Sentidos, o Imperador

2 Capítulo 1 - Vida nova


A dor era a única coisa que me restava agora. Eu não sabia como viver sem minha mãe, ela era simplesmente meu ponto seguro, minha força. Imagens da minha infância invadiam a minha mente: quando eu andei de bicicleta pela primeira vez; minha primeira briga de escola; minha primeira viagem; meu primeiro prêmio de alguma-coisa-não-muito-importante na escola e tantos outros fatos que ela sempre estava lá, minha mãe. Eu a amava tanto. Eu a amo tanto.

É tão difícil aceitar os fatos, a morte nunca é bem aceita, eu sei. Porém, minha mãe era uma ótima motorista como podia bater o carro logo agora que nos mudamos para começar uma vida nova, uma vida completamente diferente daqui vivíamos na capital, Porto Sul. Talvez seja uma grande ironia, quando tudo caminhava para dar certo um acidente estraga todas as nossas vidas, então é essa a nossa vida nova? É esse o fim? Será que era esse o propósito de Deus? Não conseguia elaborar resposta para as minhas perguntas, e eram tantas perguntas. Agora eu era sozinho no mundo não havia mais ninguém que um dia eu possa chamar de família de novo.

É a primeira vez que eu participo de um enterro, todos ao meu lado falavam palavras de consolo e de carinho do tipo “Meus pêsames”, “ Vai ficar tudo bem”, “Você precisa ser forte agora “ e etc. Na verdade talvez esse enterro fosse o mais vazio que um cemitério de uma cidade pequena como essa já tenha visto. Só havia cinco pessoas contando comigo, eu sou o único membro presente que é verdadeiramente da família, filho e enteado das vitimas, já que meu padrasto também estava no carro na hora do acidente.

O resto das pessoas presentes é: O advogado contratado, que tinha mais ou menos uns 40 anos um cabelo grisalho começando a falhar no meio da cabeça, chamado Junior. Estava ali só por minha causa (tinha que acerta esse negocio de herança e coisa e tal); A senhora Matilde e seu marido Senhor Euclides, dois senhores de idade, ela sempre gostava de andar elegante e usava um vestido negro com lantejoulas nas bordas que até doía o olho de tanto brilho. Eles eram nossos vizinhos, alugaram a casa e nos ajudaram a estalasse nela; E o diretor do Colégio-Ofanato Santuário da Fênix, o Sr. Roberto, onde eu comecei a estudar há uma semana e nunca tinha visto lhe pessoalmente essa era minha primeira vez. O senhor Roberto é um homem alto que não aparentava nenhum sentimento em seu rosto, talvez ele estivesse pensando aonde eu iria dormir naquela noite, pois agora eu era órfã e como eu tinha me matriculado naquele colégio e não havia nenhum outro orfanato por perto aquela teria que ser a minha nova casa.

Isso é tudo que me resta a parti de agora, pessoa que não conheço e um futuro inteiro em um colégio-orfanato que particularmente eu detesto. Eu queria muito fugir, mas para aonde eu iria, eu não tenho mais minha mãe, meu pai é uma incógnita para mim eu não sabia nada sobre ele, nunca tinha visto o, minha mãe jogo todas as fotos foras na época que soube que estava grávida. Não queria ficar vagando pela rua, ou seja, o orfanato no momento é o melhor lugar para eu ficar.

−Precisamos enterrar os caixões. – Falou um rapaz jovem que deve ser empregado do cemitério. – E vocês não vão encontrar nenhum outro coveiro nessa cidade.

Então eu tinha que me despedir de minha mãe e do meu padrasto, ainda a dor é muito forte, mas eu precisava sair desse lugar não ia me ajudar em nada ficando aqui olhando para o rosto dos dois sem vida. Meu padrasto era um chefe de cozinha muito reconhecido nunca teve família seus pais o abandonaram com uma tia e ele foi criado no meio de muitas dificuldades. Ele conheceu minha mãe na oitava série se apaixonaram a primeira vista e tiveram um pequeno caso, mas minha mãe teve que sair do bairro para ajudar uma amiga da família e foi nessa viagem que conheceu meu pai. Depois disso voltaram a se falar 15 anos depois quando eu tinha acabado de completar 11 anos e ficaram juntos até na hora da morte.

Minha mãe nunca gostou de contar sua historia sempre escondia de mim sua infância, a única coisa que eu sei é que ela adorava brincar em cima de arvores e com os animais, deve ser por isso que resolveu se forma em Veterinária e sempre teve destaque na faculdade. Ela é a mulher mais inteligente que eu conheço, não é pelo fato de ser minha mãe não, era pelo fato de tudo que ele queria sempre conseguia de uma maneira ou de outra. Se ela estivesse viva queria que eu reunisse forças e seguisse em frente, porém eu não tinha mais motivos para seguir em frente, quem faria o melhor chocolate do mundo antes que eu fosse dormir quem compraria torradas para me convencer que não podia assistir a aquele filme quem ouviria meus sonhos, minhas desilusões, minhas dúvidas, ninguém iria fazer isso de novo.

A dor arrebatou de novo meu coração, era a ultima vez que eu veria o seu rosto, olhei diretamente para os olhos verdes que eu não tinha herdado dela e me despedi silenciosamente. Lágrimas e mais lágrimas caíram dos meus olhos, mas busquei no fundo da minha alma uma força inexplicável e joguei a coroa de flores em cima do caixão de meu padrasto primeiro. Eu tinha escolhido para ele flores azuis, foi um pouco difícil de encontrar, elas eram suas favoritas. Levei um tempo para pegar a outra coroa de flores, mas uma voz na minha cabeça dizia “Coragem você precisa fazer isso”. Joguei uma coroa que na verdade não tinha só flores, eu tinha colocado naquela coroa algumas fotos minhas, de meu padrasto, de minha avó e dela, Maria Costa Pires, minha mãe.

Todos nós ficamos calados enquanto os dois caixões desciam numa sintonia incrível até a vala onde repousariam por toda a eternidade. Eu havia escolhido uma música que deveria tocar na hora em que estivessem sendo enterrados, infelizmente não foi possível tocarem porque era um sábado e o grupo que iria tocar estava e uma missa por perto, mas desse jeito foi melhor, pois o único som que eu ouvia é o meu coração e o vento roçando e balançando as arvores. Nunca fui bom nos detalhes, mas a morte trás coisas que nem se pode imaginar. Aquele som era a melodia mais triste que eu já ouvira.

Após dez minutos os dois caixões já estavam enterrados e com as suas lápides em cima. Pensei em fazer um única frase para as duas lápides, a frase é a seguinte “Enquanto houve amor lutamos até o fim, mesmo com todas as dificuldades conseguimos terminar juntos, juntos para sempre.”. Eu agora me sentia orgulhoso e tinha a leve impressão que os dois adoraram a frase.

− Obrigado rapaz pelos serviços prestados agora pode ir. – falou o Sr. Roberto enxugando as suas mãos – E não se esqueça meu caro que precisamos falar sobre a situação do seu filho, ele caiu demais nas notas.

O rapaz respondeu algo incompreensível que talvez nem o Sr. Roberto tenha entendido. Aproveitei o momento e me virei para dar tchau a senhora Matilde e seu marido eles me desejaram melhoras e pediram que eu tentasse seguir a vida de um jeito novo (na verdade quem falou tudo isso foi só a senhora Matilde,o senhor Euclides estava olhando para uma outra mulher do outro lado do cemitério.), eu agradece aos dois e se foram. Nunca mais tornarei a vê-los, pois iam se mudar para um asilo em Porto do Sul.

− Os documentos da herança já estão prontos e amanhã mesmo eu irei entregar a você no seu novo lar espero que goste. O seu responsável legal é o orfanato que receberá o dinheiro que só poderá receber até os 21anos. Agora você precisa descansar rapazinho esta pensado só porque é jovem pode agüentar tudo. – Ele soltou uma risada alta e completou − Não é mesmo meu caro amigo Roberto.

− Com certeza. – Respondeu o diretor como se não achasse graça alguma naquela piada (que sinceramente não tinha piada alguma). – Agora temos que ir. Até a próxima meu caro Junior.

−Até mais e, por favor, cuidado na hora de dirigir. Você sabe que essa estrada não está tão confiável assim­ – ele virou- se olhou diretamente para mim pela primeira vez naquele dia. – Se cuide rapazinho, tchau.

Eu inclinei minha cabeça o cumprimentando com um resto. Eu e o senhor Roberto ficamos ali ate o Junior sair do alcance de visão, ele pegou no meu ombro e falou:

− Agora podermos ir, temos uma longa estrada para percorrer. Tem mais alguma coisa que gostaria de fazer Victor?

Eu tentei localizar um lugar na minha cabeça, mas nada encontrava a não ser a imagem do meu quarto. Preciso dormir e quando acordar descobrir que isso tudo não passo de um sonho.

− Não, Diretor Roberto eu preciso dormir nesse momento. – Eu falei o mais rápido que eu pude, enquanto estava caminhávamos em direção ao carro.

− Victor pare de me chamar de Diretor Roberto, a partir de agora você vai me chamar de Senhor R., entendeu?

Aquela atitude de me surpreendeu. A lógica era ele começar a me maltratar a partir de agora porque era assim que funcionam os orfanatos. Eu não sabia se aquilo era fingimento, mas mesmo assim eu e esforcei e falei :

− Ok, Sr. R.

Ele soltou um pequeno sorriso e quando eu olhei de novo para frente eu conseguir ver o carro do diretor, era um Vectra c3 não sabia o ano eu nunca fui do tipo viciado em carros, mas dava para ver que precisava ter muito dinheiro para ter um carro daquele. Ele entrou e abriu à porta do carona eu sempre gostei de andar de carro atrás, um espaço inteiro meu, porem minhas coisas estavam ali, não tinha como me locomover. Ele ligou o motor e uns cinco minutos depois estávamos pegando a estrada principal para o Colégio-Orfanato Guardiões da Fênix.

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Ao chegarmos no guardiões da fênix meu corpo arrepiou-se. Eu já estive aqui antes várias vezes, exatamente 5 vezes(uma semana de aula), mas nunca pensei que um dia esse lugar sombrio iria ser minha casa.Onde eu faria tudo que um adolescente comum faz, porem com um único detalhe eu estaria dividindo essa experiência com centenas de outros adolescentes .

Na viagem eu e o Sr. R. quase ficamos em um completo silêncio ainda bem que ele tinha um rádio no carro (E por sinal, era um rádio muito potente.) que não deixou isso acontecer. Foram aproximadamente vinte minutos para chegarmos na entrada. Os altos portões abriram após nos identificarmos na guarita onde ficava um porteiro durante 24 hs por dia com uma arma na mão (ou seja nada de tentar fugir).

Aquela guarita talvez seja a construção mais nova de todo o colégio e fica na entrada antes do portão. O prédio principal onde fica a diretoria era o mais valho e é do lado da igreja, eu entrei nele a exatamente seis dias atrás quando estava me matriculando. Na frente do prédio principal se via dois edifícios até novinhos, mas já estava destruído, é ali que tomamos aula. Os dois prédios tinham três andares muito parecidos com a diretoria. Atrás daqueles dois prédios fica a cantina, que estava passando por reforma e temos que come na praça que fica bem na frente. Passando a praça, que não tem muita coisa interessante, uns dois ou três bancos e uma árvore central, conseguimos ver o ginásio. O ginásio era a maior construção de todo o santuário, com vários equipamentos para todas as praticas esportivas era ali que os estudantes tiram uma folga do sistema rígido do ensino. Naquele momento eu ouvia vozes do ginásio da pra perceber que está ocupado momento.

Mais a parte daquele lugar eu nunca tinha entrado. Um imenso muro negro guardava as propriedades do orfanato. Como séria viver ali? Estou quase matando minha curiosidade em mais ou menos tempo o Sr. R. abrirá esse portão e conhecerei minha nova casa.

− Espere um minuto eu pedir para um dos garotos vim te ajudar. – O Sr.R falou olhando pro relógio como se estivesse atrasado. − Aqui está sua chave.­− Ele me entregou uma chave.

A chave é preta e gasta estava em um chaveiro do pica-pau também completamente sujo, imaginei como seria o quarto daquela chave. Nela havia o número 306. Eu estiquei o braço para pega-la e guardei no meu bolso.

− Tenho que sair agora, mas quero ver você amanhã na hora do jantar. – Nessa hora o portão de ferro da entrado do orfanato se abriu – Por enquanto você deve dormir o dia foi muito cansativo.

O garoto que foi me ajudar eu o conhecia, ele é da minha sala. Nunca falou uma palavra a não ser quando a professora pedia, e também nunca andava com um estudante comum só com os estudantes do orfanato.Seu nome é Roger , somos até um pouco parecidos , temos a mesma altura que é por volta de 1,75 , temos a mesma idade15 anos. Porém seu corpo é todo dividido (tive que reparar na aula de educação física, senti muita vergonha em tirar a camisa), seu cabelo é negro cortado em um corte social e os seus olhos são do mesmo negro, completamente diferente dos meus que são cor de mel.

Roger avançou na nossa direção e cumprimentou o Sr. R com uma saudação meu parecida quando um soldado ver um capitão.

− Boa tarde Sr.R meu irmão está ocupado no momento e pediu para eu ajudar o novo morador. – Nesse momento ele olhou para mim. – Oi Victor.

Eu não acreditava que ele sabia meu nome e ainda por cima não era mudo? Antes de eu conseguir responder o Sr.R falou:

− Tudo bem Roger. – Ele voltou a olhar para mim ­– Victor, percebo que já se conhecem então não preciso fazer apresentações. Se você quiser conhecer o colégio depois de acordar, procure o Roger que ira te mostrar tudo o que quiser. Não se esqueça que 7 horas começa o jantar não se atrase. Tchau para os dois, até amanhã.

O Sr. R foi embora lentamente e me deixou sozinho com Roger. Tenho que aprender a começar a me virar sozinho. Me inclinei para pegar minhas coisas mas não havia nada ali.Olhei para o Roger e vir que ele equilibrava duas malas em uma mão e uma mala na outra, fiquei sem cara e quando abrir a boca para perguntar se não precisa de ajudar ele falou:

− Cara, você trouxe a sua casa inteira nessa mala?

Como não tenho resposta resolvi continuar calado. Caminhamos até o portão do orfanato e então eu finalmente matei minha curiosidade. Meus olhos faiscaram, aquilo parecia algo mais como um acampamento de férias ou um treinamento para um exército.

Havia meninos e meninas treinando o uso da espada num campo bem perto onde estávamos, ninguém reparou a nossa chegada e se reparou não ficou incomodado. Mais a diante tinha uma floresta e mais meninos treinavam numa arena algum tipo de combate. O orfanato era simplesmente gigantesco quando se trata em área livre para os moradores. Minha boca estava totalmente aberta eu conseguia senti, mas em momento nenhum eu pensei em fechar. Roger percebeu que eu estava simplesmente babando e começou a rir.

− Espere a ter ver os campos de treinamentos externos, são bem maiores do que esse. – Ele apontou para um lugar eu percebi que ele estava pedindo para me virar. – Esta é a casa maior, é aqui onde nos fazemos a nossa refeição e onde acontecem as noites de baile.

A Casa (que na verdade não a palavra casa é muito humilde para aquela construção) foi toda feita na arquitetura medieval, ela é simplesmente linda. Exala muita riqueza e poder, talvez tempos atrás esse orfanato fosse um castelo. Eu nunca tinha visto nada parecido com aquilo. Fomos em direção para outra casa cm uns três andares essa era um pouco parecida com as casas das fazendas de café, na entrada dizia Dormitório. De onde eu estou da pra ver umas 150 janelas aproximadamente.

− Aqui é o dormitório, você deve ser meu parceiro de quarto é a única vaga não ocupada.

A entrada do dormitório é muito pequena, lembra sala de espera do hospital, mas no lugar das cadeiras havia vários armários e ao lado do guichê havia um elevador.

− De quem são esses armários? – Eu perguntei.

− Nossa, por um momento eu achei que você não soubesse falar, se meu irmão tivesse aqui ele não iria responder. – Ele Deu uma risada alta, fazendo com que o cara do guichê acordasse. – É aqui que guardamos os livros do colégio, e também quando alguém que te mandar uma cartinha é só colocar aí.

Eu dei uma risada pensando como é interessante o serviço de correio do orfanato. Roger já havia pedido o elevador eu sabia que se ele fosse meu companheiro de quarto íamos se dar bem. Ele parecia um cara legal talvez tivesse medo de falar com o pessoal do colégio, mas deu para perceber que calado com os estudantes do orfanato ele não era.

Chegamos ao terceiro andar, o corredor do dormitório estava completamente vazio não se ouvia nenhum tipo de barulho, nada normal para um orfanato lotado como esse. Nosso quarto fica a direita, é a 4 porta do mesmo lado do elevador. Quando Roger abiu o quarto eu pensei que ia ver uma bagunça infernal mas até que Roger é bem mais organizado do que eu.

− Cara você é muito organizado. − Eu perguntei.

− Claro sim, nos temos que arrumar o quarto toda segunda e quinta para a inspeção. Os 5 quartos mais arrumados não precisam fazer as atividades do orfanato. – Ele falou aquilo fazendo umas caretas, já deu para entender que esse quarto nunca esteve entre os 5 primeiros. – Aquela é sua cama o banheiro fica bem ao lado, se você não quiser ficar aí na próxima semana fazemos a troca. – Ele me olhou como esperando alguma reposta como sempre eu não responde nada. – Eu irei conferir o treinamento do meu irmão espero que ele esteja ganhando, quando eu acabar lá em baixo eu subo e te levo para conhecer o orfanato inteiro. – Ele me deu uma tapa de leve no peito e saiu.

Tirei a roupa e fui direto ao banheiro. O banheiro era pequeno tinha um pia com um armário embutido e na frente da pia fica o sanitário e o chuveiro logo atrás. Tomei banho e molhei todo o banheiro encontrei um pano de chão e enxuguei tudo aquilo. Tirei uma roupa que eu usava em casa na minha mala, que o Roger tinha deixado no chão perto da porta do armário talvez tentando indicar que aquele era o meu, e sentei na cama.

O quarto era maior do que todos que eu já tive, tinha duas cama-box velhinhas, dois armários também antigos de madeira legítima e uma mesinha de centro que estava ocupada com vários papeis de atividades (que por sinal preciso fazer as minha )e anotações, mas a coisa que me chamou atenção foi um arco e algumas flechas em cima da cama de Roger , será que era algum tipo de esporte obrigatório no santuário.”Você também vai ter que descobrir a sua habilidade , mas não agora “ .

Eu estremeci, era a segunda vez que aquela voz falava no mesmo dia. Fechei os olhos e não ouvia nada agora, talvez tenha sido o cansaço e nada mais que isso. Minha mente começou a repassar meu dia,tudo que tinha acontecida hoje me levava só para uma saída a de recomeçar a vida. Meu corpo caiu na cama, pequei o travesseiro e me virei para dormir.

Notas finais
comentem por favor !!!!