Seja apenas meu...
2 Delicioso castigo...
Notas iniciais
Sebastian fechou os olhos. O que havia com ele? Sabia que estava sendo infantil. Ele nunca se comportara dessa forma. Nunca antes se sentira dessa forma. Milhares de anos... centenas e centenas de contratos... incontáveis humanos... fora sempre o demônio quem os desestabilizava e provocava, quem se divertia ao ver o ciúme cravar suas dolorosas garras na carne de seus contratantes. Ele rira secretamente, e muito, de todo aquele sentimento tão tolo e humano. Mas agora ele sentia aquelas garras em si próprio e era por demais doloroso.
Ele olhou para o jovem nobre sem dizer nada.
Então Ciel levou os dedos ao rosto. Tocou a pele e deslizou-os até o tapa-olho e sensualmente o ergueu revelando a marca do contrato. O demônio torceu a boca num sorriso... adorava aquele gesto. Passou mais uma vez a língua nos lábios e deu mais um passo em direção ao conde.
– Esta é a prova... de que eu lhe pertenço, não é? – Ciel o olhou e levantou o queixo de modo orgulhoso – Você sempre o disse. E eu mesmo... – nesse momento sua voz se tornou um sussurro rouco – ... eu mesmo já admiti... que sou seu... sou o seu senhor, sim. Mas também sou seu cativo... por que se esqueceu...?
No momento seguinte, Sebastian estava diante da poltrona, as mãos espalmadas no encosto, seu rosto quase tocando o de Ciel, que sentia o hálito quente dele bater em seu rosto. Um arrepio desceu por sua espinha, mas ele não se moveu e nem abaixou o olhar. Sustentou o olhar do demônio, rubro, repleto de fúria, ciúme... e desejo...
– Você é meu... sim! Sua alma... seu corpo... você... Posso tê-lo a hora que eu quiser, sabia?
Ciel sorriu. Aquele sorriso cínico, malicioso e quase cruel que tanto agradava ao servo... aquele que somente ele conhecia... O lorde aproximou sua boca e sussurrou roçando os lábios macios na boca do mordomo.
– Apenas se eu também te quiser... servo...! – e dizendo isso uniu suas bocas num beijo profundo. Quando as línguas se tocaram Sebby não pôde mais manter sua compostura.
Seu corpo foi tomado pela urgência. Agarrou o robe de Ciel e o rasgou expondo a pele branca, mordeu-lhe o pescoço fazendo o nobre gemer. O som o enlouquecia! Envolveu-o nos braços, descendo as mãos por suas costas, deliciado com a textura de sua pele... Ela ainda era macia e doce, como quando ele era menino... As mãos do conde também traçavam os contornos de seu corpo, maior e mais forte. Amava aquelas mãos... amava aquela boca... amava o cheiro da pele dele...
Então, bruscamente, Sebastian parou.
– O que foi? – Ciel murmurou o rosto corado e a respiração acelerada.
O servo o puxou com violência, virou-o de costas e o empurrou contra a pequena mesa, forçando-o o peito de seu senhor contra a superfície fria da madeira. Os olhos de Ciel se arregalaram de surpresa. Sem aviso Sebastian rasgou-lhe a calça e colou o rosto na base de suas costas e subiu cheirando-lhe o corpo. Ao alcançar-lhe a nuca, puxou-lhe os cabelos fazendo seu pescoço se expor. Em meio ao espanto o conde ouviu a voz do criado, rouca e furiosa:
– Eu sinto o cheiro dela... ocultando o seu, que eu tanto adoro... eu não suporto isso!!
O entendimento atingiu Ciel. Após alguns segundos ele forçou a cabeça na direção de Sebastian e murmurou de forma maliciosa...
– Então... faça meu corpo adquirir o seu cheiro... marque-me. Misture-o ao meu. Sobreponha-o. – ondulou seu quadril contra o dele.
Sebastian ficou surpreso por um momento, mas em seguida sorriu. Seu pequeno e pervertido mestre... e forçou seu quadril contra as nádegas de Ciel, fazendo-o sentir o volume que lá havia.
– Seus modos estão deixando a desejar... é grosseiro ficar se esfregando nos outros desta maneira vulgar... e puxar os cabelos também não é educado. — o conde disse sorrindo e comprimiu-se ainda mais ao servo.
– Perdoe-me, jovem mestre... – Sebastian soltou os cabelos azul acinzentados, mas não se afastou, envolveu o peito de seu lorde num abraço possessivo e principiou a beijar-lhe a nuca e os ombros. Ciel fechou os olhos, sentindo os beijos dele. Era tão bom... ansiara o toque dele em seu corpo durante todo o dia...
O mordomo sugava e mordiscava a pele branca do jovem, se deliciando com os suaves gemidos que ele deixava escapar. Queria ouvir mais... precisava ouvir mais! Tocou com a língua a parte posterior da nuca e foi descendo bem devagar, percorrendo toda a linha da coluna com aquele toque molhado, ora sugando, ora lambendo, ora mordendo-o. Arrepios correram por todo o corpo de Ciel, e a cada vez que sentia os dentes de Sebastian arranharem a pele, já supersensível, ele ouvia o som de sua própria voz sussurrando o nome do criado...
Desceu e depois subiu novamente e envolveu-o com os braços. Ciel virou o rosto por sobre o ombro e seus lábios se encontraram... Sebastian o beijou com fome... sentia urgência... queria... precisava daquela boca, daquele corpo... precisava de seu jovem senhor.
Virou-o de frente para si e o apertou, pressionando, forçando seu membro contra o corpo desejado e sentindo, deliciado, o de Ciel forçar-se contra o seu em resposta.
– Ah, jovem mestre... está tão impaciente quanto eu? A minha jovem senhora não é capaz de satisfazê-lo?
– Impertinente... – Ciel grunhiu e voltou a beijá-lo — está realmente procurando uma forma de ser castigado...
– Ahh... suplicie-me... mestre... açoite-me...
– Eu te farei beijar meus pés... – o nobre disse mordendo-lhe o lóbulo da orelha. Sebastian sentiu um arrepio correr por todo o seu corpo e o agarrou, empurrando-o na direção da ampla cama. Derrubou-o no leito e o admirou...
Ciel não era mais uma criança. Seu corpo havia se desenvolvido lindamente. Ele era delgado e atlético graças ao gosto pela equitação. O mordomo correu as mãos por suas pernas, pelas coxas grossas, sentindo a maciez da pele. Umedeceu os lábios com a língua. Aquilo era algo que o agradava muito. Seu jovem mestre ainda tinha a pele macia de quando era um menino... o SEU menino. Seus olhos adquiriram novamente aquele brilho demoníaco. Sebastian se curvou sobre as pernas adoradas, apertando, mordendo... marcando-as! Pouco lhe importava a discrição! Elas eram suas, assim como o próprio conde era seu. Deixaria aquela pele... aquele corpo... deliciosamente marcado... para que sua jovem senhora pudesse ver o quanto este servo era diligente e atento aos detalhes em seu trabalho.
Sugou com força ouvindo doce música deixar os lábios do jovem e observou satisfeito as coxas cobertas de manchas avermelhadas que iriam, com certeza, arroxear.
– Eu sei o que está fazendo... – Ciel sorriu de canto – e isso eu não irei perdoar...
Abraçou Sebastian com as pernas e o derrubou na cama, sentando-se sobre ele.
– Vejamos... como irei te castigar? – começou a abrir os botões camisa do criado lentamente. Revelando aos poucos o tórax largo. Ciel deixou uma mão entrar pela camisa dele e acariciou-o.
– Ah... – o tom de Sebastian era malicioso e cheio de provocação – já sabe desabotoar uma camisa? Eu acho que o senhor ainda é lento.
Ciel o encarou, aborrecido com a provocação, mas em seguida sorriu amplamente. Este era o seu Sebastian. Irritante, cheio de observações críticas e risinhos.
– Está muito lento? Darei um jeito. – puxou a camisa com força e os botões voaram.
– Jovem mestre!! Aah... só pra me dar ainda mais trabalho... eu o estou mimando demais.
– Silêncio! – Ciel inclinou-se e tocou de leve a pele do ventre de sebastian com a língua. Sorriu ao sentir a pele se arrepiar. Soube então o que fazer para castigá-lo. Seguiu beijando e lambendo, descendo cada vez mais e alcançando sua calça. Abriu os botões e o alcançou. Resolvera que o castigo seria lento porém doce.
Beijou o membro de Sebastian e sua boca macia e quente foi lentamente envolvendo-o. O demônio arfou quando seu mestre começou a sugar, com movimentos torturantemente lentos. Tão quente... o rosto dele levemente ruborizado e os olhos fechados. Seu paraíso, seu anjo, seu mestre, seu Ciel... O jovem agora o lambia da base até a ponta, roçando os lábios a pequenos intervalos.
Ah... sim... era tão bom... Seu jovem mestre era bom nisso. Sempre fora um excelente aluno quando se decidia a aprender algo. E ISSO ele se dedicara a aprender com perfeição. A necessidade de Sebastian era imensa, seu desejo por seu senhor avassalador, sentir aquela boca devorá-lo era tão delicioso que sentia que iria explodir em prazer a qualquer momento.
– Jo-jovem mes... tre! E-eu... – antes de concluir a frase o prazer jorrou fazendo-o arfar. Os músculos definidos de seu abdômem se contraindo em um espasmo. Após alguns segundos ele olhou para Ciel que sorria com petulância, limpando os lábios com as pontas dos dedos e lambendo-as em seguida.
– Isso foi rápido, Sebastian... – seu tom era divertido e Sebastian sentiu vontade de colocar seu amo em seus joelhos e dar lhe algumas palmadas a despeito dele já ser homem feito. Riu. A arrogância de Ciel sempre o fizera ainda mais belo para o mordomo.
– Jovem mestre, o senhor já me castigou com severidade... fui posto em meu devido lugar. – sua voz era submissa – o senhor é meu lorde, meu rei...
Ciel sorriu e sentou-se sobre o ventre de Sebastian, que permanecia deitado, as pernas afastadas, uma de cada lado do corpo do criado. Este observou a intimidade de seu amo e acariciou-lhe as coxas grossas...
– Aprecio a maciez de sua carne... – lançou um olhar cheio de malícia para o conde – como a de uma dama...
–Sebastian, eu dispenso seus comentários... – o tom de Ciel era autoritário mas isso teve sobre o servo o efeito contrário ao que pretendia o nobre.
– Macio em algumas partes... mas bem rígido em outras. Isso me honra muito, meu lorde.
A observação fez um rubor leve atingir as faces do amo, e o mordomo desejou ardentemente fazer a linda cor tomar conta de todo o belo rosto. Soube então o que fazer e a simples ideia fez seu membro voltar a endurecer.
Deslizou as mãos por dentro das coxas de seu lorde e as passou por baixo delas, levando-as próximas às nádegas como se fosse erguê-las.
– Jovem mestre, se não me engano, eu não devo ser o único a ser punido. O senhor foi muito cruel para com este servo em seu castigo... Eu desejo reparação por esta injustiça... E eu a terei! É a sua vez de ser castigado.
E assim dizendo puxou as pernas dele, rápido e sem aviso, surpreendendo o conde que não esperava este movimento.
–Sebas...!
Sebastian trouxe os quadris de Ciel até sua boca, lambendo e beijando-lhe o membro. Mantendo-o preso ao abraçar-lhe as coxas.
–Jovem mestre... – sugou com força, seus olhos procurando o rosto de seu senhor, desejoso de observar as suas reações. Viu-o gemer e fechar os olhos. Mas isso era insuficiente... Sebastian queria fazê-lo delirar, gritar. Então, após mais alguns minutos, o demônio posicionou as mãos sob os quadris de Ciel novamente e suspendeu-os. Observou aquela região tão íntima, pequena e rosada.
– E-espere, Sebast... – o jovem não conseguiu concluir, pois a boca de Sebastian venceu a pequena distância, sua língua acariciando aquele ponto sensível.
Ciel arfou e tentou se desvencilhar, mas o criado o mantinha firmemente imobilizado, abraçando suas pernas e as abrindo ainda mais.
– Sebastian...!! N-não!! Aah... – a língua de Sebastian, molhada e quente, descrevia círculos, carícias, toques... Ele levantou o olhar para o seu jovem mestre, sem parar de explorar-lhe toda a sensível região, e sorriu de satisfação.
Ciel estava completamente corado, a boca entreaberta enchendo o ar de gemidos. Sebastian sentiu-se voltar a endurecer. Seu membro latejou de desejo e impaciência diante de tão bela visão: Ele era mais uma vez a sua criança... gemendo em suas mãos, perdendo o controle a cada toque e carícia.
– Humm... jovem mestre, espero que esteja apreciando a sua punição. Eu estou adorando! É delicioso ver que basta a minha boca para fazer o orgulhoso conde voltar a ser o garotinho corado que se perdia em meus braços. Não sabe o quanto me excita te ver com a respiração entrecortada, o rosto rubro de vergonha por sentir tanto prazer... Gema para mim... Quero te ouvir gemer o meu nome... – voltou a atacar, de modo guloso, a macia intimidade.
Ciel, sentindo seu orgulho ferido pelo tom jocoso do mordomo tenta afastá-lo de si colocando as mãos em seus cabelos negros e empurrando-o. Mordeu os lábios com força para impedir o som vergonhoso que insistia em sair.
Afinal ele não era mais o menininho assustado e desprotegido de poucos anos atrás mas sim um adulto jovem e um lorde. Não se perderia daquela forma!
Ao notar o esforço do nobre para o afastar, Sebastian apenas sorriu maliciosamente. Ia mostrar ao seu senhor o quanto ele podia ser habilidoso na arte de dar prazer. Colou a boca na entrada de Ciel, já hipersensível e relaxada, e começou a penetrá-lo... com a língua.
Ciel estacou! A boca aberta, o som sufocado na garganta e os olhos arregalados ao sentir-se invadido daquela forma tão pecaminosa.
– N-não! Ah... S-Sebas... aah... por favor...par...
Quanto mais o conde protestava, mais o demônio se excedia no ato. Sentia-se latejando cada vez mais, seu membro doía de desejo. Precisava sentir o corpo de seu mestre, não estava mais suportando. A tortura de Ciel também era sua própria. Afastou a boca e inseriu um dedo dentro dele.
Ciel se agitou e arfou e o mordomo sorriu passando a língua nos lábios.
“Tão quente, gostoso e apertado...” – Sebastian sorria e estreitava os olhos.
Um gemido mais intenso o fez perceber que o jovem alcançaria o clímax em breve. Então, num movimento rápido, tirou o dedo e se ergueu fazendo o nobre escorregar para o seu colo.
– Não, meu jovem mestre. Meu senhor, meu amor e perdição... Ainda não... eu quero estar dentro de você quando o prazer o fizer gritar o meu nome... o nome que você me deu....
– Faça...! – Ciel sussurrou em seu ouvido...
– Seu desejo é uma ordem... my lord...
Sebastian tinha Ciel sentado em seu colo, de frente para si, as pernas do jovem envolvendo sua cintura, os braços envolvendo seu pescoço. Passou a língua no pescoço do jovem, sentindo a doçura de sua pele enquanto levava as mãos aos quadris dele para erguê-lo um pouco. Gemeu ao sentir o latejo de seu membro, pulsando de impaciência, quando este roçou de leve a entrada de Ciel, devidamente úmida e lubrificada por sua própria saliva.
O nobre mordeu os lábios ao sentir o falo do servo, tocando-o, procurando-o. Seu próprio membro latejou de desejo, e ele o segurou, acariciando-o e esfregando-o no ventre de Sebastian.
O mordomo posicionou-se e lentamente começou a entrar em seu jovem senhor, Sebastian arfou, a pele coberta de suor. Ciel era tão quente e macio, as paredes dele o apertavam tentando expulsar aquele volume, fazendo Sebastian gemer a cada movimento. Olhou para o conde e se deliciou ainda mais: Ciel tinha o rosto totalmente corado, os olhos fechados e a boca entreaberta... a cada pequeno centímetro que Sebastian adentrava dentro dele, Ciel emitia um pequeno gemido rouco.
Delicioso... enlouquecedor...
Como podia aquele corpo, aquele mestre, aquele humano... provocar no demônio tantas emoções? Carinho, Raiva, Amor, ciúme... prazer!
Lutou contra a vontade de se enterrar nele de uma vez. Queria saborear devagar cada sensação, cada pulsar daquele corpo quente e gostoso apertando-o e torturar seu amo lentamente, abrindo-o, até que ele implorasse por mais.
Ciel escondeu o rosto no pescoço do criado e sugou o ar num silvo... Sebastian estava totalmente dentro de si. Sentia o membro dele... quente, preenchendo-o... tão... bom!
– Meu lorde... – Sebastian sussurrou – como é gostoso... aah... diga... diga o meu nome...
– Se... aah... Sebas... Sebastian... – Ciel gemeu – Sebas... tian...
O hálito quente dele em seu pescoço, aquela voz gemendo o seu nome... o nome que o conde lhe havia dado... tão erótico era para o servo... Sebastian fechou os olhos ao ouvir aquilo. Arrepios correram-lhe pela espinha e seus olhos brilharam rubros na escuridão. Segurou os quadris de Ciel e lentamente foi levantando-o, saindo aos poucos de dentro dele, apenas para voltar a descê-lo em seu membro, entrando devagar, num lento e torturante movimento de vai-e-vem...
– Vamos... jovem mestre... ahn... diga novamente... – ele começava a aumentar o ritmo – quero ouvi-lo... preciso ouvi-lo...
Ciel entreabriu os olhos e encarou Sebastian. O rosto do jovem estava afogueado e seus olhos se encontraram. Os de Sebastiam reluzindo na semi obscuridade, os de Ciel, bicolores, cravados naquela luz. Aquele tom de azul, tão intenso. Sebastian arfou mais uma vez... o céu lhe era negado... mas ali naquele olho estava aquele azul: mais profundo que o do firmamento... o SEU céu... e no outro, belo, luminescente, a marca que ele mesmo colocara... o sinal de que Ciel era seu.
O jovem conde aproximou a boca do rosto do servo, ainda mantendo o desejado contato visual, e sussurrou rouco...
– ... Sebastian...
“Ah...”
Sebastian, deliciado, avançou e tomou os lábios de Ciel num beijo intenso. Movimentou os quadris, estocando-o, sentindo-o gemer em meio ao beijo. E então o amo separou as bocas repentinamente, emitindo um gemido alto, os olhos fechados.
– Aqui? – Sebastian sorriu e estocou novamente. A resposta foi um novo gemido, delicioso... O mordomo o apertou nos braços e continuou arremetendo contra aquele ponto. Seu jovem amo agarrado aos seus ombros, entregue... seu e apenas seu... toda a frustração sendo esquecida. Seu mundo agora era o corpo de seu menino e o doce som de sua voz...
Ciel gemia sem se importar se seria ouvido ou não. Para o inferno com tudo! Naquele momento era apenas ele e Sebastian, nada mais no mundo importava. Há quanto tempo ele não podia dar vazão àquele sentimento? Poder se entregar de forma plena, como se não houvesse mais nada além deles, dos beijos e do prazer. Nada além de Sebastian... nada além de seu amor...
O criado colocou a mão na nuca de seu mestre, trazendo-o para mais perto, os movimentos de ambos ritmados, cada vez mais rápidos e fortes. Tão quente... tão bom... Mais uma vez o jovem entreabriu os olhos e fitou os do outro.
– Diga... – o mordomo sussurrou, as bocas quase se tocando.
– Sebastian... – o nobre sussurrou de volta, a voz quase falhando.
– Ciel... – Sebastian sussurrou, surpreendendo o jovem e em seguida possuiu-lhe a boca num beijo ávido.
“Ciel ”... ah... há quanto tempo ele não ouvia Sebastian dizer seu nome...!
Mais um movimento e Ciel não pôde mais suportar, seu prazer chegou ao auge e sua semente jorrou, banhando o ventre e o peito do criado. Seu gemido de êxtase sufocado pela boca ansiosa do demônio.
Sebastian também gemeu, no momento de gozo Ciel se tornara ainda mais delicioso, as contrações o tornando ainda mais apertado e o servo também chegou ao auge e seu prazer jorrou quente dentro de seu amado enquanto o servo emitia um gemido profundo, a boca ainda unida à do conde.
Lentamente, Sebastian deitou-se, trazendo Ciel ainda preso em seus braços. A respiração deles ainda descompassada. Acomodou a cabeça do jovem em seu peito e mantiveram-se abraçados... naquele momento não havia mais um conde e um mordomo, um humano e um demônio... mas sim duas vidas entrelaçadas de tal forma pelo destino e pelo amor que uma não podia se distinguir da outra...
Fale com o autor