Notas iniciais
Então mais uma vez aqui vai o maximo que eu tenho, caso tenha algo errado por favor avisa pois eu até agora só tive dois comentários, e da mesma pessoa da diva da Mei.

Capitulo 3

Silêncio

Silêncio, não escutava nada, tudo era escuro e vazio, Sachiko imaginou ou foi criada com esse pensamento, que quando seu espírito ou Yūrei passa se para o outro lado, ela veria seus parentes, todos os ancestrais de sua família. Mas pelo que ela podia enxergar o que já era pouco, ela estava sozinha naquele lugar. Ela pensou em se mover, mas achou seu corpo extremamente leve, como vapor. Para ver se estava certa, Sachiko tentou se beliscar, o que para o seu espanto atravessou direto. Após pensar um pouco ela logo chegou a conclusão:Será que eu fiz algo de errado? Ou será que eu não fiz nada. Será que eu vivi uma vida vazia, eu deveria ter feito algo a mais, estou sendo castigada? Será que eu não sou boa o bastante para me juntar aos meus familiares

Com esse pensamento Sachiko logo começou a chorar, desesperadamente achando que passaria a eternidade nesse lugar assustador, vazio escuro e enlouquecedor. Após um longo tempo chorando, ela sentiu que não possuía mais lagrimas para chorar, então pensou em gritar, quando estava prestes a gritar, ela ouviu a mesma voz estranha porem reconfortante.

Não criança, não chore.

Parando com a idéia de gritar, Sachiko se forçou a escutar melhor a voz.

A minha querida criança, você não foi punida, por que nós puniríamos você minha cara criança?

– Então por que estou aqui? Onde estou? E onde você esta?

Calma menina, você faz perguntas demais, eu vou responder todas as suas perguntas, mas primeiro feche os olhos.

Querendo perguntar o porquê, ela quase ia fazer a pergunta, mas algo lhe disse para aguardar um pouco, e obedecer. Hesitando, ela fechou os olhos lentamente. De repente uma brisa fria passou pelo seu corpo fazendo ela tremer um pouco.

Ótimo, agora abra os olhos e você vera a sua nova casa.

Mesmo com medo ela abriu os olhos e se deparou com a visão do inferno. A paisagem destruída com o chão rachado e pedregoso em todos os lugares, árvores mortas, todas com os galhos sem folhas e com as pontas afiadas no final. Tudo ao redor era escuro, apenas com a visão do fogo em algumas partes. Na parte onde tinha mais movimento Sachiko viu anjos ou demônios voando, e atacando com chicotes vultos encolhidos no chão e gemendo e gritando de dor.

Quando virou para ver se conseguia enxergara voz que sussurrava no seu ouvido, a garota tomou um susto gigantesco que até mesmo pulou de onde tava e aterrissou no chão. Tinha uma criatura horrível na sua frente, ela tinha a pele cinza claro e toda enrugada, olhos brilhantes vermelhos como o sangue recém derramado, orelhas de morcego e presas afiadíssimas. Ela tinha o corpo de uma mulher de estatura média mesmo curvando um pouco a cintura. Usava um vestido preto e rasgado no final. E a visão mais impressionante que teve dela, asas gigantescas, parecendo como as de um morcego, marrom e com pontas afiadas no final de cada curva.

– O que foi menina, porque esta toda encolhida no chão? Eu ainda nem toquei em você.

– O que você é?

Finalmente olhando para si mesma, a velha enrugada começou a rir, como se tivesse contado uma boa piada. Parando de tremer, ela começou a ficar com raiva. Não gostava que ninguém risse dela

Me desculpe sempre me esqueço que nós não aparecemos muito no seu mundo, eu sou uma Arai. Um espírito da vingança, serva dos derrotados, já deu para ter uma idéia né?

– Você vai me punir?

Novamente o monstro ou Arai começou a rir histericamente por um bom tempo até cair no chão gemendo. Depois voltando com o semblante sério.

É obvio que não porque nos iríamos lhe torturar mais criança? Eu irei lhe explicar melhor. Venha, siga-me enquanto eu lhe explico tudo.

Enquanto seguia a Arai, Sachiko começou a perceber que os vultos gritando, eram na verdade pessoas. Homens e mulheres fritando queimando no fogo, ou recebendo chicotadas das outras Arais, que agora eram mais visíveis. Outras pessoas estavam gritando enquanto ficavam presos por algemas e as Arais começavam a chicotear as costas, os peitos e as pernas dos acorrentados.

Nós as Arais somos responsáveis por cuidar das almas dos mortos assassinados, e realizar seus últimos desejos, vingar se contra os assassinos e garantindo que eles sofram por toda a eternidade. As almas que você viu no Campo dos Gritos são apenas uma fração de séculos de injustiça contra os fracos.– Enquanto ela explicava, Sachiko imaginava o que aconteceria com a sua alma num lugar como esses.

– Na Grécia nós costumávamos punir os infelizes nós mesmos, mas no fim nós decidimos que era mais justo para os mortos terem a sua própria diversão, enlouquecendo, torturando mentalmente ou fisicamente e por fim matando os desgraçados.

– Como assim deixar os mortos terem a sua própria diversão?

Com essa pergunta, a Arai virou seu corpo e chegou mais perto de Sachiko, olhando nos olhos vermelho da Arai, com os olhos mais vermelhos do que o normal, ela começou a ver varias imagens. Uma pior que a anterior de fantasmas vestidos em branco, decapitando, mutilando atormentando suas vitimas e todas tendo mortes terríveis e sangrentas.

– Chega! Eu não agüento mais assistir isso.

Se isso responde a sua pergunta, todos os injustiçados se vingaram contra eles e encontraram paz ou se tornaram Arais, ajudando os que não tiveram paz com seus assassinatos brutais.

– Mas porque você esta me contando isso?

Ora minha querida você não percebeu mesmo? Você também terá o prazer de levar a sua justiça contra aqueles vândalos que lhe mataram tão injustamente e covardemente. Ou você vai deixar os que trouxeram ruína a sua família saiam livres da justiça?

Justo quando ia replicar dizendo que nunca iria matar alguém, o fim daquela frase sou no seu ouvido como se fosse uma martelada. Achando que era uma piada de mau gosto ela perguntou para o monstro:

– Como assim “os que trouxeram ruína a sua família”, o que aconteceu com a minha família?

Após aquela pergunta a Arai fechou o sorriso e recuar um pouco, ela olhou para Sachiko com os olhos apontados para baixo como se estivesse triste por ela e falou com o maximo de sua “gentileza”

–Ah minha querida, eu sinto muito, eu tinha me esquecido que vocês almas novas não podem ver o que acontece no seu plano mundano.

– Eu quero saber. O que aconteceu com a minha família, você não pode me contar?

Contar eu até posso, mas seria melhor se você visse nos meus olhos. Porem nem todos conseguem agüentar ver seus queridos sofrendo.

Parando para ver se tinha coragem de observar a sua família, a curiosidade começou a gritar com ela para que ela visse, enquanto o medo sussurrava que era uma má idéia. Tomada pela curiosidade ela balançou a cabeça afirmando que teria coragem de ver a sua família.

A Arai deu um passo para frente e ficou da altura de Sachiko, enquanto ficava imóvel seus olhos começavam a girar e mostrar a cena tão conhecida por ela. O local onde seu corpo estava enforcado e totalmente pálido.

Notas finais
Entao gostaram ou odiaram, por favor avisa q agora eu to depressiva, só comente um pouquinho até por favor nao me deixe no vaco.