Notas iniciais
Hey, minha gente.
Novamente peço para não me matarem. Prometi aparecer quarta, mas essa semana foi frenética pra mim. Tenho muitas ideias para os novos capítulos, mas o que me falta é tempo. Comecei a fazer aulas de Pole Dance e bem... Isso vai tomar o meu dia junto de minhas aulas escolares. Por isso, peço paciência. Tenham certeza de que pelo menos um capítulo por semana eu vou postar. Estando disponível, dois, como o prometido.
Mais sugestões de músicas pra hoje! Elas são:

1 - How Does It Feel da Avril Lavigne;
2 - E.T. da Katy Perry.

Seguem os links diretos:
http://www.kboing.com.br/avril-lavigne/1-1000597/
http://www.kboing.com.br/katy-perry/1-1054536/

Divirtam-se! o/

Coloque How Does It Feel — Avril Lavigne para tocar.

Abriu os olhos.

Se deparou com o teto. Nada parecia fazer sentido. Um bufar a tira de suas dúvidas. Bastou olhar para o lado e ver o homem mais lindo que já tinha conhecido dormindo como um anjo. Ele a tinha consumido em um sonho, mas a realidade sempre seria um pesadelo.

Lentamente, tirou seu braço de cima de sua barriga. Sua mão a segurou e teve medo que tivesse o acordado. Não tinha. Sorriu e lhe tirou uma mecha de cabelo de seu rosto. A possessão sempre seria sua melhor vigilante, mesmo que estivesse adormecido.
Se levantou e percebeu sua nudez. Se deparando com o espelho, tocou seu corpo. As marcas do instante em que fizeram amor ainda permaneciam. Sua pureza pertencia a ele agora.

Colocou apenas um sobretudo e sapatos. Deixou o apartamento e se pôs a andar pela cidade. Não iria até longe com os pés, mas não sabia se iria com seus sentimentos. Não queria se entregar, não queria ser frágil diante dele... Não queria se apaixonar.

Estava tão confusa.

No fundo, sabia. Já pertencia a Jared. Não havia como voltar atrás.

-Não existem contos de fadas.

Mas desejou que existissem. Agora que já tinha conseguido lhe tirar uma preciosidade, o lixo seria sua próxima estação.

Talvez se mantivesse o profissionalismo seria como se nada tivesse acontecido. Hipocrisia. Essa seria sua melhor amiga? O local para fugas?

Vento soprava seu rosto. O frio acariciou suas pernas.

-Poderia me dar a resposta necessária para a minha felicidade?

Era tão jovem e se sentia tão responsável. Alisando o ventre, lembrou. Não haviam se protegido. Carregara já um fruto daquela insensatez? De alguma forma, se vier ele a protegerá contra essa loucura?

Encolheu-se para apaziguar o gelo que detinha em seu invólucro. Deveria estar pronta para tudo sem ao menos conhecer seu conteúdo?

Um grunhido vindo dentro de si a respondeu.

Estava ligada a ele. Para sempre.

Porém, não queria voltar para encará-lo ainda. Se entregaria se o fizesse. Preferiu passar o restante da noite na rua. Sentou-se em um banco e permitiu que a luz da lua iluminasse o seu rosto, como nos velhos tempos.

-Perdoe-me, mas não posso pertencer a você, criatura indecifrável.

Fechou os olhos.

-Não pode ir agora!

-Vou quando quiser! Pare de me dar ordens!

Uma moça jovem saia de uma casa. Eu a conhecia de algum lugar. Deixou cair algo de sua bolsa. Peguei e identifiquei como um... Sapatinho de bebê.

Ela correu e eu a segui:

-Espere!

Não consegui alcançá-la, estava para atravessar a rua, mas o sinal estava aberto.

Um baque.

Corri para socorrê-la.

-Oh, meu Deus!

Era Mia.

-Não! –Sentei-me na cama pelo susto. Suava frio e minha respiração estava descompassada. Deus, foi só um pesadelo. Só um pesadelo.

Olhei para o meu lado. Não estava lá.

-Mia?

Talvez no banheiro. A porta estava aberta e notava-se a sua ausência. Fugira de mim outra vez? Deveria estar com Shannon?

O celular dele estava desligado. Por que ligar? Eu poderia adiar a minha dor ao saber que preferia a ele a mim.

A campainha tocou.

-Mia.

Cheguei à porta o mais rápido que pude. Abri e não encontrei quem eu gostaria naquele momento:

-Isso que é ter uma boa recepção. –Me fez perceber que eu estava nu.

-Katharina?

-Sentiu minha falta? –Deu o seu melhor sorriso.

-Vou me vestir. Entre se quiser.

-Não há nada do que eu não tenha visto antes. Já me adiantou a parte das preliminares.

-O que? –Olhei confuso.

-Sinto que tenha lhe faltado. Satisfazer-se com uma adolescente deve estar sendo um sacrifício. –Seus braços já rodeavam minha cintura.

-Não estou me satisfazendo com ninguém.

-Pior para você, mas eu estou aqui para fazer tudo o que desejar.

Não tive tempo para retrucar. Katharina estava me beijando e sua mão em cima de meu membro. Desejei controlar meu corpo, mas infelizmente ele respondeu. Era só sexo. Ou uma dívida paga por não encontrar Mia na cama. Eu acho.

-Transar com você é como beber água na fonte da juventude, Jared.

Não a olhei. Tinha nojo tanto dela, quanto de mim.

-Mas tudo que é bom acaba. –Se levantou e dei graças por isso. –Temos de repetir mais vezes, meu amor.

-Não me chame de amor.

Ergui-me e não esperei que colocasse sua roupa com calma.

-Pegue suas coisas e dê o fora.

-Não foi bom pra você? –Disse confusa.

-Não.

-... Certo. Tem o número do meu celular. Se quiser uma experiência melhor... –Novamente envolveu seus braços em mim, sorrindo.

-Não quero te ver de novo. Tenho nojo de você. Agora, saia daqui. –Puxei-lhe pelo braço junto das suas coisas e a empurrei para fora.

-Grosso!

-Vadia. –Bati a porta com força.

Jesus, o que eu tinha feito? Será que Mia me perdoaria? Será que eu me perdoaria?

Entrei no banho, esfreguei meu corpo para tirar o cheiro daquela prostituta de mim. E ao mesmo tempo, não queria que fosse muito forte, pois o cheiro, o gosto e o perfume da primeira eu ainda inspirava.

Encostei minha cabeça no vidro e inconscientemente minhas lágrimas escorreram.

Me sentia tão fraco na frente dela. Onde estava o real Jared Leto? Não era assim, nunca estive tão suscetível a uma mulher... E era apenas uma menina.

Acariciei a matéria que me impedia de cair, pedindo que de alguma forma lembrasse um traço dela.

Estava perdido, mas algo era concreto... Só ela poderia me encontrar.

Era tarde, quando Mia apareceu. Estava de sobretudo e seu rosto parecia cansado. Fiquei a sua frente, não estava disposto a colocar um muro entre nós. Realmente gostaria de poder conversar e entender o motivo de ter me deixado:

-Tudo bem?

Seu olhar se dirigiu a mim. Era pesado e um tanto triste. Se não soubesse o que havia acontecido no dia anterior, nunca desconfiaria que houvesse feito amor de forma tão intensa antes.

Acenou com a cabeça positivamente. Largou as chaves na mesa e andou fitando o chão:

-Vou tomar um banho.

-Mia, espere. –Segurei-lhe o ombro e dessa vez me olhou mais viva. –Precisamos conversar.

-Não precisa se desculpar. Foi bom pra você tanto quanto foi bom pra mim. Não vai acontecer mais. Podemos pular essa parte?

-Então é isso o que pensa em relação à ontem? Foi bom e só?

-Qual é, Jared? Viramos um casal agora? Não era eu quem deveria desempenhar o papel de mulher da relação?

-Por que não leva as coisas um pouco mais a sério?

-Por que sempre tenho que te dar satisfações das minhas ações? Eu sou assim, ponto. Deus! Eu por acaso te pergunto com quantas transou ou deixou de transar, por que é vegetariano, ou seja lá o que for?!

Fiquei em silêncio.

“Heart beat, a heart beat, I need a heart beat, a heart...”

-Foi o que eu pensei. –Ela deu um passo, mas voltou-se a mim. –E se está preocupado se vai ter algum problema em relação ao que aconteceu... Fique tranqüilo, já tomei minhas precauções.

-Mia, eu ainda não acabei.

-Mas eu já.

Quando me tornei a ela, encontrei-a sorrindo com uma calcinha vermelha na mão. Merda! Katharina.

“You know I gotta leave, I can't stay, I know I gotta go, I can't stay.”

-Como consegue ser tão hipócrita? –Disse ainda sorrindo, apertando seu maxilar. –Agora que já me comeu, pode fazer o favor de me colocar em um hotel? Ou talvez deixe que more com seu irmão?

“You say you wrong, you wrong, I'm right, I'm right, you're wrong, we fight.

Ok, I'm running from the light, running from the day to night”

Seus olhos conseguiam ser doces, sedutores, desafiantes e ainda por fim me feriam como a mais afiada navalha.

“Oh, the quiet silence defines our misery

The riot inside keeps trying to visit me

No matter how we try, it's too much history

Too many bad notes playing in our symphony.”

-É o que quer? –Mantive minha voz baixa.

-É o que tenho direito.

-Arrume suas coisas.

-Não preciso. Tudo está muito sujo com todas essas impressões. Quero começar de novo. Ah, e a propósito. Quero um salário mensal de cinqüenta mil dólares mensais, mais benefícios por trabalhar com você.

-Para mim, quer dizer.

-Com você. Não serei sua subordinada. Se quiser se tornar o melhor, vai precisar de mim e fará exatamente o que eu disser. Caso contrário, me mande de volta para o Brasil.

“So let it breathe, let it fly, let it go

Let it fall, let it crash, burn slow.”

Era a minha vez de sorrir.

-Tenho uma proposta.

-Diga.

-Dobrarei seu salário e além dos seus benefícios, reafirmo meu compromisso de lhe dar tudo o que desejar. Com uma condição.

“And then you call upon God

Oh, you call upon God.”

-Quero que fique comigo aqui e se torne minha amante.

“Running away from the night, running away from the light

Running away to save your life.”

Não demorou que Mia se tornasse conhecida, tanto pelos fãs da banda quanto pela mídia. Constantemente era perseguida e isso se intensificava quando eu estava junto dela. Mantivemos nossa relação mais discreta possível até o tempo necessário. Porém como me alertava, não consegui seguir o seu conselho.

-Controle seus instintos masculinos, Jared.

Era impossível. Minhas mãos não resistiam a tocá-la. Qualquer lugar, em qualquer situação era ideal para o sexo. Admito, sempre gostei muito de transar, mas... Agora era diferente. Ela me excitava apenas ajeitando o cabelo. Não podia estar longe dela.

Nos tablóides, apontavam-nos como o casal do momento sem ao menos termos oficializado algo. Não foi preciso. Um beijo flagrado por um penetra de uma festa em Saint Tropez foi o suficiente.

-O que faremos? –Mia disse impaciente.

-Vamos assumir.

-Assumir o que?

-Nossa relação.

-Ah, claro. Prazer, senhoras e senhores. Sou a escrava sexual de Jared Leto. –Saiu jogando o jornal no chão.

-Mia. –Não evitei rir. –Não é minha escrava sexual. Faz isso por que quer.

-Não me deixou escolha.

-Desgosta?

-Me desconforta. Sinto-me uma prostituta.

-Se é assim não há nada melhor do que oficializar.

-Quer namorar comigo? –Virou-se para mim apertando os olhos.

-Eu... –O barulho do celular nos interrompeu. –Só um minuto. –Atendi. –Jared falando.

Mia me deixou para ir à cozinha. Alguns minutos mais tarde, fui até ela. O assunto era de seu interesse. Deparei-me com uma cena que muito me agradou. Estava preparando a comida para nós. Normalmente, eu fazia isso quando não a levava para comer fora. Tê-la como minha mulher era um desejo íntimo e uma necessidade que de alguma forma precisava ser cumprida.

-Nos querem em um comercial para um perfume.

-Quem quer?

-Calvin Klein.

-Por que a mim? –Olhou-me chupando o dedo para limpar o pouco de molho de tomate que ali se encontrava. Eu precisava tomar um copo de autocontrole para não apoiá-la na bancada e fazer amor com ela pela quarta vez no dia.

-É um tanto óbvio, não?

-Não falo quanto a isso. Por que não escolher uma modelo magérrima e bonita?

-Poderia perguntar isso a quem quer nos contratar. Estou te passando o recado.

-Certo.

-... Vai aceitar?

-Você vai?

-Só se quiser.

-... Tudo bem pra mim.

-Só tem uma coisa.

-O que?

-Precisamos mudar o seu visual...

-Ótimo. Ando meio cansada deste mesmo. –Me interrompeu.

-Agora.

Depois de alguns telefonemas, consegui que um dos melhores cabeleireiros de Nova York e sua equipe viessem até o meu apartamento.

-O que deseja em especial? –Perguntou ele segurando e analisando o cabelo de Mia.

-Poderia mantê-lo na mesma altura, só mudar o corte.

-Não quero. –Disse seca. –Quero cortá-lo na altura dos ombros e repicá-lo bastante. Desejo fazer algumas mechas poucos tons abaixo do natural também.

-Ela tem personalidade. Gosto disso. –Sorriu. –Sabe o que dizem dos cabeleireiros? São os melhores amigos das personalidades.

-Quem sabe sejamos unha e carne daqui pra frente? –Foi sua vez de sorrir.

-Seremos. Quase me esqueci. Namorados não acompanham a transformação.

Olhamos-nos uma vez mais e lembramos um assunto interrompido o qual precisava ser resolvido o mais rápido possível.

-É claro. Estarei na sala se precisar de algo... Amor.

Abanou a cabeça no sentido de negação. Sabia que estava tomando as rédeas da situação sem consultá-la, mas era o que eu sempre fazia. Ela tinha de se acostumar.

Passadas duas horas e meia todos saíram, menos Mia.

-Está pronta.

Saiu sem esperar que a chamassem. Maquiada, unhas pintadas e o cabelo totalmente modificado. Estava divina.

-Fizeram um excelente trabalho.

-Obrigado. Não foi tão difícil assim. Ela tem um cabelo bonito e olhos perfeitos, porém trabalhosos de maquiar.

Fiquei a sua frente. Toquei seu rosto e senti como se houvesse tomado um choque. Estava diferente não só por fora, mas como por dentro. Conseguia me deixar excitado e assustado... Como? Como podia?

Eu sabia, estava dentro de mim. Já a conhecia há muito tempo. Desde os meus... Sonhos.

-Bem, se isso é tudo, podemos ir. Esteja à vontade para me chamar quando quiser, querida. Seja para fazer uma hidratação ou contar o que o seu bofe anda aprontando.

-Claro. Fique tranqüilo. O chamarei sempre. –Sorriu singelamente.

-Até mais, Sr. Leto.

-Até. –Não me virei para responder. Continuei onde estava.

-Não vai abrir a porta para eles? –Disse ela.

-Ah, claro.

Abri, mas não tinha cabeça para me despedir.

-O que tá acontecendo aqui? O mutirão da limpeza?

Mia correu para a porta.

-É o Shannon?

O olhei. Sim, era. Shannon havia viajado para Inglaterra para uma apresentação. Estava bastante tempo fora e por um lado, estive aliviado com o descanso de suas investidas em cima de Mia. Senti sua falta, éramos muito amigos, mas desde que ela chegou nossos laços andaram um tanto estremecidos. Agíamos como desconhecidos e nossas conversas ficaram um pouco de lado.

-Hey. Quem é a nossa nova habitante, Jared? Onde está a Mia? –Disse sorrindo.

-Para com isso, seu bobo. –Lhe deu um tapa no braço.

-Eu te dei intimidade pra isso? –Riu. –Eu nem te conheço. Quero saber cadê a Mia, Jared?

-Shannon, chega de brincadeira. Vai entrar? –Disse impaciente.

Os dois me olharam sem graça.

-Não, vim buscar minha pequena para um passeio. Mas já que não se encontra... –Deu as costas colocando o capacete de sua moto.

-Morre, seu chato! –Mia pulou em suas costas e os dois começaram a brincar entre si. Eu observava a cena e o invejava. Era assim que ela queria ser tratada? Com brincadeiras idiotas e sem sentido?

-É você mesmo, Mia! Deus, eu não te reconheci.

-Deve ser sua vista cansada.

-Você tá me chamando de velho, pirralha?! Vai ver só!

Quando ele a pressionou na parede, eu pude pressentir que um clima romântico se instalava. Interrompi.

-Aonde vão?

Ela me olhou desconcertada.

-Vamos comer alguma coisa.

-Vou com vocês.

-Não mesmo, Jare. –Eu odiava quando ele me chamava assim. –Só eu e a pequena. Quem sabe da próxima vez.

-Não voltamos tarde. –Ela disse sendo puxada por ele.

-Tem duas horas.

-Ok, papai.

Fui até a janela. Olhei-os saindo do prédio. Estavam abraçados e... Trocaram um selinho?

Se ela estava disposta a se expor desse modo, teria que agüentar as conseqüências. E não seriam leves...

Após as conveniências de contratos e as inúmeras perguntas de Mia para entender o que estava sendo tratado, era chegado o dia da filmagem do comercial. Podia percebê-la insegura.

-Nervosa? –Quebrei nosso silêncio dentro do carro.

-Não.

-Pode se abrir comigo.

-Já não faço isso todas as noites? –Sorriu maliciosa.

A olhei e coloquei minha mão sobre a sua perna.

-Tudo vai dar certo.

-Não tente adivinhar o futuro, Jared. É perigoso.

-É só um comercial.

-Eu sei do que estou falando.

Virou-se para olhar pela janela e entendi que não queria mais conversar.

Ficamos em silêncio no elevador. Entrando no estúdio, fomos saudados pelo diretor, fotógrafos e nossos contratantes. Mia logo foi conduzida a maquiagem e figurino, enquanto conversava com alguns sobre a idéia da propaganda. Notei a presença de algumas modelos dentro do estúdio. Eram muito bonitas, mas nada que me fizesse desistir da minha pequena ninfa. Mas talvez... Pudessem me ser úteis.

(Mia’s POV)

Tinha acabado de ser maquiada e vestida. Contemplava seu rosto no espelho. Estava tão diferente...

-Quanto tempo vai durar essa farsa?

Arrastou seu rosto pelo seu antebraço, fazendo que sua própria cabeça se sentisse confortada. Sentia-se cansada. Jared a necessitava 24 horas por dia tanto profissionalmente quanto sexualmente.

Sorriu.

Gostava de estar assim. Nunca imaginou ser o objeto de desejo daquele que tanto almejou e rezou encontrar. Dedicou-lhe tantas lágrimas, variando entre amor e ódio e agora... Tinha medo. Medo que em pouco tempo o interesse dele se dissolvesse e acabasse por morrer seca de seu amor.

-Eu te amo tanto, Jared. Mal pode imaginar o quanto...

Levante-se.

Seus olhos a fitaram novamente e terminou por levantar-se como se acabasse de acordar de um sonho. Não podia fracassar agora. Estava apenas no início. Tudo dependia dela. O seu segredo não podia esperar para libertar-se.

Uma fisgada no peito.

-Ah! –Colocou a mão sobre o peito e contraiu os olhos. Abriu-os ao fim e enxergou o chão. –É só uma dor.

Novamente se deparando com o espelho, viu seus olhos vermelhos, mas não se preocupou. Era hora de ir.

Ao entrar no estúdio, olhou Jared conversando com uma modelo. Os dois riam e pareciam maliciosos.

Um toque na pele dela.

Sua mão se encontrava em sua coxa e se movimentava em direção ao meio de suas pernas.

Outra fisgada.

Sufocou um grito. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e não podia fazer nada para evitá-la.

-Srta. Mia, está bem?

Força, garota.

Olhou com um sorriso firme o assistente que a encarava.

-Estou ótima. Só um pouco de dor no estômago.

-Quer que comunique o Sr. Leto?

-De maneira alguma. Não quero que ele fique preocupado durante a filmagem. Deixe-o de fora. Está tudo bem. –Piscou e caminhou confiante. –Estou pronta. –Disse a Jared que ainda “conversava” com a modelo.

-Ótimo.

Coloque E.T. – Katy Perry para tocar.

Flashes. Focalizam-se pernas femininas andando para um homem que a olha deitado.

You're so hypnotizing

Ela se abaixa para fitá-lo.

Could you be the devil,

Could you be an Angel

Se senta em seu colo enquanto a puxa para si.

Your touch magnetizing

Seu corpo se contorce.

Feels like I'm floating,

Leaves my body glowing

Sua mão puxa sua cabeça para olhá-lo.

They say be afraid

You're not like the others,

Futuristic lover

Ele a espera. Seus olhos dizem que a deseja intensamente.

Different DNA,

Ela lhe acaricia o rosto.

They don't understand you.

Fecha seus olhos e o sente beijar sua clavícula.

You're from a whole 'nother world

A different dimension

Morde seu lábio inferior.

You open my eyes

And I'm ready to go,

Lead me into the light

Abre seus olhos e o empurra levantando.

Kiss me, Ki-Ki-Kiss me

Infect me with your loving

And fill me with your poison

Contrai suas costas ao se encontrar com ele a olhá-la.

Take me, Ta-Ta-Take me

Wanna be your victim,

Ready for abduction

Estende os braços chamando-o, seduzindo-o.

Boy, you're an alien,

Your touch so foreign

It's supernatural,

Extra-terrestrial

Ele a prende por trás.

Flashes.

You're so supersonic

A cabeça dela se volta para o lado.

Wanna feel your powers,

Stun me with your lasers

Um sorriso habita seu rosto.

Your kiss is cosmic,

Every move is magic

Enquanto ele a segura contra a parede branca.

You're from a whole other world

A different dimension

Movimentam-se lentamente estimulando sua sexualidade.

You open my eyes

And I'm ready to go,

Lead me into the light

Suas unhas pintadas percorrem as costas dele e se agarram.
Flashes mais rápidos.

Kiss me, Ki-Ki-Kiss me

Infect me with your loving

And fill me with your poison

Mia se encontra deitada em cima de uma bancada. Ele a puxa pelas pernas.

Take me, Ta-Ta-Take me

Wanna be your victim,

Ready for abduction

Suas mãos percorrem o abdômen definido dele e por fim, tocam-lhe no meio das calças.

Boy, you're an alien,

Your touch so foreign

It's supernatural,

Extra-terrestrial

Ele apóia sua testa em sua barriga. Flashes rápidos e de repente tudo fica escuro.

This is transcendental,

Ela está nua, apenas tapada pelos braços dele e sentada em seu colo com a cabeça em seu ombro.

On another level

Boy, you're my lucky star

Olham-se nos olhos finalmente.

I wanna walk on your wavelength

Os dedos dela percorrem seus traços.

And be there when you vibrate

E guarda em sua memória cada um deles. Se aproxima dele...

For you, I'll risk it all, all

Beija-lhe os lábios da maneira mais carinhosa que poderia ter feito... E o morde.

Kiss me, K-K-Kiss me

Infect me with your loving

And fill me with your poison

Take me, T-T-Take me

Wanna be your victim,

Ready for abduction

Boy, you're an alien,

Your touch so foreign

It's supernatural,

Extra-terrestrial

Duas sombras de corpos fazendo amor.

Extra-terrestrial

Flashes.

Extra-terrestrial

Ela lhe abraça pelas costas e beija seu ombro.

Boy, you're an alien,

Your touch so foreign

It's supernatural,

Extra-terrestrial

Pega sua jaqueta e sai.

Terminada a filmagem, foram aplaudidos. Não foram necessárias muitas paradas para filmar novamente as cenas que não ficaram boas. A química havia feito o trabalho para ambos, mas despertou o sexo também.

Mia tinha acabado de se arrumar, quando Jared entrou em seu camarim.

-Como se sente?

-Bem. –Disse sem olhá-lo, guardando suas coisas.

-Eu acho que fizemos um excelente trabalho.

-Claro. É o que sempre acha. Chega até ser previsível. –Se levantou e andou até a porta.

-Aonde vai? –Segurou-a.

-Pra casa, pra onde mais?

-Talvez saísse com Shannon.

-Não por falta de vontade. Deveria fazer o mesmo com aquela modelo com que conversava mais cedo.

Silêncio. Ela havia se entregado.

-Está com ciúmes?

-Estou puta com sua atitude. Se quer mesmo assumir alguma coisa perante a imprensa, deveria se importar mais com a imagem que vamos levar daqui por diante.

-Não diga o que tenho que fazer. Tenho trinta e nove anos de idade e não sou mais nenhum moleque.

-Agora age com a sua verdadeira idade?! Você é bipolar ou o que? Se me quer nessa merda, vai ter que me respeitar.

-Ou o que?

-Eu vou embora.

-Eu já disse uma... –Apertou-lhe mais o braço. –E espero que essa seja a última vez que tenha que repetir. Se for embora, acabo com a sua carreira e com a sua vida. Está me entendendo?

-Está me ameaçando? Vai me matar?!

-Vou te perseguir até que esteja louca vendo meu rosto em todos os lugares.

-... Ótima fala, Jared. De que filme tirou? –Sorriu irônica.

-De um bom filme. –Sorriu também ainda tenso. –Mas como sabe, cumpro minhas promessas. Não dê pra trás, Mia. Vai se arrepender se o fizer.

-... Pode me soltar agora?

-Claro. –Soltou-a. – Me espere. Vou me arrumar e iremos para casa.

Ela não esperou e saiu apressadamente do camarim.

-Mia!

Já estava longe quando tentou a alcançar ainda dentro do estúdio. Pôs suas roupas o mais rápido que pôde e se despediu. Correu com o carro, ultrapassando os limites de velocidade. Percebeu uma viatura da polícia atrás de si.

-Merda!

Parou o carro e aguardou. O policial pediu seus documentos e que saísse do carro.

(Jared’s POV)

Sabia que sua desvia de conduta seria noticiada por todas as revistas de fofoca. Coçou a cabeça e expirou com raiva.

Ela me pagaria por isso.

Quando cheguei ao apartamento, encontrei-me com uma escuridão. Já esperava que a minha doce diabinha estivesse no quarto. Virei a maçaneta e estava trancada. Tinha uma chave extra. Consegui abrir o quarto. Olhei e vi que havia deixado a chave original no ferrolho para impedir que entrasse. Acontece que a modernidade avançou e o truque de impedir a entrada de outros com uma chave estava ultrapassado.

Estava dormindo profundamente. Fiquei ao seu lado, rocei meus dedos pelo seu corpo.

-Já me fez muitas brincadeirinhas por hoje. É hora da revanche.

Deixei-lhe nua, tomando cuidado para não a acordar. Amarrei seus pulsos aos braços da cama. Sentei-me na minha poltrona de canto. Observei-a descansar. Parecia um anjo. parecia.

Mal podia esperar que despertasse.

Um tempo passado, seus olhos abriram lentamente. Ela me notou logo.

-Jared?

-Sim, amor.

-Como... Como entrou? –Tentou se levantar, mas percebeu seus pulsos amarrados. –O que fez comigo?

-Não fiz. Farei. Adorei seu senso de humor e por isso também decidi brincar. Desfrutará com certeza.

Levantei e continuei a encarar seu rosto assustado.

-Não tenha medo. Não vou te machucar.

Sentei-me ao seu lado e percorri minha visão pelo seu corpo.

-Ah, minha doce víbora. Não lhe fiz nada e já tem os mamilos duros. Me deseja?

-Me solte... Por favor.

-Não, ainda não. Apenas quando merecer. Agora vamos ver se está ansiando por mim. – Coloquei minha mão entre suas pernas. –Está molhada. Ah, Deus. Mal consigo me controlar para estar dentro de você.

Tirei minha roupa e deitei-me sobre ela. Beijei todas as partes de seu corpo, enquanto se contorcia com as minhas carícias.

Estimulei seu clitóris com os dedos. Puxou os pulsos, ofegante.

-Implore que a penetre. Diga que me quer pulsando dentro do seu corpo.

-Ah, Jared...

-Fale. –Sussurrei em seu ouvido.

-Eu te quero... Eu te quero muito, amor.

Amor.

Fora o necessário. Parei meus dedos. Acoplei-me a ela e movimentei meu corpo lentamente para torturá-la.

-Mais rápido.

-Paciência, víbora.

Continuei assim até que estivemos ambos para gozar. Movimentei-me rápido e forte. Podia sentir a cama batendo contra a parede. Um delicioso orgasmo nos invadiu. Segurei-lhe pelas nádegas para penetrá-la mais fundo. Meu corpo se arrepiava com tal intensidade de nosso ato. Respiramos com dificuldade. Quando me restabeleci, soltei seus pulsos. Ela me olhava e a retribuí.

-Me chamou de amor. –Disse ainda em cima dela.

-Me entreguei ao calor do momento.

-Estou apaixonado por você.

-Jared, por favor... –Interrompi-lhe colocando meu dedo indicador em seus lábios.

-Não pode me privar de dizer o que estou sentindo. Talvez eu nunca te entenda. Talvez você nunca me corresponda completamente, mas quando vi que estava com ciúmes percebi que poderia me dar uma chance de torná-la minha... Apenas.

-E as tantas modelos que te seguem?

Sorri.

-Se está falando da moça com que conversava no estúdio fiz apenas pra te provocar. Era armação, Mia.

-Como posso acreditar?

-Ligue pra o pessoal do estúdio. Vão te confirmar.

-...

-Me dê uma chance. Deixe-me te desvendar, doce enigma.

-... Uma chance é apenas o que te dou. Não desperdice.

Notas finais
Reviews?
Gente, estou muito feliz com o número de leitores e reviews que está aumentando cada vez mais. Obrigada sempre.
Até o mais breve possível.

Beijoletos. ;)