Notas iniciais
Então para quem quer que leia essa fic, eu escrevo esse capitulo a unica que postou algum comentário a Mei.

Enquanto Trocava se, de roupa e tirava o uniforme e vestia um vestido branco bem básico, Sachiko pensava no que Satoshi havia dito mais cedo na escola. Será que ela era uma tonta por acreditar em Jason? Será que ele iria mesmo aparecer, ou seria mais uma pegadinha e iriam zoar ela. Deixando de lado esse pensamento, concluiu que Jason não seria tão cruel com.

Saindo do seu quarto despediu se do seu irmão Marcus Penhallow. Marcus ao contrario dela era simpático e tinha vários amigos e varias admiradoras. Passando pela rua principal até a biblioteca, viu varias pessoas encararem ela. Acostumada com os maus olhares, passou direto rapidamente até chegar ao outro lado da rua onde ficava a biblioteca.

Entrando na biblioteca, imediatamente sentiu o cheiro familiar de livro velho, e adorou. Aquele era o seu lugar preferido e passava todo o seu tempo livre ali, era quieto calmo e ninguém a encarava. Olhando ao redor viu a velha e simpática bibliotecária. Aquela mulher sempre estava lá e sempre sorria ao ver Sachiko. Ela provavelmente devia ter 60 ou 65 anos porque já tinha muitas rugas e quase todos os cabelos eram brancos. Sorrindo para ela, procurou novamente por Jason e começou a se preocupar. Com alegria e alivio achou Jason no fundo da biblioteca com uma pilha de livros ao seu lado. Respirando fundo para acalmar seu coração, caminhou lentamente pelo corredor como seria essa tarde.

Passado 3 horas, Jason já entendia tudo da matéria de historia, enquanto Sachiko o encarava varias vezes. Cansada, espreguiçou se e disse num murmuro:

– Então, você já entendeu toda a matéria?

Levantando a cabeça do livro, respondeu com um sorriso:

– Acho que sim, muito obrigado mesmo Sachiko.

Quase vermelha de nervosismo, ela respondeu um pouquinho mais alto:

– Eu acho que já esta na hora deu voltar para casa, ta muito tarde agora. Qualquer duvida você pergunta amanha na escola.

– Ta bem, valeu

Se levantando, despediu se de Jason e saiu da biblioteca. Saindo da biblioteca olhou para o céu e tomou um susto, já era o por do sol. Sabendo que demoraria 30 minutos para chegar à Mansão apertou o passo, e chegou perto da velha fabrica abandonada. Passando por dentro da fabrica, Sachiko sentiu um calafrio que só apareceu no dia do ataque aos 7 anos. Dando a volta pelo corredor, sentiu uma extrema pancada nas costas. Perto de uma poça imunda. Ainda tonta pela queda, virou a cabeça a procura dos agressores, dando meia volta pela cabeça viu quatro vultos no meio da saída. Todos tinham capuzes, mas dava pra ver que um era menina porque o cabelo loiro aparecia saindo do capuz.

Com a pupila dilatada e tremendo de pavor, ela tentou se arrastar para bem longe, mas a perna esquerda dela estava doendo tanto quanto aquela vez em que ela caiu de uma escada, quando pensava em o que fazer para fugir do alcance deles, ela sentiu outra dor extremamente aguda, mas agora na perna esquerda, ela virou e viu alguma coisa gigantesca penetrando sua perna, logo depois percebeu que era um cano enferrujado. Tomada pelo desespero ela gritou, um grito fino, mas mesmo assim elevado

, mesmo não sabendo o porque: Ou pela dor no corpo todo, ou por um pequeno fio de esperança que algum adulto aparecesse e resgatasse a pequenina ou por ver que seria morta naquele local sem ninguém ligar.Obviamente irritados por ela ter gritado o maior dos agressores levantou ela com muita facilidade e jogou ela com tudo numa poça nojenta, sem nem se preocupar com a aterrissagem, mesmo assustada ela recusou se a chorar, virou a cabeça toda dolorida para o lado e deixou a minúscula e bendita lagrima sair, bem longe da vista do grupinho de covardes.

Entretidos com a situação, um do grupo agachou e agarrou o pescoço da menina, enquanto os outros dois ficaram imóveis com a cabeça abaixada, quando o menino que segurava o pescoço dela afrouxou o aperto, ela achou que eles já tinham torturado o suficiente, o quarto vulto que tinha sumido apareceu com uma corrente prateada com um gancho no final. Ela não podia ver o rosto do vulto, mas podia sentir que ele estava com um sorriso de puro prazer. Ele enrolou a corrente em volta do pescoço e tacou a corrente ate um cano acima deles até o outro lado, e puxou com muita força fazendo com que Sachiko fosse erguida e sufocando ela demoradamente, como uma arvore em que enforcavam um criminosos com uma corda. Os três pareceram espantados com isso e recuaram da pessoa que enforcava ela, mas não fizeram nada para impedir. Enquanto o outro fez uma coisa impressionante e começou a bater palmas, como se fosse um tipo de espetáculo e Sachiko fosse uma palhaça fazendo brincadeiras.

Apos os primeiros trintas segundos Sachiko já tinha perdido totalmente a capacidade de respirar, ela tentou puxar a corrente do pescoço, mas infelizmente não acontecia nada e Ela perdia o restante de força que possuía Dividida entre o cano que passava pela perna dela e sangrava um jato de sangue e a corrente que enforcava ela, Sachiko focou sua vista para baixo e viu com espanto para a única cara que conseguia ver e distinguir quem era, após uns cinco segundos ela reconheceu quem era o infeliz que batia as palmas, o maldito do Satoshi Morishige. Com a ultima força que lhe restava Sachiko cuspiu na cara dele, na verdade maior parte do que saiu foi sangue e pouquíssima saliva, só para ver o maldito sorriso maroto desaparecer. E para o credito dela Satoshi logo parou de sorrir e começou a fazer uma careta de raiva assustadora.

Com a visão embaçando e ficando branca, Sachiko começou a ver vários rostos, de seus pais, de seu irmão sorrindo. E memórias bem antigas como sua família num parque por causa de uma festa de sócios. E finalmente enxergou o rosto de Jason, quando eles eram mais novos, caminhando juntos para a mansão. Com as ultimas forças de vida, Sachiko pensou que pelo menos ela teve um amigo antes de morrer, justo com o fim desse pensamento uma voz confortante e maternal, como se ela estivesse ouvindo de uma mãe, sussurrou: Jason... Jason pode ter lhe ajudado no passado, numa simples briguinha. Mas e agora, quando sua vida esteve em jogo onde ele estava para lhe ajudar contra esses malditos covardes?

Não agüentando mais sentiu suas forças evaporarem, todos os seus membros pararam de se mexer, como seu ultimo pensamento ela desejou, que todos aquelas pessoas sofressem de uma maneira terrível e morressem do mesmo jeito que ela antes de cair num eterno e frio buraco escuro.