Semideuses do Zeyggterasu

19 Semideuses são bons no que exatamente?


Notas iniciais
Hey Du!! Eu espero que você esteja melhor semideusa... Eu me preocupo todos os dias e ainda estou em um frenesi, de escrever sempre mais, para poder te alegrar. E eu ainda tenho pensado: "Será que ela ficará feliz com os capítulos que estou escrevendo?", "Será que ela se sentirá melhor?", "Eu estou ajudando-a?". Quero que se lembre que; não faço ideia do que seria de mim sem você... Eu fico tão feliz da minha escrita ter sido seu "Porto Seguro" por esses anos, sempre que podia lia uma história, um capítulo; lembro quando releu uma história porque eu não a atualizava tanto... Lembre-se: Quero que aproveite a escrita, e que enquanto eu puder escrever para uma pessoa como você ou ajudar, eu estarei escrevendo. Depois de 5 meses, nós voltamos!! ♠ Então nós começamos com novas interações, e gostamos e interação; já que há muito e vários que se deve explorar... Imaginei que eu logo iria encerrar o arco verão; estava bem enganada, mas, estamos no caminho certo. ~Então cara semideusa, posso dizer em mais um capítulo que depois de tudo que vem passando; quero dedicar esse amavél capítulo á você ♥ Capítulo novo♥ ~Enjoy♥

Cave Canem é uma inscrição que havia na entrada de algumas casas ou vilas da Roma Antiga. A inscrição ficava gravada num mosaico, contendo a figura de um cão acorrentado. Que também servia para alertar aos outros sobre a presença de um cão de guarda, mesmo que muitas vezes fosse apenas um blefe para desestimular a invasão de pessoas mal intencionadas à casa de outras pessoas. Essa é a descrição mais do que correta e aceitável que se tem sobre o “Cave Canem”.


No Bairro Romano não era diferente, muitas casas têm esse mosaico “Cave Canem” na entrada; e mesmo que nem todos os habitantes possuíam cachorros, eles tinham esse mosaico intacto. Tão intacto quanto o que tem em Pompeia; aliás, o Bairro Romano era impecável na sua arquitetura, uma bela simetria, algo que parecia ter saído de um uma história sobre arquitetura muito bem escrita.
O sol mal havia acabado de nascer, quando Armin abriu os olhos no seu quarto, como ele mesmo descreveria, luxuoso. Que era o mínimo que o quarto de um Oráculo devia ser; muito chique. Era como se ele fosse um deus.
Seu quarto era enorme, arejado, possuía três janelas de correr com cortinas da cor do céu ao amanhecer, com o batente dourado... Na verdade, dourado era uma cor que não faltava naquele quarto. O teto era pintado com: nuvens, um enorme sol dourado pintado bem no centro do teto; e junto com a pintura o céu de dia, com notas musicais que se repetiam nas nuvens. Só para fazer lembrá-lo o quanto a versão romana de Apolo era extremamente exagerada. Mas, a decoração era caprichosa, cada detalhe era bem feito.

Sua cama ficava no centro do quarto, junto com um dossel da cor alaranjado, junto com um carpete azul escuro que tinha no quarto, que combinava com o dourado de outras partes do local. Armin se espreguiçou e olhou em volta do quarto. Respirou fundo e passou uma mão sobre a outra calmamente, sentido a palma de cada mão criando uma cosquinha que o fez rir. Para falar a verdade, o Oráculo Romano era muito solitário, ele não recebia visitas ou podia sair, pois, o filho de Belona, ou seu Monitor ou um filho de Marte (os piores na sua opinião) ficavam de guarda para que ele não saísse, nem ninguém entrasse na sua casa.
Suas premonições eram muito poderosas, e desde quando descobriram que ele podia lançar maldições, e cinco ou sete semideuses romanos morreram, resolveram manter ele simplesmente “protegido” e longe de qualquer pessoa em que ele poderia tocar; além do fato de ele poderia ficar doente. Como se isolado não o deixasse doente.

Ele não entendia do porquê protegiam ele para evitarem maldições, quando se era mais fácil simplesmente deixa-lo morrer depois de ter uma premonição... Era meio contraditório; e sem nexo. O deitava nervoso. Ele saiu da cama e foi direto para a parede do canto do quarto, onde havia uma inscrição, de cima a baixo. Eram hinos, trechos de hinos:

Contas meus próprios desejos eu abandonei Turno e abandonei a terra.

Dado sinal, eles sacaram as espadas, correram aos gritos e raptaram as filhas dos Sabinos.

Ao serem capturados, eles mudaram de forma, e assumiram muitas outras formas diferentes; apresentando aparências monstruosas

É tempo de perguntar aos oráculos; o deus, vejam! O deus! Sibila de Cumas. As parcas pouparão a minha voz, e pela minha voz serei conhecida.

Eu o mereci! Pago o que devo com sangue! Que morram apartes que me prejudicaram!

Aquele que, sob as rochas da caverna persa, torce os chifres do touro estúpido: Mitra!

Salve, ó Senhor da água! Salve ó Fundador da terra! Salve, ó Soberano do vento!

Leve-me Carna; até uma caverna isolada; eu irei.

Parede cruel! Porque mantém separados dois amantes?

O último ele sempre lia com um pesar; ele olhava todos, mas, apenas lia o último em voz alta, era como se fosse uma mensagem para ele mesmo e isso o deixaria mais aborrecido. Sempre entediado.

—Sim; parede cruel que separou Tisbe e Píramo... Que hoje separa um Oráculo da liberdade; ou quer que seja enfim. As paredes separavam eles da liberdade. Ela me separa de tudo.

Armin esticou o corpo novamente e foi fazer a sua rotina infernal e matinal, odiava a solidão. Tinha um fato: ele queria ter um cachorro, para lhe fazer companhia; mas, poderia mata-lo de novo, grande droga. Sozinho o verão inteiro... Como ter encontrado Begpep naquela noite o deixou contente. Ele não foi visto como um Oráculo, um aliado ou uma arma; talvez nem como um Semideus. Apenas um garoto normal.
Ele foi até o criado mudo ao lado de sua cama, e pegou seu aparelho de pressão eletrônico, colocou em seu braço esquerdo e esperou alguns segundos. 13.9; quase acima do esperado. E mesmo assim, ele devia tomar remédio, para abaixar a pressão, e depois verificar sua diabete; a parte mais entediante de toda a sua vida seria tomar remédios; tomar conta da sua saúde e ter cuidado para não morrer como Oráculo. Não poderia morrer como Oráculo antes do seu pai encontrar outra pessoa que ele pudesse escolher para se tornar um. Ou se, por um milagre de Júpiter, ele tivesse um filho.

Mas, ele não gostaria de passar uma maldição dessas para um filho seu. E ele nem pensou como isso poderia ocorrer; seu pai que se virasse para ter uma segunda opção sempre disponível. Quando ele guardou todo o seu aparelhamento médico domiciliar particular (como ele chamada toda essa rotina) se sentou no chão e foi pegar algum livro para ler, já que seria a única forma de sair daquele quarto durante o verão.

Tsc.

Febo de novo não. Apesar que ele era tão ousado que vinha na personificação grega.

Tsc... Shiu

Ele não queria ter aulas de harpa novamente, ele sinceramente não queria deuses em seu quarto; só provava a sua teoria que eles tinham pena dele.

Psiii.

Mas, o som não estava vindo de dentro do quarto, vinha de um ponto especifico. Na verdade, do lado de fora. Armin respirou fundo e se virou para a janela de seu quarto, um de seus guardas devia ter visto algo perigoso perto dele.
Porém, na verdade ele acabou tomando um susto.

Não era um guarda, nem era um romano. Era um Semideus de outro Bairro que estava batendo na janela com uma pedrinha e fazendo um barulho com a boca; quando ele deu por fé do outro se levantou rapidamente e foi em direção à janela a abrindo todo surpreso, e bastante feliz.

—Alexei? – Ele não estava acreditando.

—Oi Armin! – O garoto pulou a janela sem pedir licença, onde logo em seguida fechou a janela. O Oráculo riu. – Como é que você está?

—Eu estou bem.... – Surpreso ele quis dizer. – Como é que você está?

—Estou em missão! – E ele se levantou fechando as cortinas em seguida e se afastando das janelas.

—Oh, certo... Em missão. – Ele sorriu novamente o acompanhando pelo quarto; ele fugiu dos guardas. – Que tipo de missão se têm em pleno verão?

—Várias.... – Alexei riu e em seguida ficou perto da parede, que tinha menos acesso ao campo de visão das janelas. – Uma delas é sequestro!

Alexei tinha os cabelos ondulados da cor preta, em um corte moicano com franja longa e desenhos feitos com navalha no formato de duas luas; crescente e uma minguante. Seus olhos eram castanhos claros e um tinha uma pequena pigmentação diferente; como se fosse verde. Ele possuía um brinco em cada orelha e três tatuagens de constelações pelo corpo. Alexei era um garoto mestiço, um pouco asiático, negro e com um olhar tranquilizador.

—Sequestro? – Ele se esforçou para parecer surpreso. Na verdade, estava adorando aquela conversa. – Você vai me sequestrar? – Alexei riu enquanto andava pelo quarto, tocando nos troféus do outro, em uma ou outra escultura, admirando enfim o quarto em si.

—Devia sim, e pedir uma enorme recompensa!

—Eu não devo valer muita coisa; sou muito inútil. – Ele respondeu encostando na parede e dando uma olhada na janela para ver se tinha alguém na janela.

—Você só pode estar brincando comigo. – Alexei pareceu indignado. – Qual é a sua parte meio inútil? Porque você sempre tem guardas contigo. Você prevê coisas da melhor maneira possível, então; para esse bairro você é valiosíssimo! – Ele fez uma expressão como se fosse um mafioso prestes a fazer um negócio e Armin tampou a boca para não gargalhar muito alto.

—Claro.

-Está rindo de que? – Ele se aproximou de Armin até certo ponto com a cara séria. – O que é tão engraçado?

—Nada. – Armin levantou as mãos, estava se divertindo. Depois de um ano inteiro sendo sério e “comportado” ele estava rindo.

—Ótimo, então deixe eu lhe contar como vou te sequestrar. E não irei pedir recompensa.

—Eu não sou valioso?

—Você acha que eu vou encarar o Luco? Que Inti me proteja! Assim o plano iria por água á baixo. – ele começou a andar pelo quarto em sentido contrário que ele estava andando.

—Ah! Você tem um plano...

—Mais ou menos... Vou indo com o que tem no momento, cheguei no alvo; já é algo. – Alexei tocou em uma estátua que ficava em um pedestal perto da parede escrita. Não se parecia com uma deusa, um deus, nem nenhum ser da mitologia antiga, ele se virou para Armin. – Quem é? – O Oráculo cruzou os braços e olhou para ele com um olhar severo.

—É a minha mãe.

—Sua mãe? – Ele se afastou. – Você transformou sua mãe em pedra? Seu pai a transformou em pedra? – A estátua tinha em volta de 61 centímetros, e usava roupas estilo pin up.

—Não... – Ele se aproximou da estátua. – Meu pai esculpiu pra mim. – Ele revirou os olhos. – Ela não ficou viva por muito tempo... – Houve uma pausa. – Na verdade sim; mas, Febo achou bem melhor esculpi-la para eu não esquecer de sua feição. É a mãe do Oráculo né? O Oráculo!

—Bom; pelo menos ela não te colocou nos pés de Febo, e esperou ele aceitar você ou jogar o indesejável fora. – Armin concordou, esse era um dos costumes antigos romanos, que ele não esperava ver ou passar por uma vergonha dessas.

—Pelo menos isso não é?

—O que você pretendia fazer hoje? – Alexei deu uma volta no mesmo lugar. – Não ia ficar lendo aqui o dia todo; ia? – Armin deu ombros se virando para o lado. – Não; ficar aqui não; podíamos fugir.

—Como você passou pelos guardas?

—De fato, como eu ia te tirar daqui? – Armin riu. – Céus, você se machucaria!

Armin percebeu que Alexei estava com um corte nos lábios bem feio, e aparentemente algum lugar do seu corpo foi ferido. Porque havia sangue na sua janela, cortina e no seu chão. Armin se aproximou do garoto e o examinou de vista com os braços cruzados para trás.

—Você se machucou?

—Não...

—Tem certeza? – Ele ergueu uma sobrancelha.

—Tenho. – Armin deu três passos para trás. – Porque a pergunta?

—Tem sangue no meu quarto; e não é meu! – Alexei fechou os olhos, respirou fundo e em seguida olhou para o seu corpo, mãos, braços, corpo, até chegar nas panturrilhas, onde havia um enorme corte que passava por quase toda a extensão do local; havia muito sangue. A cabeça do garoto se virou para trás e em seguida o garoto desmaiou. O Oráculo apenas respirou fundo e coçou a própria garganta, quis rir, mas, não podia tocar nele, e mesmo assim tinha que pensar rápido.

Armin pegou duas luvas em sua escrivaninha colocou-as, em seguida foi pegar itens de primeiros socorros para tampar a ferida. E mesmo com luvas ficou receoso em tocar no garoto. Ele estava nervoso, seu coração pulsava rápido, e ele começou a tremer. O Oráculo se sentou no chão e em respirando fundo ligou para pedir ajuda.

—Alô?

Armin Rowell?— Alguém do outro lado da linha atendeu com a voz surpresa. – O Oráculo Romano? Uau! Oi Armin! Como que você está? Quanto tempo cara!— Armin riu.

—Sim! Muito tempo! Eu estou bem; sim, é o Oráculo Romano; liguei porque seu parente não está muito bem.

Como assim meu parente não está muito bem? Que parente?

—O Alexei!

Mas, o Alexei não é meu parente...

—Inca, Maia, Asteca, Olmeca é tudo igual.

Ah, não; eu discordo meu amigo! A diferença é simples pelas localidades e civilizações e...

—Você pode vir aqui? Ele está sangrando e(...)

Como assim sangrando?— Armin olhou em volta do quarto, para ver se tinha algo que poderia causar o sangramento.

—O sangue dele está saindo do corpo. – Ele riu baixinho. –Ele desmaiou também.

Claro que desmaiou! Ele é meio covarde!— Armin e se aproximou da janela olhou para fora.

—Bom, meu jardim tá limpo, ele pode ter se machucado antes de chegar aqui. Por que felizmente... – A voz saiu deprimida. – Os arredores da minha casa são impecáveis...

Toca nele pra... (...) Aan; não toque! Aan, vê se o peito está subindo e descendo. Eu...— Armin observou o peito garoto e em seguida se aproximou dele, aproximando o rosto do nariz dele sem tocar nenhum um pouco de sua pele nele.

—Ele respira!

Isso é bom...— Ele ficou em silêncio. – Cara, sua casa é muito longe! Pela luz da lua...

—Eu sinto muito.

Não; se acalma, vai ficar tudo bem. Você tem alguma ideia de como ele chegou até aí?

—Estou calma. Não tenho ideia nenhuma. – Quem desmaia com sangue? Ele pensava. – Mas, ele entrou pela janela de correr virada para a floresta.

(...) Oh! Bom. (...) É seguro ir aí? Alguém iria notar?

—Nunca é bom para quem está fora. Não sei quem está vigiando...

Cara, quem desmaia com sangue?— Ele disse meio indignado.

—Era isso que eu estava pensando... – E eles riram um pouco da situação.

—Eu vou buscar ele; pode demorar um pouco.

—Sem problemas, eu não encostar nele. – Ele tinha companhia, mesmo se essa companhia estava desmaiada.

E era muito bom não se sentir sozinho.

*

—Kauan! – Um garoto de olhos verdes claros, cabelos escuros com mechas amarelas e laranjas, que tinha um “P” do tamanho médio na sua nuca; berrou da rua para a casa nº 23. Ele esperou um pouco se sentando na calçada. Ele vestia uma camiseta com a cor amarela, e olhou para o sol, estralando o pescoço em seguida. O garoto estava com uma braçadeira de arco e flecha no braço esquerdo e olhava para o celular parecia atrasado; ou esperando algo.

—Pattison? – Kauan saiu da casa 23 e procurava pelo outro; que estava sentando na calçada acima da casa dele. – Taylor! Que surpresa! – Na verdade, não era tanta surpresa, ele imaginava que uma hora o amigo apareceria; podia ser hoje, amanhã ou semana que vem; mas, ele apareceria.
Kauan tinha os olhos castanhos claros, os cabelos da cor preta com duas riscas em formato de raio no lado esquerdo da cabeça. Ele tinha três penas tatuadas na sua nuca que pareciam estarem caindo, no braço esquerdo ele tinha um pequeno caduceu e uma moeda na sua panturrilha esquerda, um pouco abaixo, no calcanhar havia um curativo.

—Sabe que não é. – Taylor falou. – Está aproveitando o verão? – Kauan deu ombros. – Se machucou de novo?

—Jogos... – Ele olhou para o curativo.

—Não era para já ter sarado?

—Eu não fico muito quieto; sabe...

—Como o vento. O que você pretende fazer hoje? – O outro pareceu pensar.

—Nada de emocionante. Por? – Taylor mostrou a tela do celular para o amigo.

03, 06,08, (09!?)

Não gostaria de participar também? Qualquer ajuda é bem-vinda. E será divertida.
Imaginei que tinha ouvido algo a respeito.
OBS. Traga sua aljava e algumas flechas, melhore a mira também.

Embaixo tinha a localização da casa nº7, e anexado tinha uma foto que Kauan reconheceu ser Natalie, junto com Juan e Gavin e ao lado deles duas garotas que ele nunca tinha visto.

Ele encarou Taylor.

—Huum. Na verdade, esses dias eu vi Gavin e Juan comprando tintas, várias cores, acho que purpurina... Gavin estava brilhando. Enfim, muita coisa; como eles dizem: “armamento pesado”. – Taylor ergueu uma sobrancelha. – Nós não vamos sair do Bairro, eles estão aprontando com alguém desse bairro.

—E arrastaram a Nat porquê? – Taylor passou a mão nos cabelos deu para ver que abaixo da sua orelha havia a tatuagem de um sol

—E porque não? – Kauan perguntou rindo.

—Não; nem pensar; essas flechas não são para brincadeira!

—Vai, você está tão entediado quanto eu. – Falou Kauan.

—Nem tanto...

—Hãn, certeza? – Taylor revirou os olhos. – Certo, se não quer ir, porque me aparece aqui todo armado para uma guerra?

—Esses números podem ser coordenados? – Kauan pegou o celular e olhou de novo, com mais calma.

—Você sabe o que é 02, 05? – Taylor negou. – É o número da casa dos meus irmãos... Ou seja, eis aí o alvo deles!

—Pelos Raios Solares Ultra Violeta! – Kauan riu. – Não é engraçado... Eu não vou aparecer lá.

—Qual é; aposto que vai ser bem engraçado, seja lá o que for...

—Eu não vou sozinho... – Ele pensou um pouco. – Você gostaria de ir comigo? Você pode ir comigo?

—Você podia ir sozinho. É um desespero para não fazer a coisa errada que eu vou te contar, hein. – Ele estralou o pescoço. – Certo; eu vou contigo. – Ele aparentava que ia pegar alguma coisa dentro de casa mas, parou e encarou Taylor por alguns minutos.

—Que foi?

—Você não chamou a Becca? – Taylor o olhou sem entender. – Quando eu desço lá, eu sempre chamo a Lieberman para ir comigo. Fazendo isso, se me sentir ameaçado, tem ela lá.

—Cara; a Lieberman é meio estranha! Se é que você me entende...

—A mais normal dos outros irmãos dela. – Ele sorriu. – É divertido sair com ela!

—Mas, eu não vou voltar pra chama-la. Eu só pensei em você, porque, seus irmãos...

—Entendo.

—Mas, você entende que a sua amiga é. – Antes dele terminar a frase. Uma garota alta, magra, de cabelos cacheados loiros ia descendo a rua pulando de um lado para o outro. Taylor ficou em silêncio observando a garota – (...) Não! Não me diga que é ela.

—Tá. – Kauan riu. A garota simplesmente pulou na frente de Taylor e sorriu pra ele. – Becca, que milagre!

—Chamo de coincidência. Nenhuma outra coerência. Olá Taylor Pattison!

—Oi Lieberman. – Ele disse bem devagar dando uns passos para trás, nem tinha visto quando a garota desapareceu do meio da rua e parou na frente deles. Ela possuía três brincos em cada orelha e algumas tatuagens, uma constelação, descendo da nuca para as costas uma clave na perna, uma fechadura na clavícula e um frasco vazio no seu pulso. Ela tinha os olhos âmbar claros, ela vestia uma jardineira shorts metade turquesa, metade roxa, que possuía quatro bolsos, cada um de uma cor diferente, com alças pretas e botões vermelhos. Uma verdadeira bagunça. – Coincidência?

—Você veio para cá, onde eu tava vindo! – Ela respondeu. – É muita coincidência.

—Você tá me assustando. – Taylor disse se afastando dela, que deu ombros.

—Osh, eu não fiz nada...

—Pois, então não faça. – Ela riu.

—O que tem de bom para fazer hoje? – Ela se mexia de um lado para o outro.

—Fiquei sabendo que Juan, Gavin e Natalie convidaram Taylor; que nos convidou para testar umas coisas que os pés de vento compraram e querem usar contra uns insuportáveis. Não quer dar uma olhada? Ou participar?

—Estamos esperando o que? – Ela disse animada. – Vamos então! – Eles começaram a descer a rua, Taylor estava afastado dos dois, do outro lado da rua.

—Ah, então; já vamos deixar claro, que algo der errado; o que é improvável, podemos entrar na casa do Peter ou. – Começou Kauan.

—Ir pra floresta. – Disse Becca calmamente enquanto eles desciam a rua; e Taylor parou subitamente.

—O que? Pra floresta?

—Click bom! – Falou Becca animada.

—Vai ser divertido, confia que vai. – Disse Kauan; Taylor não confiava muito, mas, olhando bem, estava um dia de verão bem entediante, e ele ao menos tinha sete flechas.

~

Era engraçado como Jaqueline e Vitória conseguiram se enturmar de uma forma desordeira e rápida com Gavin e Juan. Porque para eles simplesmente pareciam muito propício à entrarem em confusões, e as irmãs Lueffe aceitaram de bom grado; quase esquecendo que odiaram terem se mudado para lá.
E naquele dia quente de verão, Jaqueline e Vitória ficaram encantadas quando Juan e Gavin lhes apresentaram mais pessoas. Um deles era seu irmão, Kauan e Rebecca, que visivelmente tinham a idade de Vitória, e Taylor um garoto que parecia muito empolgado de estar ali. Juan respirou fundo, e estralou os dedos no quintal da sua casa.

—É um prazer imenso ter tantos convidados essa tarde. Jaqueline, Vitória, esse é meu irmão Kauan. – Ele apontou para Kauan que acenou. – A amiga dele Rebecca, Natalie, nossa vizinha e o irmão dela Taylor. – Todos se cumprimentaram com um sorriso e acenos, na verdade estavam animados. – E acredite vai ser demais; porque um plano desses demora um tempo para se realizar. – Falou Juan sentado no muro de sua casa; sua frase soou sarcástica, porém, muito sincera. – Nós podíamos pintar todas as casas desse bairro; mas, só podemos ir até a casa 23. Vamos fazer um teste primeiro. Da próxima pintamos mais outras casas.

—Sempre teremos foco na 06; lembrem-se. – Falou Gavin com um sorriso.

—O plano é rápido e fascinante. – Começou Natalie com brilho nos olhos.

—Estamos ouvindo. – Falou Kauan rindo.

—Antes alguma observação? – Perguntou Taylor.

—Claro; apenas três. 1ª: Sejam rápidos, 2ª Não se demorem no local. 3ª Atrasou e ficou pra trás, já era!

—Já era? – Perguntou Taylor sem entender.

—É deixado para trás! – Falou Natalie. – E se forem vistos, corram para a floresta no fim da rua, ninguém vai até lá. – Taylor não gostou da parte de correr para a floresta.

—Mas, tem que avisar os outros. – Lembrou Jaqueline.

—Uau, essa já está ligeira. – Riu Kauan.

—Essas duas estão aprendendo. – Falou Juan.

—Quais são as casas-alvo?

—8,3 e a nossa favorita a 6. – Gavin falou apontando para as casas.

—E a 9? – Perguntou Rebecca.

—Minha irmã está lá hoje. – Falou Vitória revirando os olhos. – E já contamos que íamos fazer algo hoje.

—Alois tem defendido a nossa barra, pra nós podermos fugir. – Falou Jaqueline. – Talvez quando ela não estiver no local, poderemos fazer isso.

—Certo. – Juan bateu palmas. – Vou contar o plano, e vamos começar de cima, baixo e voltar pro meio; ok?

—Ok! – Exclamaram.

E então, casa por casa, a 8 e a 3 estavam com uma purpurina estilo especial, lantejoulas e foram atingidas com tintas de pintura de casa de cinco cores diferentes; Nayanii e Brenton iriam ficar admirados, surpresos ou muito revoltados com a nova pintura feita em suas casas.

Mas, estava apenas em uma parte ou outra da casa. Já que eles se dividiram para jogar as bexigas nelas.
Mas, voltaram na casa 6 para uma surpresa especial.
Era como um detonador colocado no lado esquerdo, e outro do lado direito da casa de Trümper, e a outro que parecia uma bomba bem na porta, em locais estratégicos que Jaqueline junto com Taylor e Natalie organizaram. Eles só se afastaram até a calçada.

—1, 2. – Antes de Becca falar 3, Piort abriu a porta e os encarou sem entender nada;

—O que vocês. – E foi rápido demais para assimilar o que tinha ocorrido.

—3! – Berrou Juan, Natalie e Jaqueline apertando três botões que explodiram instantaneamente pintando a casa de umas quinze ou vinte cores diferentes, três cores pintaram a casa e Piort que estava na porta também.

—Wouh! Strike! Strike Duplo! – O berro foi grupal, e antes que ele pudesse entender o que ocorreu, os oito saíram correndo e gritando, como se suas vidas dependessem disso. E realmente dependiam.

—Bela decoração Trümper! – Exclamou Natalie correndo enquanto via Piort se virando e dando uma olhada na sua casa; mais colorida, lantejoulada, purpurizada e brilhante do que a própria Parada Gay.

Ele estava chocado e muito puto.

Notas finais
♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ Primeiro capítulo do mês ♥ Primeiro capítulo do ano de 2021♥ ♥Eu sempre direi; estou aqui para vocês. E eu quero que se cuidem♥ ♠Da sua Autora Semideusa criativa Favorita♠ ♦ Até o Próximo Capítulo♦ ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Já começamos á ir para os outros Bairros, estamos começando á conhecer outros Semideuses; sempre com nossos clássicos porque né; seguir o roteiro. Cronos já está nos deixando chegar lá. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ~♥~Um Beijo da Autora ~♥~