Sem rumo.

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Advinha quem está aqui novamente: isso mesmo, euzinha HAUAHUAHUA Como vocês estão? ♥ Bom, eu juro que não pretendia postar hoje. De jeito nenhum. Mas então eu abri o Nyah e quase tive um ataque de felicidade ao ver que tínhamos recebido duas recomendações! ISSO MESMO, DUAS RECOMENDAÇÕES!! Vocês têm noção da minha felicidade? Bom, eu acho que não HAUAHUAHU Quero dedicar o capítulo as duas lindas que recomendaram. Eu amei ler todas aquelas palavras e me senti muito feliz, viu? Eu realmente adorei ler tudo aquilo. Espero que gostem do capítulo, Eternizada e Anni Schreave, porque ele é totalmente de vocês. Muito obrigada. De verdade ♥ Boa leitura a todos e não esqueçam de comentar! (já comecei a responder alguns, espero que tenham paciência pois eu responderei a todos) Nos vemos nas notas finais! Beijos ♥ Twitter: @poxamalec

BEATRICE PRIOR

Acordo com uma dor imensa nas costas. Abro os olhos lentamente, até me dar conta de onde estou. O azulejo do banheiro e o cheiro era inconfundível. Tentei lembrar das coisas que aconteceram ontem, mas tudo que consigo sentir na minha cabeça é uma insuportável dor terrível. Olho para meu lado e vejo que Tobias não está ali. Estranho. Por um incrível momento eu senti que ele havia dormido comigo. Talvez tenha sido apenas mais uma ilusão. Acho que bebi demais ontem a noite.

Me sento no chão e a tontura é inevitável. Fecho meus olhos com força, tentando me livrar daquela sensação. Ressaca era horrível. Eu nunca havia tido uma, porque jamais bebera em toda minha vida. E não porque não quis, mas nós também não tínhamos dinheiro para desperdiça-lo dessa forma.

– Como você tá? – escuto a voz rouca e levanto minha cabeça. Tobias está encostado no batente da porta do banheiro, como se estivesse acomodado. Ele cruza os braços acima do peito e seus olhos azuis me fitam.

– Tirando as dores por todo meu corpo, esse gosto horroroso de vômito e a sensação de estar girando por esse banheiro, parece que está tudo bem. – eu brinco. Ele continua me olhando sério. – Está tudo bem, Tobias. Eu vou ficar legal. – eu espero.

– Você já tinha tomado álcool alguma vez, Beatrice? – ele me pergunta.

– Não. – eu respondo sincera. – Nenhuma vez.

– Por que não me disse? – seu tom se elevou. – Porra, Beatrice, ninguém nunca começa com um whisky. – ele passou a mão nos cabelos e sua postura ficou tensa. — Sem contar que você deveria ter comido algo antes de beber pra não acontecer exatamente o que aconteceu ontem.

– Não achei que fosse grande coisa. – eu digo dando de ombros.

– Você não bebeu só aquilo, bebeu? – seus olhos desviam dos meus. – Ele te pagou bebida, não foi? – eu fico em silêncio. – Me responde, porra! Ele te pagou ou não?! – ele está gritando.

– Pagou sim, mas não sei o porquê disso ser da sua conta. – eu digo claramente irritada com seus gritos. Minha cabeça está a ponto de explodir e é desse jeito que ele fala comigo? Que insensível. Me levanto do chão de uma vez e preciso me apoiar no balcão da pia de mármore pra não cair. Fecho os olhos e tento afastar a tontura.

– Desculpa. – Tobias diz culpado e logo o sinto ao meu lado, segurando meu braço gentilmente. – Não quis gritar com você. – a dor em sua voz é notável. – Eu só estou nervoso. Você tá acabada, Beatrice.

– Obrigada. – eu digo ironicamente. Tento me soltar do braço dele, mas não me parece uma tarefa simples. A dor da minha cabeça está tão forte que estou fechando meus olhos a cada dois minutos.

– Eu vou cuidar de você. – ele diz e se aproxima mais, ficando frente a frente comigo. Abro os meus olhos e levanto o olhar, afim de encarar o seu.

– Não preciso de caridade. – eu praticamente cuspo as palavras nele. Estou cansada de todos terem pena de mim e se sentirem na obrigação de me ajudar.

– Não é caridade, porra! – ele se afasta um pouco e logo diminui o tom de voz. – Você tá acabada. Tá doendo pra caralho te ver assim, então, por favor, só me deixa fazer isso. Por favor. – ele suplica. Seus olhos estão envoltos numa culpa que eu não consigo decifrar.

Respiro fundo e relaxo a tensão dos meus ombros. Eu não conseguiria negar nada a ele quando ele me olhava desse jeito.

– Tudo bem. – eu digo por fim. Ele suspira aliviado. – Eu preciso tomar banho.

– Eu ajudo você. – ele diz e põe suas mãos em minhas costas, tateando o zíper com os dedos. Penso que ele está se aproveitando da situação, mas quando o olho a única coisa que eu consigo ver é culpa. Compaixão. Cuidado. Carinho. E mais alguma coisa que eu não consigo identificar.

– Eu posso cuidar disso sozinha. – digo tentando me afastar do seu toque. Uma onda de calor já tinha envolvido meu corpo e o latejar da minha cabeça só aumentava.

– Não, você não pode. – ele diz com um meio sorriso. – Você nem consegue ficar em pé, Beatrice. Não adianta discutir isso comigo. – ele pausa e segura meu queixo. – Eu vou dar banho em você e prometo que não vou tentar trepar no banheiro. – uma sombra de um sorriso se forma em seus lábios e sinto os cantos da minha boca se curvarem pra cima.

Tobias me beija na testa e desliza sua mão pelo zíper das minhas costas, até abri-lo por completo. O vestido cai e a minha primeira reação é me encolher. Eu não havia colocado o sutiã, estava apenas com uma calcinha de renda preta. Meus braços logo vão para meus seios em um ato de constrangimento.

– Não banca a tímida agora, Beatrice. – ele sussurra perto do meu ouvido. – Não há nada aqui que eu já não tenha visto.

Eu apenas permaneço em silêncio, sabendo que ele está certo em tudo que falou até agora. Não há como discutir. Eu realmente não consigo ficar em pé direito sem me deixar levar pelas tonturas que parecem nunca acabar. Entro no boxe e Tobias liga o chuveiro pra mim. Ele ajusta em uma temperatura agradável e eu me pergunto o porquê de estar sendo tão prestativo. Ele me ajuda a tomar o banho, me ajudando a lavar o cabelo e todo meu corpo. E apesar de em parte ser um pouco decepcionante, Tobias disse a verdade quando falou que não tentaria trepar no banheiro. Eu esperei por algum comentário malicioso ou qualquer outra atitude, como um aperto na bunda ou assobio, mas não. Ele concluiu a tarefa extremamente bem e depois saiu do banheiro, voltando logo em seguida com apenas uma camisa sua.

– Eu não sei se devo mexer na sua mochila, então peguei isso. Vai servir. – ele diz e me entrega a camisa.

Me analisa uma última vez e assente, se certificando de que eu estou bem. O banho havia aliviado um pouco o mal estar, mas minha cabeça ainda latejava. Ele sai do banheiro e eu visto sua camisa. Eu sabia que era baixa, só não sabia que era tanto assim. A camisa de Tobias me serviu perfeitamente como um blusão que ia até minha coxa.

Penteei meus cabelos e escovei os dentes. O gosto do vômito ainda não tinha saído por completo e tentei não pensar nisso, para evitar um dano maior. Passei um pouco de perfume e desodorante e deixei que meus cabelos secassem naturalmente. Saí do banheiro e voltei pro quarto. Tobias estava de costas para mim, próximo à mesinha, com algo que parecia ser uma xícara. Também tinha um copo de água e alguns comprimidos. Ele pareceu sentir minha presença e se virou para me encarar. Seus olhos estavam cansados e ele parecia ter dormido nada a noite passada.

– É culpa minha, Beatrice. Eu não deveria ter dado aquela merda a você. – vejo que ele cerrou os punhos e está tenso. Eu me aproximo dele e abraço sua cintura, afundando minha cabeça em seu peito, afim de livrar toda aquela preocupação e culpa dele.

– Não seja estúpido, Tobias. Eu não sou burra. Foi uma escolha minha, você não tem nada a ver com isso. – eu digo engolindo o nó que havia se formado em minha garganta por algum motivo. Acho que vê-lo assim partia meu coração. – A noite não foi tão ruim assim.

– Não foi? – ele pergunta um pouco surpreso com meu comentário.

– Não, não foi. Pelo menos não até o momento em que você acertou Edward. – eu digo e me afasto dele, mas ainda ficando frente a frente. Ele segura meus braços e os alisa gentilmente.

– Desculpe por aquilo também. – ele suspira tenso e murmura algo para si mesmo. – Eu só não consegui vê-lo tocando você daquela forma. Vocês estavam grudados e ele estava quase te comendo com...

– Não importa o que a gente tava fazendo, Tobias. – eu dou um passo para trás e me afasto dele. – Isso não é da sua conta. – eu aponto. A dor de cabeça começando a ficar insuportável novamente.

– Claro que é, porra! – ele grita e passa a mão nos cabelos, claramente irritado e tenso.

– Não, não é, porque nós somos apenas amigos! – eu grito o que estava preso em minha garganta. Ter gritado só fez com que piorasse minha dor.

– Amigos? – ele me pergunta incrédulo e solta uma risada amarga. – Você não tá falando sério, Beatrice. Amigos uma porra! Nem fodendo que eu quero ser apenas um amigo seu. Quanto tempo você vai demorar pra perceber isso, cacete? – ele apontou pra mim. – É o seguinte, Beatrice. Eu não consigo parar de pensar em você. Você é cheia de mistério e seu cheiro é incrível, o que me deixa ainda mais fascinado. Eu sou um filho da puta, Beatrice. Eu sou um filho da puta. Mas se você me der uma chance, eu posso tentar ser alguém melhor pra você. Você é minha melhor amiga. Eu nunca tive uma amiga como você, Beatrice.

– Tobias... – eu tento interromper, quando sinto meu coração palpitar mais rápido. Consigo até esquecer a dor e a tontura por um momento.

– Deixa eu terminar, porra. – ele diz irritado. – Você está desobedecendo a regra da viagem, Beatrice. – ele diz me fazendo lembrar de que eu não podia interrompê-lo. Reprimo um sorriso em meus lábios.

– Desculpe. – eu digo encolhendo os ombros.

– Que seja. – ele diz e então volta ao assunto. – Eu não estou apaixonado por você, mas isso não vai demorar pra acontecer, Beatrice. Eu só preciso que você saiba que eu estou lutando. Estou lutando pra tentar ser seu amigo. Estou lutando pra que esse lance de amizade dê certo. – ele pausou. Respirou fundo e voltou a falar. – Mas eu só tô lutando por você, caralho. Puta que pariu, é somente por respeitar você que eu ainda não te joguei na cama e comi você inteira. Acredite, meu pau fica duro só de olhar pra você. – Ele está tentando ser romântico? Preciso reunir todas as minhas forças pra não soltar uma gargalhada. – Eu quero muito você, Beatrice. Eu quero isso como jamais quis outro alguém na minha vida. – ele estava ofegante. Imagino que esteja sendo difícil pra ele falar tanta coisa assim. Ainda mais quando eu permaneço imóvel e sem reação alguma. — Mas eu preciso saber. Eu preciso saber se você também não quer mais esse lance de amizade. Eu preciso saber, Beatrice. Preciso que você me diga que a gente fica melhor junto. Porém, se você não sentir a mesma coisa, eu vou entender. – ele diz e é impossível não notar a tristeza na sua voz. – O que você me diz?

Sinto como se todo o ar tivesse sido tirado de mim. Um soco no estômago me atinge, mas vejo que Tobias permanece imóvel. Ninguém tocou em mim. Isso é apenas uma reação as suas palavras. Ele está me olhando e esperando alguma reação, mas eu apenas permaneço em silêncio. Não sei ao certo o que dizer. Eu nunca tinha me envolvido com ninguém além de Peter. Eu não sabia se estava preparada.

– Entendi. – ele diz inabalável. Pelo menos é o que aparenta. – Desculpe por ter feito você ouvir todas essas merdas. – não são merdas, Tobias. São seus sentimentos. Ele se vira e pega o copo de água e alguns comprimidos. Se volta pra mim e os coloca nas minhas mãos. – São para dor de cabeça e dor no corpo. Eu sei que dormir no banheiro não foi nada confortável. – ele me dá um sorriso torto. – Na xícara tem um chá pra enjoo. Tome ele daqui a meia hora. – ele segura meus braços e dá um beijo em minha testa. – Tente melhorar, está bem? Eu vou te levar a outro lugar hoje à noite. – eu o olho receosa, mas ele apenas sorri. – Não se preocupe, não vamos à outra boate. E muito menos deixarei você beber. – ele acaricia minha bochecha e eu apenas assinto. De certa forma, eu confio nele. Ele se afasta de mim e caminha até a porta, mas antes que ele saia, eu consigo finalmente falar alguma coisa.

– Aonde você vai? – pergunto.

– Estou no meu quarto, se precisar de mim. – ele piscou e sorriu mais uma vez.

Então ele sai do quarto e fecha a porta. Tomo os comprimidos que ele me deixou e bebo toda água. Agora que ele finalmente saiu, eu posso desmoronar. Sinto medo do que estou sentindo por ele. Não tenho forças para afasta-lo de mim e tampouco quero isso, mas não posso fazer isso com ele. Não posso arriscar com ele. Ele é bom demais pra eu deixa-lo ir embora. E todo mundo que eu amo um dia se vai. Assim como minha mãe e Peter, eu não suportaria perde-lo também.

Já está de tarde e quando se passam meia hora depois de tomar os comprimidos, eu tomo o chá que Tobias preparou. Ele tinha razão. Aquilo aliviou um pouco minha dor de cabeça e a ânsia de vômito em questão de minutos desapareceu. Desabei na cama, ainda vestindo apenas a camisa de Tobias. Não demorei muito e consegui pegar no sono poucos minutos depois de deitar.

Estou agarrada a Peter. Estamos envolvidos em um beijo apaixonado. Ele me deita cuidadosamente sobre sua cama e eu encaixo minhas pernas em sua cintura. Peter me aperta contra si e esse é o único lugar que parece certo estar.

– Tem certeza de que está pronta? – ele pergunta ofegante, tirando seus lábios dos meus apenas o suficiente para falar e logo depois os toma novamente. Minha língua roça com a sua e eu agarro sua camisa, o puxando para mais perto. – Eu posso esperar mais tempo, Tris. Eu posso esperar até você estar pronta. – ele sussurra ao pé do meu ouvido.

– Peter... – é só o que consigo dizer. – Por favor... – eu suplico.

Então, sem mais delongas, ele retira minha camiseta e eu me encolho por vergonha. Eu nunca tinha estado em tanta intimidade assim com alguém. Quando ele percebe minha timidez, afasta meus braços dos meus seios e abre o fecho do sutiã. Meus seios balançam quando a peça sai do meu corpo e a vejo jogando-a em algum lugar do quarto.

– Você é linda. – ele sussurra ao pé do meu ouvido. Me sinto insegura, mas não quero contraria-lo.

– Deixe de bobagem. – eu sussurro, voltando-o a beijar.

– Eu falo sério. Você é linda. – ele então afunda sua cabeça em meu pescoço e inspira o ar. – E seu cheiro é incrível. – a voz rouca inconfundível me faz afastar aquele corpo de cima de mim. Tenho olhos azuis me encarando surpresos.

– Tobias? – eu pergunto receosa.

– Quem mais poderia ser? – ele abre um sorriso e com certeza consigo identifica-lo. Aquele sorriso era inconfundível.

Então Tobias se afasta um pouco de mim e eu analiso seu corpo. Tudo que é dele está aqui nele. Ele é ele. Exceto pelo vazio no seu olhar que costuma ser tão intenso. Em questão de segundos, vejo a escuridão tomar conta da íris dos seus olhos. Eu grito seu nome, mas ele não parece me ouvir. Eu choramingo e vejo uma sombra se aproximando e o puxando para si.

Não é uma sombra qualquer. Eu a reconheceria em qualquer lugar.

É a morte.

Acordo ofegante e levo a mão ao peito. Tudo não havia passado de um sonho. Respiro fundo e tento normalizar o ritmo da respiração. Depois de um tempo inspirando e respirando, eu finalmente consigo diminuir a adrenalina. Meu corpo está suado e meus cabelos loiros grudam por todas as partes dele. Prendo-os em um coque mal feito no topo da cabeça e me sento na cama. Olho para frente e os mesmos olhos azuis me encaram, só que agora eles não são vazios. Eles são intensos, curiosos e cheios de mistérios.

– Outro pesadelo? – ele pergunta sentado na ponta da minha cama. Apenas assinto. – Vem cá. – eu faço o que ele me pede e ele me envolve em seus braços. Aninho minha cabeça em seu peito e suas mãos acariciam meus cabelos. Me sinto protegida aqui. Sinto que é o único lugar em que eu poderia estar. – Foi comigo, não foi? – a culpa em toda sua voz só fazia com que meu coração se despedaçasse. – Eu ouvi você gritando meu nome.

– Está tudo bem. Só foi um pesadelo, Tobias. – eu digo tentando acalma-lo. Não pareceu funcionar, já que ele cerrou os punhos e apertou os olhos para se livrar da raiva.

– Beatrice, me desculpa. Me desculpa por ter dito tudo de uma vez e ter assustado você, mas é que eu fiquei louco. Eu fiquei louco desde ontem quando vi que poderia perder você pra um imbecil como o Edward. Ele não merece você, Beatrice. Aliás, eu não consigo pensar em um homem que seja bom o suficiente pra você.

– Você é bom, Tobias. E é justamente por isso que precisamos manter nossa relação assim, tá bem? – eu suspiro. – Eu perco todo mundo que amo, Tobias. E eu não quero perder você também. – eu admito e fecho os olhos, ainda com a cabeça em seu peito. Suas mãos param no meu cabelo e nós ficamos em silêncio. Ele respira fundo e suas mãos passam pelo meu cabelo uma última vez.

– Tudo bem. – sua voz está calma e compreensiva. – Eu entendo você, Beatrice. E você tem razão. É melhor deixar as coisas assim. Estamos fazendo um bom trabalho sendo amigos, não? – sinto que ele sorri um pouco ao falar. – Não vejo motivos para estragar isso. – eu sorrio e balanço a cabeça. Ele segura meu rosto com as duas mãos e o levanta, de modo que eu possa encará-lo. Seus olhos me passam compreensão e proteção. Ele sorri. – Agora você tem dez minutos para se trocar. Nem um minuto a mais. – ele aponta para mim e eu sorrio mais uma vez.

– Pra onde vamos? – eu pergunto curiosa.

– Estamos na melhor cidade do Texas, gata. Acha mesmo que eu iria deixar isso passar? Nem fodendo. – ele acaricia o queixo e me encara com divertimento. – Vou te levar pra conhecer Houston. A noite nós iremos a um bar. – eu semicerro os olhos. – Vai com calma, Beatrice. É o bar do Max. Ele é sócio de Hana. Não é muito diferente de lá. Você vai gostar.

– Você vai cantar? – eu arrisquei, sabendo o que havia acontecido no bar do Zeke.

– Se eu me certificar de que você está bem, eu desgrudo de você e subo no palco. – ele sorri.

– Eu me sinto melhor. Consigo me virar sem você por alguns minutos. – eu pisco e me afasto do seu abraço. Ele me olha com admiração e me sinto feliz em ter um amigo com ele pra me ajudar a aguentar o tranco.

– Oito minutos. – ele sorri novamente e beija minha testa. O vejo caminhar até a porta, mas ele hesita antes de sair. – Nem que você queira, você nunca vai me perder, Beatrice. – Ótimo. Porque eu não quero.

E então ele sai e eu corro pra procurar algum par de roupas. Sinto uma tontura leve ao me levantar rápido da cama, mas nada me impede de ficar ansiosa para conhecer Houston. Eu nunca estive aqui antes e era exatamente isso que eu planejava quando eu pensei em fazer essa viagem: conhecer todos os lugares possíveis.

Optei por um vestido solto azul que ia até minhas coxas. Ele não era minha melhor roupa, mas era adequado pra um dia ensolarado como o de hoje e também era uma das poucas roupas que havia me sobrado. Eu tinha que comprar mais roupas e colocar essas em alguma lavanderia.

Tomei um banho rápido e saí do banheiro. Vesti o vestido e calcei as sapatilhas. Trancei meu cabelo para o lado direito e passei batom de cor natural. Rímel para ressaltar os cílios e eu estava pronta. Me perfumei e peguei minha bolsa. Peguei meu celular que estava em cima da cômoda e o chequei. Christina havia me ligado 12 vezes e haviam ao menos 20 mensagens. Sorri com sua preocupação. Eu a ligaria depois.

Procurei meu óculos de sol e o coloquei no cabelo. Quando saíssemos do hotel, eu o usaria. Quando olhei no relógio e vi que haviam passado exatos oito minutos. Sorri pra mim mesma. Eu estava pegando o jeito. Caminhei até a porta. Quando pus minha mão na maçaneta, ela o girou sem que eu o fizesse. Tobias estava do outro lado, vestindo uma camisa verde e uma calça jeans branca. Acho que eu nunca o vira vestido com cores tão claras. Ele sempre optava por preto. Seus óculos escuros estavam em seu rosto e a barba para fazer só o deixava ainda mais sensual. Respirei fundo e o analisei dos pés a cabeça, sem medo algum de ser pega.

– O que achou? – ele perguntou com um sorriso cafajeste nos lábios.

– Eu chamaria um palavrão, se eu fosse um homem. – eu digo mordendo o lábio inferior.

– Eu não gostaria de um homem me secando. – ele diz e eu reprimo um riso. Sinto minhas bochechas ferverem.

– Eu não estou secando você, Eaton. – eu digo na defensiva.

– Eu sei que não. – ele sorri e passa a mão por mim, fechando a porta do quarto quando eu saio. – Agora vamos, temos uma cidade para conhecer.

Apenas o sigo, animada demais com tudo isso. Quero ter lembranças boas dessa viagem e com certeza jamais me esquecerei dele. O admiro por ser tão educado e honesto comigo.

Entramos no carro e ele põe as mãos no volante. Ficamos em silêncio e eu sorrio para ele, que me devolve o sorriso na mesma intensidade. Antes que ele consiga ligar o carro, o meu celular faz um som de uma mensagem. É Christina. Ela está me lembrando da foto.

– Podemos tirar a foto agora? Eu não aguento mais minha melhor amiga. – eu digo temendo sua reação a isso.

Ele apenas sorri e assente. Clico na câmera frontal do meu celular e registro uma foto nossa juntos. Nossa primeira foto. Nós sorrimos nela. Será mais uma lembrança boa que eu terei. A envio no mesmo instante para Christina e ponho o celular no colo.

– Bem-vinda a Houston. – Tobias diz e dá a partida no carro.

Ele liga o som enquanto estamos no trânsito, e acompanha uma música que eu não conheço. Em poucos minutos, eu recebo inúmeras mensagens de Christina.

Por que você não me falou que estava transando com um deus grego?

Logo em seguida, mais uma:

Puta que pariu, Tris. Você vai ter me arranjar um desses.

Eu sabia que estava sorrindo igual uma idiota. Mais uma mensagem dela:

Não deixe Will saber que eu disse isso.

E novamente, mais uma:

Se ele pedisse, eu cairia de quatro. Espero que não se importe com isso.

Eu não consigo parar de dar risadas das suas mensagens e então decido tortura-la um pouco mais. Guardo o celular na bolsa, no modo silencioso, decidida a ignorar todas as outras mensagens que viriam a seguir.

Olhei de relance e Tobias sorria pra mim. Sei que ele estava me observando esse tempo todo. Ele sempre faz isso. Mas de uma certa forma, eu gosto. Ele não me pergunta o motivo das risadas, mas eu também não saberia falar pra ele o quanto minha amiga quer dormir com ele. Acho que não gosto dessa ideia.

De qualquer forma, acho que dá pra conviver com isso. Com esse lance de amizade, eu digo. Como Tobias afirmou, nós estamos fazendo um ótimo trabalho. Quero ser amiga dele. Não me parece uma tarefa difícil. Pelo menos eu espero que não.

Notas finais
E então?! O que acharam?! Comentem comentem comentem ♥ Eu confesso que fiquei chorosa com o Tubaias se declarando. Achei tão fofo meu Jesus, como eu amo esse homem HAUAHUAH Eu espero que vocês tenham curtido e que comentem o que acharam. Adoro ler os comentários e apesar de não responde-los sempre, eu leio todos. Bom, eu falei que uma notícia bombástica seria dada nesse capítulo, mas bem, decidi deixa-lo para o próximo. Não posso correr muito com a fic, ou tudo se tornará clichê e bem óbvio, okay? Eu também falei que teria um momento lindo da amizade Fourtris, mas isso também fica para o próximo, quando eles tiverem conhecendo Houston e tudo isso pelo POV do Tubaias ♥ Espero que perdoem e aguardo vocês no próximo. Até logo e não esqueçam de comentar o que acharam e o que querem ver na fic ♥ ATENÇÃO!!! SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO: MÚSICA E UM PASSEI POR HOUSTON MUITO FOFO!! NÃO PERCAM!! Twitter: @poxamalec