Notas iniciais
Hey, meus amores! Eu sei que demorei, mas tinha avisado que essa semana de testes sempre me complica. E ainda, minha avó caiu doente.
So, fiz um capítulo maior (como sempre) para que me perdoem.
Mais sugestões de músicas. Eu não sei se estão gostando dessas sugestões, mas como imagino sempre as cenas com uma trilha sonora, gostaria de expôr isso. Espero não estar sendo inconveniente.
As músicas pra hoje são:

1 - It Ends Tonight do All American Rejects;
2 - Stronger (Cover Kanye West) do nosso querido Thirty Seconds To Mars;
3 - Ombra (Espetáculo Dralion) do Cirque Du Soleil.

Seguem os links diretos:
http://www.kboing.com.br/all-american-rejects/1-49904/#
http://www.youtube.com/watch?v=vrlXhpuLfeo
http://www.kboing.com.br/cirque-du-soleil/1-84667/#

Enjoy! ;)

(Jared’s POV)

Ela me olhava e pude perceber que não entendera minha intenção.

-Certo. Vou acabar aqui, tomarei meu café e farei o que for necessário.

-Você não está entendendo. Tem 2 minutos para estar dentro do carro.

-Mas você não me falou nada sobre isso ontem.

-Agora tem 1 minuto e 52 segundos. Se não estiver pronta, partiremos sem você.

Saí sem esperar que argumentasse.

Faltavam 7 segundos para que o tempo se esgotasse. Mia utilizou mais dois para entrar no carro.

-Bom dia. –Me disse.

Não a respondi.

-Pode ao menos me dizer aonde vamos? — Pegou o rímel de dentro de sua bolsa e se pôs a se maquiar.

-Todas as suas instruções foram passadas para seu Ipad.

-Não tenho um Ipad.

-Agora tem. –Joguei em cima de seu colo. –Se não tivesse demorado tanto a voltar de seu passeio romântico, saberia do que se trata o dia de hoje e os outros tantos que estão por vir.

Ligou seu aparelho. E me olhou com dúvida:

-Rádio BBC? É pra onde vamos?

-Se confia na sua leitura, sim. É pra onde vamos.

-Certo.

Seguimos o resto da viagem em silêncio. Quando abri a porta, uma chuva de paparazzis e repórteres invadiram meu caminho. Achei estranho, já que sempre tive muita paz para chegar à maioria dos lugares. Sorri um pouco e pedi licença, mas um havia cruzado em minha direção.

-Jared, quem é a moça que está hospedada em sua casa?

-É a sua namorada? –Outro me questionou.

Não respondi. Ainda me sentia um tanto entorpecido.

-Lá está ela! –Alguém gritou.

Todos estavam aqui por causa dela. Pela primeira vez eu não era o centro das atenções.

Seus olhos estavam um pouco arregalados e ao contrário do que pensei fora simpática com tantos que a rodeavam. Flashes inundavam seu rosto. Tomei seu braço bruscamente a puxei para perto. Entramos no elevador já dentro do prédio e percebi que ela ajeitava sua franja. Seu cabelo caia desordenado pelos ombros. Não tinha a habitual frescura de qualquer mulher. Com um banho de loja ficaria impecável e teria prazer em lhe acompanhar na sua transformação.

-Não pinta suas unhas? –Reparei.

-Ah, não costumo. Tenho nervoso de esmalte. Te incomoda?

-Acho surpreendente uma menina da sua idade não usar esmalte.

-Não sou menina, Sr. Leto. E caso não tenha percebido, sou exótica.

Não repliquei. Seu celular havia tocado.

-Hey, Shann.

As coisas estavam se solidificando entre eles. Risos e brincadeiras. Tudo me enjoava. Mal se conheciam e tinham tal intimidade. Shannon me fizeram um discurso sobre não se contaminar por uma adolescente. Era para roubá-la de mim? Pela primeira vez disputaríamos a mesma mulher? Eu sabia que quando entrava numa guerra era pra ganhar... E ele também.

-Certo. Nos falamos mais tarde. –Um sorriso. –Tchau.

Desligou seu celular e começou a falar:

-Shannon passará aqui para te ver.

-E ver a você também, acredito.

Me olhou.

-Sim.

Mais uma vez a ausência de argumentos preenchia o espaço. Cada vez mais ficávamos mais distantes e tão próximos um do outro. Eu a queria tanto e isso me desesperava, pois estava fugindo de meu controle. O elevador abriu, porém não deixamos de nos olhar.

-Jared, é a sua vez.

Um movimento. Uma ação.
A atitude.

Meus lábios já estavam sobre os dela. Nosso beijo não fora como do dia anterior, a não ser pelo mesmo desejo que me percorria. Era lento, suave e pedinte. Seus braços envolveram meu pescoço fazendo com que uma onda de felicidade agitasse dentro de mim.

UtMorsus.

Flashes.

Esse furacão.

Foda-se.

This Hurricane.

-Jared, está acontecendo alguma coisa?

Foi tudo um devaneio.

-Sim, quero dizer... Não. Vamos.

Saímos do elevador, mas o gosto de sua boca ainda estava na minha. Eu podia senti-lo desde ontem e cada vez que acontecia, uma série de imagens suas passavam pela minha mente. Porém, não era real. Ela era?

O Echelon já me esperava. Estava difícil passar pelo assédio. Quase cheguei a perder Mia de vista, mas se safou melhor do que eu. Entrei no estúdio, cumprimentei todos a quem devia. Ia apresentar minha nova assessora quando notei que não estava ao meu lado. Olhei para fora e a vi interagindo com as fãs. Sabia que não seriam capazes de fazê-la mal, mas temi que tivesse uma má recepção.

Comecei minha entrevista, mas antes pedi a um rapaz que mandasse um recado a ela de que se juntasse a mim imediatamente. O “imediatamente” foi ignorado. Só apareceu depois de meia hora sorrindo o que quase me fez desistir de adverti-la.

-Será que preciso lhe lembrar de que veio para trabalhar e não para brincar de Barbie? –Disse-lhe entre dentes quando se sentou a meu lado.

-Estive cuidando de sua imagem, não brincando de Barbie. São suas fãs e eu mais do ninguém desejo que se sintam bem com a minha presença.

-Que boa pessoa é você. Deseja um altar para que possa glorificá-la?

-Se está insatisfeito com meus serviços, escolha outro.

-É o que farei se não me obedecer daqui por diante.

-Não sou sua puta para te obedecer, idiota. –Se levantou, mas lhe retive segurando seu braço.

-Se me chamar de idiota mais uma vez vou te processar por direitos autorais sobre a minha imagem em seus vídeos. O mesmo acontece se pensar em ir embora.

-O que deseja mais? Que chupe o seu pênis?

-Não seria uma má idéia.

Seu maxilar se contraiu, assim como o meu. A tensão pairava entre nós. A entrevista teve de prosseguir interrompendo nossa discussão. Mia saíra novamente da sala, o que me deixou mais puto. Estava me desafiando e eu gostava disso.

Ao terminar, encontrei-a rindo com minhas fãs. Obviamente, fui notado e a atenção se dirigiu para mim. Como todas às vezes, me senti amparado por ter tudo o que sempre quis e a minha disposição.

Um estalo.

Não tinha a ela.

...

Ainda.

Coloque It Ends Tonight – All American Rejects para tocar.

Continuou conversando com mais algumas que apesar de terem me visto, ignoraram-me completamente.

-Mia.

Não retribuiu.

-Mia!

Beijou a face das meninas com quem conversava e veio até mim.

-Sim.

-Mantenha-se no meu lado.

-Pois não.

Estávamos a caminho do carro quando...

-Shann!

Me virei para apreciar a cena. Os dois trocavam carícias sem ao mesmo se importar em ser vistos.

-Hey, Jared. –Shannon falou ainda olhando pra Mia.

-Não temos tempo a perder. Quer uma carona?

-Pode ser.

Shannon passou o braço em volta de seus ombros. Ela encostou a cabeça em seu peito. E a cada beijo em sua cabeça, brincadeira tola ou olhar carinhoso que trocavam era como...

Uma pontada de ciúme que me atravessava.


-Te trouxe um presente.

-Sério?

-Aham. Toma.

Não resisti à curiosidade e vi o que tinha ganhado. Um origami. Soltei um pequeno riso, mas voltei a olhar para a janela. Patético.
Mia virou o rosto para mim como se para entender o motivo da graça, mas nada falou.

-É lindo, Shann. Eu adorei.

-Calma. Tem uma surpresa dentro.

Novamente olhei para o pedaço de papel em suas mãos. Seus olhos se iluminaram e um sorriso esplêndido se formou. Retirou um anel de dentro. Um anel.

Um anel.

-Está me pedindo em casamento, Shannon Leto?

-Não, bobinha. Ainda não. Isso é um amuleto. Um amuleto da nossa amizade. Olha. –Mostrou um anel pendurado em seu cordão. –Estou usando o meu. Não precisamos necessariamente usar na mão.

Seu sorriso ainda continuava lá e seus olhos presos ao anel.

-E então? Gostou?

-Se eu gostei? Se eu gostei?! –Finalmente o encarou. –Eu amei!

Dessa forma, Mia pulou em cima de Shannon e lhe deu vários beijos no rosto.

-Pare! –Disse ao motorista.

Os dois me olharam, pensando que a ordem fosse para eles. Também era.

Saí do carro. Entrei numa farmácia e perguntei pelo banheiro. Me tranquei, respirei fundo. Encarei ao espelho.

“When darkness turns to light,
It ends tonight
It ends tonight.”

Tínhamos um show para fazer. Eu estava pronto e sozinho. Shannon por alguma razão decidiu olhar nosso público das coxias para o delírio de todos. Mia conversava com Tomo e aparentemente, se davam muito bem.

Meu reflexo me dizia o quão velho estava ficando. Quantas rugas estavam por vir? Quando minhas pernas começariam a doer por ficar tanto tempo em pé? Quando eu abandonaria os palcos? Quem iria me substituir?

Eu nem ao menos tinha um herdeiro. Tantos pais com seus filhos vinham ao meu show e a inveja era a única descendente que me visitava sempre.

Mia interrompeu meus pensamentos entrando e trazendo algumas garrafas d’água. Sorri. Ela ficaria linda grávida de um filho meu.

-Pensa em ter filhos?

Me olhou surpresa com a pergunta.

-Sim.

-Quantos?

-Um ou dois.

-Só?

-É o meu corpo que vai ficar flácido não o do progenitor.

Ri.

-Você ficará linda grávida.

-Vou ficar baranga.

-Como pode ter tanta certeza?

-Como você pode ter tanta certeza?

-Por que você é linda.
Seus olhos mantiveram-se baixos.

-Sua água está aí. –Estava para sair.

-Espera. –Me levantei e a virei para mim. Notei seu cordão com o anel de Shannon. O toquei. Meus dedos roçaram seu rosto e por fim sua boca.

-É uma tentação olhar os seus lábios entreabertos enquanto dorme. São tão... Convidativos.

-Me solte, por favor. –Seu peito subia rapidamente, fazendo com que eu percebesse sua falta de controle.

-Shannon irá me invejar se souber que dormimos na mesma cama.

-Não falaria isso.

-Isso te atrapalharia com ele, certo? Essa coisa de amizade é só um pretexto para treparem.

-E se for?

-Eu não vou deixar.

Pude sentir o calor abrasando o meu corpo e meus olhos exprimiram isso. Pela primeira vez Mia estava suscetível aos meus avanços sem necessitar apelar para o lado sexual... Em parte.

-Me solte.

-Não.

Me aproximei de seu rosto e ela não se afastou. Guardamos cada centímetro do rosto alheio em nossas memórias e deixamos nossos corpos virarem um. Dessa vez era real.

Toquei seu pescoço e me encontrei novamente com o presente de meu irmão. Tirei minha mão rapidamente como se aquilo queimasse. Criei coragem, dei lugar aos meus impulsos. Segurei o cordão e o arranquei. Parou-me, quebrando o beijo.

-Não pode fazer isso. –Ficou séria.

-Posso tudo.

Saí. Dirige-me ao palco e ela me seguiu. Não fizemos como sempre a introdução com Shannon na bateria e logo após com Tomo. Fui o primeiro a entrar, ordenando que apagassem as luzes.

Era hora de Escape.

Terminada a música, joguei o presente que ainda segurava para o público. Não ousei olhar para a coxia.

No momento do pedido de uma música dos fãs, cantei a escolhida e depois desejei mudar um pouco o repertório:

-Bem, esse show está sendo um pouco diferente tanto para mim e para banda, como para vocês. Nossas vidas estão agitadas devida a entrada da nossa nova assessora. Mia, você gostaria de vir até o palco?

Finalmente a vi. Ela estava receosa, mas Tomo saiu e a puxou para apresentá-la.

-Venha aqui, Mia. Não tenha medo.

Ela estava de... Sapatilhas de ponta?

Peguei-lhe pela mão.

-Essa é a Mia, senhoras e senhores. Toda a nossa rotina de shows e nosso dia-a-dia serão contados por ela através de vídeos que postará em seu twitter. Para segui-la entrem em www.jaredleto.com e encontrarão seus links por lá.

Beijei-lhe a cabeça.

-Uma salva de palmas para ela.

Mia acenou diante da saudação de todos e voltou para a coxia.

-Bem, há uma música que gostaria muito de cantar essa noite. Ela não faz parte da playlist, mas tenho certeza de que muitos de vocês a conhecem. — Comecei com a introdução pelo violão.

Coloque Stronger – Thirty Seconds To Mars para tocar.

N-n-now th-that don't kill me

Can only make me stronger

I need you to hurry up now

Cause I can't wait much longer

I know I got to be right now

Cause I can't get much wronger

Man I've been waitin' all night now

That's how long I've been on you


Sorri para todos que me acompanhavam.

I need you right now

I need you right now

Meus olhos se fecharam e eu pude desfrutar do que cantava.

Let's get lost tonight

You can be my black Kate Moss tonight

Play secretary, I'm the boss tonight

And you don't give a damn what they all say, right?

Awesome, the Christian in Christian Dior

Damn they don't make 'em like this anymore

I ask, cause I'm not sure

Anybody out there real anymore?

Ela podia sentir... Isso?

Bow in the Presence of Greatness

Cause right now Thou has forsaken us

You should be honored by my lateness

That I would even show up to this fakeness

So go ahead go nuts, go ape-ish

Especially on my pastelle, all my bapeness

Act like you can't tell who made this

New gospel honey, take six and take this, haters

Sinta.

N-n-now th-that don't kill me

Can only make me stronger

I need you to hurry up now

Cause I can't get much longer

I know I got to be right now

Cause I can't get much wronger

Man I've been waitin' all night now

That's how long I've been on you

I need you right now

I need you right now

Danem-se as suas pretensões.

I don't know if you got a man or not,

If you made plans or not

If God put me in your plans or not

I'm tripping, this drink got me saying a lot

But I know that God put you in front of me

So how the hell could you front on me

There's a thousand yous

There's only one of me

I'm trippin', I'm caught up in the moment, right?

'Cause it's Louis Vuitton Don night

So we gon' do everything that Jay'll like

Heard they'd do anything for a Klondike

Well I'd do anything for a Klondike

And we'll do anything for the limelight

And we'll do anything when the time is right

Baby you're makin' it

Harder, better, faster, stronger

Meus olhos que abriram.

N-n-now th-that don't kill me

Can only make me stronger

I need you to hurry up now

Cause I can't wait much longer

I know I got to be right now

Cause I can't get much wronger

Man I've been waitin all night now

That's how long I've been on you

Eu a encarei.

I need you right now

I need you right now

I need you right now

I need you right now

E dediquei aquilo que me saltava.

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Don't act like I never told you

Não me centrei nas pessoas que me gritavam. Eu tinha apenas olhos para ela. Depois de algum tempo, fugiu de mim. E não pude fazer nada para que voltasse.

Chegou o fim do show. Era hora dos autógrafos e fotos. Mia se aproximou e perguntou se ainda precisava dela. Disse que estava cansada, pois não havia dormido bem na noite anterior. Autorizei que fosse embora, mas me arrependi. Vi Shannon saindo com ela e não consegui impedi-lo de prosseguir.

Entrei em meu apartamento exausto. Procurei por ela e o que eu pensava apenas se confirmou. Não tinha voltado.

Tirei minha camisa suada, sentei no sofá e apaguei as luzes. A esperaria, só torcia para não pegar no sono.

Click.

Despertei. As chaves faziam o barulho que seus pés deveriam executar. Acendi o abajur e a tive desprevenida:

-Onde esteve?

-Com Shannon.

-Isso eu já sei. Quero saber onde. –Minha voz ainda era calma e fria.

-Em sua casa.

-Transou com ele?

-Não lhe devo satisfações.

-Sim, deve. Mora na minha casa. Sou responsável por você.

-Isso não tem nada a ver.

-Serei o culpado se voltar para casa grávida.

-... Eu não transei com ele. Shannon é meu amigo.

-Não acredito em você.

-Não quero que acredite. Ninguém acredita em mim e sinceramente, achei que estava demorando ouvir essas palavras vindas da sua boca. –Pausou. – Por que se importa tanto? Se quer me levar pra cama, seja claro. Adolescentes são infantis e servem apenas pra diversão, certo? Não é o que todos pensam?

-Não quero te levar pra cama. Se quisesse, o teria feito na primeira oportunidade.

-O que quer de mim?

-Seu amor.

-Não o terá.

Um murro no estômago.

-Me dê uma noite.

-Acabou de falar que não queria me levar para cama.

-Se não poderei ter mais do que uma noite, será apenas o que desejo.

Não falamos mais. Seu coração deveria estar tão acelerando quanto o meu.

-E quero que seja essa noite.

Coloque Ombra – Cirque Du Soleil para tocar.

Pingos de água caindo lentamente no vidro.

Sombras de dois corpos, uma mão acaricia a superfície e revela unhas vermelhas.

Outra visão.

Um corpo feminino que dobra a coluna por cima das costas de uma cadeira em uma sala de dança.


Suas costas encostam-se ao local e o frio arrepia sua pele. Sua coluna se contorce e os seus joelhos dobram. Um perfil feminino.

Ela é observada por olhos azuis. A perna se levanta. A flexibilidade lhe permite brincar com seus movimentos.

O outro se aproxima e lhe pressiona. Ele a segura pelas costas e por uma perna.

Levanta-se. Desliza os dedos pela pele. Os braços seguem o movimento do ar.

A boca masculina toca a curva de seu pescoço. As mãos dela viajam pelo seu cabelo molhado.

Sua barriga se contrai. Sua fronte cai e os seus braços a envolvem.

A mão máscula viaja pelo corpo de sua fêmea até atingir sua feminilidade, um ofego escapa.

Ela o olha e um sorriso aparece. Lê-se em seu rosto pura luxúria e diversão. Um dos dedos lhe toca os lábios, virando seu rosto para apreciá-lo com olhos fechados.

-Está fluindo para mim.

Volta a olhá-lo determinando sua liderança.

Um gemido que incide com outros dele. Os lábios se encontram, os olhos se fecham.

-Jared...

-Ainda não, amor.

Desmonta-se. Seu pescoço não sustenta mais o peso. Sua face acaricia seu ombro a procura de aconchego.

A cabeça tombara em seu ombro. Suas unhas cravaram em sua pele e deixavam a marca de posse.

Seus olhos param no vazio, mas volta-se a ele. Espera por ele.

Suas carícias pararam. Os olhos de Mia abriram preguiçosos, mas indagando o motivo de não continuar. Jared olhou seu corpo, beijou seus seios demorando-se neles. Desceu para sua barriga, até atingir novamente a parte mais sensível. Lambia, mordiscava e acariciava. Fazia com tal ternura que faltavam forças para ela seguir de pé. Percebendo isso, ele trouxe uma perna até seu ombro.

Outra contração que a levara por inteiro.

-Por favor...

Ele ainda beijou sua perna e voltou-se rapidamente a ela.

-Abra os olhos.

Suas mãos tocavam seu ventre enquanto sua respiração era audível.

Obedeceu.

-Me deixe te acariciar.

-Hoje não. Esse é o seu dia. Para te provar quanto prazer posso te dar.

Segurou-a pelas pernas, dividindo seu peso com a parede.

-Agora, abra-se para mim. Deixe-me levá-la ao infinito.

Novamente seus olhos se encontraram. Seu braço se ergueu lhe pedindo suavidade.

Quando a penetrou, Mia deixou que suas pálpebras caíssem.

-Não feche os olhos, meu anjo. Olhe pra mim.

Olhavam-se desejosos. Ele se moveu lentamente e isso a agoniava.

-Preciso de você todo dentro de mim.

Isso o provocou um sorriso, fazendo com que cedesse a seu pedido.

-Assim? –Estocou, provocando-a.

Joelhos fracos. Uma leve queda. Suor que escorria.

-Uhum. –Mordeu seu lábio inferior.

-Está pronta.

Uma mão oferecendo-lhe ajuda. O fitou, explorando-lhe.

Seus movimentos se intensificaram. Seus corações batiam forte demais. Nada mais existia, só a necessidade de chegar ao êxtase.

Forte e dominador. Frágil e letal.

Estavam quase lá. Eles atingiram juntos. Gemidos ecoavam por todo o banheiro. Soluços saltavam pelo peito de Mia. Os espasmos eram violentos e era impossível não acompanhá-los com o próprio corpo.

A ponta dos dedos que percorriam as promessas de um amor. Ela não conseguia acreditar.

Jared beijou seu rosto.

-Eu quero mais.

Essa afirmação o pegou de surpresa.

-Eu também.

-Creia em mim.

Não necessitavam de toalhas. Conheciam o corpo um do outro muito bem. Ela o pegou pela mão e o levou até a cama. Jogou-lhe úmido aos lençóis. Beijaram-se lentamente degustando-se mutuamente.

As luzes da cidade iluminavam os contornos da satisfação. Mia deslizara sua mão pelos seus traços fortes. Olhou para seu sexo e se dedicou a lhe comprazer. Descobriu-lhe profundamente. Urros, gritos... Prazer.

-Eu te quero de quatro.

Deixou sua mão. Afastou-se ainda encarando-o.

O dedo indicador dela parou em seus lábios, lhe impedindo de falar.

-Me privou de lhe dar prazer. É minha vez de decidir o que fazer.

Se sentou sobre a sua ereção.

-Como se sente?

-O homem mais feliz do mundo.

Mia se moveu já com Jared dentro de si. Ele soltara seu fôlego e ofereceu um sorriso:

-Eu adoro quando me provoca. –Lhe colocou a mão na coxa, apertando-a.

Seus movimentos aumentaram. A segurava pelos quadris agora lhe ajudando enquanto ela se apoiava em seu abdômen. Outra explosão. Sua cabeça estava pendurada, os arrepios ainda lhe passavam pela pele. Tombou desgastada. A afagou com gosto.

Voltou-se para frente. Andou o suficiente para sentir o vazio. Olhou-o por cima do ombro por alguns segundos e o deixou.

-Minha menina... Mulher.

-Eu estou tão cansada.

Rolaram trocando de posições. Retirou-se dela e levantou:

-Vai me deixar? –Olhou disfarçando sua preocupação com um sorriso.

-Vou pegar um cobertor para você.

-Fica comigo.

-Esperava que me pedisse.

Beijou-lhe rapidamente e saiu. Quando voltara, já estava adormecida. Jared se deitou ao seu lado e a abraçou cobrindo aos dois.

Notas finais
Gostaram? Mereço reviews?
Mais surpresas chegando pra essa semana.
Obrigada pelos comentários!
See ya, everybody. ;)

Beijoletos.