Sensations
14 Somnium.
Notas iniciais
Ansiosos? Ok, vamos lá! o/
Esse capítulo foi bem difícil pra escrever. Mas espero que gostem. Alguns avisos antes das sugestões de músicas:
Bem, como sabem Sensations está disponível também no site: http://www.30echelonstm.com/ -Quem quiser dar uma olhadinha e acompanhar as notícias dos caras lá. (E elas chegam muito rapidamente, o que é surpreendente. -q)
Outra coisa, peço a ajuda de vocês para votar no 30EchelonSTM para o prêmio vagalume. Aqui está o link: http://www.vagalume.com.br/premio/fasites/3ade68b4g4396eda3/ -Ajudem, Soldiers. Vamos nos unir. ; )
Bem, vamos as sugestões:
1 - Oblivion do Thirty Seconds To Mars;
2 - When I First Saw You por Jamie Foxx;
3 - Welcome To The Universe do Thirty Seconds To Mars;
4 - The Scientist do Coldplay.
Links diretos:
http://www.kboing.com.br/30-seconds-to-mars/1-1086672/
http://letras.terra.com.br/jamie-foxx/922728/#traducao (A letra da música escrita não condiz com a ouvida.)
http://www.youtube.com/watch?v=obzNft5xBRQ
http://www.kboing.com.br/coldplay/1-90182/
Belesminha?
Falo mais com vocês lá embaixo. Tô falando demais hoje. -qq
Divirtam-se. ; )
Coloque Oblivion — Thirty Seconds To Mars.
Salto.
Eu poderia talvez tê-lo dito, mas não concordei que assim fosse.
Perdoe-me por tantos mistérios.
Não vale-me a competência de instituí-los.
São seus.
Tinha-a nos braços. Seu sangue manchava minhas mãos e rosto. Nenhum táxi parava diante meu comando.
-Deus, me ajude!
Olhei-a me certificando se a sua dor aumentava. Estava desacordada.
-Mia, meu amor. Acorde! –Balancei seu rosto para despertá-la. Sem sucesso.
Chovia.
Trovejava.
Algo havia me cortado na região das costelas. Olhei para onde a incômoda me chamava.
-Mas o que?
Um punhal. Havia um punhal em seu quadril.
-A morte pode nos ser tão doce e inebriante, não é mesmo?
Olhei para trás.
-Mia! –Abri meus olhos. Estava suando. Ela ressonava tranquilamente agarrada a meu corpo.
Eu precisava de água. Levantei lentamente para não acordá-la e caminhei até a cozinha.
Relaxe.
Encarei o copo após o líquido ter sumido. Eu queria encontrar respostas que só Mia sabia do que se tratava.
Mas era como se eu... Soubesse o tempo todo.
Pingos de chuva se chocavam contra os vidros. A cidade permanecia iluminada como se a madrugada não importasse.
Nunca dorme.
Alguns descansam para o sacrifício de todos os dias. Muitos arrastam seus corpos para a futilidade e barbárie do mundo.
E por um momento eu quis levá-la para longe. Estar em um lugar onde não soubessem meu nome. Onde eu não existisse. Onde nós dois fizéssemos parte de um mesmo sistema.
-Jay. –Sua voz saiu manhosa, me fazendo sorrir involuntariamente. –Está acontecendo alguma coisa?
Já disse que adoro quando ela me chama assim?
Virei-me para olhá-la.
-Não. Estava com sede.
-... Tudo bem. –Olhou para o chão.
-Quer alguma coisa?
-Posso... –Pausou e me olhou insegura. –Te pedir um favor?
-Sempre.
-Compra um brownie pra mim?
Ri.
-É uma tarefa muito árdua, tem que concordar. –Disse me aproximando sem aparentar segundas intenções. –É difícil e perigoso sair de casa às... –Olhei para o relógio. -04h47min da manhã para procurar um brownie. Eu posso ser atropelado ou assaltado ou raptado. O índice de violência em Nova York aumenta a cada dia.
-Isso quer dizer que você não vai?
-Pede com jeitinho.
-Por favor.
-Por favor, Jay. –Fitei seus olhos com nossos rostos já bem próximos.
-Por favor... Jay. –Seu olhar se desviou para minha boca.
-Por favor, Jay amor da minha vida.
-Jared. –Sussurrou.
-Fale.
-Por favor, Jay amor da... –Beijei-a antes que terminasse a frase.
Aos poucos, aquele beijo tranqüilizador se tornou insaciável. Mia se tornava voraz e exigente. Meu cérebro respondia a seu apelo, meus membros a puxavam mais para perto.
Rapidez e incandescência.
Dor.
Nossos lábios ainda se tocavam, mas torrentes lágrimas caíram pelo meu rosto. Toquei meu ventre. Envolvi meus dedos naquele punhal.
-Mia... –Quase não consegui falar.
-É o preço há de pagar, meu bem. –Beijou meu rosto.
Cravou mais ainda dentro... De mim.
-NÃO! -Arregalei os olhos.
Minha respiração era audível. Ainda podia sentir a adrenalina percorrendo minhas veias.
-Um sonho.
Precisava me convencer que tudo foi irreal.
Deslizei minha mão para o lado procurando um abrigo. Não encontrei.
Mia ainda dormia no sofá. Trouxe-a para a cama e deitei-lhe com cuidado. Toquei seu rosto percorrendo toda sua extremidade:
-Seria capaz... De me matar?
Rapidamente apaguei as lembranças daquele pesadelo. Apesar do gênio difícil, era uma boa menina.
Abracei-a e procurei acalmar meu coração. Se alguém podia fazer mal naquela relação, esse alguém seria eu.
Risos.
-Ah, minha cabeça dói. –Levantei.
Novamente ela não estava ao meu lado.
Bufei.
Vozes vinham da cozinha. Dirigi-me rapidamente para lá. Tomo, Shannon e Mia mexiam em farinha e massa sujando praticamente todo o lugar. Ela me olhou e sorriu:
-O barulho te acordou?
-Sua falta. É tão difícil permanecer ao meu lado na cama durante as manhãs? –Disse irritado.
-Desculpe, Jared, mas já são uma e meia da tarde. Se ela não levantasse, não haveria comida nessa casa. –Respondeu Tomo.
-Tudo bem. –Se dirigiu a ele. –Da próxima vez fico deitada mesmo que acorde dois dias depois. –Virou-se de costas para mim, voltando a mexer na massa. –Tem fome?
-Sim.
-Sente-se, vou colocar seu prato.
Obedeci.
-Jared, esqueci como você é sensual quando acorda. –Sacaneou Tomo.
-Cala a boca, Tomo.
-Realmente é incompreensível como um cara que tem tudo o que quer, é um rock star e tem uma mulher linda ao seu lado pode acordar de tão mau humor. — Garfou Shannon.
-Todos nós temos nossos dias, Shann. –Mia se aproximou e me presenteou com um prato de panquecas.
Antes que ela se distanciasse, puxei-lhe para mim.
-Obrigado.
-De nada.
-Estou com saudades. –Beijei seu pescoço.
-Estou com saudades. –Shannon puxou Tomo imitando meu gesto.
Mia sorriu meio sem vontade. Ainda estava chateada comigo.
-Preparado para a premiação de amanhã? –Perguntou sem me olhar.
-Sim. Quero que esteja linda, se é que isso é possível. Ficar mais bonita do que já é.
-Para me exibir como um troféu, acredito. –Ironizou.
Não quis ficar por baixo.
-Para mostrar a todos o cara de sorte que sou em te ter como minha mulher.
Era sua vez de ficar sem resposta.
-... Coma. Vai esfriar. –Tentou se desvencilhar, mas lhe prendi.
Aproximei-me e pude sentir que ela esperava pelo meu beijo. Limpei um pouco de farinha que tinha na bochecha e a soltei.
Voltou para perto dos caras, enquanto eu a encarava de longe. Fugiu o máximo que pôde dos meus olhares, mas sempre acabava por esbarrar neles.
Estava vulnerável.
Tomo e Shannon foram embora depois do almoço. Mia se deteve na cozinha para limpar o estrago feito e também para me evitar. Decidi jogar o seu jogo. Fui para meu notebook atualizar meu blog. Encontrei seus últimos vestígios.
Velocidade. Moderação.
Liga a câmera.
Depois de tantas fugas, percebi-me na tua encruzilhada. Eu sei, meus amigos, mas não pude resistir. Entreguei minha fortaleza a um único homem e esse é capaz de desiludir minhas vísceras. –Se aproximou da câmera e retirou-lhe de onde se encontrava. Andou com ela e filmou o homem que se encontrava deitado na cama. –É tão perfeito em sonhos, assim como em real vida. Como não se sentir fraca e incapaz perante a face de um anjo?
Deus, proteja-me de todo o sofrimento que está por vir diante minha escolha.
Não há mais como voltar atrás.
Desliga.
Fechei meu notebook. Caminhei até ela. Estava de quatro no chão aparentemente limpando uma mancha de gordura.
-Não é necessário que faça isso. Há alguém que faz por nós.
-Não quero ser inútil. E além do mais, isso não me prejudica em nada.
-Se cansa a toa.
-Já acabei. –Levantou.
-Deita comigo.
Conservava-se de costas quando suspirou com exaustão.
-Preciso atualizar seu blog.
-Já o fiz... Sinto sua falta.
-Podemos só nos deitar?
-... Tudo bem.
Fomos de mãos dadas para o quarto. Ela se despiu e acompanhei a cena com prazer já na cama.
-É má, sabia?
-Por quê?
-Me tortura te ver nua e não poder fazer nada.
Sorriu simples.
-Me dê algumas horas e mais tarde posso pensar no seu caso.
-Não vou ficar duro por horas.
-Conserve minha imagem em sua mente.
Desafiamos-nos por olhares.
-Diabinha.
Juntou-se a mim, entrelaçando sua mão a minha.
-Já escolheu o nome para o bebê? -Indaguei.
-Tenho alguns em mente. Para menino penso em Adam.
-Eu gosto.
-Mas acho comum. Pensei em complementar. O que acha de Adam Weinshaupt?
Olhei-a petrificado e ela pareceu me entender.
O telefone tocou.
-Sim. –Atendeu. –Ah, ótimo. Estou indo agora mesmo. Obrigada por avisar. –Desligou.
-Me deixa adivinhar: É o Mikhail que precisa da sua ajuda pra colocar fermento no bolo dele.
-Palhaço. É a minha encomenda. –Se distanciou e começou a se arrumar.
-Encomenda?
-Um vestido para amanhã. Nos vemos mais tarde. –Beijou-me rapidamente.
Puxei-a novamente para beijá-la descentemente.
-Volta tarde?
-Não.
-Me dá outro beijo. –Puxei-a mais, obtendo êxito.
-Chato.
Saiu sorrindo.
O esperado dia da premiação tinha chegado. Arrumei-me rápido, sem muitas frescuras. Mia fez mistério sobre seu traje. Fazia uma hora que estava trancada no quarto. Eu já suspirava quando ouvi seus passos.
-Como estou?
Estive estático.
Coloque When I First Saw You – Jamie Foxx para tocar.
When I first saw you, I said, oh my
I said, oh my, that's a dream, that's my dream
I needed a dream, when all seemed to go bad
Then I found you
Ela sorriu e me puxou para irmos.
And I have had the most beautiful dreams any man has ever had
When I first saw you, I said, oh my
Oh my, that's my dream, that's my dream
Chegamos meio a um tumulto.
I needed a dream to make me strong
You were the only reason I've had to go on
Mas nada parecia incomodá-la.
You're my dream, all the things I ever knew
You're my dream, who could believe it could ever come true
And who could believe the world would believe in my dreams too
Os flashes me cegavam, mas apenas pareciam procurar por ela. Todos estavam aqui por ela. Eu estava aqui por... Ela.
-Uma foto, Mia! –Um fotógrafo gritou.
When I first saw you, I said, oh my, oh my
That's my dream
Envolvi meu braço pela sua cintura e a beijei amorosamente.
Eles nunca vão tomar meu sonho de mim.
Sorriu.
As indicações foram acontecendo. Muitos vinham nos cumprimentar e me parabenizar pelo filho que estava por vir. Mal pude disfarçar o orgulho.
Mia apresentou junto do ator Jack Black a categoria ao qual eu concorria. Senti uma vontade imensa de receber o prêmio só pelo prazer de compartilhá-lo no palco ao lado de minha esposa.
Ao ver o resultado, fez uma expressão pesarosa.
-Sinto muito, querido. Ainda não foi dessa vez.
Eu tinha perdido. Quem sabe na próxima...
Mais uma indicação e outra. Novamente foi chamada para apresentar a categoria, o que me deixou um pouco enciumado. Dessa vez, estava sozinha.
-E os indicados para melhor cantor de rock são: Julian Casablancas – The Strokes; Dave Grohl — Foo Fighters... –Pausou e sorriu. –Jared Leto – Thirty Seconds To Mars; Calleb Followill – Kings Of Leon e Chester Bennington – Linkin Park.
Abriu o envelope e sorriu ainda mais.
-E o vencedor é... Jared Leto – Thirty Seconds To Mars.
Levantei satisfeito. Agradeci a todos que me saudavam. Corri até o palco. Esperava-me com o prêmio em mãos. Pouco me importei. Beijei-a ferozmente junto de aplausos dos presentes.
-Já disse que te amo hoje? –Sussurrei.
-Não me lembro. –Riu divertida.
-Eu te amo, minha rainha. Sou louco por você.
-E eu por você.
Recordei da minha obrigação de agradecer aos fãs.
-Obrigado a todos por esse prêmio. Obrigado a família Echelon e a todos que tem tornado esse trabalho uma grande família. E um obrigado especial as pessoas mais importantes da minha vida agora... –Olhei para Mia que chorava um pouco. –Minha esposa e meu filho. Muito obrigado.
Saímos do palco.
Ela havia dito que ia ao banheiro. Esperei, mas me aborreci com a sua demora. Estávamos para voltar dos comerciais. Olhei o relógio e vinte minutos haviam se passado. Talvez tivesse se encontrado com alguém nos corredores com quem conversasse.
-Senhoras e senhores, sejam bem-vindos a principal atração da noite.
De onde tinha surgido aquele mastro no palco?
Coloque Welcome To The Universe – Thirty Seconds To Mars para tocar.
Eu conhecia essa música...
Uma mulher.
Um corpo escultural.
Que se despia.
Deus, ela estava de calcinha e sutiã se pendurando... Naquilo.
Talvez fosse interessante se a Mia aprendesse um pouco disso para... Nós dois. –Riso contido.
Espera...
Essa música era a minha.
A voz era a minha.
E aquela mulher... Era a minha!
-Mia! –Levantei.
Nada nem ninguém podia me ouvir. Fui até o backstage. Alguns se assustaram com a minha reação. Deviam crer que eu sabia e apoiava aquilo, não é?
-A Mia está linda, Jared! –Alguém gritou.
Coloquei as mãos sobre meus ouvidos. Todo e qualquer ruído estava a distorcer minha visão.
Puta. Vadia.
Como podia achar que eu iria concordar com aquilo tudo? Como não me comunicou que ia se prostituir na frente do mundo todo?
Aquela merda tinha acabado. Seus passos vinham na minha direção e seu sorriso falso me abraçava por inteiro. Antes que pudesse argumentar, minha mão já havia feito todo o trabalho.
-Como pôde fazer isso comigo?
Demorou que me encarasse depois da minha agressão.
-Desde quando fica se esfregando num pau de calcinha e sutiã? Aprendeu com o Mikhail também, vadia?
-Era uma surpresa, seu imbecil. –Ainda não me encarou. –E eu não me esfrego em lugar nenhum se não em você, meu querido. Me faz me sentir mais suja do que dançar seminua em uma premiação.
Segurei-lhe brutamente pelo braço.
-Por que faz tudo isso, Mia?! É tão difícil se manter limpa?
-É O MEU TRABALHO, SEU IDIOTA! FODA-SE O QUE VOCÊ PENSA!
Sufoquei-a pelo pescoço e pude perceber como perdia o ar.
-Eu te amo tanto, sua vadia. –Algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto. –Mas ainda insiste em me desafiar.
Ela não me pediu para parar e também não houve tempo para isso. Quando me dei conta, Shannon estava me tirando de cima dela.
-O que pensa que está fazendo, Jared?!
-Ela me traiu, Shannon. Ela me traiu!
-Do que está falando?
-Da minha apresentação. –Ela respondeu a meia voz.
-Cara, ela teve que substituir uma amiga que estava doente. É o seu trabalho!
-Por que não se casam logo? Formam um casal perfeito!
-Talvez seja uma boa idéia. –Disse com olhos fixos. –Ele entende que meu trabalho condiz com tudo isso. Mas pensando bem... Talvez não esteja apenas com ciúmes, meu amor. Está com raiva por que os holofotes não estão tão focados em você agora, não é?
Tornei-me frio.
-NÃO É?! –Aumentou a voz.
-Já chega, Mia. Todos estão assistindo. Coloque uma roupa. –Shannon a segurou, mas ela logo se soltou.
-Está morto, Jared. –Deu as costas.
“Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful lie makes me...”
Coloque The Scientist – Coldplay para tocar.
Havia uma semana que Mia tinha desaparecido da minha vida. Eu a procurei por todos os lugares em que poderia se encontrar. Nada.
Ninguém sabia para onde tinha ido.
Eu vivia no caos. Nada mais parecia fazer sentido. Eu andava em círculos e sempre achava que o toque da campainha poderia significar sua volta.
Tolo.
Todas as noites significavam um novo desafio para me deitar na cama. Eu sabia que tinha errado, eu sabia que estava a sufocando. Eu sabia de tanta coisa, só não sabia de uma:
Se eu iria encontrá-la.
“Oh take me back to the start.”
-Ela está no Brasil. –Foi o que a voz desconhecida me disse pelo celular.
Eu me levantei, assim como tantas vezes. Não me importei se meu cabelo estava bonito ou se eu tinha remela nos olhos.
Eram alguns pedaços de papel que me fariam trazê-la novamente? Então isso me serviria.
Como da primeira vez em que soube da sua existência e da sua localização, peguei o primeiro vôo. Contei os segundos para trilhar o território dos meus sonhos e lutar por eles.
“Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard.”
Na casa dos seus pais por pouco não quiseram me receber. Mas talvez a dor que eu estava sentindo fosse a porta da minha honestidade.
-Ela está no Aterro do Flamengo, mais precisamente perto do Vivo Rio.
-Vivo Rio?
-Onde fizeram o show.
-Muito obrigado! –Beijei a mão de sua mãe.
Que fosse beatificada!
O medo me açoitava por não conseguir vê-la. Estava tudo tão escuro assim como a minha vida sem ela.
Rodei por tantos buracos, parei e chorei.
Tantos anos sem chorar. Agora me parecia que meu estoque estava para se esgotar.
Não poderia desistir. Não voltaria jamais sem ela.
Uma moça de cabelos esvoaçantes.
Parei o carro.
Eu só conseguia olhá-la. Parecia tão serena a luz da lua.
O que dizer? O que fazer? Se ela não me quiser nunca mais seria crime seqüestrá-la por amar demais?
“And tell me you love me, Come back and haunt me.”
-Se um anjo caísse em sua vida, o que você faria? –Perguntei.
Seu corpo voltado para o céu se arrepiou.
-Eu pediria que protegesse o meu amor.
-E quanto a você?
-Se estiver seguro, estarei protegida contra qualquer mal que queira me levar.
-... Eu te perdi?
-Nunca vai me perder, Jared. Sempre terá meu coração, mas não a minha confiança.
-Eu errei.
-Não fale o que eu já sei.
-Me perdoa.
-Sabe, eu estive aqui pensando. O dia em que eu te vi ao vivo não foi o melhor dia da minha vida, mas... Talvez o mais reconfortante. –Sorriu. –Eu me sentia tão bem. A distância me fazia tão bem. Mas como mágica, seus olhos pousaram exatamente sobre mim... E eu caí. –Estava chorando. –Eu te amei, Jared. Desde a primeira vez. E eu sempre quis matar isso dentro de mim por que eu sabia que nunca seria boa o suficiente pra você.
-Você é melhor do que eu, Mia.
Ela pediu que eu parasse.
-Se eu fosse só sua amiga isso seria o suficiente. Mas cá estamos nós. Espero um filho seu e estarei eternamente ligada a esse amor. O que fazer agora?
-Me deixe voltar pra você.
-Oh, Jared...
-Não sou nada sem você, sabe disso. Desde que apareceu pra mim tudo tem outro sabor. Não pode me deixar agora. –Me aproximei.
-E quando isso de fato acontecer? –Me olhou séria.
-Não aceito passar o resto da minha vida sem o meu grande amor.
Olhou-me desarmada e me aproximei mais.
-Eu demorei tantos anos pra entender o que é amar, Mia. Não pode simplesmente dar as costas e me tirar isso.
-Sou apenas um jogo que gosta de brincar.
-É muito mais do que isso. O que carrega aqui... –Pousei minha mão em sua barriga. –É a prova de tudo o que tenho dentro de mim.
-...
-Vamos fazer isso direito. Me deixa fazer certo dessa vez?
Toquei seu peito.
-Ele me pertence, vida. Sempre me pertenceu.
-Eu te amo... –Sussurrou.
-Eu sempre te amei. –Beijei-a suavemente para que se acostumasse a meu toque.
Seria idiota em pensar assim?
Sorri entre a carícia.
-Fugiu de mim, mas veio exatamente pro lugar onde fiz um show. Engraçada sua maneira de ver as coisas.
-Eu poderia fugir de você, mas nunca das minhas lembranças.
-Não pode fugir de mim, tolinha. Eu te caçarei durante toda sua existência.
-Será um prazer ser sua presa.
-Ah, é? –A provoquei mordendo sua clavícula. –Estou sedento, garota. Não deveria me provocar desse modo.
Ela riu.
-Me pega então.
Poderíamos ter esperado para chegar a algum hotel e termos uma noite para nós, mas a necessidade era imensa.
-Jared! –Ofegou.
Estacionei o carro em uma rua deserta e bem... Sim, fizemos sexo selvagem.
Preciso admitir que foi a situação mais divertida que eu já vivi?
Tombou cansada no banco traseiro.
-Foi a melhor coisa que eu já fiz. -Disse respirando com dificuldade
Beijei suas costas.
-Casa comigo.
Sorriu.
-Já estamos noivos, meu bem.
-... Agora.
Notas finais
Bem, gente só pra reforçar: Recomendem essa fanfic. Agradeço demais a todos que estão deixando suas reviews e espero que continuem sempre assim. Me deixam muito feliz e me fazem estar mais e mais disposta a escrever. ;)
Obrigada.
VAMOS LEVAR ESSA FANFIC AO MUNDO E À MARTE! -qq
Beijoletos. ;)
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