os Astecas, e tudo indicava que nosso clã seria o próximo a ser atacado. Tudo estava caminhando para uma guerra, os aceltas até encontraram uma outra tribo que nós chamamos de homens das armas. – ele fez uma pequena pausa e apontou para mim. − Ah e o Judas, o que brigou com você, é um descendente dessa tribo.

− Então ele não tem poder nenhum?

− Mais ou menos, eles tem um dom que é fazer armas. Eles inventam cada coisa muito massa. Porém, eles são solitários e agressivos podem ser bons no murro e na briga mão a mão. O engraçado dos homens das armas é que eles carregam duas maldições, a de krustuchi e a de Ocaso. A primeira é em relação as armas e a segunda é em relação dos Aceltas. Eu não sei muito sobre isso porque meu irmão não me contou e eu nunca me interessei em saber. – ele vez uma pausa e foi beber um pouco de água no recipiente de vidro do lado da sua cama e continuou. – Onde eu estava mesmo?

− Na parte dos homens das armas.

− Sim, os Aceltas acharam os homens das armas e coisa e tal, porém com o exercito que tínhamos não dava pra enfrentar isso, então os homens das armas que sempre foram criativos começaram a fazer cruzamento em vários animas, por exemplo, botar o sangue de cavalo no órgão da galinha e várias outras coisas parecidas. Dos cruzamentos nasciam monstros. Quando o exercito chegou todos ficaram surpreendidos pelo o que tinha eram muitas armas e eram armas de fogo todos se desesperaram, então o guerreiro fênix pediu calma e mandou todos observar os hábitos daquele grupo durante uma semana. Só que a semana se passou e não pegaram nada então o líder Fênix que era já Cecirelo ordenou que não íamos atacar o exército europeu. Os Aceltas ficaram em completo estado de choque e o seu representante no governo era completamente contra a situação. O clima a cada dia que passava ficava mais tenso e muito mais difícil de se esconder do exército. Cecirelo resolveu então se sacrificar em nome do grupo, ele foi com um grupo de três outros guerreiros falar com os invasores. Só que por sorte ele no meio do caminho se encantou com uma donzela, essa se apaixonou pela beleza de Cecirelo. Que na verdade não era beleza, ele jogou seu hálito, então a moça esta enfeitiçada. Então ele mandou ela pegar algumas roupas dos invasores e desse a ele. Pouco tempo depois ele já estava conversando com os invasores como se ele também fosse um invasor. Ta entendendo?

− Sim

Na verdade, eu não tava entendo tudo, mas cada parte que ele falava ia se encaixando. Agora era só uma questão de paciência para responder todas as minha perguntas, quer dizer a maioria delas pelo menos.

Eu peguei a garrafa d’água enquanto ele continuava.

− Um tempo depois ele conseguiu mais roupas de invasores e deu há alguns da tribo. Porem quando ele foi levar a tribo armou um ataque surpresa e matou todos que tentaram invadir principalmente a moça. Cecirelo declarou guerra aos Aceltas a partir. Esperou o governante Acelta se recolher e reuniu o maior numero de soldados Fênix e quando o povo Acelta acordou, ele fez um bonito discurso dizendo que se continuassem a matar há outros ficaríamos isolados. Claro que a maioria concordou enquanto que o governante Acelta descordou. Então os soldados fênix o atacaram e colocaram numa forca e lhe fizeram uma proposta. Se ele fosse embora sem qualquer tipo de situação lhe poupariam a vida. Ele foi embora mais em tempos eles atacam nós Fênix e não só naquele tempo é até hoje. Ah e esse cara ainda voltou e matou a esposa de Cecirelo.

− Então a briga toda é por isso?

− Não é só isso, com o tempo ela aumentou agora imagine se nós matássemos ou tentássemos matar todos que chegassem perto de nossas terras seriamos não só temidos como também completamente isolados. Essa era e é a idéia Acelta não aceitar os humanos comuns. Nós lutamos pelos direitos de pessoas como a sua mãe que é uma Fênix, um ser completamente normal.

- Minha mãe é um fênix?

- Sim, ou uma Acelta.

- Por que será que ela nuca me falou nada?

- Porque ela não fazia noção que tinha isso, em muitas pessoas mesmo sendo filhas de qualquer um dos dois clãs, não nascem poderes, então é um pouco difícil acreditar, que seus antepassados tinham super-poderes.

− Então os Aceltas é tipo um nação nazista.

− É, mais ou menos, a principal idéia de comparação é o fato de eles terem essa coisa de limpeza de raça. – Ele se moveu como se tivesse lembrado-se de fazer alguma coisa. – Por incrível que pareça a maioria dos soldados de Hitler eram aceltas.

− Então, logicamente, se a missão de nós Fênix é exterminar com os Acelta, a maioria dos soldados americanos era Fênix?

− É isso mesmo. – falou com um pouco de sarcasmo. – Palmas você acaba de descobrir o mundo.

Rimos muito por um tempo. Até que está na companhia do Roger é legal, ele é um cara super gente boa que não se estressa com muita coisa, claro que tem problemas como o irmão dele que até agora eu não havia visto, ou suas crises de querer-saber-a-verdade. Mas somando o resto acha que faremos uma ótima amizade e querendo ou não a gente pode classificar ele até como bonitinho. Acho que se eu fosse menina eu pensava em namorar, quem sabe.

− Então você tem alguma pergunta?

Fui interrompido completamente nos meus pensamentos. Acho que fiquei olhando demais pra ele nesse pouco tempo e claro ele tinha notado. Mais eu num to nem ligando pra isso. Eu to ligando pro nó que minha cabeça formou nesses últimos dias. Então simplesmente virei pro outro lado da cama e o ignorei.

Minha mãe e meu padrasto haviam morrido, duas noites atrás eu pensava tanto nela agora eu estou aqui, tentando saber quem realmente eu sou. A dor veio cortante entrando no meu coração. Toda vez que eu lembro de minha mãe é isso. Talvez seja a imensurável falta que ela me faz.

Uma lagrima caiu do meu rosto sem querer e o Roger percebendo perguntou.

−Porque você ta chorando?

O tempo demorava pra passar dentro do meu coração, talvez essa seja a resposta certa. Não quis ignorá-lo mais uma vez, porque essa dor é tão pessoal, que prefiro guarda só pra mim. Me virei e disse:

− Nada, só lembrei de algumas coisas.

− De sua mãe né.

A palavra me cortou e me vez revirar por dentro. Esse negócio dele sentir a verdade a partir da voz de alguém já esta me irritando. Então já que ela não precisava de resposta eu me virei e peguei meu travesseiro ajeitei minha cama e me deitei para dormir eu olhei novamente para onde ele está. E vi que continuava me olhando. O silêncio naquele olhar queria me dizer alguma coisa,algo muito importante que não tinha coragem ou procurava as palavras certas para falar. Virei todo meu corpo para o seu lado e perguntei.

− O que foi?

− Nada, é porque eu lembrei das duas visitas que sua mãe teve aqui e meu irmão teve que acompanhá-la. Ela parecia ser uma pessoa gentil.

− Você conheceu minha mãe. – Saiu tão rápido a frase que malmente eu tive tempo de digerir a informação principal. Levantei parte do meu corpo pra ficar na linha dos olhos dele, que no momento estava abaixados. Sentir uma forte onde de arrependimento que emanava dele. Ele suspendeu os olhos.

− Conheço das vezes que ela teve aqui.

− Quando ela teve aqui?

− A há um mês atrás mais ou menos, o Sr.R. que a trouxe. – Ele me olhou de um jeito estranho e falou. – Achei que você soubesse disso.

O mundo inteiro rodou e saiu fora de orbita. Por que minha mãe não iria me dizer que ela já esteve antes no orfanato? Por que simplesmente ela me omitiu essa parte, e ainda foram duas vezes? Se ela não sabia que era Fênix, o que ela fazia aqui? Lembranças invadiram a minha cabeça.

Lembro de quando ela brigou comigo por eu ter mentido para a minha professora porque eu disse que ela estava em viagem por isso não iria a minha reunião. Quando eu sumi e não falei onde eu estava. A sua voz reclamando era tão engraçada.

Deixei mais algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Enquanto isso tentava tomar coragem para fazer uma pergunta que sinceramente não queria saber a resposta, mas eu necessitava da resposta. O Roger continuava me olhando com uma cara de pena e equilíbrio ao mesmo tempo sem olhar tinha um pouco de tristeza.

− Então minha mãe sabia que e tinha poderes?

− Disso eu não sei, mas que ela esteve aqui antes de se mudar para cá eu tenho certeza.

Minha mãe ela sabia, porque não me disse nada, por quê?

O Roger se virou e deitou em sua cama me desejando uma boa noite já sabendo que essa seria uma noite horrível. Ajeitei meu travesseiro e fechei meus olhos.