Segunda Chance

12 Capítulo 12 - As Regras de Plushtrap


Notas iniciais
OLÁ! Desculpe, desculpe e desculpe! Perdoem-me por ter demorado tanto para postar esse capítulo! Foi falta de inspiração e não consegui continuar! Esse capítulo é o meu presente de natal pra vocês! Quero agradecer a todos por estarem lendo e acompanhando essa fic! Obrigada pelos comentários e pelo carinho! Tentarei me esforçar para não demorar novamente e postar mais rápido! Boa leitura!

Estamos nessa situação há uma hora. Ouvir respirações, abrir a porta e fechá-la, além de ficar piscando a luz da lanterna o tempo todo. Dá até dor nos olhos.

Peter parece estar mais confortável na nossa presença. Ele não está tão assustado como antes e, por incrível que pareça, não chorou desde que começamos esse jogo. Os Freddles devem estar entediados com ele, já que não parecem serem tão assustadores agora. Henry luta contra o Bonnie, ou, como a Eva chama, Nightmare Bonnie. O pirralho realmente não tem medo do coelho monstro, pois nem susto leva mais. Assim como Peter, ele parece lidar com a situação tranquilamente, o que é bom.

Sobre a Eva...

Hehe! Bem...

Digamos que Chica está a prestes a perder o bico de tanta surra que já levou da garota. Algo me diz que Eva tenta se segurar o máximo o possível para não exagerar e acabar por assustar o Peter e o Henry. Nem sei o porquê que essa galinha monstruosa ainda insiste em continuar com esse jogo após ser chutada tantas vezes.

— Isso não vai dar certo! Precisamos de um novo plano!

— Deixa de ser mole, Marc! Estamos aqui há uma hora.

— Uma hora?!

— Vê se presta atenção nesse armário! Precisamos de nós quatro aqui!

Olhei o armário, iluminando-o com a lanterna. A pelúcia do Foxy ainda estava lá.

— Tudo bem por aqui.

— Por enquanto.

De repente, o quarto inteiro ficou escuro. Não víamos nada além de um ao outro. É como se o cenário todo tivesse sido apagado.

— O que foi agora?! – Perguntou Henry, que correu até Eva, acompanhado por Peter.

— Olá! – Uma voz assustadora e irritante falou de repente.

O cenário começou a voltar, mas não era o quarto. Era o corredor na minha casa. No fim, havia uma cadeira branca e nela estava sentado um tipo de coelho amarelo danificado e assustador. Os seus olhos negros nos encaravam.

— Finalmente! Um ser que fala! – Disse Eva.

— Quem é você? – Perguntei.

— Responde-o, garoto! Que nome você me deu?

Nós três encaramos Peter, que segurava o meu braço com força, mostrando que estava com medo.

— Plushtrap.

— Entendo. – Eva voltou a encarar o bicho. – O que quer, Plushtrap?

— Vocês não são bem vindos aqui. Essa brincadeira é entre nós... E ele. – O coelho apontou o dedo indicador para Peter.

— É a mente dele. Ele faz as regras nesse mundo.

Plushtrap balançou a cabeça para os lados, negando.

— Não, não e não. É nosso jogo, nossas regras.

— Se nós vencermos esse jogo, vocês irão libertar esse menino.

— Por quê? Está querendo estragar a nossa diversão? Agredir-nos não foi o bastante?

— Acredite, coelhinho, eu nem mostrei o verdadeiro estrago que eu posso fazer.

— Gostei de você. É assustadora. Então... Vamos jogar.

— Primeiro, explique as regras.

— Claro. Não sou trapaceiro como vocês.

— Nós não trapaceamos. Usamos a lanterna.

— Mas você nos agrediu.

— Fala sério! Nem doeu muito!

— O que?! – O coelho ficou em pé na cadeira. – Freddy perdeu um Freddle, Chica está deformada e Bonnie está procurando o nariz dele!

— Isso não é verdade! Quer dizer, sim, eu quebrei um Freddle, mas Nightmare Chica e Nightmare Bonnie não mudaram nada.

— É cada nome que vocês dão pra gente... Sem comentários! Vamos logo com isso! – Ele sentou novamente. – Vocês vão usar essa lanterna. – Plushtrap jogou o objeto para Eva. – Pisquem a sua luz enquanto eu tentarei me aproximar de vocês. Aconselho me pegarem quando eu estiver exatamente nesse ‘’X’’.

— ‘’X’’? – Perguntamos, confusos.

Ele apontou para o ‘’X’’ marcado no chão, um pouco próximo de nós.

— E o que acontece se não conseguirmos? – Henry perguntou.

— Bom... Isso é muito ruim... – Ele deu uma risada assustadora. – Vamos começar? Que tal... Uma partida para cada jogador? O nosso pequeno Peter pode começar.

— Não... Não!

— Acalme-se, Peter. Você consegue. – Eva deu a lanterna para o menor.

— Eu não sou muito bom nesse jogo!

— Mas agora estamos aqui com você. – Disse Henry.

— Vamos lá, Peter. – Falei. – É só pensar assim: Já que você é o primeiro, o jogo será mais fácil.

— Hã... Tudo bem... – Por mais que ele tenha concordado, sei que estava morrendo de medo por dentro.

— Vamos começar! – O coelho parecia se divertir com a situação. – Não ousem ajudá-lo! Isso será entre mim e ele!

— Tudo bem. – Concordamos.

Tudo ficou escuro novamente. Até que a luz da lanterna de Peter brilhou, mostrando Plushtrap sentado na cadeira. Ele apagou a luz e a acendeu, o coelho ainda estava lá. Depois de mais duas piscadas, Plushtrap foi pego fora da cadeira, mas retornou após a luz brilhar. Logo depois, ele não estava mais na cadeira, o que fez Peter ficar tenso e nós também. Então, vimos o coelho quase saindo de um dos quartos ao lado, mas se escondeu novamente.

— Tente deixar apagado por um momento! – Sua voz assustou a todos, já que eram minutos de puro silêncio. – Eu tenho direito de jogar um pouco! Com essa luz piscando o tempo todo nos meus olhos, não conseguirei me mexer e ficaremos aqui por toda a eternidade.

— Tá bom...

Nisso, Peter deixou a lanterna apagada por um tempinho, mas a acendeu logo depois de escutar um barulho. Plushtrap havia entrado em outro quarto. Peter tinha pouco tempo agora. Se ele falhar e Plushtrap estiver passado do ‘’X’’, isso não seria nada bom. Peter deixou a lanterna apagada por um tempo novamente, quase chorando após ouvir as risadas do coelho, que parecia confiante. Assim que ele abriu os olhos e acendeu a luz...

Não acreditamos ao ver Plushtrap justamente no ‘’X’’.

Gritamos, pulamos e comemoramos de alegria por ele ter conseguido passar. Peguei o meu irmãozinho no colo, o abraçando e vendo-o sorrir, chorando de alegria.

— Eu sabia que conseguiria!

— Você viu, Marc?! Eu ganhei!

— Claro que eu vi, bobo!

— Parabéns, garoto, mas é melhor comemorarem de verdade assim que o último de vocês passarem nesse jogo. – Disse o coelho seriamente. – Pode vir o outro menino.

— Vai lá, Henry! Você consegue. – Disse Eva.

— Eu espero que sim. – Henry parecia um pouco nervoso.

Peter lhe deu a lanterna e Plushtrap retornou à sua cadeira, dando início ao jogo. Houve a mesma coisa: Pisca a luz, deixá-la apagada por um bom tempo, reacendê-la. Mas me impressionou o fato de que Henry usou a técnica de deixar a luz apagada por mais tempo do que o Peter e acendê-la poucas vezes. Ele acabou por conseguir deixar o Plushtrap parado no ‘’X’’ no final. Ele sorriu e passou a lanterna para a Eva.

— Moleque esperto! – Disse o coelho, meio contrariado por ter sido vencido outra vez. Ele encarou Eva. – Finalmente uma partida contra você, garota assustadora.

— Vamos logo!

— Muito bem. – Ele voltou à sua cadeira. – Que comece o jogo!

Eva apagou a luz da lanterna, mas ela não acendeu. Passamos minutos na completa escuridão. Seja qual for a técnica que Eva esteja usando, é extremamente arriscado. Mais do que o método do Henry.

— Eva! O que está fazendo?! – Perguntei, desesperado.

— Não estrague, Marc! Assim é bem mais divertido! – Plushtrap riu. – Está tentando adivinhar? Quer mesmo arriscar? Interessante! Bem... Eu sou muito rápido. E você não tem chance. Admiro a sua ousadia, mas isso é inútil.

— É mesmo? – Eva finalmente disse alguma coisa. – Se é inútil, então por que... Eu peguei você? – Ela acendeu a luz. Plushtrap já havia passado do ‘’X’’ e estava prestes a atacá-la, porém Eva foi muito mais rápida e chutou o pequeno animatronic, fazendo-o bater no teto e cair no chão. O bicho ficou irado ao ver suas molas e parafusos espalhados pelo piso.

— MAS O QUÊ?!

— Se você estivesse quieto, seria realmente mais complicado para pegá-lo, Plushtrap. Mas ao ficar se gabando por se achar melhor do que eu, foi extremamente fácil capturá-lo.

— Não é justo! Você trapaceou!

— Não, eu não trapaceei.

— Não pode me bater!

— Creio que isso não esteja nas regras.

— Não, mas farei que esteja!

— Isso não é fazer regras. É frescura sua. Além disso, você disse que deve parar no ‘’X’’, certo?

— É claro!

— Olhe pra baixo.

Assim que ele olhou, percebeu que havia caído bem no meio do ‘’X’’.

— Mas... O que?!

— Eu ganhei. – Eva sorriu. Henry e Peter gritaram em comemoração enquanto eu estava preocupado. Eva enfrentava o perigo de uma maneira como se não se importasse com as consequências de seus atos. Ela se aproximou de mim, dando-me a lanterna. — Boa sorte.

— Obrigado... Vou precisar.

Eu me afastei um pouco dos outros enquanto Plushtrap mancava até a cadeira.

— Podemos começar? – Perguntei.

— Só um minuto. A senhorita agressiva quebrou os meus circuitos.

Eva riu, sendo acompanhada pelos meninos. Depois de dois minutos, Plushtrap finalmente se consertou e pôde iniciar o jogo. Os meus métodos foram os mesmos que o de Peter, só que um pouco mais cuidadosos, já que eu não estava com tanto medo quanto ele, embora esteja igualmente nervoso.

Porém, ocorreu o que eu menos esperava. Não consegui passar no jogo. Assustei-me ao ver aquele mísero coelho pular na minha cara e gritando feito um louco.

— Hehe! Eu esperava mais de você! – Ele saiu de cima de mim.

— Não! Marc! – Peter estava preocupado.

— E agora? O que acontece comigo?

— Bem... Terá que passar mais algumas horas aqui com a gente. Enquanto vocês três têm menos tempo nesse lugar.

— Legal! – Peter sorriu.

— Nada legal. – Eva discordou. – Se passarmos por tudo isso normalmente, será apenas mais uma noite de pesadelos. Não mudará nada. Precisamos acabar com isso antes que amanheça.

— E o que pretende fazer? – Perguntou Plushtrap, curioso.

— Nos dê mais tempo nesse pesadelo.

— Bom... Isso vai ser estranho. Estou acostumado a castigar dessa maneira.

— Então faça ao contrário. Eu, Peter e Henry ficaremos mais tempo enquanto Marc tem menos.

— Certo... Mas onde pretende chegar com isso?

— Até o fim para salvá-lo. – Disse enquanto colocava a mão na cabeça de Peter, acariciando-o.

— O Fredbear não vai gostar nada disso.

— Eu encaro-o numa boa.

— Você é quem sabe. Voltem para o quarto. Estamos preparando um bom desafio pra vocês.

— Obrigada pelo aviso.

— E troquem um pouco de posição! Ficar horas enfrentando o mesmo jogador é chato!

— Tudo bem.

E o coelho desapareceu.

— Seremos mortos se você continuar os enfrentando assim. – Falei.

— Tem que mostrar força, Marc. Eles acham que estão lidando com crianças assustadas. Não estão preparados para gente como nós.

— Isso não vai acabar bem.

— Não pense assim. Nessa hora precisamos de tudo, menos pensamentos pessimistas. Somos mais fortes e mais inteligentes do que eles. Usaremos isso ao nosso favor.

Suspirei.

— Você tem razão.

— Olhe! O quarto! – Disse Henry.

Só agora percebemos que voltamos para o quarto de Peter. Cada um estava com uma lanterna na mão, o que deve ter aparecido de repente. Afinal, tudo é possível dentro de um sonho... Ou de um pesadelo.

— Faremos o seguinte: Eu cuido do Bonnie, Marc da Chica, Peter do Foxy e Henry do Freddy.

— Certo. – Concordamos.

Ficamos em nossas posições e o jogo começou novamente. No início, até que estava bem, já que os bichos vinham aos poucos. Mas logo depois, foi desesperador. Nós estávamos acostumados com as nossas antigas posições, ou seja, confundimos tudo, o que rendeu a vários sustos e crises de pânico.

Eu, acostumado com Foxy, ficava muito tempo sem olhar a porta. E quando eu a abria e dava de cara com uma galinha animatrônica se aproximando, eu piscava a lanterna feito louco, fechava a porta e não escutava as respirações como devia, o que me rendeu uma onda de sustos. Peter, acostumado com Freddy, levava um susto de primeira, já que não tinha nenhum Freddle para lidar antes do verdadeiro monstro aparecer. Quantas vezes o Foxy deve ter assustado ele?! O Henry estava um pouco mais tranquilo, já que o seu problema eram os Freddles. O problema é que, quando nós levávamos um susto, ele se distraía e passava um bom tempo sem cuidar da cama. Somente uma vez o Freddy apareceu, mas a Eva lidou com ele rapidamente. Já Eva não teve tanto problema, já que aparentemente Bonnie e Chica se comportavam da mesma maneira. No entanto, ás vezes ela saía de seu lugar para ajudar os outros, o que complicou um pouco para o seu lado também.

Resumindo, estávamos ferrados.

— Eu não aguento mais! Vamos trocar de lugar!

— Agora não, Henry. Mudar só vai complicar.

— Podemos voltar às posições iniciais. Estávamos bem daquele jeito. – Eu falei.

— MARC, ATRÁS DE VOCÊ! – Eva gritou.

— O que?! – Quando eu olhei pra trás, percebi que havia esquecido a porta aberta, permitindo que Chica me pegasse.

De repente, eu acordo e me levanto da cama, com o coração quase saindo do peito. Percebi que estava no quarto normal de Peter, era apenas um pesadelo. Henry dormia profundamente na cama, ao meu lado, enquanto Eva estava sentada numa posição de meditação no chão, na frente do armário. Ela parecia muito concentrada. Pensei em chamá-la, mas isso poderia ‘’acordá-la’’ e deixar Henry e Peter sozinhos naquele inferno.

Deitei-me na cama, com esperança de voltar para o pesadelo. Mas, infelizmente, eu estava tendo um sonho bom.

Desesperei-me ao ver a cabeça de Marc ser mordida e ele desaparecer. Chorei... Mas chorei tanto e gritava por seu nome! A Chica saiu do quarto, encostando a porta, nos deixando sozinhos novamente. Eva correu até mim e me abraçou.

— Hei... Shhhhh! Calma! Está tudo bem, Peter!

— Ela matou o Marc... – Eu chorava alto, em pânico.

— Ele não está morto, Peter. Você lembra que isso é um pesadelo? É apenas uma ilusão da sua cabeça. Ele só acordou no nosso mundo. Está vivo e bem.

— É verdade? – Perguntei enquanto soluçava.

— Claro. Eu prometo a você.

— Eva! – Henry gritou. — Tem algo na porta!

— Droga, Bonnie!

Eva se afastou de mim, abriu a porta e lidou com o coelho assustador. Após fechar a porta novamente, ela se aproximou de nós e disse:

— Agora somos nós três. Precisamos trabalhar juntos e nos concentrar. Você pode voltar para o Freddy, Peter. Só assim garantiremos que não haverá ataque cardíaco.

— Certo.

— E eu posso voltar para o Bonnie, Eva?

— Sinto dizer que você ficará com o Foxy, Henry.

— Por quê?! Eu quero o Bonnie!

— Mas se eu deixar assim, terei que lidar com a Chica e com o Foxy ao mesmo tempo. São ataques diferentes e irá me confundir. Não queremos mais ninguém mordido, certo?

— Entendi. – Disse Henry, contrariado.

— Bem... Eu cuidarei da Chica e do Bonnie. Vamos começar?

— Vamos.

Fomos para as nossas posições. Eu já afugentei três Freddles que apareceram. Henry mal abriu o armário e já levou um susto com o Foxy, mas conseguiu lidar com ele facilmente. E Eva corria de uma porta pra outra para lutar contra Nightmare Chica e Nightmare Bonnie. Mais cedo ou mais tarde, ela vai se cansar.

Sem o Marc aqui, pode ser um pouco complicado.

Notas finais
Novamente desculpe pela demora. Espero que tenham gostado! Vamos torcer para que esse pesadelo do Peter acabe logo e que essa bruxinha aqui não demore para postar novamente kkkkkkkkkkkkk! Feliz natal, pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.