Sem rumo.

10 Capítulo 10


Notas iniciais
E aí bebês, como vocês estão? ♥ Olha só quem está aqui, postando novamente! Bom, eu pretendia postar mais cedo, já que recebemos mais uma recomendação, mas então eu demorei escrevendo, porque os capítulos do Tobias são sempre os mais difíceis de se fazer. Pois é, pois é. Mas enfim, saiu!! E é completamente dedicado a Riniba, que fez a linda recomendação. Amei ler todas aquelas palavras, viu? Espero que goste do capítulo, ele é totalmente seu ♥ Muito obrigada! O capítulo também é um presente de aniversário pra uma leitora bem especial. Espero que goste viu, flor? AHUAHAUAHU Ela saberá que é pra ela. ♥ Boa leitura e não esqueçam de comentar! Até as notas finais babies! Twitter: @poxamalec

TOBIAS EATON

Puta que pariu, como posso não me apaixonar por ela desse jeito? Sei que nós dois planejamos que isso não poderia acontecer, mas se ela não quer que eu me apaixone ela não pode ficar tão linda desse jeito.

Apesar de eu ter que me concentrar na estrada, não consigo parar de olhá-la. O vestido que ela tá usando me deixa louco. Ele modela seu corpo perfeitamente. Me orgulho em dizer que já vi o que há por debaixo dele e tive que juntar todas as minhas forças pra não comê-la quando eu tive a chance. Mas eu não menti pra Tris. Eu jamais conseguiria dormir com ela por apenas uma noite.

– Você já esteve aqui, não esteve? – Tris me pergunta quebrando nosso silêncio.

– Sim. – eu respondo sorrindo. Não consigo parar de sorrir desde que a vi. Sou um puta de um sortudo por tê-la comigo.

– Tobias, se importa se eu tirar uma foto nossa? Christina tá enchendo meu saco por isso.

– Christina? – pergunto curioso.

– Minha melhor amiga. – Tris responde.

– Tudo bem, mas só quando chegarmos. Não vou arriscar nossa vida fazendo pose por uma droga de foto. – eu digo.

– Achei que gostasse de fotografia.

– E gosto. – digo sorrindo.

Nós seguimos o caminho em silêncio novamente, até o telefone de Beatrice tocar e ela atende-lo. Imagino que seja sua amiga novamente, já que ela não consegue parar de corar e tagarelar. Gosto de vê-la assim. Ela está leve, e imagino que essa amiga seja uma das pessoas que não permitiu que Beatrice se afundasse. Seja como for, Christina já ganhou pontos comigo.

– Ela quer muito conhecer você. – Tris diz quando desliga o telefone. Ela se vira como de costume, pra me encarar melhor.

– Como ela é? – tento não parecer interessado demais. Não quero ter uma discussão com Tris.

– Totalmente o oposto de mim. Ela não cala a boca por um segundo. Tem boca suja, ainda no colegial tinha transado com metade dos garotos... – ela começa.

– Você também tem boca suja. – eu interrompo-a, apontando pra ela.

– Não, tenho não. – ela semicerra os olhos. Então a diversa começa quando eu penso em tocar no assunto.

Caralho, Tobias! Me chupa de uma vez, porra! – eu repito numa tentativa falha de imitar sua voz. Vejo Beatrice ficar vermelha no mesmo instante.

– Você prometeu que não tocaria no assunto! – ela me dá um soco no braço e eu finjo que doeu, quando na verdade o que deve ter doído fora a mão dela.

– Não se preocupe, deu um puta tesão. – eu digo com um sorriso de orelha a orelha.

– Tá falando sério? – ela semicerra os olhos novamente.

– Tô, caramba. – o tom de diversão é nítido na minha voz. – Acho que só conheci você de verdade ontem.

– Acho que passei minha vida toda com medo de ser eu mesma. – ela diz e vejo o quanto está falando sério. Ela parece estar perdida em seus pensamentos novamente.

– Por medo do que as pessoas achariam de você? – eu arrisco já sabendo sua resposta.

– Exatamente. – ela afirma.

– Quer um conselho? – eu digo concentrando no trânsito. Vejo que ela assente. – Foda-se o que os outros pensam. Você está vivendo pra você, não pra eles.

Ela assente mais uma vez e seguimos em silêncio. Beatrice está envolta em seu mundo novamente, em conflito até consigo mesma, mas não quero atrapalhar isso. Preciso que ela reflita em tudo que eu digo pra ela e sei que ela está fazendo um ótimo trabalho. Quando nossa viagem acabar, espero que meu dever tenha sido feito. Espero ter ajudado Beatrice a encontrar a si mesma.

– Chegamos. – eu digo quando estaciono o carro.

Desço do carro e abro a porta pra Tris. Ela sorri e agradece. Quero beija-la. Quero beija-la mais do que nunca quis desde Chicago. Acho que nunca a vi tão linda. Beatrice consegue ser linda de todas as formas, principalmente quando acorda com um bafo de bunda e a trança bagunçada que eu tanto amo. Mas agora ela se vestiu como uma mulher, soltou o cabelo e se a intenção era me fazer ficar de pau duro ela conseguiu.

– Achei que iríamos a um lugar mais calmo, onde você provavelmente cantaria. – Tris diz observando a entrada da boate. Droga, ela já adivinhou a programação de amanhã.

– Isso fica pra uma outra noite. Hoje só vamos nos divertir. – eu digo e ponho minha mão em suas costas, a guiando pelo local.

Última vez que eu vim aqui eu tinha 17 anos. Cacete, tô velho pra caralho. O local não mudou muita coisa e o dono continua sendo o mesmo: Eric. Um dos poucos amigos que eu tive na infância. Quando o vejo quase quando entramos, ele vem nos cumprimentar.

– Porra, Tobias, é você mesmo? – ele me pergunta se aproximando.

– É o que parece. – eu digo. Damos abraços de macho –aqueles que seguem de tapas nas costas– e nos afastamos. – Essa é Beatrice. – eu aponto para Tris. Ele se aproxima dela e beija sua mão numa tentativa de ser cavalheiro. Reprimo um riso. Eric nunca foi um cavalheiro. Ainda mais com suas tatuagens e piercings que estou torcendo para que não assustem Tris.

– É um prazer, senhorita. – ele diz e seguro outro riso. – Vá se foder. – Eric diz se voltando pra mim ao perceber que estou sorrindo. – Perdão, princesa. – ele se volta para Tris novamente.

– O prazer é meu. – Tris diz abrindo um sorriso gentil pra ele.

– Aproveitem hoje, a bebida é por minha conta. – Eric diz e se afasta de nós, indo em direção a uma morena que reconheço de longe. Tori. Repouso a mão nas costas de Tris novamente e a guio até uma mesa um pouco longe da pista de dança, próxima a umas sinucas.

– Ele não estava falando sério, estava? – Tris me pergunta sorrindo e se sentando.

– Claro que não. Não acredite em nada que Eric disser. – eu digo me sentando ao seu lado. – Quer beber algo? – passo meu braço por cima do seu ombro e a trago para mais perto de mim.

– Nunca bebi nada. Só champanhe, eu acho. – ela diz um pouco insegura.

– Então deixaremos a bebida pra depois. – eu aproximo minha boca do seu ouvido e sussurro: — Vem dançar comigo?

Vejo que ela sentiu arrepios e preciso reprimir um sorriso, como sempre faço. Beatrice acha que eu nunca percebo, mas eu já conheço todas as suas possíveis reações. Ela é assim mesmo.

Eu me levanto e estendo minha mão pra ela. Ela coloca a bolsa em cima da mesa e eu deixo minha jaqueta ali também. A galera aqui tá tão bêbada e chapada que a única coisa que pensariam era em roubar alguém daqui. Beatrice segura minha mão e nós caminhamos até a pista de dança.

Quando nos posicionamos pra dançar, a música para. Beatrice põe a mão na boca para cobrir a risada. Suspiro irritado. A música tinha que acabar justo quando nós chegamos pra dançar? Mas antes que eu comece a me frustrar, uma nova música começa. O dedilhar do violão me passa calmaria no mesmo instante. Vejo que as pessoas estão deixando a pista, restando apenas casais e assim mais espaço para dançarmos.

(Aperte o play antes de ler)

Puxo Beatrice para mim e ela cola seu corpo no meu. Seguro suas mãos e as coloco em volta do meu pescoço. Beatrice não tira os olhos de mim nem por um segundo e eu não quero que ela tire. Coloco minhas mãos em suas costas, pouco acima de sua bunda. É tentador aperta-la, como fiz na noite passada, mas sei que esse não é o momento.

Então começamos a dançar. Lentamente. Beatrice com seus olhos verdes em mim e eu com os meus azuis nela. Ela não tira suas mãos do meu pescoço e sinto uma de sua mão me fazer carinho no cabelo. Sorrio e dançamos em silêncio. Eu aproximo meu rosto do seu e sussurro próximo ao seu ouvido:

– Você está maravilhosa. – sinto seu sorriso próximo a minha bochecha, mas não ouso me mexer. Sussurro novamente: — Tem pelo menos uns 15 caras te olhando e no mínimo 10 querem transar com você. – eu digo ao perceber os olhares desde que entramos.

– Não seja ridículo. – Beatrice sussurra em meu ouvido. Sentir seu sorriso tão próximo é uma bela de uma tentação. – Acha que eu não percebi como as mulheres aqui te olham? Aposto que se você pedisse, todas cairiam de quatro pra você. – É uma pena eu querer pertencer somente a você.

– O que posso fazer? – eu digo sorrindo.

– Não seja tão convencido assim. – ela sorri também.

– Realmente não posso me gabar, ainda não consegui o que quero. – Beatrice se afasta o bastante para que seus olhos voltem a fitar os meus.

– E o que você quer? – ela diz com sua boca próxima o bastante da minha. Não consigo parar de olha-la.

– No momento? – eu pergunto e ela assente. – Beijar você. – eu digo a primeira coisa em que consigo pensar.

– Um beijo de verdade? – Beatrice sorri.

– Um beijo de verdade. – eu repito sorrindo pra ela também. Então ela se aproxima um pouco mais, roçando seu nariz no meu.

– Você tem minha permissão, se quiser. – ela diz e isso é o suficiente pra mim.

Foda-se se não estávamos planejando isso pra viagem. Foda-se se isso pode mudar alguma coisa entre a gente. Foda-se se ficarei com um puta peso na consciência amanhã. Foda-se. Foda-se. Foda-se. Repito pra Beatrice sempre fazer o que ela sentir que deve fazer, mas parece que eu mesmo não sigo meu próprio conselho. Sinto que devo beija-la e é isso que eu faço.

Aproximo minha boca da sua e encosto nossos lábios. Eles parecem se encaixar perfeitamente. Então, Beatrice coloca a mão na nuca e segura meu cabelo. Puxo seu corpo ainda mais para o meu e a beijo como nunca beijei outra garota. Minhas mãos estão a apertando contra mim, com medo de que em algum segundo ela possa se afastar. Ela está de olhos fechados e eu também. Minha língua percorre toda sua boca, dançando com a dela. Ela beija bem pra caralho. Não ligo se há pessoas olhando pra nós. Tô pouco me fodendo pra eles. Eu só não quero que esse momento acabe. Sinto como se existisse apenas ela aqui dentro.

Nosso beijo é lento e calmo, um querendo conhecer a boca do outro. Vamos parando aos poucos com beijos curtos entre nossos lábios. Com os narizes ainda colados um no outro, Tris recupera fôlego o suficiente para dizer:

– Nada mal. – ela suspira com sua boca entre a minha.

– Nada mal. – eu repito sua frase.

Então nós continuamos a dançar. Devo estar sorrindo igual um adolescente idiota apaixonado, mas foda-se. Não consigo parar de sorrir. Isso é totalmente impossível no momento. Beatrice está com a cabeça aninhada em meu peito e nós continuamos dançando até a música acabar. Estou alisando seu cabelo e vejo que ela também não consegue parar de sorrir. Ótimo. Ao menos não sou o único idiota aqui.

A música acaba e nós saímos da pista de dança, voltando pra sentar na mesa.

– Quer beber algo agora? – eu pergunto quando ela se senta. Ela concorda com a cabeça. – O que você bebe? – eu pergunto.

– O que você bebe? – Beatrice rebate.

– Tem certeza disso? – eu semicerro os olhos pra ela, mas acho legal a parte de confiar em mim o bastante pra lhe dar qualquer bebida.

– Tenho. – ela diz e afirma com a cabeça. Eu me aproximo dela, beijo seus lábios de novo e me afasto.

– Não saia daqui. – eu digo e vejo ela sorrir.

Caminho em direção ao balcão do bar e peço dois whisky com gelo. Observo Beatrice de longe e sinto meu sangue ferver ao ver que um cara se sentou com ela. Bato os dedos impaciente no balcão e bufo, claramente irritado não só pela demora da bebida, mas também por um cretino estar conversando com ela e ela parece estar se divertindo. Foda-se, sou egoísta mesmo e não quero dividir Beatrice com mais ninguém desse lugar.

Finalmente, depois do que pareceram ser horas, o imbecil entrega os copos e eu saio. Caminho até a nossa mesa, fuzilando o idiota que está dando em cima de Tris. Quando me aproximo o bastante, consigo reconhece-lo. Edward.

– Tobias, que surpresa! – ele diz.

– Ele está incomodando você, Beatrice? – eu pergunto.

– Não, estávamos só conversando. – Tris diz percebendo meu temperamento. – Nada demais, Tobias.

– Sua namorada? – ele pergunta.

– Não. – Beatrice responde antes de mim e sinto, de alguma maneira, como se eu tivesse levado um soco no estômago.

– Então, você me dá a honra de uma dança? – ele estende a mão pra Beatrice.

– Eu acho que não é uma boa ideia. – Beatrice responde, olhando pra mim ao invés de Edward.

– Foi um prazer conhece-la, Beatrice. – ele pega sua mão e a beija. Beatrice lhe dá um sorriso gentil. – Foi bom revê-lo, Tobias. – ele diz e eu o ignoro. Então ele sai e se perde na multidão.

– Aqui. – eu digo um pouco duro, entregando-a o copo de whisky.

– Vai agir assim? – ela pergunta claramente irritada.

– Assim como? – eu bufo e me sento ao seu lado.

– Esquece. – ela revira os olhos.

Ficamos em silêncio, até que um cara se aproxima de nós.

– Ei cara, quer jogar com a gente? – pergunta se dirigindo a mim. – Tá faltando um. – ele aponta para uma sinuca, onde mais dois caras nos observam. Eu olho pra Tris e ela bebe um gole de whisky. Vejo a pior careta tomar conta do seu rosto, quando ela engole o líquido. Prendo o riso em meus lábios.

–Pode ir. – ela diz. – Vou ficar bem.

– Tem certeza? – eu pergunto segurando seu queixo. Sou fascinado por sinuca, mas se Beatrice pedir pra que eu fique com ela, eu fico. Sem mas.

– Tenho. – e para me convencer, ela beija meus lábios. Um beijo rápido, como o que eu dei antes de pegar nossas bebidas.

– Não vou demorar. – eu digo e a beijo de novo.

Me levanto e o cara me acompanha até o pequeno palco das sinucas que há próximo as mesas. Ele me dá um taco e eu o analiso, para ver se está tudo em ordem.

– Eu sou Fernando. – o cara se apresenta. – Esses são Drew, Robert e Matthew. – ele aponta para os caras respectivamente.

Depois das apresentações, nós tiramos cara ou coroa pra saber qual dupla jogará primeiro. Eu farei par com Fernando. Espero que ele saiba jogar, porque não costumo e não gosto de perder. Olho pra mesa de Beatrice e me certifico de que ela está bem, antes de começar a jogar. Ela está sorrindo e digitando algo no celular. Tento não pensar no beijo que demos hoje e me concentrar no jogo, mas é impossível esquecer o calor que seus lábios me passaram naquele momento.

Sorrio pra mim mesmo e começamos a jogar. A dupla adversária é boa, mas não tanto quanto eu e o Fernando. Nós conseguimos jogar sem fazermos esforços. Jogamos até acabar a primeira partida e Fernando e eu ganhamos.

– Intervalo de cinco minutos, pessoal. – Robert diz. Ele está bêbado e pra lá de chapado, então isso deve estar atrapalhando o jogo.

Reprimo um riso e olho pra mesa de Tris. Edward está lá com ela novamente. Ela me vê e diz lentamente “está tudo bem”. Não consigo ouvi-la, mas consigo ler seus lábios. Preciso confiar nela. Ela se chateou quando eu fui lá e quase o espanquei, então preciso confiar nela. Não quero que ela fique brava comigo. Então, eu respiro fundo e desvio o olhar deles, porque sei que se continuar olhando, eu vou lá e quebro o seu nariz.

Estico meu braço e pego meu copo de whisky que está em cima do balcão próximo a sinuca. Bebo em um único gole e deixo que o líquido desça queimando por minha garganta sem fazer alguma careta. Respiro fundo e me encosto na sinuca, esperando os caras pra próxima partida. Vejo Cara e Tori se aproximar de mim.

– Olha só quem voltou! – Cara diz e meu olhar cai para seus peitos. Eles estão expostos por um decote do vestido vermelho minúsculo que ela usa.

Cara foi uma das minhas transas quando eu passei um tempo aqui. Confesso que ela é gostosa pra caralho, mas não estou mais interessado. Ela foi um daqueles lance de comeu e ponto. Sem contar que apesar de transar bem, ela beija muito mal.

Ela enlaça as mãos no meu pescoço e eu tento me soltar, mas ela beija meu pescoço. Torço para que Beatrice não tenha visto isso. Não quero nem arriscar o olhar pra ela agora. Tiro as mãos de Cara do meu pescoço e as seguro.

– Você não mudou nada. – ela sussurra ao pé do meu ouvido com uma voz extremamente sedutora. Seu joguinho não funciona comigo hoje, piranha. – ela se afasta um pouco e me olha nos olhos. – Tori e eu estamos a fim de fazer algo hoje. Você topa? Só nós três. – ela enfatiza o três.

– Foi mal, mas hoje eu tô acompanhado. – eu sorrio e olho pra mesa de Tris. E o desespero bate assim que não a vejo mais lá. Nem ela, nem Edward.

– Aquela vadia que chegou com você? – Tori quem fala. – Parece que ela e Edward foram se divertir na pista de dança. E sem você. – ela sorri maleficamente.

Sem me importar com sinuca ou qualquer outra coisa, eu me afasto das duas, ignorando os protestos de Cara e comentários de Tori. Me espremo na multidão até chegar a pista de dança. Demoro pra encontrar os dois, mas quando os vejo, meu coração para. Beatrice está dançando com Edward. Ela está de costas pra ele, esfregando – propositalmente ou não – seu corpo no dele. Uma mão dela está no pescoço dele e as mãos dele tocam todas as partes do seu corpo possíveis.

Sem ao menos ter chance de pensar, eu vou até eles e então tudo acontece muito rápido. Puxo Beatrice e a empurro para atrás de mim, e quando Edward vai protestar, eu o acerto no rosto. O soquei com tanta força que vejo seu corpo cair no chão. Então eu fico por cima dele e começo a soca-lo. Não escuto nada da multidão. Ou a música da boate. Ou qualquer outra coisa. A única coisa que consigo ouvir é o estalar de ossos quando eu acerto seu nariz. Vejo o sangue escorrer, mas não consigo parar. A adrenalina já foi despertada dentro de mim e esse é um lado que eu não queria que as pessoas conhecessem. A violência é algo que eu herdei do meu pai.

– Tobias, para! – escuto o grito de Tris.

Então Fernando chega por trás de mim e me tira de cima de Edward. Vejo Drew e Robert levantarem Edward e o levarem a algum lugar. Ele murmura um “desgraçado” pra mim, mas eu o ignoro. Só consigo observar a figura loira horrorizada com tudo que acabou de acontecer.

– Esfria aí, porra! – Fernando grita e me empurra. Sei que ele não quer brigar. Ele apenas quer que eu me acalme. Acho que eu também quero isso. Respiro fundo e passo a mão na cabeça. Eric se aproxima de nós e põe a mão em meu ombro.

– Vai pra casa, cara. – ele diz calmamente. – Leva ela daqui também. – ele aponta pra Beatrice, que sai correndo da boate.

– Beatrice, espera! – eu grito e corro atrás dela, mas antes passo por nossa mesa e pego a bolsa dela e minha jaqueta. Saio da boate e a vejo correndo pro carro. Graças a Deus ela tá indo pro carro.

Ela entra e fecha a porta do carro com força. Se eu não estivesse preocupado com ela, certamente a daria uma bronca por não ter cuidado com meu carro. Ela está furiosa comigo. Entro no carro e fecho minha porta. Ponho as mãos no volante e respiro fundo, de cabeça baixa. Beatrice pega sua bolsa e a põe em cima do seu colo. Ela não diz uma palavra sequer. Eu suspiro e dou a partida. Respeitando todos os sinais amarelos e vermelhos, tentando me acalmar, nós finalmente chegamos ao hotel.

Tris caminha pro seu quarto e tenta fechar a porta, mas eu a impeço.

– O que eu fiz? – pergunto. Ela entra pisando duro no quarto e joga sua bolsa na cama. Eu entro e fecho a porta do quarto.

– O que você fez?! – ela grita e me encara incrédula. – Me diz você, Tobias! Me diz o que porra você fez! Me explica o que droga foi aquilo porque eu ainda não consigo entender!– ela continua a gritar. Me aproximo dela e só agora sinto o cheiro de álcool. Com certeza, Tris não bebeu apenas aquele copo de whisky que eu a dei. – Você realmente sabe como estragar uma noite perfeita.

– Então você gostou? – meus olhos brilham e eu suspiro aliviado.

– Não seja ridículo. – ela diz e passa a mão nos cabelos. Ela tá meio verde. – Droga. – ela murmura para si mesma e em questão de segundos, vomita no chão. O cheiro nojento já toma conta do quarto.

Eu pego o cesto de lixo no canto do quarto e a ofereço. Ela vomita mais ali e depois o entrega pra mim, indo vomitar no banheiro. Eu coloco o cesto no chão e vou atrás dela. Ela se senta no chão e levanta o assento da privada. Apoia suas mãos ali e vomita ainda mais. Eu me abaixo atrás dela e seguro seu cabelo, pra que ela não o suje de vômito. Ela não me agradece, mas eu nem o faço questão. Ela tá mal pra cacete. Continua vomitando e eu não saio dali. Apesar dos meus braços já começarem a adormecerem, eu não solto seu cabelo. Quando ela termina de vomitar, eu aperto o botão da descarga e abaixo o assento e a tampa. Saio do banheiro para pegar um pijama pra ela tomar banho, mas quando volto, ela está deitada no chão do banheiro. Capotou.

Sorrio e pego uma toalha menor. Ligo a torneira e molho uma parte. Limpo a boca de Beatrice e todo seu rosto. Prendo seu cabelo da melhor maneira que posso e acaricio sua testa. Ela não se mexe e imagino que esteja em um sono pesado. Ponho a toalha suja de volta na pia e tiro meus sapatos, o jogando para fora do banheiro, em algum lugar do quarto.

Então eu me deito por trás dela e a abraço, não me permitindo abandona-la de jeito nenhum. E apesar de ser bastante desconfortável dormir no chão de um banheiro, eu sinto que não há melhor lugar para se estar do que ao lado dela.

E assim, eu pego no sono.

Notas finais
E então? O que acharam? Comentem comentem comentem ♥ Bom, eu achei que foi um puta beijo que o Tubaias deu AHUAHUAHUA Sério, quero um desses pra mim HAUAHUAH Achei o capítulo bem legal e finalmente consegui não passar das 4.000 palavras HAUHAUAHU Espero que não se chateiem com isso, porque se vocês se chatearem não tem mais capítulo BRINCADEIRINHA TA KAAKAKAKAK Enfim, depois de Houston temos apenas Louisiana pra finalmente chegarmos a Flórida, passando por Orlando e o que todos esperamos -inclusive a Tris- Miami!! Quem está ansioso?! Próximo capítulo teremos mais surpresas e só dependerá de vocês pra sair. Comentários e Recomendações são essenciais né? Motiva muito e nos faz saber que nosso trabalho é valorizado ♥ Espero que tenham gostado e nos vemos logo! Beijinhos ♥ Twitter: @poxamalec ATENÇÃO!!! SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO: UM TOUR POR HOUSTON, MOMENTOS FOURTRIS E UMA NOTÍCIA BOMBÁSTICA QUE PODE COLOCAR ESSA VIAGEM EM RISCO!! NÃO PERCAM!