Sem rumo.

23 Capítulo 23


Notas iniciais
Olá, amores, como vocês estão? ♥ Bem, eu sei que muito de vocês querem me matar. Eu até entendo, devido a demora que dei para postar. Mas enfim, já estou até sem jeito para pedir desculpas. Bom, o capítulo finalmente saiu e ele é dedicado à três pessoas lindíssimas que fizeram recomendação. Mille Grant, Nathaliargis e LittleGilbertGirl, muito obrigada pelas palavras e é muito bom saber que a leitura aqui é valorizada. Eu amei ler tudo aquilo e eu tiraria meu chapéu para vocês. Espero que gostem muito desse capítulo, porque escrevi principalmente para vocês ♥ A FIC ESTÁ CHEGANDO AO FIM! E nas notais finais tenho uma pergunta essencial para vocês. Até lá! E para os fantasmas que cobram capítulos: Vocês não podem cobrar nada, já que não comentam nada. Para quem sempre comentou e acompanhou: Me desculpe fazer isso com vocês. Vocês são incríveis e não merecem isso. Eu sinto muito mesmo pela demora. Enfim, é isso, guys. Sigam as instruções do capítulo para ele ficar mais emocionante AHUAHA ACOMPANHE TAMBÉM A OUTRA FIC! http://fanfiction.com.br/historia/540292/Estranha_Perfeicao/ Twitter: @poxamalec Até as notas finais! xoxo

BEATRICE PRIOR

Achei que sabia o que era me sentir vazia. Quando minha mãe morreu, eu me senti vazia. Quando Caleb me abandonou, eu me senti vazia. Quando Peter morreu, eu também me senti vazia. Entretanto, nada é comparado ao que me sinto agora. É como se houvesse um buraco em meu peito sugando todas as emoções boas para si, me deixando no escuro.

Saio do quarto do hospital com o rosto enterrado nas mãos, porque não consigo encarar o mundo lá fora. Não com tudo o que tá acontecendo. Minha ficha ainda não caiu e isso é apenas mais um pesadelo onde a escuridão o leva de mim. Eu tive vários desses episódios quando eu estava com Tobias na estrada. É só um pesadelo. Eu vou acordar. Eu preciso acordar.

Por que eu não acordo?

Entro no elevador e aperto o botão térreo. Tenho a impressão de que ouvi Evelyn me chamando, mas não me lembro do que ela me disse. Eu não quis ouvi-la. Ela só faz parte desse pesadelo que em breve eu vou acordar.

Quando as portas se abrem, eu saio.

– Eu estive procurando por você.

Me viro para ver Caleb, vestido com uma camisa de manga longa branca e um jeans preto. Seu cabelo está desarrumado e ele tem olheiras sob os olhos. Sua aparência é exausta e fico me perguntando o que ele tem feito todo esse tempo.

– Desculpe não vir vê-la antes. Tive que resolver toda papelada e apesar de ainda não ter recebido o diploma, eu tenho estado com os médicos daqui analisando o caso dele. – ele diz e para, ao ver que não estou dialogando com ele. – Como você tá?

Eu junto minhas sobrancelhas. Caleb nunca se preocupou comigo. Não depois do acidente da mamãe. Pelo contrário, Caleb foi parte daquela dor que sempre esteve presente na minha vida. Ele me traz lembranças ruins. Por que ele está fazendo isso?

– Por que você se importa?! – explodo. – Por que você passou tanto ignorando minha existência e agora você se importa?! Por que você faz isso, Caleb?!

– Tris, eu...

– Não! – grito, sentindo as lágrimas embaçarem minha visão novamente. – Eu não quero ouvir você!

– Tris, por favor...

– Me deixe ficar sozinha! – eu caio de joelhos no chão do estacionamento do hospital e me permito chorar descontroladamente.

Sinto Caleb se aproximar de mim e ele me abraça forte, de maneira protetora, como irmãos mais velhos costumam fazer.

Como ele costumava fazer.

O que eu não entendo é o porquê dele estar fazendo isso depois de tanto tempo. Onde está aquela sua postura de me ignorar? Onde foi parar toda a culpa e ressentimento que ele apontou para mim? Eu estou tão confusa.

– Me deixe em paz, Caleb. – eu digo, pondo meu rosto contra seu peito e agarrando sua camisa com força, a fim de aliviar toda a dor do meu coração.

– Não. – ele diz calmamente, passando a mão pelos meus cabelos e os acariciando de cima para baixo. – Não dessa vez, Tris.

Eu ouço suas palavras e permaneço chorando em seu ombro, não me importando se estou fazendo isso no chão áspero do estacionamento do hospital. A dor é muito grande e eu não consigo me imaginar em um mundo sem Tobias. Não dá. Simplesmente não quero. É algo que está sugando todas as minhas forças.

– Quero ir pra casa. Me leva pra casa. – eu digo, quando meu corpo para de se agitar e eu enxugo meus olhos.

– Tem certeza de que não quer ficar com ele? – Caleb pergunta, pondo as duas mãos em meu rosto e o levanta, fazendo com que seu olhar se prenda ao meu.

– Não consigo lidar com isso. Não é como lidar com a mamãe, você ou o Peter. Isso é muito pior... Eu não consigo. – sussurro a última parte, sentindo minha garganta queimar por ter chorado tanto.

– Merda, Tris. Eu sinto muito. – Caleb diz e beija minha testa. – Venha, vamos pra casa. – ele me levanta e me conduz até em casa, pondo a mão nas minhas costas e fazendo todo o percurso em silêncio.

Chegamos ao carro e vamos em direção à nossa casa, com Caleb conduzindo o veículo e eu no banco do passageiro. Nenhum de nós dois diz nada e eu prefiro assim. Estou com a cabeça encostada no vidro da porta, observando a rua lá fora e perdida nos pensamentos. Não quero pensar no que Tobias fará quando se der conta de que eu não pretendo voltar.

Chegamos em casa alguns minutos depois e entramos ainda em silêncio. Caleb joga as chaves em cima da mesa de jantar e passa as mãos no cabelo, enquanto eu caminho de braços cruzados até o sofá e me sento, olhando para o nada.

– Eu vou buscar um pouco de água pra você. – ele diz e sai em direção à cozinha, sem esperar alguma resposta.

Minha mente está cansada. Minha cabeça não para de girar e me sinto atônita. Eu não sei se gosto da ideia de ficar sozinha. Alguns pensamentos antigos estão voltando à minha mente e eu tenho medo de mim mesma. Da pessoa que eu costumava ser. Da pessoa que ainda está aqui, bem dentro de mim.

– Beba um pouco. – Caleb diz, quando volta e se senta ao meu lado, me oferecendo o copo.

Eu pego a água sem dizer uma palavra e bebo tudo em alguns goles. Quando termino, suspiro e entrego o copo de volta para ele. Posso sentir seu olhar preso em mim, mas não me atrevo a olhá-lo agora. Eu ainda não entendo o porquê dele estar sendo tão gentil comigo depois de tanto tempo.

– Por que está sendo bom pra mim, Caleb? – pergunto. A rouquidão da minha voz só comprova o quanto já chorei.

– Você já aguentou muita coisa por hoje, Tris. Nós conversaremos sobre isso outro dia, tá bem? Eu te explico tudo que você quiser. – ele passa a mão no meu cabelo e sorri com ternura. – Você precisa descansar. Está exausta.

– O papai já sabe? – pergunto.

– Não. Não acho que devemos contar a ele até termos notícias concretas sobre o Tobias. Ele tá no cruzeiro com a Edith, Tris. Não vamos estragar isso também.

– Você tá certo.

– Sim. – Ele me dá um sorriso fraco e me entrega o telefone residencial. – Talvez você devesse ligar para Christina. Ela deve saber.

– Ela está em lua de mel.

– Não importa. Ela é sua melhor amiga e se descobrir que você tá escondendo isso dela, vai ser bem pior. Você sabe como Chris costuma agir.

– Tem razão. – eu cedo e pego o telefone. Disco o número de Christina enquanto Caleb sai e atende seu celular.

Alô? – ouço a voz da minha amiga do outro lado da linha.

– Oi... Sou eu. Chris, você... Você pode vir aqui? – eu pergunto, engolindo o nó que se formou na minha garganta. Ouvindo a voz dela do outro lado só faz com que eu saiba o quanto eu preciso dela aqui comigo.

Tris? Está tudo bem? – sua voz está séria e recheada de preocupação.

– Não. – respondo, quando as lágrimas ameaçam cair e o nó se torna muito mais difícil de engolir.

Merda, amiga. O que aconteceu? – ela pergunta e de repente se tornou um pouco mais ofegante. Posso imaginá-la saltando da cama e vestindo suas roupas. – Quem está aí com você? Deixe-me falar com Tobias. Você não pode ficar sozinha... É Peter? Você está tendo aqueles episódios novamente? Tris, eles não são reais. Não esqueça disso, querida. Deixe-me falar com alguém. Qualquer pessoa. Apenas...

Chris, não é Peter. – eu a interrompo, quando ela começa a tagarelar como de costume.

Então quem é? – ela diz, depois de uma pequena pausa.

– É Tobias. – respondo, sentindo minha voz trêmula.

O que esse idiota fez pra você?! – ela grita. Eu me encolho um pouco. – Eu vou mata-lo, Tris. Vou cortar suas bolas de merda e...

– Não. Ele não fez nada. – eu tento soar calma. – Apenas venha pra cá e fique comigo, tá bem? Eu preciso de você, Chris.

Eu estou indo. Vou pegar o primeiro voo. Vou avisar a Will e irei direto ao aeroporto. Não caia, Tris. Você é forte. Fique comigo. – ela me lembra, como sempre fez nos últimos anos.

– Eu amo você, Chris.

Porra, não faça isso, Tris. Eu estou indo aí e vai ficar tudo bem. Você vai me explicar toda essa história, ouviu? Eu estou chegando. – ela diz e sua voz fica ainda mais ofegante. Imagino que ela esteja fazendo as malas quando conversa comigo por telefone.

– Até logo. – respondo e finalizo a chamada.

Ponho o telefone em cima da mesa de centro e me recosto no sofá, inclinando a cabeça e fechando os olhos. Solto um longo suspiro e afasto as lágrimas que vieram. Não vou chorar novamente. Minha garganta queima. Estou cansada de chorar. Não farei isso novamente.

– Tenho que voltar pro hospital. – Caleb diz, enquanto pega as chaves e caminha até mim.

– Está tudo bem com ele? – eu praticamente salto do sofá.

– Sim, Tris. – ele responde e põe ambas as mãos no meu rosto. – Só avisaram que ele cedeu e vai fazer a cirurgia. Vou me certificar de que tudo vai ocorrer bem e tenho que pegar Susan.

– Oh. – eu digo.

– Fique aqui. Se for grave, eu volto pra te buscar. Eu vou mantê-la informada, Tris, apenas descanse, está bem? Fique aqui e descanse. – ele me beija na testa quando eu assinto.

Então ele sai e eu fico sozinha. Tenho quase certeza de que é melhor assim. Eu prefiro estar aqui. Não gosto do hospital. Não gosto de ver Tobias em uma cama, incapaz até mesmo de falar. Não gosto daquele lugar sugando toda minha força. Não quero aceitar isso.

Eu te amo.

A voz dele ecoa na minha mente. Eu esperei tanto por aquele momento, mas jamais imaginaria minha reação ao ouvi-lo confessar. Ele confessou pela primeira vez em voz alta para mim. Ele tornou nossa história real. E com isso, ele confirmou de que o inferno que estou vivendo também é real.

Tris. – ouço uma voz estranhamente familiar e congelo. – Eu te avisei, Tris. Você se lembra?

– Saia daqui! – eu ponho ambas as mãos tapando meus ouvidos e procuro por qualquer sinal de Peter, mas não o encontro.

Tris, eu te avisei... – a voz vem mais forte e dessa vez eu consigo ver uma sombra preta passar muito rápido. Eu giro meu corpo e começo a procurar pelo vulto, virando a cabeça rapidamente de um lado para o outro.

– Vá embora! – eu grito o mais alto que posso.

Em todos os sonhos, Tris, eu te avisei. Eu sabia que isso aconteceria... E novamente o episódio está se repetindo. – a voz diz e eu viro meu rosto para ver Peter encostado de braços cruzados no batente da porta da cozinha, como se estivesse confortável. Ele tem um sorriso diabólico nos lábios. Não se parece com o Peter que eu amei. – Ora, ora, Tris... Você está ficando louca novamente? O que Tobias iria pensar se soubesse que você nunca se curou?

CHEGA! – eu grito e minha garganta queima ainda mais.

Eu preciso me lembrar de que ele está morto. Ele está morto. Isso é apenas mais um episódio. Eu já lidei com isso algumas vezes, posso lidar novamente.

Mas ele parece tão real...

Vamos lá, Tris, você sabe que todos que você ama vão embora de alguma forma. Sua mãe foi embora; Caleb foi embora; Eu fui embora; e você me substituiu tão depressa, Tris... Isso me decepciona, sabia? – seu sorriso se torna ainda mais maléfico e ele passa a mão no queixo. – Mas é bom saber que ele também vai embora.

– Por favor... Pare... – eu sussurro, quando começo a balançar a cabeça e correr em direção as escadas, subindo rapidamente para meu quarto e tropeçando nos degraus.

– Não fuja de mim, Tris... Você não pode. – Peter solta uma risada e quando menos espero, sua imagem está ao meu lado. Eu giro a maçaneta da porta e entro, fechando-a logo atrás de mim.

Giro a chave na fechadura e verifico se está trancada. Quando estou convencida, vou para cama e me deito em posição fetal, abraçando meus próprios joelhos. Fico me balançando para frente e para trás, como eu costumava fazer para lidar com os episódios.

Ele não é real... Ele está morto... Você não é louca...

Paro de me balançar e suspiro. Eu não sou louca. Isso é apenas mais um episódio. Eu consigo lidar com isso. Eu sou forte. Respiro fundo e decido que a melhor coisa que posso fazer é descansar, então eu fecho os olhos e me permito relaxar. Mas então as imagens de Peter voltam assim que minhas pálpebras se fecham.

O que está fazendo, Tris? Acha que pode se livrar de mim? – sua voz contém uma diversão irreconhecível, é fria e com um deboche desconhecido. Esse não é meu Peter.

– Me deixe em paz! – eu soluço.

– Você está ficando louca, Tris! Você está ficando louca e não pode ignorar isso! – ele zomba de mim com uma gargalhada alta.

Não é real...

Abro os olhos e vejo o quanto estou ofegante. Não consigo fechar os olhos sem que Peter me atormente. Estou exausta e minha cabeça dói sem parar. Me sento na cama e passo a mão no cabelo. Eu preciso descansar. Eu preciso dormir.

Levanto-me e ignoro a tontura que sinto assim que o faço. Eu só preciso encontra-los. Vou até meu armário e procuro por minha caixa de remédios. Talvez algum deles possa me ajudar. Reviro minhas roupas e não a encontro em lugar algum. Abro a gaveta das calcinhas e reviro-as também, mas não há sinal da caixa.

Vou até a pequena cômoda com duas gavetas que fica perto da minha cama e abro. Na primeira gaveta há apenas alguns papéis. Reconheço o envelope rosa que Evelyn me mandou outro dia e uma onda de culpa me invade. Eu deveria estar enfrentando isso com ela...

Afasto o pensamento e fecho a gaveta, abrindo logo em seguida a segunda. Reconheço a caixinha branca com azul e suspiro aliviada. Retiro a tampa e vejo que todos os meus remédios ainda estão ali. Papai e Chris se livraram de alguns, mas ainda me restaram esses. Sei que o que eu fiz não era saudável, ou uma atitude certa, mas agora é outro caso. Eu preciso dormir. E, embora alguns desses remédios sejam fortes demais, eu preciso descansar sem que Peter ou qualquer outro pensamento me assombre.

Pego o frasco que contém os comprimidos pretos e suspiro. Esses irão funcionar. Eu me lembro para que eles servem. Vão me fazer dormir e descansar sem interrupções. Abro o frasco e retiro três. Talvez eles devam funcionar mais rápido. Ponho-os na boca e os engulo, sem mesmo precisar de um gole de água. Já fiz isso tantas vezes que me acostumei.

Guardo a caixa na gaveta e a fecho. Ponho o frasco de remédios em cima da cômoda e e deito na cama, relaxando a tensão do meu corpo. Não demora muito até que eu consiga pegar no sono, desmaiando com três daqueles comprimidos.

Tris... Fale comigo. – ouço uma voz estranhamente familiar distante. Sinto meu corpo sendo balançando e agitado, mas ainda não tenho forças para me mover. Tudo ainda está escuro. Tento abrir meus olhos, mas não consigo. – Tris... Por favor, acorde. – forço meus olhos novamente e consigo abri-los um pouco desta vez. Consigo ver tudo desfocado, então eu me viro e aperto os olhos devido à claridade. – Não, não, ela está bem... Não precisamos de ambulância...

Reconheço a voz de Christina e abro meus olhos. Quando consigo mantê-los aberto por completo, me sento bruscamente na cama. Ponho minha mão na testa e a olho. Ela está sentada na minha cama, de frente para mim, enquanto Will está encostado no batente da porta me olhando com preocupação. Chris está séria, mas sua expressão se suaviza quando seu olhar cai em mim.

– Quantos desse você tomou? – ela ergue o frasco de remédios.

Não consigo me lembrar rapidamente dos acontecimentos, mas à medida que eu fico em silêncio e alterno meu olhar entre Will e Christina, minha ficha vai caindo bem lentamente. Caleb me trazendo em casa... Peter por toda parte... Os remédios... Tobias.

Oh meu Deus, Tobias!

– Eu preciso vê-lo. – digo, pondo a mão na minha boca, reprimindo o soluço ao lembrar da forma como o tratei. Ele não merecia.

– Quantos desse você tomou, Tris? – Christina soa dura, como me repreendia quando éramos crianças.

Eu não quero admitir. Eu odeio que ela me veja assim: tão fraca e vulnerável. Eu odeio que Will também tenha que observar tudo isso. Eu odeio que ela veja que quebrei minha promessa.

– Dois... Ou três... Eu não me lembro. – soluço, quando engulo o nó da minha garganta e as lágrimas embaçam meus olhos. – Eu sinto muito, Chris. – digo num sussurro rouco.

Ela me puxa para um abraço reconfortante e apoia minha cabeça em seu ombro. Eu começo a soluçar bem baixinho, temendo que se eu começar novamente, eu seja incapaz de chorar.

– Está tudo bem, Tris. Foi um momento de fraqueza. – ela diz, enquanto passa as mãos no meu cabelo e nas minhas costas.

– Não... – eu balanço a cabeça. Como pude ser tão estúpida? – Eu... Eu sinto muito. – eu a aperto ainda mais, pressionando minha cabeça na sua clavícula com mais força.

– Está tudo bem, Tris. Estamos aqui com você. – ela diz.

Eu me afasto um pouco e olho para ela, enxugando o meu nariz que já está avermelhado.

– Isso faz de mim uma viciada em drogas? – pergunto, juntando as sobrancelhas.

– O quê? Não, Tris. Não pense assim de si mesma, tá bem? Você é incrível. Você já passou por isso, lembra? Isso foi apenas um tombo; um descuido. – Christina me reconforta.

– Eu sou tão fraca, Chris...

– Não, você não é. Você é determinada e muito forte. Você só esquece disso às vezes. – ela pega um copo com um líquido transparente e me oferece. – Agora beba isto. É uma medicação que Caleb preparou. Soro e outra coisa que eu não sei. Ele fez isso antes de sair.

Eu pego o copo e bebo. O líquido tem um gosto amargo. Reprimo a careta e bebo o resto em um só gole. Limpo os lábios com a mão e devolvo o copo.

– Onde ele está? – pergunto.

– Está no hospital. – Christina diz, com certa relutância. Olho para Will, que ainda permanece em silêncio. Então percebo que há alguma coisa errada.

– Chris? O que você sabe que eu não sei? – pergunto, me levantando da cama e indo até o armário. Meus ombros estão tensos. Eu só penso em como devo chegar rápido ao hospital.

– É que estamos sem notícias. Ele tá na sala de cirurgia há horas.

– O quê? – deixo minha roupa cair junto com o cabide.

– Eu não sei toda história. Você ficou de me contar, mas quando eu cheguei, você já estava dormindo, então Caleb me pediu pra não te acordar, já que você precisa descansar. Eu só sei que Tobias tem um tumor e entrou em cirurgia já tem mais de doze horas.

Doze horas?!

– Quanto tempo eu dormi? – pergunto, dessa vez revirando o armário por qualquer roupa que me sirva. Pego a primeira coisa que vejo e abro a gaveta, retirando uma calcinha e um sutiã.

– Mais de vinte horas, por isso achei estranho e vim te acordar. Quando encontrei o frasco, o desespero veio junto.

Vinte horas. Mais de vinte horas que eu abandonei Tobias no estado em que ele está.

Eu sou a pior pessoa desse mundo.

– O que você tá fazendo? – Chris se levanta.

Eu caminho em direção ao banheiro e fecho a porta. Ligo o chuveiro e tomo o banho mais rápido que já tive, saindo assim que acabo e vestindo a roupa. Abro a porta e volto para o quarto, procurando por minha bolsa e meu celular. Christina está abraçada a Will, enquanto me observa.

– Eu preciso vê-lo. Eu não deveria ter vindo embora... Eu não podia deixá-lo. – eu confesso, enquanto procuro por minhas chaves. Abro a gaveta dos papéis e retiro o envelope rosa que Evelyn havia me enviado outro dia. Ponho na bolsa e jogo a alça por cima do ombro, calçando minhas sandálias e prendendo o cabelo.

– Tudo bem. Nós vamos com você. – Chris diz, enquanto começo a descer as escadas. Will vem logo atrás dela.

– Obrigada. – eu os olho por um momento e paro, dando um abraço forte em Christina.

– Tudo por você, Tris. – ela diz e eu assinto.

Nós vamos em direção ao carro e entramos. Will conduz o veículo, enquanto Chris fala ao telefone no banco do passageiro e eu vou no banco de trás. Retiro o envelope rosa da bolsa e o abro com cuidado, pegando a carta que Evelyn me escreveu.

(A carta se encontra nesse capítulo da fic, caso você queira lê-la novamente)

No momento em que a li, eu ainda não havia entendido a última parte. Mas agora, devido a todos os acontecimentos, eu consigo absorver tudo com extrema clareza.

“Meu desejo para vocês é que a maior briga que tenham seja em relação a qual dos dois é mais capaz de perdoar. O perdoe. Ele não errará por mal.”

Evelyn quis me avisar disso o tempo todo. Ela sabia que isso aconteceria. Todo mundo sabia, mas ela esparava que Tobias fosse me contar. E, agora que consigo pensar com calma, eu entendo o porquê dele não ter me contado. Se, no início daquela viagem, ele tivesse me dito que tinha um tumor, eu jamais aceitaria viajar com ele. E, se eu aceitasse, tudo teria acontecido diferente. A viagem não seria a nossa. Não teria sido nós.

Eu fui tão injusta.

Quando chegamos ao hospital, assim que Will estaciona o veículo, eu salto para fora. Corro em direção à entrada, ignorando os protestos de Christina atrás de mim. Quando chego, penso em ir na recepção, mas lembro de que ele ainda está na sala de cirurgia e decido procurar por Caleb. Caminho em direção à sala de espera e encontro todas as pessoas que estavam com Tobias desde o início, exceto Johanna e Hana. Porém, todo o resto está. Eles não o abandonaram como eu o fiz.

Eu sou um monstro.

– Tris? – Uriah se aproxima e me abraça.

– Como ele está? – pergunto, quando me afasto.

– Não sabemos. A cirurgia é delicada. Ele não aceitou no começo, o que também não colaborou.

– Ele não aceitou no começo por causa dela. Ele queria vê-la antes e saber o que ela achava. – Zeke se levanta e aponta para mim. – Ele esperou você voltar, mas você não voltou. Você o abandonou! – ele cospe as palavras e elas me atravessam como navalhas.

Uriah fica rígido e lança um olhar repreendedor para o irmão. Zeke o ignora e seus olhos não saem de mim. Eles são uma mistura de mágoa e desprezo.

– Não fale desse jeito com ela. – ouço a voz de Will.

– Está tudo bem. Ele tá certo. – confesso derrotada, engolindo mais um nó da garganta.

– Por que você ainda está aqui, sua vadia? – Zeke rosna e Uriah se vira.

Com um único movimento, ele acerta seu próprio irmão na bochecha com um soco. Zeke põe a mão no local acertado e balança um pouco, olhando para Uriah com descrença.

– Não esqueça de quem ela é, seu babaca. Você tá magoado, mas ela também. Agora saia daqui e vá esfriar a porra da sua cabeça, porque não vou ser obrigado a tolerar suas merdas. – Uriah diz.

Zeke respira fundo e sai. Uriah se vira para mim.

– Não escute o que ele diz. Não é fácil pra ele lidar com tudo isso. Ele tem estado com Tobias na maior parte da vida e aqui no hospital também. Eles devem ter conversado sobre algo. Desculpa por ele ter xingado você.

– Está tudo bem. Obrigada por me defender. – eu respondo, encolhendo os ombros.

– Às vezes ele se esquece de quem você é e o que você significa pra Tobias. – Uriah me dá um sorriso fraco.

– O que eu sou? – pergunto, juntando as sobrancelhas.

– Você é a primeira mulher que ele amou. – ele responde e meu coração falha por um momento. – Tobias o quebraria se soubesse que ele a insultou.

Eu assinto e me sento no sofá de espera. Apesar de estarem tensos, eles ainda conversam entre si e até dão algumas risadas fracas, relembrando de algumas histórias da infância. Christina e Will já os conheceram e compartilham a conversa. Zeke ainda não voltou e penso que é melhor assim. Tento sorrir e responder tudo que eles me perguntam, mas à medida que o tempo passa e não recebo notícias dele, eu fico ainda mais tensa.

– Você precisa comer, Tris. – Christina diz, irrompendo meus pensamentos. Eu suspiro. – Venha, esse lugar está sugando todas suas energias. Que tal comermos algo e você me conta mais sobre ele? – Christina sugere e eu concordo, porque é a única coisa que posso fazer.

Quando me levanto e estou prestes a sair, ouço Evelyn.

– Tris, espere. – ela se levanta e vem até mim. – Bem, Tobias me pediu para entregar isso, caso algo o acontecesse. Eu estou voltando pra casa daqui a algumas horas e acho que você deve ficar com isso.

Ela me mostra um envelope amarelado. Reconheço a caligrafia que vi no caderno de músicas dele. Um aperto no coração me invade e preciso juntar todas as minhas forças para não cair de joelhos. Olho para Evelyn, que apenas dá de ombros, enquanto eu pego o envelope.

Evelyn me abraça e por um momento eu não sei como reagir.

– Você é uma ótima menina. Eu soube disso no momento em que Tobias a levou lá pra casa. Você será sempre bem-vinda na minha família, independente do que aconteça. – ela diz e eu assinto, porque, de repente, as palavras me fugiram.

Me despeço de Evelyn e caminho até Christina, que me espera perto da porta de vidro. Nós saímos em silêncio e penso em perguntar o porquê de Will não ter vindo conosco, mas decido deixar para lá. Talvez ele entenda que precisamos ter um momento sozinhas.

Chris me leva até uma cafeteria próxima dali e faz nosso pedido. Quando nos sentamos, ela olha ao redor e depois seus olhos pousam em mim. Ela me dá um sorriso triste e põe sua mão sobre a minha.

– Vamos lá, Tris. Pare de guardar tudo dentro de si mesma. Isso vai sufocar você. – ela diz e eu respiro fundo, antes de começar a falar.

Conto tudo para ela. Desde o momento em que conversamos no ônibus e como isso foi acontecendo. Conto sobre quando ele me defendeu do tarado do ônibus e me levou para casa naquela noite. Falo sobre nossa viagem, nossas paradas e no quanto nossa primeira vez foi quase forçada. Christina ri e comenta que sempre quis conhecer esse lado meu. Eu conto toda nossa trajetória. Ela chorou, sorriu e riu comigo enquanto eu contava tudo que vivi com Tobias e raramente a vi levar algo tão a sério. Christina pode ser louca, desbocada, baladeira e não saber a hora de calar a boca, mas ela sabe que há momento para tudo e, num momento como esse, tudo que ela me dá é seu coração.

– Você acha mesmo que passou por tudo isso pro cara chegar e morrer? Qual é, Tris, isso seria uma brincadeira muito cruel do destino com você.

Sim, isso seria. Mas tudo é mais do que uma brincadeira cruel quando se trata de Tobias.

– Eu não sei. – respondo. – Ultimamente eu não sei mais de nada.

– Não, Tris. Pare. Ele não vai morrer. É muita coincidência pra ser verdade. Caralho, quem porra se conhece em um ônibus? Isso não é algo comum, amiga. Ele vai sair dessa, você só precisa acreditar nisso. Já ouviu aquele ditado de quem acredita sempre alcança?

– As coisas não acontecem desse jeito, Chris.

– Ah, acontecem sim. Basta você mandar a morte pro inferno e dizer que esse cara aqui é seu.

Eu apenas assinto, quando nosso pedido chega. Nós comemos e eu continuo a falar de Tobias. Conversar com Chris sobre ele é bom. É como se eu estivesse preenchendo o vazio e a insegurança de ficar sem ele. É como se ele estivesse saudável e me esperando do outro lado da cafeteria.

– O cara é perfeito. Ele é carinhoso, se preocupa contigo, adora seu pai, te levou pra conhecer a mãe dele... Porra, isso é incrível. E o melhor: ele é bruto e bom na cama.

Minhas bochechas esquentam e vejo um brilho de diversão passar nos olhos de Christina, enquanto ela toma seu milk-shake e me observa.

– Sim, mas não é por isso que eu amo Tobias. – eu sorrio.

Christina arqueia as sobrancelhas e me olha sugestiva.

– Então você está apaixonada por ele? – isso é mais uma confirmação, ao invés de uma pergunta.

Eu demoro para responder, mordendo o lábio inferior, enquanto o sorriso de Chris se alarga ainda mais. Por fim, eu cedo e admito. Ela solta um gritinho e bate palmas com as duas mãos.

– Se você me dissesse que não estava apaixonada por ele mesmo depois de terem vivido tudo isso juntos, eu diria que você que está com um tumor no cérebro.

Mesmo sabendo que ela não quis dizer com maldade, ao mencionar o tumor, meu corpo se torna tenso de novo. Chris percebe minha postura, mas quando está prestes a falar algo, seu celular nos interrompe com um aviso de uma mensagem. Ela o pega e lê a mensagem. Respira fundo e pede a conta à garçonete.

– Precisamos voltar. – ela diz, quando deixa o pagamento em cima da mesa e se levanta.

– Tá tudo bem? – eu pergunto, tomando uma postura ainda mais tensa. Sei o que ela está prestes a me dizer, mas não sei se quero ouvir.

– Não. Não está. Por isso temos que voltar. – é só o que me diz.

Nós corremos em direção ao carro e ela dirige o mais rápido que consegue, ultrapassando em todos os sinais amarelos e alguns vermelhos. Eu estou ocupada demais torcendo para que Tobias não esteja morto.

Quando ela estaciona no hospital, eu pulo do carro e corro em direção à entrada. Empurro as portas e saio esbarrando em todas as pessoas na minha frente. Quando chego à sala de espera, meu coração se quebra em mil pedaços. Zeke está com a cabeça enterrada nas mãos, enquanto Shauna o conforta, passando a mão nas suas costas e sussurrando coisas em seu ouvido. Uriah está abraçado à Marlene. Evelyn não está mais aqui. Olho em volta e luto com as lágrimas.

Por favor, que ele ainda esteja vivo.

– Tris? – ouço a voz do meu irmão e o vejo vindo até mim.

– Caleb, me diz o que tá acontecendo... – eu soluço, enquanto ele me abraça e me aperta junto de si.

– Eu sinto muito, Tris. – ele suspira e as minhas lágrimas começam a molhar sua camisa. Eu começo a balançar a cabeça. – Tobias entrou em coma depois da cirurgia. Os médicos acham que ele não vai resistir...

Os meus joelhos cedem e eu só não caio no chão porque Caleb me sustenta em seus braços. Eu choro baixinho e quando começo a processar suas palavras, me afasto dele. Cambaleio para trás e encosto na parede. Não consigo respirar. Vejo Christina chegando e Will está logo atrás dela. Seus olhos estão avermelhados e ela enxuga as lágrimas que caem. Eu deslizo pela parede até o chão e me sento, abraçando os próprios joelhos.

Caleb se aproxima de mim e eu desejo que ele não o faça. Eu não quero ninguém perto de mim agora. A forma como ele está me protegendo me lembra Tobias e eu não quero pensar nisso. Não consigo respirar.

– Não, deixa que eu faço isso. – ouço a voz de Chris vacilar um pouco, enquanto ela desliza ao meu lado e Caleb se afasta. Ela me entrega o envelope amarelado que tirou da minha bolsa e me oferece. – Talvez você deva ler agora. – eu balanço a cabeça. – Vou ajudar você. – ela diz e começa a abrir o envelope. Ela retira a carta e olha para mim. – Quer que eu leia pra você?

– Não. – eu balanço a cabeça. – Quero fazer isso sozinha. – minha voz quase não sai.

– Tudo bem. – ela concorda. – Eu vou estar aqui.

Eu abro o envelope. A caligrafia de Tobias sempre foi algo que me chamou atenção. Quando começo a lê-la, meu coração dói ainda mais.

(Aperte o play antes de ler)

Querida Tris,

Eu não tenho muito tempo. Se você está lendo essa carta, é porque algo ruim aconteceu, e eu sinto tanto por isso. Eu gostaria de estar com você, dizendo o quanto você é especial e a lembrando do quanto você é forte e de que tudo isso passa. Porém, saber que eu sou o motivo de toda sua dor faz com que tudo seja mais doloroso.

Eu não queria que fosse assim, amor. Queria te dizer tudo isso pessoalmente, mas as coisas não são do jeito que queremos. Eu tive medo. Tinha medo que se eu dissesse em voz alta que te amava, o que a gente viveu junto fosse morrer junto comigo. Mas a verdade, Tris, é que eu sabia que era você. Naquele ônibus, em Chicago, quando você pôs os olhos em mim por cima da poltrona pela primeira vez, algo aconteceu comigo e de alguma forma eu soube que jamais deveria deixá-la ir.

Lamento que tudo aconteça desse jeito. Eu lamento tanto, amor...

Pensei em você muitas noites na estrada. Eu ficava olhando para o teto nos motéis e ficava imaginando como seria nossa vida juntos, se eu sobrevivesse. Ficar com você me mostrou algo que eu passei a minha vida inteira buscando. Eu imaginei nós dois, viajando pelo mundo, cantando e tocando juntos pelos bares. Imaginei você continuando a faculdade e eu trabalhando em alguma coisa, até conseguirmos juntar dinheiro e sair do país. Imaginei nós dois tendo um filho, ou dois... Ou quantos você quisesse. Eu não me importaria em engravidar você. Sempre ouvi boatos de que comer grávida é uma delícia.

Você fez de mim um homem, Beatrice, e por isso sou eternamente grato. Todos os momentos que vivi com você jamais serão esquecidos e que, mesmo na morte, eu me lembrarei de você. Eu me lembrarei do quanto você me fez feliz. E eu vou sempre te amar. Jamais esqueça do quanto você mudou minha vida.

Quero que me prometa que vai continuar sendo forte, doce e meiga. Que sempre que se sentir insegura ou perder completamente a fé, vai tentar olhar para si mesma com meus olhos. Prometa que vai ser feliz, que vai casar, ter filhos e encontrar uma pessoa que te ame tanto quanto eu. Que não vai mais ter medo de se apaixonar novamente e que vai continuar sonhando em voz alta.

Viva a vida, Tris. E nunca esqueça de ser você mesma. Seu verdadeiro “eu” é incrível.

Gostaria que nossa história fosse como a de Orfeu e Eurídice. Que você pudesse me buscar na morte com sua voz, encantando a todos. Que você pudesse me trazer de volta para vida apenas com uma nota cantada. Eu não iria foder tudo como Orfeu fez. Eu não olharia para trás. Eu faria as coisas darem certo para nós.

Não me arrependo de nada do que vivemos e, se fosse me dado o direito de viver tudo novamente ou me curar desse tumor, eu teria escolhido você. Eu sempre escolheria você. Ainda que você não fosse uma opção. Você sempre será minha escolha.

Você é corajosa e conseguirá passar por isso. Lembre-se que nenhuma dor é eterna. Eu estarei com você, ainda que você pense o contrário.

Espero que nunca me esqueça.

Com amor, sempre,

Tobias Eaton.

Eu caio no choro compulsivamente quando acabo de ler e abraço a carta contra meu peito. E essa é a última coisa que me lembro.

Notas finais
E então, amorezinhos? Choraram? ♥ Bem, quero ser rápida com vocês. O que vocês acharam do capítulo? Compartilhem comigo todos os pensamentos! Enfim, a pergunta mais importante que eu quero que vocês respondam para essa fic é: quem vocês preferem para finalizar a história? O Tobias ou a Tris? Respondam. É importante e eu quero ouvir os meus leitores ♥ Mais uma vez, me desculpem pela demora. Aqui está um trecho da short-fic do Will e da Chris: "Eu estava no bar tagarelando com Drew sobre o novo emprego que eu havia conseguido. Ele flertava comigo na maior parte da conversa e eu estava achando aquilo divertido, considerando que o pai dele era meu chefe. Eu sabia que me envolver com o filho do chefe não era algo bom, mas Drew era um cara legal e valia à pena correr todos os riscos. Então, a porta do bar se abriu e um grupo de rapazes entrou. Todo bar os notou, já que eles barulhentos. Eu viro minha cabeça para olhar os garotos e congelo. Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar. Ele mudou o corte de cabelo, mas a cor dele permanece a mesma. O castanho médio que sempre me encantou, desde que éramos crianças. Os olhos continuam com o mesmo toque suave, embora sua expressão seja muito séria. Noto que sua barba está crescendo, o que o deixa com uma cara de mais velho. Seu corpo está mais forte desde a última vez que eu me lembro e ele ficou mais gostoso. Seu maxilar está cerrado e suas sobrancelhas estão levantadas, enquanto ele olha ao redor do bar, procurando por alguém. Ele está diferente, mas eu o reconheceria em qualquer lugar. (.......) Eu não sabia que sentiria isso novamente. Já faz tanto tempo desde a última vez que eu o vira. Não sabia que essas sensações ainda existiam dentro de mim. Mas de uma coisa eu sabia: o homem que me quebrou estava de volta à cidade. E eu iria ter que aprender a lidar com isso." E então, amores? Leriam? Estou esperando a capa ficar pronta para postar o primeiro capítulo. Vejo vocês em breve! Desculpem a demora novamente. Prometo não demorar tanto da próxima vez ♥ Amanhã Estranha Perfeição será atualizada sem falta. Beijos! Twitter: @poxamalec ACOMPANHE TAMBÉM A OUTRA FIC! http://fanfiction.com.br/historia/540292/Estranha_Perfeicao/