Sem rumo.

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Perdão a demora babies. Tudo tem estado uma verdadeira bagunça e correria... Mas como vocês estão?! Bem, eu não tenho muito tempo. Não me matem. O segredo tem ficado bem na cara desde o início da fic e eu espero não tê-los decepcionado muito. Enfim, tenho uma proposta nas notas finais, então não deixem de ler!!! Capítulo dedicado à linda Carol Salvatore Eaton, que fez uma fofíssima recomendação. Eu amei ler cada palavra e saiba que vocês estão conquistando um lugar em meu coração. Espero que goste do capítulo, já que ele é completamente e inteiramente seu ♥ Não esqueçam de comentar o que estão achando! Os comentários caíram MUITO e isso que me desmotivou também. Até logo! P.S.: Capítulo baseado em EOAEON Twitter: @poxamalec ACOMPANHE TAMBÉM A MINHA OUTRA FIC! http://fanfiction.com.br/historia/540292/Estranha_Perfeicao/ ATENÇÃO!! PROPOSTA IMPORTANTE NAS NOTAS FINAIS! LEIAM POR FAVOR!!

BEATRICE PRIOR

Nós caminhamos em direção ao parque quando está perto do pôr-do-sol. Tobias não largou minha mão um segundo sequer, enquanto na outra ele carrega uma cesta de piquenique. Não entendi o motivo de tudo ser tão clichê, mas ele disse que queria que fosse tradicional. Não discuti. Costumo adorar seu lado romântico.

– Então vai ser aqui? – ele pergunta, pondo a cesta no chão do parque e sorrindo para mim.

– Aqui está ótimo. – eu digo, enquanto enlaço minhas mãos sobre seu pescoço e me inclino na ponta dos pés para beijá-lo.

Ele tem estado calado nos últimos três dias. Acho que não está lidando muito bem com toda aquela história de terem me drogado. Ele ainda se culpa por isso e jurou encontrar Al até a morte. Al tem sumido desde aquele dia porque sabe com quem terá que lidar. Entretanto, não é só isso que tem incomodado Tobias nesses dias. Ele tem estado distante de mim, não fisicamente, mas eu sempre o pego viajando nos pensamentos. E ele está tentando falar comigo, mas é como se não conseguisse encontrar a maneira certa. Ele está diferente... Estranho. E não consigo entender o que posso fazer para que ele perceba que nada do que me disser será capaz de me fazer fugir dele.

O observo forrar delicadamente a toalha xadrez vermelha no chão, enquanto retira todos as coisas que trouxemos para comer. Quanto ele termina de arrumar tudo, ele se senta e me chama, para que eu me junte a ele. Eu me sento de frente à ele, enquanto pego um hambúrguer e dou a primeira mordida.

Hm... Isso tá incrível. – eu digo, enquanto saboreio e mordo mais um pedaço. – Eu posso morrer nesse exato momento, você iria ao meu enterro? – pergunto.

– Só se tivesse bolo, Beatrice. – ele diz com sua expressão divertida, enquanto põe um pedaço de bolo de chocolate na boca.

– Meus planos de virar vegetariana estão indo por água abaixo. Muito obrigada. – dou-lhe um sorriso sarcástico.

– Você pode ser vegetariana e abrir uma exceção pro meu hambúrguer. Eu mereço esse título.

– Você é tão bobo. – eu acuso, quando termino de comer o hambúrguer e bebo um pouco de suco. Estico minhas pernas e me apoio nas mãos, levantando a cabeça e fechando os olhos para sentir o vento. – Por que fez tudo isso?

– Porque precisamos conversar. – ele diz simplesmente e termina o pedaço de bolo. Limpa as mãos em um guardanapo e olha pra mim, cruzando os braços acima do peito. – Quer dizer, esse é apenas um dos motivos. – ele corrige. – Você sente falta da estrada, Beatrice?

Eu balanço a cabeça.

– Ótimo, porque já passamos tempo demais aqui. – ele diz e se acaricia minha perna, enquanto olha nos meus olhos. – Vamos embora amanhã, está bem?

– Por mim, sim. Só achei que iríamos esperar meu pai voltar. – eu digo, enquanto dou de ombros.

– Ele tá demorando o cacete nessa viagem. Porra, não posso esperar tanto assim.

– Por que não? – franzo o cenho.

– Porque sinto falta da estrada com você, amor. Isso – ele gesticula com as mãos ao redor – não parece com a gente. Essa coisa de acomodação, sabe.

– Sim, eu sei. – abro um sorriso, porque compreendo exatamente o que ele quer dizer. – Pra onde você quer ir primeiro? – só de pensar na estrada com Tobias novamente, meu coração se enche de entusiasmo.

– Estive pensando nas praias. Podemos viajar pelo litoral, sem lugar certo ainda. Só pegar o carro e sair.

– Pra mim parece ótimo. – eu me ajoelho e me inclino para frente, ficando por cima do corpo dele. Enlaço as mãos no seu pescoço e beijo o lóbulo da sua orelha.

– Beatrice, você não pode me distrair desse jeito. – ele diz, um pouco ofegante. Eu sorrio entre seus lábios, mas ele continua sério.

– O que tá incomodando você? – eu junto as sobrancelhas e me apoio no colo dele, colocando uma perna em cada lado da sua cintura. Ele repousa as mãos no meu quadril e suspira.

– Logo quando chegamos, seu pai conversou comigo. – ele me olha e eu assinto, já sabendo disso. Só não sei o que o deixa tão curioso a respeito disso. – Bom... Ele... Bem, ele me disse umas coisas sobre você.

Eu congelo. Meu coração começa a bater mais rápido e sinto como se Tobias pudesse ouvi-lo de tão alto que está. Minha respiração está acelerada e eu o olho pra ele, que tem os olhos grudados em mim. Eu penso em me levantar e sair correndo, mas fugir não é a melhor opção. E antes mesmo que eu possa pensar em algo assim, Tobias segura minha mão.

– Beatrice, eu não vou fugir de você. – ele diz, quase em um sussurro e entrelaça os dedos nos meus. – Eu só quero entender. Quando você fugiu pra cá naquela noite que Caleb falou todas aquelas merdas, eu fiquei maluco, porra. E então todo mundo naquela maldita sala começou a conversar sobre você e sobre como estavam preocupados, mas eu não conseguia entender. Até que eu comecei a ligar os pontos. – ele diz e respira fundo, como se reunisse coragem para falar. – Por que nunca me contou sobre os remédios?

Eu sabia que um dia esse momento chegaria. Nada pode ficar escondido por tanto tempo, ainda mais em uma relação tão intensa como a nossa. Eu penso em responder, mas e se ele fugir? E se ele me achar uma louca?

Mas ele te ama. Meu subconsciente diz e eu quero acreditar, mas como posso acreditar, se ele nunca admitiu isso em voz alta? Como posso saber que ele me ama se ele nunca o tem me dito? Sim, ele já me provou diversas vezes que está apaixonado, mas eu sou uma mulher e eu tenho dúvidas. Sou insegura.

– Por que você me esconde as coisas, Beatrice? – ele pergunta.

Porque você faz a mesma coisa. Eu penso em responder, mas me calo. Talvez se eu abrir com ele e falar do meu passado, ele tome o próximo passo e se abra para mim.

Eu tenho que fazer isso. Eu tenho que tentar.

– Piorou quando Peter morreu. – eu começo e vejo o alívio em seus olhos quando ele vê que vou contar. Ele alisa meu cabelo e eu respiro fundo antes de voltar a falar. – Eu só me sentia... Vazia. Não consigo explicar pra você. O sentimento de alguém depressivo é muito mais complexo e você não entende até que tenha passado pela mesma coisa. No inicio... Eu achei que... Eu achei que fosse me ajudar a lidar com tudo aquilo, entende? Doía não ter minha mãe comigo. Doía a rejeição de Caleb. Doía a perda de Peter. Eu... – um soluço escapa, mas eu não choro. – Eu só não sabia como lidar com tudo. Era muita carga pra mim, então fui pela única saída que me restava.

– Você se viciou nas tarjas pretas, não é? – ele diz, mais afirmando do que perguntando. – Merda.

– Eu sei que não foi uma decisão inteligente, mas nada fazia sentido naquela época.

– Quando Christina, Will e seu pai conversaram naquela noite, eles pareciam muito mais preocupados para ser apenas uma questão de remédios. O que está escondendo, Beatrice?

– Eu tive... Eu tive alguns problemas psicológicos. – enterro meu rosto nas minhas mãos. É tão vergonhoso admitir isso. Eu o ouço soltar um longo suspiro.

– Você tentou se matar? – ele encara meu silêncio como a resposta que eu não quero dar. Seus braços me envolvem em um abraço apertado e ele encosta seu queixo no topo da minha cabeça. – Eu sinto muito, amor. Eu sinto muito. – ele repete.

– Você não vai fugir? Não acha que eu sou louca? – pergunto, ainda com as mãos cobrindo meu rosto.

– O quê? Foi isso que pensou quando eu comecei a falar? – eu assinto. – Não... Merda, Tris. Não quis que pensasse isso. Eu só queria entender, eu juro. – eu finalmente levanto a cabeça e o olho. Ele sorri e passa o polegar na minha bochecha.

– Eu estou quebrada. – admito derrotada.

Ele continua sorrindo e nega com a cabeça.

– Não. Você estava quebrada, amor. Preciso te lembrar de tudo que vivemos pra te provar isso? Porra, você não entende o quão fodidamente perfeita você é? – eu lhe dou um sorriso tímido. – Isso. Gosto de vê-la desse jeito. Adoro como sua boca se curva pra cima quando você sorri. – ele admite e meu sorriso se abre ainda mais. – Por que você tá vermelha?

– Você me consertou. Obrigada. – eu digo e beijo seus lábios.

À medida que o beijo vai se aprofundando, Tobias desce as mãos pelo meu corpo até que para em minha bunda, onde ele aperta fortemente. Eu solto um gemido rouco em sua boca e sinto o volume crescer nas calças dele.

Isso está divertido.

Me afasto dele e me levanto. Ele junta as sobrancelhas e me olha confuso, mas posso ver um sorriso divertido se formando em seus lábios.

– Por que parou? – ele pergunta.

– Acha mesmo que vamos fazer isso... aqui? – ele cai na gargalhada.

– Eu não vejo problemas, Beatrice.

– Bom, eu vejo. – eu cruzo os braços e sorrio.

– Tô magoado. – ele responde, põe a mão fechada no coração e fecha os olhos. Eu solto uma risada.

– Você quer sexo? – eu arqueio as sobrancelhas. Ele me dá aquele sorriso cafajeste que faz com que todas as outras mulheres abram as pernas. Vejo balançar a cabeça e coçar o queixo. – Ok. Então venha me pegar.

E então eu começo a correr. Vejo ele se levantar e começar a correr atrás de mim. O vento bate em meus cabelos e eu solto uma gargalhada ao ver que Tobias e eu parecemos dois adolescentes apaixonados. Ou duas crianças que estão descobrindo o que é nutrir sentimentos por alguém.

Quando ele está perto de me alcançar, eu corro em direção à escada da roda gigante e começo a subir. Tobias para no mesmo instante. Eu paro e olho para baixo, encarando sua figura séria.

– O que pensa que está fazendo? – ele pergunta nervoso.

– Vou subir. – eu sorrio. – A vista lá em cima é ótima e está quase na hora do pôr-do-sol. Vem comigo.

Vejo o seu pomo de adão subir e descer lentamente, quando ele engole em seco.

– Tá falando sério? – ele pergunta, o nervosismo estando mais presente em sua voz.

– Tô sim. Vem, você vai gostar. – eu digo.

Ele enxuga suas mãos no jeans e quando penso que terei que insistir, ele começa a subir depois de mim. Estou tão concentrada em chegar ao topo antes que o sol se ponha que não noto quando ele para de avançar.

– Não é alto o suficiente? – ele pergunta, dessa vez ainda mais nervoso do que antes e eu me pergunto como isso é possível.

– Não. – eu sorrio e levo alguns segundos para entender o seu nervosismo. – Espera, você tem medo de altura? – meu sorriso vai se intensificando a medida que ele não responde.

Ele engole em seco mais uma vez.

– Todo mundo tem medo de alguma coisa. – ele admite e suponho que esteja envergonhado. Eu reprimo os lábios para não rir. – Você tem medo de morrer afogada. Não sei porquê está rindo. – ele diz, mas o sorriso já vai se formando em seus lábios.

E quando eu não aguento mais franzir os lábios, eu finalmente solto uma gargalhada. Uma gargalhada alta, como se toda Chicago fosse capaz de ouvir. Não estou rindo do medo dele. Estou rindo do motivo dele estar tão envergonhado para admitir isso. Presumo que ele acha que isso interferirá na sua masculinidade.

– Pare de rir, droga. – ele resmunga à medida que avançamos.

– Não consigo. – eu tento controlar. – Oh Deus, isso é tão engraçado.

– É alto o suficiente, Beatrice. – ele diz. Eu tento não rir muito e decido ajuda-lo, afinal, ele quem me ajudou em Miami, quando estávamos no mar.

– Vem cá, me dê sua mão. – eu peço e ele sobe mais um pouco, apertando minha mão com mais força que o normal. Percebo que ela está molhada de suor. Mais uma vez reprimo um riso e me concentro em ajuda-lo.

– Me sinto a porra de uma criança. – ele resmunga enquanto nós subimos.

– Você é a porra de uma criança. – eu rebato me divertindo com o fato dele estar sendo dependente de mim.

– Não sou criança quando chupo sua...

– Chega, Tobias. Você não sabe brincar. – eu completo com uma risada, antes que ele termine e fale a palavra proibida.

– Toda essa tensão só está me deixando com mais vontade de foder você. – ele admite com o sorriso cafajeste. Eu sinto um formigamento no meio das pernas e tento me concentrar na vista.

– Aqui é o suficiente. – eu digo e vejo parte da tensão dos ombros de Tobias aliviar um pouco. – Bem na hora. O que me diz?

Nós paramos e observamos do topo a vista que temos. Conseguimos enxergar toda a Chicago e o que vai além dela. Daqui de cima podemos ver tudo que o sol toca. A vista é realmente de tirar o fôlego. O vento soprando os meus cabelos e a mansidão do local só me fazem admirar ainda mais.

Ficamos em silêncio até o sol se pôr e não vermos nada dele.

– Incrível. – Tobias suspira atrás de mim.

Eu viro um pouco meu rosto e meu nariz roça com o dele. Fecho os olhos e sinto a maciez da sua pele contra a minha. Incrível é essa sensação. Entreabro os lábios e sinto ele roçar os dele nos meus. Ele lambe meu lábio inferior e logo em seguida me beija apaixonadamente. Um beijo lento e calmo, onde nossas línguas e cabeças acompanham ritmos opostos, entrando em uma sintonia perfeita.

– Devemos descer agora. – suspiro dentro da sua boca. Ele sorri ternamente.

– Essa é a melhor notícia que eu recebi hoje. – ele confessa.

Nós descemos dando risada um do outro e eu tenho aquele sentimento de “dever cumprido” quando minha ficha cai e vejo que ajudei Tobias a enfrentar um medo. Exatamente como ele fez comigo.

– Foi uma experiência boa, não foi? – eu pergunto, quando já estamos voltando para sentar e terminar nosso piquenique.

– Quê? – ele pergunta com uma expressão divertida.

– Enfrentar seu medo. Foi bom ou não foi? – eu cruzo meus braços e arqueio a sobrancelha com um sorriso de orelha a orelha.

– Bom pra caralho. – ele diz sarcasticamente. – Mas não farei isso novamente. Já pago meus pecados ao entrar em elevadores.

– Você é um babaca! – eu acuso soltando um riso, enquanto bato em seu peito e o empurro para trás.

– Ah, sou sim. Mas você gosta. – ele sorri, me puxa contra ele e beija meu pescoço, enquanto eu suspiro. – Agora se livre desse vestido que eu vou comer você aqui mesmo.

Eu sorrio enquanto ele tenta se desfazer das alças da minha roupa. Sua mão desliza para o meio das minhas pernas e eu solto um gemido rouco, enquanto nos deitamos em cima da toalha e fazemos amor ali mesmo, entregando-nos um ao outro.

Quando acordo, estico o braço para abraçar Tobias, mas a única coisa que sinto é o travesseiro. Abro os olhos e pisco sonolenta. O cheiro de café e panquecas pairam sob meu nariz. Eu sorrio e visto o short do pijama, prendendo logo em seguida meu cabelo em um coque mal feito. Penso em escovar os dentes, mas se Tobias está cozinhando, eu não quero que a comida fique com gosto de creme dental.

Desço as escadas e vou até a cozinha, parando no batente da porta e me apoiando nela com os braços cruzados na altura do peito, enquanto observo Tobias de costas para mim, cozinhando. Ele está sem camisa, o que me dá uma bela visão de sua tatuagem. Eu a admiro, maravilhada. Eu sempre quis fazer uma.

– Você levantou cedo. – eu digo, enquanto o cheiro das panquecas se torna mais forte.

Penso na noite que tivemos ontem e não consigo negar o sorriso. Depois que voltamos do piquenique, jogamos boliche e assistimos um filme romântico dramático. Resultado do filme: fizemos amor no sofá, no banheiro e na cama.

– Quis te levar café na cama. – ele diz.

Vejo que demorou mais do que o que eu considero normal para responder. E sua voz está estranha. Muito estranha.

– Amor, você tá bem?

Não recebo resposta. Observo seus ombros ficarem tensos quando eu falo mais uma vez, dessa vez dando um passo para frente. Ele está parado, petrificado, olhando para a frigideira, enquanto a panqueca queima.

– Tobias?

Meu coração tá batendo um pouco mais rápido e eu sinto um aperto nele, embora eu não saiba o porquê. Dou mais um passo a frente e caminho receosa em direção a ele. Ponho a mão em seu braço e sinto o quanto ele está rígido. Ele levanta a cabeça e me olha lentamente.

– Tobias...

E numa espécie de câmera lenta cruel, as pernas de Tobias se dobram e seu corpo desaba no chão de cerâmica branca da cozinha, e a espátula que ele segurava cai junto com ele, espirrando óleo quente. Tento segurá-lo, mas não consigo com seu peso e nem consigo me manter em pé. Tudo ainda acontece em câmera lenta para mim: meu grito, minhas mãos segurando seus ombros, sua cabeça batendo no assoalho. Mas então seu corpo começa a tremer e ele começa a ter uma convulsão, e tudo volta ao ritmo normal.

– TOBIAS! MEU DEUS, TOBIAS!

Quero ajuda-lo, mas sou incapaz de fazer qualquer coisa. Minhas mãos estão tremendo, mas nada comparado ao corpo de Tobias. Eu me aproximo dele, mas vejo o branco dos seus olhos e seu maxilar tencionar. Estou horrorizada e não consigo pensar em nada que não seja gritar para que ele volte para mim.

– TOBIAS, POR FAVOR... AMOR, FALA COMIGO. – eu peço, enquanto sinto um nó na garganta e as lágrimas marejando meus olhos.

Ele continua se debatendo. Eu sinto como se tivesse levado um soco no estômago.

– Alguém me ajuda! – grito, enquanto impeço as lágrimas caírem.

– O que está acontecendo? – Caleb entra na cozinha e seus olhos caem para o corpo de Tobias no chão, que ainda está se debatendo. Ele o olha horrorizado e depois seus olhos se voltam para mim. – Se afaste, Tris. – ele pede, enquanto se aproxima rapidamente e se põe ao lado de Tobias.

Eu faço o que ele me pede. Caleb é médico, então sabe o que está fazendo.

Cubro minha boca com a mão enquanto observo Tobias revirar os olhos.

Isso só pode ser um pesadelo.

Eu preciso acordar.

– Susan, chame uma ambulância! Agora! – Caleb grita para Susan, que está nos observando horrorizada da entrada da cozinha. Eu não a tinha notado.

Meus segundos de pesadelo se tornam ainda piores quando vejo que o gás do fogão está vazando. Eu corro e desligo, enquanto vejo Caleb estudar Tobias.

– Pegue uma almofada, Tris. Rápido. – ele exaspera.

Eu corro para a sala de estar, ignorando as lágrimas que já estão escorrendo dos meus olhos e engolindo o nó da garganta. Pego a almofada vermelha e volto correndo para a cozinha. O corpo de Tobias ainda não parou de se agitar.

Meu Deus.

– Coloque-a aqui. – Caleb instrui, enquanto segura a cabeça de Tobias. Eu ponho a almofada debaixo de sua cabeça e Caleb solta Tobias. Ele ainda não parou. – Tira a espátula de perto dele. A faca também. Tudo. Qualquer coisa que ele possa se cortar. – ele diz e eu obedeço. – Há quanto tempo ele está assim?

– E-eu... E-eu não sei. – gaguejo, nervosa. – Talvez uns três ou quatro minutos.

– Ele tem algum problema que possa causar convulsão? – ele pergunta me olhando.

– Eu nunca vi nada assim. Ele nunca me contou nenhum... – e eu paro da falar quando minha ficha cai: ele nunca me falou nada. Todo tipo de coisa começa a atacar minha mente, com que eu fique ainda mais nervosa. – Por favor, faça alguma coisa, Caleb. Por favor... – eu imploro.

– Susan! – ele grita.

– Eles estão chegando. – ela exaspera, correndo para me abraçar e me tirar de perto dele.

E o corpo de Tobias para de se agitar. Todos nós ficamos em silêncio e vejo Caleb virar cuidadosamente o corpo de Tobias para o lado. Ele está de olhos fechados. Eu chamo por ele, mas ele não me responde. Exatamente como no dia do acidente da minha mãe. Eu chamei por ela, mas ela não me respondeu.

– Ele está inconsciente, Tris. Isso não é incomum. – Caleb me assegura.

Susan me abraça e eu afundo minha cabeça em seu ombro, chorando compulsivamente. Que ele não esteja morto.

Minutos depois, ouvimos a sirene uivando na rua.

– Eles chegaram. – eu afirmo, como se isso fosse uma promessa de que tudo vai ficar bem.

Os paramédicos invadem nossa casa e Susan os guia até a cozinha, onde eles põe Tobias em uma maca e a levam rapidamente para o fundo da ambulância. Eu acompanho tudo, me sentindo inútil por não saber o que fazer para ajudar.

– Susan, pegue minha carteira e as chaves. – ele diz, enquanto posicionam Tobias e deslizam sua maca na ambulância. – Tris, pegue os documentos de Tobias e depois vá pro hospital. Eu estarei esperando por você lá.

Eu assinto, colocando a mão na boca e soltando um soluço. Não penso em controlar as lágrimas. Elas estão caindo tão facilmente.

– Vai ficar tudo bem, tá bom? – Caleb afirma e me beija na testa, antes de entrar na ambulância e partir rapidamente.

Eu fico os observando, esperando que minha ficha caia. Isso não pode ter acontecido. Não comigo. Não de novo. Fico parada ali porque não consigo sentir músculo ou membro algum para mover.

– Venha, Tris. – Susan me chama e me puxa gentilmente pelo braço.

Finalmente consigo me mexer e visto às pressas minhas roupas – não sei o que vesti. Pego as chaves do carro, minha bolsa, a carteira de Tobias e o celular dele. Preciso ligar para Evelyn, Johanna, Zeke... Zeke! Seria esse o motivo de todas as ligações?

Quando entramos no carro e Susan dá a partida até o hospital, eu pego o celular de Tobias e ligo para Evelyn. Ela atende no segundo toque.

– Olá, filho. – ela cumprimenta, com uma voz preguiçosa. Imagino que tenha acabado de acordar. – Como estão as coisas com a menina?

Meu peito aperta quando ouço-a perguntar por mim.

– Evelyn... Oi. – eu respondo. – É a Tris que está falando. – minha voz sai trêmula pelo nó que se formou em minha garganta. Eu não quero chorar. Não de novo.

– Tris? – sua voz é alerta. – Por favor, Tris... Não me diga que... – sua voz é abafada por um choro. Ela já sabe.

– Você pode vir até o hospital? – eu choramingo, enquanto enxugo as lágrimas que escorrem dos meus olhos.

– Como ele está? – ela chora baixinho.

– E-eu não sei... – lamento.

– Nós já esperávamos por isso... – ela suspira e funga do outro lado da linha. – Eu estou chegando aí. Sinto muito, querida.

– Poderia avisar aos outros? – pergunto quando viramos a esquina e entramos no estacionamento do hospital.

– Sim. Não se preocupe com isso.

– Ok. Mando o endereço por mensagem.

– Seja forte, Tris. – ela diz.

– Ele vai ficar bem, não vai? – eu digo com a voz trêmula, enquanto as lágrimas enchem meus olhos e eu abro a porta e desço do carro.

– Eu sinto muito, querida. – ela repete e eu encerro a chamada, porque não consigo lidar com tudo isso.

Corro pelo estacionamento em direção ao pronto-socorro. Abro as portas do hospital e entro, indo rapidamente até a recepcionista e lhe dizendo os meus dados e os de Tobias. Não consigo entender o que ela diz, mas saio respondendo aleatoriamente. Minha cabeça ainda está doendo e eu não consigo conter minhas lágrimas. Estou chorando hoje o que não chorei durante anos.

Quando a recepcionista termina de digitar, ela me aponta a direção e eu sou levada para uma sala de espera. Me sento no sofá e enterro meu rosto nas duas mãos. Sinto Susan sentar ao meu lado e acariciar minhas costas, dizendo palavras reconfortadoras. Não consigo ouvir exatamente o que ela quer me dizer. Eu só consigo pensar no porquê disso estar acontecendo.

Acho que já se passou uma hora, mas posso estar errada. Uma hora. Cinco minutos. Uma semana. Não faz diferença; a sensação seria a mesma para mim. Meu peito dói tanto de chorar. Já andei tanto de um lado para o outro que comecei a contar as sujeirinhas do carpete enquanto vou e volto.

Mais uma hora.

Susan me diz que precisa buscar um café e me pergunta se eu aceito, mas eu recuso. A última coisa em que pensaria agora seria uma comida ou bebida. Ela sai da sala e eu estou sozinha.

Mais uma hora.

Esta sala de espera é tão incrivelmente sem graça, com paredes marrons e brancos marrons bem dispostos em duas fileiras no meio da sala. Num relógio no alto da parede, por cima da porta, o ponteiro dos segundos fira e fira, e embora seja baixo demais para ouvir, minha mente acredita que consigo ouvi-lo. Há uma cafeteira e uma pia perto de mim, o que me não me faz entender o porquê de Susan ter que sair para buscar café.

Mais uma hora.

Minha cabeça dói. Meus lábios estão secos e rachados. Eu os lambo constantemente, o que só piora seu estado. Não vejo uma enfermeira passar por aqui há muito tempo, e começo a me arrepender de não ter parado a última que vi antes que ela desaparecesse no corredor longo, estéril e iluminado por lâmpadas fluorescentes que sai da sala de espera.

Por que essa demora? O que está acontecendo?

Quando estendo a mão impaciente dentro da minha bolsa para pegar o celular de Tobias, ouço uma voz estranhamente familiar.

– Tris?

Eu me viro e vejo Uriah, o amigo de Tobias que encontramos uma vez que passamos por Phoenix. Ao seu lado há uma garota loira que me lembro de tê-la visto também, mas não me recordo do seu nome.

Quando ele dá um passo à frente, eu quero me sentir aliviada por alguém ter aparecido para falar comigo, para interromper essa sensação de um nada profundo e doloroso, mas não consigo ficar aliviada, pois só posso esperar que ele me conte algo terrível a respeito de Tobias. Ele veio de Phoenix que é a mais de 2.000 km daqui, então ele provavelmente pegou o primeiro voo, e as pessoas só fazem isso quando o assunto é sério.

– Uriah? – eu digo, com as lágrimas enchendo meus olhos e a voz embargada pelo choro silencioso.

Ele solta sua mão da loira e me abraça. Eu envolvo meus braços em sua cintura e apoio minha cabeça em seu peito, chorando compulsivamente. Ele acaricia meu cabelo e me aperta contra ele, encostando seu queixo no topo da minha cabeça.

É estranho que o consolo venha de um estranho, mas nesse momento eu não me importo. Eu só quero estar com alguém que possa entender um terço do que estou sentindo e me deixe chorar.

Ele se afasta e põe uma mecha atrás da minha orelha.

– Você pode me explicar o que tá acontecendo? – eu junto minhas sobrancelhas, enquanto enxugo as lágrimas da minha bochecha e fungo o nariz.

– Que tal a gente se sentar? – ele me dá um sorriso triste.

Embora eu não queira, eu faço o que ele sugeriu e me sento ao sofá, enquanto ele se senta ao meu lado.

– Marlene, você pode avisar a Evelyn e a Hana que já estamos subindo? – ele se vira para a loira. Ela assente e o beija suavemente nos lábios antes de desaparecer.

Evelyn e Hana estão aqui?

– Tobias tá bem? – minha voz vacila um pouco ao sair. Estou tentando não chorar novamente.

Ele sorri com ternura e enxuga uma lágrima da minha bochecha.

– Ele tá bem agora – diz, e essa frase tão curta basta para encher todo o meu corpo de energia. – Mas provavelmente não vai continuar assim.

E com a mesma rapidez que veio, minhas energias desaparecem. O único fio de esperança acaba de ser rompido e eu preciso de todas as minhas forças para não começar a chorar novamente. Por que ele está tão doente? O que Uriah está tentando me dizer?

Minha respiração estremece com as lágrimas.

– O que você quer dizer? – as palavras mal saem da minha boca.

Ele repousa sua mão sobre a minha e começa a falar calmamente.

– Há uns oito meses, Tobias ficou sabendo que tinha um tumor no cérebro...

Minha respiração se foi. Meu coração se foi. Todo meu peito dói.

Levo minha mão à boca, mas não emito som algum. Minha única reação é as lágrimas que começam a cair lentamente dos meus olhos. Eu balanço a cabeça, me recusando a acreditar no que Uriah me diz.

– É o mesmo caso de Marcus, sabe? E quando ele descobriu, ele se recusou a fazer outros exames. Mamãe, Evelyn e Johanna tentaram de tudo com ele, mas à medida que Marcus piorava, Tobias ia perdendo o interesse. Zeke conversou com ele, mas então Marcus foi pro hospital, ele desistiu.

– Não... – balanço a cabeça sem parar, sem querer acreditar no que ele está me contando. – Não... – só quero expulsar tudo que ele me confessou. – Você tá mentindo! – minha voz sai quase um sussurro.

– É por isso que Zeke o ligava tanto quando vocês tavam na estrada e eles sempre discutiam. Meu irmão nunca aceitou essa burrice de Tobias. Eles cresceram juntos e bem... Ele nunca quis perde-lo. – ele respira fundo. – Nenhum de nós quer isso.

– Por isso ele não quis visitar Marcus? – pergunto, franzindo o cenho.

– Basicamente. – ele dá de ombros. – Acho que sabe os motivos pelo qual a relação de Tobias e Marcus não era boa, mas um desses foi esse sim. – ele me olha. – E por isso ele também não foi pro enterro.

– Ele tem medo? Medo que seu tumor seja inoperável? – digo mais para mim mesma, quando a revelação de tudo me choca.

– Sim. – ele concorda.

Eu respiro fundo e vejo que parei de chorar. É como se toda a minha emoção tivesse ido embora com todas as esperanças que eu tinha. Há um buraco formado em meu peito agora. Um buraco que deixou tudo dentro de mim sombrio e me sinto como se eu estivesse... Vazia.

– E se ele estiver errado? E se houver alguma chance? – tento não soar empolgante ou animada demais. Meu coração não aguenta mais dor.

– Pelo que tão verificando agora – Uriah começa. – As chances dele são bem pequenas, Tris. Eu sinto muito.

Sinto como se ele tivesse pegado meu coração e o amassado com os próprios punhos. Eu respiro fundo e contenho as lágrimas. Eu não posso perder o controle novamente. Já chorei o suficiente para minha vida toda hoje e preciso saber como lidar com a situação. E minha cabeça dói. Aliás, tudo meu dói.

– Posso vê-lo? – pergunto.

– Claro. – ele sorri e segura a minha mão, enquanto se levanta do sofá e me oferece apoio. – Ele quer ver você.

– Você já o viu? – pergunto, enquanto passo a alça da bolsa por cima do ombro e começo a caminhar, seguindo ele.

– Sim. – ele suspira. – Viemos assim que Evelyn nos ligou. Achamos que... – ele parece escolher as palavras certas. – Eu sinto muito, Tris. Estávamos todos preparados pra isso. – ele diz, enquanto entramos no elevador.

Mas ninguém me preparou.

– Zeke implorou pra que ele te contasse e que se ele não conseguisse, nós poderíamos fazer isso. Mas ele recusou e nos fez jurar segredo. Não achamos justo, mas não era uma decisão nossa.

Eu suspiro e desejo que ele pare de falar. Não consigo lidar com tudo isso. Não consigo processar tanta informação, então apenas assinto e respiro fundo. Uriah entende que o que eu preciso é espaço e para de falar. E assim seguimos até o quarto de Tobias.

O corredor do quinto andar é claro. Os médicos e enfermeiros andam de um lado para o outro, enquanto alguns pacientes passeiam em cadeiras de rodas ou acompanhados por soro, enquanto conversam com os demais.

Quando chegamos até o quarto dele, eu hesito em abrir a porta. Levo a mão na maçaneta, mas logo a retiro. Eu não sei o que esperar quando abrir a porta. Eu não sei de mais nada.

Olho para Uriah, como se lhe suplicasse por ajuda.

– Você consegue. – ele sorri para mim com ternura e eu abro a porta bem devagar.

À medida que a porta vai sendo aberta, meu coração vai se apertando e minha respiração fica dificultada. Hana, Evelyn ou Johanna não estão aqui. Olho ao redor e vejo apenas Zeke abraçando uma mulher, observando a cama do hospital. E quando eu olho na mesma direção... Eu o vejo.

Tobias está deitado com as costas apoiadas em travesseiros, de forma que ele fique ereto. Ele brinca com as mãos de um garoto que aparenta ter uns oito ou nove anos. Nenhum deles pareceu notar a minha presença, então eu os observo. A forma paternal como Tobias deixa que o garoto brinque com ele faz meu coração se apertar mais e mais. O soco leve que ele recebe seguido por uma risada só faz com que eu sinta ainda mais vontade de chorar.

– Ele seria um ótimo pai, não? – Uriah sussurra atrás de mim.

Eu permaneço imóvel, sentindo as lágrimas embaçarem meu campo de visão. Suspiro e fecho a porta, então finalmente Tobias me olha. Eu permaneço parada no mesmo lugar, incapaz de me mover. Sua expressão se suaviza ainda mais quando ele me olha, então ele se vira para a criança.

– Você pode nos dar um segundo à sós? – Tobias fala, com um tom de voz doce e calmo que jamais o vi usar com alguém.

– Tudo bem... – o garotinho suspira derrotado.

– Ei, campeão, nada de cara feia, beleza? – Zeke comenta com um sorriso triste para a criança. – Eu vi que lá em baixo tem um parquinho bem maneiro. O que você acha?

O garotinho olha para Zeke, e depois para Tobias. Seu olhar se alterna entre os dois, como se pensasse sobre a resposta e precisasse de algum incentivo ou confirmação.

– Vai lá, Hec. Eu vou assim que eu melhorar. – Tobias dá um sorriso para o garoto. Ele ainda não me olhou novamente e eu continuo petrificada.

– Hector. – a garota ao lado o chama como se o repreendesse.

– Tudo bem... – Hector suspira derrotado mais uma vez. – Eu posso voltar? – ele pergunta pra Tobias.

Tobias sorri.

– Você pode voltar quando quiser, parceiro. Eu só preciso conversar com ela um pouco. – ele aponta com a cabeça em minha direção.

Hector assente e sussurra algo no ouvido de Tobias que o faz sorrir. Tobias bagunça o cabelo de Hector e ambos trocam uma saudação com as mãos, antes de finalmente saírem Zeke, a garota, Hector e Uriah.

E, finalmente, restam apenas eu e Tobias.

Eu estava com raiva e frustação antes de entrar nesse quarto. Raiva por ele não ter me contado e frustração por a vida não ser diferente e ser tão injusta comigo. Entretanto, ao vê-lo tão pálido e fraco nessa cama de hospital, toda minha raiva, frustração ou qualquer outro sentimento ruim se desfaz... E a única coisa que sinto por ele nesse momento é amor e compaixão.

E um medo absurdo de perde-lo.

– Amor – ele me chama e eu o olho. – Vem cá.

Eu consigo me mover e me jogo em seus braços, deixando que o choro saia descontroladamente, esperando que meu medo e todo esse sentimento vazio e essa sensação de perda saia também.

Notas finais
E então, babies? Tive que parar nessa parte porque o capítulo ultrapassaria as 6.000 palavras... Enfim, comentem, comentem e comentem ♥ LEIAM ISSO POR FAVOR!!! LEIAM LEIAM LEIAM Well, hoje me surgiu a ideia de escrever uma nova fic, que se passará no mesmo tempo em que Sem Rumo ocorre, sendo que dessa vez os personagens seriam: Will e Christina. Seria uma short-fic, de uns dez capítulos ou mais. Da história deles, como vão se apaixonando, o casamento, a lua de mel... E essas coisas. Quis fazer algo diferente, já que nunca vi uma fic onde Chris e Will são o casal principal... Então, minha pergunta é: se eu escrevesse, vocês leriam? Por favor, não deixem de comentar isso. Eu preciso realmente saber e é importante. Bem, é só isso. Comentem o que acharam do capítulo e se acham que devo acrescentar mais alguma coisa. Posso esclarecer algo que ficou no ar pra vocês!! Beijos, amores ♥ Até logo! ATENÇÃO SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO: CONVERSA COM CALEB, ZEKE E OUTROS PERSONAGENS. ROMANTISMO E EMOÇÃO. EMOÇÃO PASSADA ATRAVÉS DE UMA CARTA. NÃO PERCAM E COMENTEM!!!! Twitter: @poxamalec ACOMPANHE TAMBÉM A OUTRA FIC! http://fanfiction.com.br/historia/540292/Estranha_Perfeicao/