Sensations

8 Inuidiam.


Notas iniciais
Olá, minha gente!
Mais um capítulo para agitar os ânimos. E mais duas sugestões para trilha sonora. Elas são:

1 - She's Like The Wind do Patrick Swayze;
2 - Get Stupid da Madonna.

Os links onde podem encontrá-las seguem abaixo, respectivamente:
http://www.radio.uol.com.br/#/musica/patrick-swayze/shes-like-the-wind/15940
http://www.kboing.com.br/madonna/

Apenas o segundo link possui a lista de músicas, onde vocês terão que procurar a escolhida.
Bem, vou contar uma curiosidade. A primeira música que eu escolhi é bem interessante por que eu já gostava dela há um tempo e tinha decidido encaixá-la no momento em que a sinalizo na fic. Porém, quando vi sua tradução eu fiquei muito surpresa, pois se encaixou perfeitamente a situação e ao Jared. Espero que dêem uma olhada.
É isso, dudes.

Boa leitura. ;)

Quando entrei no quarto, já podia ouvir o barulho de água caindo dentro do banheiro. Espantei-me por notar que Mia não havia escolhido se banhar na banheira e sim no chuveiro. Tinha me esquecido de avisá-la onde encontrar toalhas, pois a única disponível ali dentro era a minha. Ela deveria me entender, não tinha outra opção senão entrar. Bati na porta.

-Mia.

-Sim. –Sua voz havia saído um tanto trêmula.

-Vim pegar sua toalha. Me esqueci de te dizer onde encontrá-la.

-Tudo bem.

Quando olhei para o vidro do Box embaçado, senti-me aliviado, mas... Curioso. Podia distinguir suas curvas e a maneira como alisava seu corpo, limpando-se. A única coisa que não havia me tocado é que ela também podia me ver olhando-a sedento. Limpou um tanto a superfície que nos separava apenas para ver-lhe o rosto.

-Há mais alguma coisa, Jared?

-Não.

-Por que ainda está aqui? Tentando descobrir como é o meu corpo nu? –Sorriu divertida.

-Não vou negar que me atrai, mas não faz meu tipo.

-Seu irmão já me confirmou isso e não se esqueça que sei das suas preferências. Eu era sua fã antes de vir pra cá.

-Era?

-A partir do momento em que nos tornamos profissionais, a relação de fã se torna inexistente, dando lugar a uma admiração supérflua.

-No que consiste o supérfluo em sua concepção?

-Bem, eu te admiro por ter conseguido chegar ao estrelato, profissionalmente falando. E admiro o seu cargo, logo eu estarei me adequando para substituí-lo.

-Quer puxar meu tapete? –A olhei, surpreso.

-Não necessariamente. Pode me dar a toalha?

Abri o Box, olhando para o lado e entreguei-lhe.

-Desejo outros patamares, bem maiores que o seus. Você poderia ser o dono do mundo se quisesse, Jared, mas se acomodou.

Voltei-me involuntariamente para olhá-la. Não me mostrou vergonha e continuou a me encarar ajeitando sua toalha.

-Se sente satisfeito com as fãs que conseguiu gritando alto o seu nome e apertando o seu pinto quando se joga em cima delas. –Um sorriso de negação lhe atravessou. –Veja Bono Vox. Um líder que não se deixou intoxicar pelo outros que chupavam suas bolas e onde ele está hoje? –Ela se aproximou de mim a ponto de sentirmos a respiração um do outro. –Tem tudo para ser seu substituto, mas é vaidoso demais. Não, Jared. Eu não quero o seu lugar. Quero muito mais do que isso. E sabe por que eu não faço o seu tipo? Isso vai muito além de padrões físicos. Somos iguais, queremos as mesmas coisas e ao mesmo tempo, enquanto a relação carnal baseia-se em opostos. Você é muito gostoso, eu não posso negar, mas eu nunca — Seus lábios quase me tocaram enquanto pronunciava. — NUNCA vou me entregar a um roqueiro egocêntrico que será esquecido em menos de dois meses.

Ela me deu as costas. Senti a fúria endurecer meu peito e soltar uma alta dose de adrenalina pelas minhas veias. Quem essa garota pensa que é pra me desafiar? Agarrei-lhe o braço e a joguei na parede.

-O que está fazendo? –Me olhou nervosa.

-Disse que me pagaria, eu cumpro minhas promessas.

Beijei-lhe avidamente. Recebi várias mordidas, mas pude suportar a dor. Não voltaria atrás, não queria voltar atrás.

Colocou suas mãos nos meus ombros a fim de me empurrar, mas era medíocre. Puxei sua toalha, porém não consegui ver o deslumbre de seu corpo. Mia perdeu as forças e por fim, consegui lhe arrancar um gemido quando toquei seu seio com a língua. Meu sexo já pulsava impaciente para ser libertado de dentro da minha calça, mas minhas mãos não queriam deixar o seu corpo. Segurei-lhe as pernas e ela me envolveu pelo quadril de bom grado. Já não parecia mais a poderosa dona da verdade.

Quando sentiu minha ereção, relaxou:

-Jared...

Sufoquei meu próprio gemido apenas por ouvir meu nome. Toquei sua suavidade com os dedos. Estava tão apertada ao lhe adentrar. Seu rosto se contorceu de dor e apenas uma palavra veio até minha mente.

Virgem.

Parei no mesmo instante. Não olhei para ela. Soltei-a delicadamente. Ficamos parados frente ao outro. Não senti vergonha pelo meu ato, apenas pesar por não continuar.

-Olhe pra mim.

Não a atendi.

-OLHE para mim. –Suas palavras saíram em alto tom e não pude fugir.

Sua respiração ainda era ofegante. Estive pronto a uma série de insultos, quando apenas me esbofeteou o rosto.

Um tapa fora o suficiente para que a vergonha abrisse espaço dentro de mim. Me sentia como uma cadela no cio.

Recolheu sua toalha e me deixou a sós com a minha repugnância. Uma série de sentimentos me invadiu, mas o mais preocupante era... Medo. Medo de perdê-la. Medo de que ao silêncio da noite, todas as suas palavras jogadas ecoassem aos meus ouvidos. Medo que percebesse que tudo era verdade. Percebesse?

Já percebi.

Tranquei-me em meu escritório. Após duas horas, lembrei que ainda não havia comido nada e nem ela. Bom começo, Jared. Bom começo.

Saí e procurei-a, mas não a encontrei. Vi um pedaço de papel em cima da mesa de jantar. Era um bilhete.

Jared,

Sei que devido ao ocorrido, vamos nos evitar por um tempo, porém não quero que se sinta desconfortável em sua própria casa. Fui até o Central Park e tomei liberdade de pegar o número do Shann em seu celular para podermos nos encontrar depois.

Espero que me entenda,

Mia.

Coloque She’s Like The Wind – Patrick Swayze para tocar.

Reli sua mensagem diversas vezes. E quanto mais lia a palavra “desconfortável” mais me sentia dessa forma. Eu estava sim desconfortável, mas agora por saber que ela não estava aqui. Nova York era tão perigosa para estrangeiros quanto mais para estrangeiros adolescentes.

Eu não poderia mentir. O verdadeiro motivo para o meu desconforto era o fato de não estar ouvindo sua voz atiçando meus demônios. Ela era a única que poderia me fazer descobrir meus segredos inimagináveis.

Não titubeei. Pus-me em um táxi e segui para o Central Park. Ao chegar, corri por toda a sua extensão. Encontrei-a alguns metros a minha frente. Gritei para que pudesse me ouvir e por um momento acreditei que tivesse acontecido, pois seu rosto havia se levantado. Mas outro se aproximava dela e um sorriso sincero se fez entre ambos.

Shannon.

Se abraçaram. Ele a levantou do chão rodando-a no ar. Da onde havia saído tanta intimidade? Pareciam antigos amigos ou... Novos amantes.

“Tomei liberdade de pegar o número do SHANN em seu celular para podermos nos encontrar depois.”

Eles haviam trocado apenas algumas palavras e ela já o chamava de “Shann”.

“-Eu nunca seria capaz de correspondê-lo.”

Eu estava sendo um imbecil. Ela o queria e eu estava sendo um obstáculo.

Se era assim, estabeleceria de vez essa maldita relação de trabalho entre nós. Sem mais descobertas sobre um ou outro. A mesa havia virado.

Eu ganharia no final.

Peguei um táxi e voltei ao meu apartamento. Não consegui comer. Meu estômago estava embrulhado. Naveguei pela internet, atualizei meu blog e visitei meu twitter. Meu coração bateu mais forte quando vi que Mia tinha atualizado duas vezes hoje. Começara seu trabalho e não fora preciso uma reunião de boas-vindas. Dois vídeos postados e 20 comentários bem-sucedidos.

Não resisti a vê-los. Mostrava-se tão indiferente, sombria...

Um momento para fragilidade. Ela tinha medo de mim.

Doeu-me o peito, mas não me permiti fraquejar. Melhor assim.

No segundo vídeo, agarrei os dedos aos meus lábios para não rir. Droga. Ela sempre conseguia. Eu havia esquecido sobre a garrafa de Jack Daniel’s, mas... Havia a guardado muito bem. Será que já tinha mexido nas minhas coisas?

Denominou-se a única fonte da verdade. Com certeza lutaria para descobrir minhas fraquezas. Hora de uma mudança de estratégias.

-Esteja pronta para a guerra.

Fechei meu notebook e fui me deitar.

No central Park, Mia caminhava ao lado de Shannon:

-Como foi seu primeiro dia com Jared?

-Normal. Nós ainda estamos nos conhecendo.

-Confesso que fiquei bem surpreso por ter me ligado.

-Você me chamou pra tomar alguma coisa hoje, certo? Não vi problema em chamá-lo.

-Não, claro que não. Sinta-se à vontade. O que quero dizer é como Jared permitiu que isso acontecesse.

Mia suspirou e parou. Shannon a acompanhou.

-Ele se trancou no escritório para falar com algumas pessoas.

Ele riu.

-Típico dele. O Jared leva o trabalho muito a sério.

-Eu o admiro por isso.

-Já lhe confessou?

-Claro que não. Ele é metido demais e eu seria apenas mais uma se começasse com a minha série de elogios guardada durante anos.

-Entendo. Você me parece uma grande garota.

Ela o olhou pelo canto do olho com um pequeno sorriso.

-Tirando o fato da altura.

-Falou o "Um metro e sessenta e oito."

-E setenta.

-Não sou a Vogue Magazine, pode me falar a verdade.

-Agora, falando sério. Eu te acho um pouco estranha, mas me parece ser muito inteligente.

-Será? –Ela lhe fitou sincera. –Será que eu não sou uma farsa? Será que eu não sou apenas um grupo de opiniões que acabaram formando um grande amontoado de merda?

-Bem, com o grande tempo que conheço você, aproximadamente... –Olha o relógio e volta a olhá-la. –Cinco horas.

Os dois riram juntos.

-Acho que todos nós somos um grande amontoado de merda. Pensa comigo, não existe uma pessoa totalmente original. Todos são formados por “achares” de pai e mãe, mais as opiniões das pessoas que nos cercam e ainda daquelas que vemos em veículos de comunicação. Ou seja. –Expirou. – Por mais que formemos uma opinião sobre determinado assunto, ela nunca será autêntica, pois sempre haverá outro com o mesmo ponto de vista.

-Shannon.

-Eu sei, não fala nada.

-Não. Por que eu demorei tanto pra encontrar vocês?

-A gente vive em turnê, garota. Nós nunca paramos. –Levantou seus óculos escuros e piscou.

Mia abraçou Shannon e ele a retribuiu.

-Tenho certeza que seremos grandes amigos. Melhores amigos.

-Tenho certeza... –Ele tocou seus lábios com dedo indicador. –Que seremos noivos.

-Seu estraga prazeres. –Lhe deu uma cotovelada rindo.

-Não posso ser sincero?

-Se quer me levar pra cama, seja explícito.

-Ok, droga. Você venceu.

-Hey, eu quero ser mais que uma transa. Quero mesmo ser sua amiga.

-Vai ser. Fique tranqüila, pequena. –Lhe passou o braço por cima dos ombros, voltando a caminhar junto dela.

Um silêncio reinou entre eles.

-Qual a cor da sua calcinha?

-Shannon!

-Só por curiosidade!

Shannon levou Mia de volta ao apartamento. Por mais que houvesse um interesse sexual, ela acreditava que os dois seriam grandes amigos no futuro. Isso a reconfortava, pois de um modo lhe fazia sentir como se estivesse próxima a alguém da família.

Encaminhou-se para o quarto e encontrou Jared deitado na cama já ressonando. Trocou de roupa e se juntou a ele. Ficou um pouco receosa se deveria se deitar na mesma cama, mas cedeu ao impulso. Se falasse alguma coisa no dia seguinte, diria que não sabia. Sorriu ao vê-lo novamente dormindo. Beijou-lhe a testa suavemente.

-Me desculpe. -Sussurrou.
Sentia-se culpada por tratá-lo mal, mas a verdade é que queria adaptá-lo... Para ela.

-Todo sofrimento é necessário para que haja vitória ao seu final.

Abraçou-lhe calmamente e dormiu sentindo o cheiro de seu amado.

Coloque Get Stupid – Madonna para tocar.

Who is the master and who is the slaver?

Mia abriu seus olhos a ouvir o barulho do relógio.

Tick, Tock. (x8)

Sentiu fisgadas em sua cabeça e a claridade parecia lhe incomodar cada vez mais.

Get stupid! (X4)
Get stupid, don`t stop.

Pegou seu travesseiro e tapou seus ouvidos para não ouvir a vida real. A verdade é que não queria levantar.

Get up! It`s time! Your life! Your world!
Get up! It`s time! Your life! Your choice!

Sua mão deslizava pelos lençóis e por fim os agarrou com força.

It`s time for you read the signs!
Your world! Your choice!
You don't have the luxury of time!
Tick, Tock.

Sua testa se arrastava pelo colchão guardando o cheiro de uma noite pouco dormida.

Get stupid! (X4)
Get stupid, don`t stop.

Contraiu seu abdômen até colocar sua bunda para o alto, escondendo seu rosto entre os braços.

Get up! It`s time! Your life! Your world!
Get up! It`s time! Your life! Your choice!

Puxou o colchão, apropriando-se dele.

You have got to say what's on your mind!
The time! Is now!
If you wait too long you'll be too late!
Tick, Tock!

Desabou.

Let`s go! (X4)

Voltou-se para o lado. Rolou na cama de olhos fechados. Abriu-os ao final.

The time is right now!
You got to decide!
Say what you like!
There ain't no time to lose!

Contorceu sua coluna e sua nuca, até sentir dor nas costelas.

The time is right now!
You got to decide!
Say what you like!
There ain't no time to lose!

A noite passada que lhe voltava como flashes e não podia aceitar.

The time is right now! (It`s Time)

Bateu os braços junto com as pernas na tentativa de esquecer.


You got to decide! (Get up)

O som do rádio-relógio a enlouquecia.

Say what you like! (The time)

Puxou sua camisa até sentir dor nos ombros.

There ain't no time to lose! (Is now)

Socou o colchão.

The time is right now! (It`s Time)

Gritou para espantar as sombras que a perseguiam.

You got to decide! (Get up)

Fechou seus olhos com força.

Say what you like! (The time)

Colocou seus dedos no ouvido.

There ain't no time to lose! (Is now)

Sentara-se e decidira. Era hora do fim.

Let`s go!

Jogou o rádio-relógio na parede.

Fora para o banheiro para iniciar sua limpeza matinal. Escovava os dentes, quando saiu procurando por um prendedor de cabelo. Olhou para Jared com os braços cruzados frente à cama. Ela voltou ao banheiro, mas saiu rapidamente percebendo que ele a esperava:

-Sim. –Disse com dificuldade por causa da escova.

-Está atrasada. Seu trabalho começa agora.

Notas finais
Reviews?
As coisas ficarão bem agitadas daqui pra frente e acredito que bem rápidas também. Tenho ideias de transformar a fic numa série, mas ainda não é certo.
Então, aguentem a curiosidade.
See ya, everybody.

Beijoletos. ;)