Sensations
11 Aeternitas.
Notas iniciais
Bem, esse capítulo está menor do que costumo fazer. (Nem tanto assim.)
E nele eu procurei focar em diálogos, para que os personagens interajam mais. Para a falar a verdade, não revisei após escrever, então podem acontecer algumas mudanças após ser publicado.
Para hoje, apenas uma sugestão de música:
1 - Fogo do Capital Inicial.
Link direto:
http://www.kboing.com.br/capital-inicial/1-100023/
Espero que gostem.
Voltarei a conversar com vocês lá embaixo. ;)
Tinha decidido não dormir para me manter alerta aos seus movimentos. Por mais que Mia houvesse me dado uma chance, sabia que era imprevisível. Traí a mim mesmo. Me entreguei ao sono sem perceber, mas quando acordei ainda estava comigo na cama. Sorri involuntariamente. Ela parecia uma criança e de um modo me senti como um pedófilo por estar totalmente atraído. Nunca imaginei que namoraria uma fã, muito menos uma menina vinte e três anos mais nova do que eu. Estava me fazendo tão bem. Não desejaria perdê-la nunca.
Beijei-lhe seu ombro e a abracei por trás. E se mais tarde se sentisse atraída por um cara mais novo?
Apertei-lhe mais um pouco. Se mexeu e não resisti em beijar sua orelha.
-Vamos acordar, dorminhoca?
-Não mesmo. –Sorriu brevemente. –Dorme mais um pouco. Anda descansando tão pouco.
-Ok.
Juntei-me mais a ela e dormi novamente.
-Hum... –Espreguicei-me e dei pela sua ausência. –Mia? –Sem resposta. –De novo não. –Joguei minha coberta para o lado e saí para procurá-la.
Chamei seu nome, olhei por todos os cômodos... Nada. Liguei para seu celular e estava desligado.
-Merda, Mia! Por que sempre faz isso?
-Fazer o que?
Virei-me para encontrá-la, mas não a via.
-Onde está?
Ela riu.
-Ah, Jared. Estou me decepcionando com você. Pensei que fosse mais observador.
-Que brincadeira é essa? Por que não aparece?
-Pare de olhar tanto para o que está sobre o seu campo de visão, homem. Por que não experimenta olhar para cima?
Olhei. Mia estava sentada em um trapézio?
-O que é isso?
-Um trapézio?
-Eu sei o que é. Como isso está aí?
-Com o recebimento do meu primeiro salário eu encomendei um trapézio e um tecido para acrobacias aéreas. Como disse que faria tudo o que eu desejasse, não achei necessidade em comunicá-lo. O teto é alto e vazio... Achei um desperdício. Mas não se preocupe. São removíveis.
-... Não sei o que dizer.
Sorriu.
-Suba. –Jogou-me o tecido para que subisse.
-Eu não sei se devo.
-Está com medo?
-Não.
-Então o que é?
-Não sei.
-Sabe como subir?
-Sei.
-Então venha logo!
Subi. Não estava tão alto, mas dava certo medo.
-Preferi um trapézio triplo para o caso de subir mais alguém.
-Você sempre me surpreende.
-Ficou desesperado por não me encontrar na cama?
-Pensei que tivesse me deixado de vez.
-Não vou te deixar, Jared.
-Nunca? –A olhei.
-Nunca.
-... Queria te beijar.
Ela riu.
-Vem cá.
-Está na outra extremidade e eu tenho medo de cair.
-Hey! Alguém está admitindo suas fraquezas. O Sr. Jared Gostosão Leto está mudando.
-Me acha gostosão?
-Sem narcismo agora.
-Eu te acho gostosa.
-Obrigada pela parte que me toca.
-É uma pena eu não estar me cagando por estar aqui em cima, se não eu iria te mostrar como é bom ser tocada.
-É tão egocêntrico. –Deitou no trapézio.
-É tão dona da verdade. –Puxei seu pé, fazendo-a se assustar.
-Para, tio Jared. O senhor está muito velho para isso.
-Estou velho para muitas coisas e continuo fazendo-as com precisão. –Beijei seu tornozelo.
-... Como aprendeu a subir no tecido?
-Minha mãe era cantora e circense. Me ensinou muitas coisas sobre circo. Você como fã deveria saber.
-Eu sabia. Só queria confirmar.
-E você?
-Entrei para uma escola de circo e aprendi.
-Pensei que fosse só bailarina.
-É, eu também. Até descobrir que sou muitas em uma.
-E quem são vocês? –Ri.
-Bailarina, atriz, circense, escritora, diretora, fotógrafa... Ainda estou me conhecendo.
-Temos muito em comum. Nunca gostei de ser uma coisa só.
-Por isso que eu sempre te admirei.
-Há quanto tempo é minha fã?
-Desde 2007. Eu me apaixonei por você quando te vi em The Kill.
-Se apaixonou? –Ri novamente.
-Maneira de falar. –Ficou corada. –Depois veio Beautiful Lie e comecei a adorar, mas eu já tinha outra banda favorita.
-Que era...
-The Strokes. Então conheci um pouco mais, mas... Eu tinha medo do Shannon e achava que ele era mal.
-Ele vai gostar de saber disso.
-Cala a boca.
-Já ouvi Strokes, mas não faz meu gênero.
-Não fez o meu a primeira vista, mas eles são bons no final.
-E então se esqueceu de Thirty Seconds.
-Não totalmente. Eu ainda brincava dizendo que você parecia o pingüim do filme Happy Feet em Beautiful Lie.
-O QUE?!
Mia riu.
-Ah, é bonitinho. Mas, continuando, em 2010 eu vi Kings and Queens e achei incrível. Te achei um pouco velho e parecido com o ator Christian Bale, mas foda.
-Christian Bale?!
-E veio Closer to the Edge. Ao ver o clipe... –Pausou e sorriu. – Eu falei: “Que merda ele fez com o cabelo?!” Então me acostumei e acredite: Minha mãe gostou mais do que eu.
Não resisti e ri.
-Isso é um pouco do meu histórico.
-Faltou Hurricane.
-Eu gostei do clipe, mas tinha outras idéias para ele. Eu odiei aquela garota que você beijou e amei a parte do solo do Shannon. O Tomo ficou magnífico focalizado ao tocar os instrumentos.
-Que outras idéias tinha?
-Na realidade, pense como uma continuação. Você gravou um dueto com o Kanye West e faria um clipe de resposta. Durante toda a letra, fala de um furacão, mas no clipe não fica explícito se é você ou as mulheres que colocou para interagir com a banda... Ou seja lá o que imaginou. Pensei de uma mulher ser o furacão e essa persegui-lo. Poderia ser um anjo negro com as costas nuas e ao mesmo tempo a cobra que tentou Eva. Você seria agredido por ela e estaria sofrendo o sadomasoquismo por ela. Haveria sua busca para encontrá-la e se vingar, mas ao mesmo tempo sua ansiedade em tê-la. No fim, transaria com ela violentamente como recompensa, mas os olhos desta estariam focalizados e abertos ao clímax. Enquanto seu rosto estaria escondido em seus cabelos. Um sorriso de satisfação brotaria e a mesma imagem da cidade se distanciaria como no original. –Olhou para mim como se voltando a vida real. –Desculpe, eu viajei muito nisso.
-É perfeito. Vamos fazer.
-Mesmo? –Um sorriso doce surgiu.
-Sim.
-Posso buscar a atriz para fazer o papel com você?
-Na verdade, já tenho uma em mente. Deixa por minha parte.
-Ok.
-...
-Posso te dar uma sugestão?
-Talvez.
-Sério, Jared.
-Fala.
-Tira essa sua máscara de inatingível com os seus fãs. Gostam mais de você quando é mais humano.
Tive vontade de falar que não era assim, mas me impedi.
-... Obrigado.
-De nada. –Ela se levantou e veio até mim. Sentou-se ao meu lado e percorreu os dedos pelo meu rosto. –Você é lindo.
Estava finalmente se entregando.
-Tantas vezes parece um anjo, mas também o reflexo das sombras. Tenho tanto medo...
Segurei sua mão e lhe beijei.
-Não sinta medo.
-O que é verdade em você?
-Com o tempo vai conhecer. É só estar aberta para isso.
-E quando se cansar de mim?
Lhe olhei por algum tempo e ela me retribuiu.
-Eu te amo.
Meus olhos se arregalaram tanto quanto os dela. Não planejei falar aquilo, apenas... Saiu. Sua mão fora até sua boca e ela desceu do trapézio o mais rápido que pôde.
-O que está acontecendo, Mia?
Saiu correndo. Desci depois e a segui. Bateu a porta do banheiro, mas não trancou. Abri lentamente e a vi de joelhos no chão, vomitando.
-Amor.
-Ah, não. Por favor, Jared. Não quero que me veja desse jeito.
-Sh, esqueça isso. O que está sentindo?
-Só enjôo.
-Acordou assim? –Disse, limpando-a.
-Vomitar só hoje, mas estou enjoada há alguns dias.
-Vamos ao médico.
-Não é necessário. Sei que comi algo que não me fez bem. Se piorar, iremos.
-Promete?
-Prometo.
-Tudo bem. Então consegue tomar banho enquanto lhe faço um chá?
Assentiu com a cabeça e lhe ajudei a levantar.
No dia seguinte, Mia se encontrava melhor. Permaneci ao seu lado na cama de manhã. Ela me olhava como se buscando tantas respostas e eu a retribuí.
-É tão engraçado. –Sorriu levemente.
-O que?
-Você chegou à minha vida tirando-me de todos os meus eixos, oferecendo-me o melhor e isso... Sem ao menos me conhecer. Não está sendo tudo rápido demais?
-Eu já esperei muito. E não me culpo por isso. –Passei os dedos pelos seus lábios. –Se tivesse me precipitado, nunca teria te conhecido.
-Por que nunca se casou?
-Por que eu não te encontrei antes. E por um lado, foi bom não ter te encontrado. Eu era um grande idiota e talvez ainda seja. – Pausei e suspirei. — Está me limpando por dentro, Mia. Me transformando em um bom homem. –Peguei sua mão e coloquei sobre meu peito. –Consegue sentir?
Ela sorriu e algumas lágrimas surgiram.
-Por que está chorando, meu amor? –Lhe abracei. –Disse alguma coisa de errado?
-Não. Estou feliz. Me faz muito feliz, Jared.
Segurei seu rosto e trouxe mais próximo ao meu.
-Por que toda vez que te olho tenho a impressão que já te conheço há tanto tempo?
-Não é impressão.
-Mas... Como?
-Busque dentro de si. É o único que pode encontrar as respostas.
Sorri.
-Tão misteriosa. Em falar em mistério, outro show estava vestida com sapatilhas de ballet.
Mia riu.
-Estava dançando no backstage. Sempre tive vontade de fazer isso.
-E me ignorou no palco?
-Não! Estava assistindo, mas ensaiando ao mesmo tempo.
-Maluquinha.
Sorriu e olhou para o relógio.
-Não tem uma entrevista daqui à uma hora?
-Sim.
-E o que faz na cama ainda?
-Preguiça.
-Velhice é fogo.
-Não me cutuca.
-Nossa, uma ameaça do velhinho. O que vai fazer? Me bater com a sua bengala?
-Já foi longe demais, mocinha. –Subi em cima dela e prendi seus pulsos.
-Não deveria tomar o azulzinho antes de qualquer coisa? –Disse rindo.
-Não preciso de artifícios contigo.
-Por que não paramos essa discussão logo e vamos ao que interessa?
-Assim que eu gosto. –Lhe beijei.
-Vai se arrumar, meu bem. Está atrasado.
-Não virá comigo?
-Não. Vou ao mercado e depois tenho que atualizar algumas coisas no Notes From The Outernet.
-Ficará bem sozinha? Tem certeza que não quer que eu cancele a entrevista e fique aqui?
-Jared, vai embora.
-Também te amo, amor.
Mia me mandou um beijo no ar, mas ignorei. Puxei-lhe para mim.
-Essas coisas não funcionam comigo. –Dei um último beijo e um tapa na bunda.
-Boa sorte. Mande um beijo para o Echelon.
-Ok.
-E pro Tomo.
-Certo.
-E pro Shannon.
-Não mesmo. –Fechei a porta.
Ao chegar, fora questionado sobre o paradeiro de Mia. Para a minha surpresa, muitos do Echelon se mostraram tristes com a sua ausência.
A entrevista estava entediante. Nunca consegui entender o motivo de fazerem as mesmas perguntas sempre. Tomo cochilou por umas três vezes seguidas. Pisei em seu pé para chamar sua atenção.
-Desculpe.
-O que tá rolando?
-Vicky brigou comigo e fui obrigado a dormir no sofá.
-Por quê?
-Eu comi a última fatia da torta dela.
-Putz, Tomo.
-Tudo bem. Eu sei que ela me ama. Eu sei... Ela me ama, não é?
-É, acho que sim.
-Como está a Mia?
-Bem. Preferiu ficar em casa.
-Hey, quer almoçar com os caras depois?
-Não. Vou voltar pra casa... Tenho algumas coisas pra fazer.
-Wow. Foi fisgado mesmo, han?
-Tá muito claro isso?
-Claro não. Só escrito na sua testa.
-...
-Fica tranqüilo, cara. Tava mesmo na hora de você se arranjar. Só vai com calma, sabe como são os adolescentes.
-Eu esqueço que ela só tem dezessete.
-Nem parece mesmo. Pelo jeito de falar e de se comportar. Eu gosto da Mia. Acho que foi a melhor namorada que já arrumou desde que eu te conheci.
-E os fãs também a adoram...
-Temos que admitir: ela é mais carismática que a Emma.
-Isso também não é muito difícil.
Tomo riu.
-Não vale nada, Jared.
-Mas sabe aquela sensação de que quando uma pessoa não precisa de você e isso te deixa desesperado por que sempre foi o objeto de desejo de todos?
-É a independência, dude.
-Vai pagar por todos os seus pecados, irmãozinho.
Olhei para trás e vi Shannon sentado.
-É uma previsão, vidente?
-É um alerta. Precisará de muito jogo de cintura para mantê-la.
-Por que fala isso?
-Sou o melhor amigo de ambas as partes.
-Não me faça rir, Shann. Está de olho nela desde o primeiro dia.
-Sim, estou. Mas não é a mim que ela quer.
Fomos interrompidos. A entrevista não demorou muito a terminar. Tomo novamente me convidou a almoçar e pediu que ligasse para Mia chamando-a também.
-Eu ainda não estou em casa. Resolvi dar uma volta. Vá com eles e nos falamos mais tarde.
Desliguei e os acompanhei. Quando voltei para casa estava anoitecendo. Estava escuro e estranhei.
-Mia?
-Na cozinha. Espera 30 segundos.
Sorri. Joguei as chaves na mesa de canto. Na sala de jantar, vi velas. Ela apareceu pouco tempo depois com uma travessa.
-O que está aprontando?
-Um jantarzinho romântico. Nada demais. –Se virou para mim. –Como estou?
Mia estava com um vestido vermelho de alças rendadas em vinho que valorizava muito bem suas curvas, e possuía um coque nos cabelos.
-Como pode ficar mais bonita a cada hora que passa?
-É a sua ausência que me revitaliza. –Disse envolvendo seus braços em meu pescoço.
-Então te faço bem quando estou fora?
-Você consegue roubar todos os fluídos da juventude quando está por perto. Fica mais novo a cada ano, Sr. Benjamim Button.
Ri.
-Senti muito a sua falta.
-... Eu também. Mais do que deveria. –Me beijou.
Quando dei por mim, percebi meus dedos por baixo do seu vestido, agarrados a sua calcinha forçando-a para baixo.
-Ainda não. –Estava sem fôlego. –Vamos jantar. –Sorriu.
-Será que agüento?
-Vai agüentar. Tenho novidades.
-Eu também. –Puxei sua cadeira para que se sentasse.
-Obrigada. Diga você primeiro então. –Começou a se servir.
-Me chamaram para encenar Calígula no teatro. E sabe o mais engraçado? Me chamaram para fazer um filme sobre Jesus.
-E te colocaram como Jesus Cristo, acredito.
-Exatamente.
-Um tanto controverso, não?
-Totalmente.
-Vai aceitar?
-Não sei. Quero saber sua opinião. Eu tinha pensado em parar de fazer filmes, mas... É uma grande produção, sabe? Vou dar uma parada com a banda no próximo ano, mas não sei se agüentarei ficar tanto tempo parado.
-Se quer saber meu ponto de vista, acho que deveria aceitar os dois.
-Não pode causar polêmica?
-Vai causar, isso é um fato. Mas pense por um lado. Não está infringindo nada. É trabalho. E se te julgarem, é só citar tantos outros nomes que queimaram o seu por fazerem papéis realmente tolos.
-Como...
-Lady Gaga.
-Não fala isso. Ela é minha amiga.
-Sinto muito. Nunca gostei dela. Enquanto era febre, eu a detestava e depois de ver alguns clipes só faltou declarar: Se aposente Madonna. Sou sua Xerox colorida.
A olhei confuso.
-Cresci ouvindo Madonna. É normal que a defenda.
-Mas a Madonna não é totalmente original.
-Ninguém é. Nem você. Mas ela escreveu a revolução feminina na época dela. Deus, ninguém tinha coragem de fazer o que fazia naqueles anos. Se a censura permite tudo, dê graças a sua pioneira.
-Nada se cria, meu amor. Tudo se copia.
-E isso não é ridículo? Adolescentes se inspiram em cópias individualistas. O que podemos aguardar da nova geração?
-Hey, vai com calma. Vamos voltar ao início.
-Desculpe. Bem, minha opinião é que faça os dois.
-Certo. Farei.
-Quando te chamaram?
-Hoje. Os diretores me ligaram enquanto ia para a entrevista.
-Estranho não terem passado por mim antes.
-Devem ter entrado em contato com você, mas não conseguiram resposta.
Me olhou desanimada.
-Eu falhei, não é?
-Não se preocupe. Acontece. Também não é muito difícil me achar. Com a banda ainda estourando e fazendo duetos, muita gente sabe meu número. Quando estivermos de férias, tudo vai dar uma esfriada.
-Era sobre isso que eu queria falar. Jared, não acho certo você parar totalmente com a banda. Tem tanta gente surgindo e se vocês pararem agora, quando quiserem voltar ninguém vai se ligar muito. Tudo bem se quiserem fazer um show por mês ou a cada dois meses, mas parar é muito prematuro.
-Ainda não sei, Mia. Estou cansado. Pensei em parar totalmente.
-Está dizendo que quer acabar com a banda? –Olhou-me confusa.
-Não tomei a decisão.
-Não pode fazer isso. E as suas fãs?
-Vão encontrar alguém melhor.
-Cala a boca! –Bateu na mesa. –Enlouqueceu? O que eu te disse em relação a se tornar a melhor banda de rock dos últimos tempos? Jared, eu não vim aqui para cuidar da sua agenda pessoal apenas. Vim para cuidar dos interesses seus e dos caras. Como pode jogar dez anos de carreira no lixo?!
-Não estou jogando nada no lixo. –A fitei com raiva. Ela conseguia tirar completamente a minha paciência. –Quero ter um tempo pra mim. Quero ter uma família, alguém para quem voltar pra casa.
-... Pode encontrar isso a qualquer hora.
-Já encontrei.
Ficamos em silêncio.
-Vou buscar a sobremesa. –Se levantou, mas a segurei quando esteve por passar por mim.
-Me entenda, Mia. Estou com quarenta anos. Não posso mais esperar. Adoro ter uma vida atribulada, mas o meu corpo já não agüenta mais. É hora de parar.
-Se pensa que sua vida será fácil daqui por diante, está enganado. –Puxou seu braço com sutileza e saiu.
Trouxe uma bandeja coberta e outra com o doce.
-Dois?
-Uhum. Vai gostar mais do coberto.
-É o que provarei primeiro. –Descobrindo, havia sapatinhos de bebê. A olhei e ela sorriu.
-Como eu disse, se pensa que sua vida vai ser fácil nos próximos anos, está equivocado. Terá que trabalhar dobrado para cuidar de mais um. –Pousou a mão no ventre. –Parabéns, você vai ser papai.
-Oh, Mia.
A abracei o mais forte que pude. Gritei, levantei-a e a girei no ar. A felicidade que emergia em meu peito não tinha tamanho. Ela chorava e sorria.
-Ah, meu amor. Como me faz feliz. –Afaguei seu rosto entre as mãos. –Quando descobriu?
-Fiz alguns exames ao perceber que minha menstruação estava atrasada. Peguei o resultado hoje.
-Ah, meu Deus. E como você está em relação a isso? É tão nova e eu te obriguei a tanta coisa. Perdoe-me por tomar suas decisões, te impor tantas regras.
-Jared, não me impôs nada. Eu quis e estou feliz de carregar um filho seu. Mas antes de tudo quero que saiba de uma coisa.
-Algum problema?
-Não, não necessariamente. Há alguns dias eu mandei meu material artístico para uma companhia de ballet chamada Kirov. Conhece?
-Sim.
-Eu fui aprovada. E bem, hoje entrei em contato com o diretor artístico e falei sobre a minha nova situação.
-Contou a ele que estava grávida antes de falar a mim?
-Foi preciso. Me escute. A princípio eu pensei que fossem me descartar, mas não. Querem-me na companhia como primeira bailarina. Eu estou tão feliz, meu bem. Me aceitaram grávida e sem ter muita técnica, apenas pelo meu poder de expressão.
-Mas não é perigoso? Vai se esforçar muito, pode prejudicar o bebê.
-Tudo está acertado. Haverá limites. Só necessito que me apóie.
-Ficará longe de mim muito tempo.
Ela sorriu.
-Pensei que fosse tarde para mim. Durante a semana estarei ocupada, mas nos fins de semana te acompanharei nos shows. Por favor, me ajude, querido. Preciso de você agora. –Disse apoiando sua testa na minha.
-... Tudo bem. Quando começa?
-Na próxima semana.
-Mia, só peço que tenha juízo. Agora carrega outra vida e é importante que... –Me interrompeu colocando um de seus dedos sobre meus lábios.
Coloque Fogo – Capital Inicial para tocar.
-Não se preocupe. Confie em mim. –Beijou-me docemente. –Me leve para cama. Quero fazer amor contigo.
-O dia pareceu uma eternidade. –Peguei-lhe no colo e a levei para o quarto.
Deitei-a na cama e apreciei seu rosto. Estava tão serena. Fez-me sentir uma tranqüilidade indescritível.
-É a mulher mais linda que eu já conheci. –Toquei seu colo, delineando seus seios.
Observei-a fechar os olhos e ofegar.
-Infinitas vezes por dia a desejo, minha amada. –Beijei onde meus dedos haviam tocado primeiramente.
Lentamente, comecei a despi-la. A cada parte nua, um beijo, uma mordida.
Um arfar.
Fui surpreendido. Suas mãos desabotoavam minha calça. Com a mesma paciência, tirou minha roupa e percorreu meu corpo com os olhos.
-A beleza do seu corpo por si só quase me faz ter um orgasmo.
Sorri.
-Acho que foi a declaração erótica mais bonita que já ouvi.
-Não se prenda apenas a palavras, humano. O toque é a mais bonita das escritas.
Outro beijo. Dedos que se encontravam entre o caminho de carícias.
Lambia, retorcia seus pontos de prazer. A cada gemido, um senso de satisfação.
-Amo ouvir seus gritos de prazer. –Chupei seus mamilos, ocasionando mais sons vindos dela.
-Venha pra mim, amor.
Separei suas pernas e penetrei-a lentamente.
-Diga que me ama.
-Jay...
-É só o que peço.
Sem resposta, aprofundei-me mais e saí de seu corpo para provocá-la.
-Cretino. –Disse sorrindo.
-Não, não foi o que eu pedi.
Ela me olhou. Pude ler a recíproca em seus olhos, mas ainda não era o suficiente. Aumentei mais a velocidade.
-Vou gozar. –Contorceu-se e capturei um beijo seu.
-Ainda não. Vamos juntos. Mas apenas quando disser que me ama.
-Oh, Jared... –Me puxou mais com as pernas. –Eu te...
-Sim. –Meu corpo intensificou seus movimentos sobre o seu.
Por um momento, suas palavras se transformaram em gemidos novamente. Estávamos para chegar ao orgasmo.
-Eu te amo.
Uma última estocada bastou. Nos beijamos murmurando nosso êxtase para os mesmos.
Percebi nossas mãos entrelaçadas. Mia soltou uma e afagou meu rosto em seus cabelos. A outra, apertou-se mais a minha.
-Que seja eterno enquanto dure.
Notas finais
So, gostaria de pedir novamente que recomendem essa fic. Não vai doer nada, prometo a vocês. =P
Estou com algumas ideias e gostaria de algumas opiniões. E como vocês são importantes para mim, são prioridade.
Primeiro, estou pensando em disponibilizar a fic em outros sites de fanfics interativas para abranger um público maior. (Não, não vou abandonar vocês aqui. Fiquem tranquilas.) Se alguém tiver alguma sugestão de site, agradeço.
Segundo, estou pensando em criar um site de fanfics do 30 Seconds voltado para as autoras e seus diários pessoais. Além disso, pensei de formar alguns projetos referentes a outros da banda (Como todo mundo sabe, os caras são engajados em causas sociais). O que seriam esses projetos? Passeatas, encontros com fãs e quem sabe todo mundo lutar pra conseguir uma tarde com os dudes. o/
Estou sonhando demais? Acho que não faz tão mal assim.
Então, quem tá comigo nessa? Meu email é yami_couto@hotmail.com
Estarei esperando sugestões e ideias. Conto com vocês nessa.
Beijoletos e até a próxima. ;)
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