Segunda Chance

11 Capítulo 11 - Iniciando a Missão


Notas iniciais
Oláááá! Me perdoem por estar demorando para postar. Eu ainda estou com dificuldades para continuar escrevendo, mas não se preocupem que eu não desistirei! Quero dar boas vindas aos novos leitores e agradecer pelos comentários de todos! Boa Leitura!

Nós corremos até a minha casa. Estava tarde, portanto a minha mãe dormia, então não teríamos problemas para explicar o porquê que eu estaria levando a Eva e o Henry para o quarto do Peter.

Ao entrar, tranquei a porta enquanto a garota dos olhos cor de safiras colocava o seu irmãozinho sonolento na cama.

— Vem, Marc! – Ela chamou.

— O que foi? O que eu devo fazer? – Me aproximei.

— Deita aí!

Bom... A cama não é muito espaçosa para três pessoas, mas Eva deu um jeito para se equilibrar e me dar um lugar ao lado de Henry, que ficaria entre nós dois. Eu me deitei, também tentando me equilibrar para não acabar caindo no chão, e encarei a garota.

— E agora? O que faremos?

— Durma.

— O que?

— Precisamos dormir para que as nossas almas possam ‘’dar um passeio’’. Só assim, poderemos nos comunicar com o Peter.

— Não será tão fácil. Tudo o que aconteceu nas últimas horas foi tão... Agitado. É o suficiente para me manter acordado a noite toda.

— Apenas durma... Idiota. – Eu me surpreendi ao ouvir Henry me xingar enquanto praticamente dormia.

— Educado até nos sonhos.

— Ignore. – Eva sorriu.

Henry se mexeu, virando-se pra mim e se aproximando. Quando a sua cabeça encostou-se ao meu pescoço, ele relaxou como se tivesse acabado de dormir.

— Ele me xinga e depois me usa para poder dormir? Tinha que ser o seu irmão, não é?

— Ele gosta de você, Marc. Pelo menos, essa posição vai ajudá-lo a dormir também. Sempre que eu cuidava do Henry lá em casa e ele dormia abraçado a mim, eu também caía no sono.

— Imagino.

— Tente relaxar. – Eva posicionou a sua cabeça no travesseiro, fechando os olhos enquanto acariciava o cabelo de Henry.

Posicionei a minha cabeça no travesseiro e fechei os olhos também. Pensei em várias coisas, começando pelos dias que eu maltratava o Peter, depois pelo dia da Mordida, lembrei-me dos dias que quase fiquei em depressão, me culpando pelo o que aconteceu. Depois a voz de Thomas, que estava possuído pelo espírito do Golden Freddy, dizendo que o Peter tem apenas poucos dias de vida se repetia na minha cabeça. Sem falar de lembrar de Vincent como Purple Guy e depois de seu corpo todo destruído naquela fantasia de coelho.

Levantei-me com tudo, quase acordando Henry, que foi colocado para dormir por Eva, e me afastei.

— O que foi agora? – Ela perguntou, se levantando também e se aproximando de mim.

— Sinto que eu tive um pesadelo sem mesmo nem ter dormido.

— Eu entendo. Mas você precisa vir com a gente, Marc. Eu não posso trazer o Peter sozinha. Além disso, ele está ansioso para vê-lo.

— Eu sei, mas... Quando eu mais penso nessa situação tensa, menos eu consigo dormir.

Eva respirou fundo.

— Eu prometi que não iria deixar o Peter morrer. E farei isso de qualquer jeito. Desculpe, Marc.

— Pelo o quê?

— Por isso.

Foi uma coisa tão inesperada e repentina que nem deu tempo para eu agir. Só senti um soco na minha cara, que me fez ficar inconsciente antes de sentir o impacto do meu corpo no chão.

Quando eu acordei, eu estava em um lugar completamente escuro. Por um minuto, eu acreditei na possibilidade de ter sido sequestrado e levado para algum lugar isolado. Até que...:

— Oi, Marc. – Ouvi a voz do Henry, que estava ao meu lado.

— Hã?!

— Você não conseguiu dormir, não é? – Ele perguntou, mas eu não respondi por falta de palavras mesmo. – Sabe o que é legal quando dorme após levar uma surra? É que você não sente a dor quando está na forma de alma. Porém, infelizmente, está roxo embaixo do seu olho.

— Está?

— Não se preocupe. Não é permanente.

— Onde estamos?

— Em um vazio. Por enquanto.

— E cadê a Eva?

— Ela deve estar...

— Cheguei. – Ouvi a voz da garota atrás de mim, me dando um susto enorme.

— MAS O QUÊ?!

— Desculpe, acabei de chegar. Eu também não consegui dormir, portanto, eu tive que usar outro método.

— Tipo qual? Dar um soco na sua própria cara?

— Não. É uma concentração extrema, quase como uma meditação.

— Bem que podia ensinar a fazer isso pra mim, não? Tinha que escolher justo uma surra para me fazer dormir?!

— Era o jeito mais rápido, no seu caso.

— Não importa como vocês chegaram aqui. Vamos acabar logo com isso. – Disse Henry, impaciente.

— Certo. Você consegue nos levar à mente do Peter sem bloquear o verdadeiro sonho dele?

— Posso sim.

Henry fez um movimento com o braço e tudo ficou mais escuro ainda, já que agora eu não enxergava mais nada por completo.

— Eva?! Henry?!

— Estamos aqui, Marc – Ouvi a voz da Eva.

— Onde?

Então, uma luz brilhou na direção dos meus olhos, quase me cegando.

— Henry! Aponte essa lanterna para outro lado! – Eva repreendeu.

— Foi mal, irmã.

Com o brilho da lanterna, eu pude reconhecer o local onde estávamos.

— É o quarto do Peter? – Perguntei.

— Foi feito para se parecer com o quarto dele.

— Estamos no pesadelo dele. – Henry esclareceu mais a situação.

— Realmente é bem parecido, só que... É mais assustador. Cadê o...?

— Marc? – Eu não acreditei que, após muito tempo, eu finalmente escutei aquela voz infantil novamente.

— Peter!

Henry apontou a luz na direção da cama do meu irmão. Ele se escondia perto do criado mudo. Levantou-se, revelando a sua presença.

— Marc! – Ele correu na minha direção, pulando no meu colo. Eu o abracei tão forte que pude acreditar que nunca mais o soltaria. – Você voltou!

— Meu irmãozinho! – Eu comecei a chorar, obviamente com o menor fazendo o mesmo.

— Eu senti tanto a sua falta!

— Eu também! Eu nunca mais o magoarei, Peter! Daqui por diante será diferente pra nós dois! Eu serei um bom irmão mais velho pra você e nunca mais o farei chorar de novo!

Ele sorriu e eu fiz o mesmo.

— Oi, Peter. – Disse Eva, que sorria.

Peter desfez o abraço e encarou a garota.

— Eva! Você está aqui! E o Henry também!

— Claro que estamos aqui. Eu disse que o tiraria daqui.

— Então, eu finalmente vou sair desse lugar?

— Vai sim.

Ele sorriu em resposta. Que bom ver um sorriso alegre e cheio de esperança dele, mesmo depois de tudo o que passou.

— Mas, primeiro, vamos resolver o problema aqui. Fiquei sabendo sobre os pesadelos. Eles devem estar lhe prendendo aqui e evitando a sua liberdade.

— Estão sim. De dia, quando eu estou acordado, estou no hospital. Pouquíssimas vezes eu consigo ir para a pizzaria. Mas, por algum motivo, eu sou puxado e preso aqui em casa há noite.

— Realmente são os pesadelos. Quem são eles?

— Hã... – Peter ficou pensativo e depois rapidamente arregalou os olhos. – Não...

— O que?

— Não, não, não, não, não! – Ele começou a chorar desesperadamente.

— Peter! Peter, o que foi?! – Eu perguntei, sem saber o que fazer.

— Eu havia perdido a lanterna, essa que o Henry segura. – Ele contava enquanto soluçava. – Por causa disso, eu demorei demais!

— Demorou? Como assim?

Escutamos um barulho vindo da cama. Peter apertou mais o abraço, muito nervoso. Eva e Henry se aproximaram mais da gente. O irmão da garota usou a luz da lanterna para identificar o dono do barulho. Ele lentamente levantou a luz, começando pelo chão até a cama. Foi quando vimos um par de patas amarronzadas semelhantes de um animatronic velho. Ao subir mais a luz, percebemos que o bicho era grande, rasgado, com o exoesqueleto á mostra. Mas essa não era a pior parte. O pior foi ver a cara do bicho, que tinha olhos brilhantes e assustadores, sem falar naqueles dentes pontudos.

Eu não sei o que outros fariam no nosso lugar, mas a gente gritou como se fosse o último da nossa vida. Quando o bicho foi pra cima de nós, Peter me abraçou forte e escondia o seu rosto no meu pescoço enquanto chorava. Henry pulou atrás de mim enquanto ainda apontava a luz para o bicho. E a Eva... Bem...

A Eva segurou os dentes da criatura com as mãos. COM AS MÃOS! Eu mesmo, depois de tudo o que passei com ela, não acreditei no que vi.

— Henry, abra a porta agora! – Ela ordenou, fazendo um esforço para não deixar o bicho se aproximar de nós.

— Tá bom. – O menor correu até uma porta e a abriu, dando de cara com outro monstro, só que amarelado, também com dentes afiados, com o corpo em estado lamentável, o exoesqueleto à mostra, e garras pontudas. Ele segurou o Henry, o chacoalhando e fazendo-o gritar desesperado. Eu quase fiquei tonto, pois a única luz era a da lanterna que ele balançava por todo o quarto.

— AFASTE-SE DELE! – Não sei com qual força, mas a Eva, de maneira até sobrenatural, conseguiu jogar o monstro amarronzado no amarelado, que soltou o Henry, que caiu nos braços da irmã.

Ela fechou a porta e encostou-se nela.

— Mas o que foi aquilo?! – Perguntei, ainda chocado.

— Foi o Freddy... E a Chica. – Peter respondeu.

— Eu sei sobre o seu medo em relação aos animatronics, mas aquilo está longe de ser o que eu vejo na pizzaria do meu tio! – Disse Henry, que saía do colo da irmã.

Ouvimos um barulho vindo da outra porta. Eva, sem hesitar, foi até ela e a abriu, levando um susto com uma espécie de Bonnie versão pesadelo, também enorme, de olhos brilhantes, garras e dentes afiados. Eva deu um soco certeiro no focinho do coelho e o chutou para fora do quarto, batendo na porta logo depois.

— Como você consegue bater nele? – Peter perguntou, tremendo de medo.

— O que? – A garota se virou pra ele.

— Eles são assustadores e eu nem quero saber em chegar perto. Mas você não parece ter medo.

— Bom... É que eu... – Ouvimos outro barulho, que interrompeu a fala da Eva. – Fala sério!

— É o Foxy!

— Onde ele está?

— Ali! – Peter apontou para o armário branco.

— Deixe comigo. Henry, me empresta a lanterna?

— Claro. – Ele deu o objeto à irmã.

Eva se aproximou do armário com uma expressão séria. Respirou bem fundo antes de abrir a porta branca. Assim que abriu, um Foxy feio pra caramba apareceu, fazendo um som assustador que seria uma espécie de... Sei lá, um rugido talvez. Os meninos, Peter e Henry, me abraçaram de medo, enquanto Eva usou o pé para dar um empurrão no monstro para dentro do armário enquanto apontava a luz da lanterna nele.

— É melhor você voltar a dormir, coisa feia. Eu não deixarei nenhum de vocês alcançaram esse menino.

— Fecha a porta. – Peter pediu, chorando.

Eva o fez.

— Agora abra de novo e aponte a luz na cara dele.

— Tudo bem. – Ela abriu e o bicho estava mais afastado e escondido.

— Fecha de novo.

— Tá. – E o fez novamente.

— Agora abra.

Quando ela abriu a porta, ao invés de encontrarmos um monstro, vimos apenas um pelúcia do Foxy, aparentemente inofensivo e normal.

Eva o pegou e o examinou.

— É só um brinquedo. – Disse Henry.

— É. – Eva concordou.

— Coloque-o de volta. – Meu irmão pediu. – Ele pode voltar. Ele sempre volta...

— Você sabe lidar com isso, Peter?

— Um pouco. A lanterna é a única arma que eles podem me oferecer. Eles detestam a luz. Tenho que vigiar as portas, a cama e o armário... Senão... Hã...

— Você terá um ataque cardíaco.

— É.

— Então, vamos jogar juntos. – Eu falei. – Cada um vigia um canto do quarto e evitamos o pior.

— Pode dar certo. – Disse Henry.

— Mas só temos essa lanterna.

— Não mesmo. – Eva mostrou mais três lanternas nas mãos.

Nós encaramos aquilo com os olhos arregalados.

— Como você fez isso?

— Tudo isso é coisa da nossa cabeça, portanto posso fazer o que eu quiser. Mas como a lanterna é a nossa única arma nesse jogo, então será mais justo que cada um tenha a sua própria. – Ela deu uma para o Henry, pra mim e para o Peter. – Muito bem. Agora, me diga, onde se localizam os bichos?

— Hã... O Freddy fica na cama. Inicialmente, aparecerá um Freddle.

— Um o quê?

— Freddle. Ele se parece com o Freddy versão pesadelo, mas é pequeno. Primeiro aparecerá um. Se for descuidado, aparecerá dois, três. E se você demorar depois disso... Bem...

— O Nightmare Freddy surgirá. Entendi.

— O Bonnie fica no corredor esquerdo. Precisa ouvir o som de respiração para depois usar a lanterna. O mesmo funciona com Chica, no corredor direito.

— Certo.

— E eu já disse como é que se luta contra o Foxy.

— É verdade. Entendi tudo. Obrigada, Peter. Então, faremos o seguinte: Peter, você cuida do Nightmare Freddy. Não é tão tenso quanto cuidar das portas. Assim, você não terá problemas em se assustar.

— Tá bom.

— Eu posso cuidar do Bonnie?

— Hã... Henry, você sabe que aquela coisa não é o Bonnie que você conhece, não é?

— Eu não tenho medo dele.

— Bom, você é quem sabe. Boa sorte.

— Valeu.

— Marc, você cuida do Foxy.

— Certo.

— Quanto a mim, terei um papo entre garotas com a Chica.

Nós concordamos. Não sei no que aquilo iria levar, mas era a única ideia, certo?

Ouvimos um barulho vindo da cama.

— Acho que é um Freddle! – Disse Peter.

— É? – Eva apontou a lanterna para o pequeno ursinho assustador. Rapidamente, ela pulou na cama e pegou a pequena criatura pela orelha, o que o fez ficar agitado e fazendo barulhos. – Que coisinha mais feia.

— Não acredito que você conseguiu pegar ele!

— E eu me arrependi muito. – Na mesma hora, ela tacou o bicho contra o chão, de maneira até impiedosa, quebrando-o em pedaços e fazendo parafusos, molas e outras partes daquele urso se espalharem, o que não só assustou os meninos, como também assustou a mim mesmo.

— Hã... Eva, acho que não precisava de tanta violência... Pelo menos não na frente deles. – Eu falei.

— Desculpe.

— Eva. – Peter a chamou.

— Sim, querido?

— Como você consegue não ter medo deles?

— Simples. Eu já disse isso ao seu irmão: Eu não tenho medo de bichinhos de pelúcia.

Notas finais
Para quem ama os Nightmares, me perdoem se ficaram um pouco desconfortáveis com a surra que eles levaram da Eva. Eu estou explorando um lado frio dela. Eu sei que alguns de vocês devem achar que ela não seria assim, mas, quando eu a criei, ela tinha que ser um pouco insensível, mas eu não resisto quando há situações de amizade, quando ela está com o Marc, sem falar que ela tem um carinho enorme por crianças, que seriam o Peter, o Henry e os espíritos dos animatronics, o que a torna até uma pessoa legal. Não estou dizendo que ela será uma má pessoa, apenas o seu lado protetor terá um nível quase... ''Nightmare''. kkkkkkkkkk Obrigada a todos que estão acompanhando e que estão gostando da fic. Está quase no final, hein? Beijos! Até o próximo capítulo!